Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Carlos Santos: Nasci em Rio Tinto (Vagos – Portugal) no dia 18 de Abril de 1969 segundo o bilhete de identidade, mas sou mais novo 5 semanas, já que a data correcta é 10 de Março. Sou casado e vivo com 2 filhotes e uma mulher (ufa) e trabalho no comércio frutícola.
Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex? Carlos Santos: Se bem me lembro, fui iniciado na Banda Desenhada em Lisboa, com a minha prima que me ensinou a ler ainda antes de entrar na escola e depois com nove anos lá tirava algum dinheiro aos meus pais para comprar quase tudo o que era publicado: Condor, Falcão, Disney, etc. Aos doze, descobri numa livraria com a ajuda de um primo, revistas da Vecchi: Tex, Ken Parker, Histórias do Oeste, Chacal, Chet, etc. Foi um click de tal maneira que fiquei atordoado com o nível dos argumentos e desenhos, que nunca mais parei de adquirir as séries Bonellianas.
Tex nº117 – Subterrâneo da Morte e Tex 2ª Edição nº32 – O Caçador de Criminosos, foram os primeiros Tex’s que me recordo de ter lido.
Porquê o Tex e não outra personagem? Carlos Santos: Grandes desenhos, bons argumentos, bons autores, histórias longas e interligadas que pedem para comprar o seguinte (sem conotação comercial) embora tenha também uma paixão enorme pelo Ken Parker.
O que Tex representa para si? Carlos Santos: A vitória do bem contra o mal, amizade, lealdade e acima de tudo, o respeito!
Qual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Carlos Santos: Epá! Essa pergunta não se faz a um texiano, he, he…
São todas importantes e Texiano que se preze tem que ter todas as histórias e eu possuo-as, ou seja, possuo todas as séries publicadas no Brasil, com uma excepção. Só não compro Tex Coleção por ter a série Tex Edição Histórica completa.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem? Carlos Santos: Só revistas porque o resto ninguém me diz “Eu arranjo isto ou tenho isto, queres comprar?“. São uns invejosos pois querem tudo para eles! (obviamente estou a brincar…)
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Carlos Santos: A Sul de Nogales! Uma verdadeira obra prima, uma história digna de cinema, curta e passada num único local.
Aprecio sobremaneira os desenhadores Galep, Letteri, Nicolò, Ticci, Villa, Fusco e Civitelli, já a nível de argumentos: G. L. Bonelli!
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Carlos Santos: Em Tex tudo me agrada, mas penso que fazem falta umas femeazinhas para alegrar as nossas vistas, como acontece com Ken Parker.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é? Carlos Santos: O trabalho da família Bonelli e o trabalho das editoras que no Brasil publicaram o Ranger. O sucesso em Portugal passa por no Brasil se falar também o português, porque se Tex fosse publicado somente em outras línguas, inclusive indígenas (he,he…) estávamos fadados em Portugal a não “conhecer” o Tex!
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Carlos Santos: Existe pano para mangas com a entrada de tantos novos desenhadores mas algo que talvez desse certo era variar os temas, fazendo histórias de teor mais sobrenatural, algo como histórias de ficção científica como acontece na Marvel/DC, onde juntam vários heróis nas histórias, com viagens ao passado e futuro, etc.
Para concluir, se algum dia eu chegar a ser milionário, edito em Portugal toda a série italiana, em português e no tamanho original, só para “lixar” o editor Dorival! (he, he…)
Prezado pard Carlos Fernando Oliveira Santos, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Desenho espectacular da autoria de Claudio Villa, onde vemos Tex Willer num vigoroso voo (com os colts na mão) através de uma janela de um sallon de Tombstone, partindo dessa forma para o ataque contra dois idiotas que se encontravam no exterior, onde aguardavam que o Ranger saísse pela porta principal, para se vingarem da humilhação sofrida minutos antes quando Tex os expulsou após ter lutado contra ambos, mas o Ranger destemidamente saiu da forma que vemos!
Desenho usado no Brasil como capa de Tex e os Aventureiros #4 e inspirado na história, “Mescaleros!“ de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #151 a #154).
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Esta é, sem dúvida, uma das melhores séries do Oeste que temos lido, no campo da Banda Desenhada. Não a consideramos a melhor, pois temos que admitir que existem outras de igual qualidade, embora abordando de forma diferente o tema. Esta possui a particularidade de retratar o verdadeiro Oeste e das suas personagens serem figuras do quotidiano, vivendo os seus dramas, como qualquer outro simples mortal. Tal deve-se a uma escola, donde têm saído não só grandes guionistas, como igualmente grandes desenhadores: Albertarelli, Buzzelli, Alessandrini, Galep, Bataglia, Manara, Caprioli, etc., etc..E poderíamos ficar aqui a acrescentar mais uma larga dezena de nomes da Escola Italiana, embora nem todos eles tenham o mesmo estilo. No entanto, onde na verdade os italianos podem ser considerados mestres, são nos guiões. E quando a simbiose é perfeita, entre o autor e o desenhador, o resultado é excepcional, como é o caso de “Ken Parker”. E lembramos que nem todos os episódios são desenhados pelo mesmo artista e o próprio argumentista é ajudado por outros três escritores. Ivo Milazzo é o principal desenhador, seguido de G. Alessandrini, S. Tarquinio, Renato Polese, G. Dianti, etc..
Giancarlo Berardi, tem a assistência de T. Sclavi e Mantero nos textos.
A ÉPOCA DO “WESTERN”
A época do verdadeiro Oeste inicia-se em 1776 (ano da Independência dos Estados Unidos da América) e altura da sua verdadeira colonização e termina por volta de 1910. Nela são considerados os Estados onde o clima e as extensões desertas, deram azo à criação do mito.
Kentucky, Califórnia, Texas, Novo México, Arizona, Colorado, Oregon, Nebraska, Dakota, Los Angeles, etc.. Aí nasceram vários mitos: Jess James e seus irmãos, um produto da injustiça e cobiça, a seguir à Guerra de Secessão (1866); Wyatt Earp, um Marshall e político corrupto; Bill The Kid, psicopata e homossexual; o juiz Roy Bean, bêbado inveterado e que exercia a justiça sumariamente, nos bares e entre canecas de cerveja; o advogado Temple Houston; o Chefe índio “Sitting Bull”, que acabaria por se ver a participar num Circo com Buffalo Bill (outro mito da história do “western” norte-americano), cujas façanhas, na sua maior parte, foram ganhas à custa do exagero com que eram escritas as suas aventuras; o General Custer, um megalómano; Calamity Jane que de senhora não tinha nada e era tão cruel como outras figuras masculinas da época; os irmãos Dalton, criminosos da pior espécie; Pat Garrett outro xerife cruel e traiçoeiro e mais uma larga galeria de personagens, que nunca mais acabam e que vários escritores norte-americanos e outros, viriam a engrandecer e a deturpar a verdade sobre elas, ao longo das décadas.
O Cinema, logo a partir de 1903, inicia igualmente o mito do Oeste. Do mesmo modo o faria a 9ª arte, mas mais tarde, só a partir de 1925.
Mas esta só lhe iria dar um certo cunho de realidade, com as séries “Red Ryder” de Fred Harman e “Lance” e “Casey Ruggles” de Tufts. Na Europa, a desmistificação dá-se quando alguns autores europeus começam a criar séries realistas e perfeitas, que abordam temas candentes e de grande interesse, tais como: “Tenente Blueberry” de Giraud, “Jerry Spring” de Jijé, “Comanche” de Herman, etc.. O próprio Cinema, a partir de finais dos anos 50 e princípios da década de 60, viria do mesmo modo a alterar substancialmente o mito do Oeste, mas estes filmes também eram europeus. Os norte-americanos raramente abordaram o Velho Oeste de uma forma real e cruel, inclusive sobre a quase extinção dos índios.
O NASCIMENTO DE “KEN PARKER”
“Ken Parker” nasce em 1974, quando sai o primeiro título da série, com o nome de “Largo Fucile” (Espingarda Comprida), destinado a única edição.
O êxito viria mais tarde quando surge nas bancas italianas em Junho de 1977, já com publicação própria. Até 1984 foram publicados 59 episódios, que chegaram a ser editados na ordem dos 70.000 exemplares, por número, além de algumas aventuras esporádicas e edições especiais a cores.
O autor de “Ken Parker” seria o genovês Giancarlo Berardi, escritor realista e estudioso do mito do Oeste. Ao longo das histórias desta personagem, Berardi vai introduzindo nas suas aventuras, quase todos os mitos do Velho Oeste norte-americano, mas sob uma perspectiva diferente de outros autores. Ele salienta a personalidade das suas personagens e os seus comportamentos. Retrata o verdadeiro ser humano, sem auréola de “herói” ou de mito. Os argumentos de Berardi são também influenciados por John Ford, Faulkner, Fitzgerald e outros realizadores de Cinema e escritores.
Em 1989 Berardi e Milazzo criaram uma editora própria, a Parker Editore e iniciaram-se republicando os 59 episódios originais desta saga, numa colecção com o nome de “Serie Oro”. No final acrescentaram mais três edições, com histórias que foram publicadas na colecção “Collana West”, totalizando 62 álbuns. Em 1992 chega às bancas italianas o “Ken Parker Magazine” com histórias inéditas e de maior formato. Além de “Ken Parker”, a revista apresentava nas suas páginas, artigos e novas aventuras de “Marvin il Detective” e a última aventura inédita da série “Giuli Bai & Co.”.
Após a publicação do Nº 19 (edição dupla) em 1994, a revista seria retomada pela Sergio Bonelli Editore, que a publicaria até ao Nº 36 (1996). No entanto, em 1996 e 1997, e numa nova colecção chamada “Ken Parker Collezione”, seriam republicadas 13 aventuras desta personagem, mas só com a “Ken Parker Speciale”, da qual seriam ainda publicados mais 4 números (em álbuns de 180 páginas) com histórias inéditas, datados de Jul. 96, Jan. 97, Jul. 97 e Jan. 98 respectivamente. Aí a série acabaria definitivamente.
“Ken Parker” não seria a única personagem criada por Berardi. “Marvin il Detective” é de sua autoria também. Em qualquer das séries em que se ocupa, este guionista dedica-lhes um estudo minucioso, não só das pessoas como da época onde se inserem e sobre as quais escreve.
Ivo Milazzo foi um dos primeiros desenhadores a ocupar-se da série e é amigo inseparável de Berardi. Desde 1971 que passaram a trabalhar juntos em outros projectos, principalmente em histórias de terror. Com o sucesso da série houve necessidade de contratar outros desenhadores de quem já falámos. Mas quer neste caso quer no campo dos argumentistas, os dois autores principais sempre supervisionaram os respectivos trabalhos.
Em 1998 a série desaparece de vez, embora os leitores continuassem a insistir no seu reaparecimento. Em paralelo, os dois artistas, resolveram criar outra série, um pouco parecida com “Ken Parker”, mas com outras personagens, como é o caso de “Welcome to Springville”. Mas “Ken Parker” ficaria com um dos marcos no campo da Banda Desenhada italiana.
A HISTÓRIA DE “KEN PARKER”
“Ken” nasceu em Buffalo (Wyoming), a 20 de Novembro de 1844. No início da sua saga, era um caçador. Numa emboscada feita por bandidos, o seu irmão é morto e ele perde a memória. Salvo pelos índios, acaba casado com uma índia da qual terá um filho. Sua mulher e filho serão mortos pelos militares, numa das suas incursões pelos territórios dos índios. Tendo criado alguma amizade com os índios, será conhecido por estes como “Espingarda Comprida”, devido ás características da sua arma de caça.
Mais tarde irá ingressar no exército como explorador e depois trabalhará para a Agência Pinkerton como detective. Percorrerá desde o México ao Canadá, passando por vários Estados norte-americanos. A Pinkerton não é apresentada como uma Agência de detectives justiceira, que vencia os criminosos, caçando-os nos mais variados locais onde estes se escondiam, mas sim como uma polícia privada, sem escrúpulos, ao serviço dos políticos capitalistas e empresas dos Estados Unidos da América.
Depois de ter sido um colaborador daquela Agência, “Ken Parker” acabará por se transformar em perseguido, devido a ter-se envolvido, involuntariamente, na morte de um polícia, durante a repressão de uma manifestação sindical. Os esbirros da Pinkerton resolvem então, mover-lhe uma perseguição implacável…
Toda esta série é recheada de acção e beleza naturais. Trata-se de uma personagem a não perder, para aqueles que ainda consigam adquirir a edição brasileira, onde as suas aventuras seriam publicadas, já que em Portugal tal não aconteceu, excepto com uma história a cores, que as “Selecções BD” apresentaram aos seus leitores, no seu Nº 29 de Março de 2001.
“KEN PARKER” NO BRASIL
“Ken Parker” estreou-se no Brasil em Novembro de 1978, através da Editora Vecchi. Em Agosto de 1983, após 53 edições mensais, a publicação foi encerrada. Em Janeiro de 1990 a Editora Best News retomou a personagem mas publicou apenas duas edições – os Nºs 54 e 55 da série original. Com isso, os leitores brasileiros ficaram sem as quatro últimas aventuras da colecção, que têm os títulos “A Proposito di Gioiellie e D’Imbrogli”, Il Sicario”, “Sciopero” e “I Ragazzi di Donovan”.
Em 1994 a Editora Ensaio publicou um álbum especial com a história “Os Cervos” (sem texto e a cores), que é o primeiro episódio do ciclo “Il Respiro e Il Sogno” e ainda a aventura “Um Hálito de Gelo” (extraída da série “Collana West”). Em 1999 o editor Wagner Augusto, director do Clube dos Quadrinhos (Cluq), publicou uma mini-série de duas edições com a história “Onde Morrem os Titãs”. Em Junho de 2000, o mesmo editor lançou o álbum “Um Príncipe Para Norma”, com 128 páginas e cuja história foi baseada na peça “Hamlet” de Shakespeare.
Entretanto aproveitamos a oportunidade para incluir a seguir, uma lista exaustiva de todas as aventuras de “Ken Parker”, que seriam apresentadas no Brasil, na colecção com o seu nome:
Nº 1 – “Vingança” de Giancarlo Berardi e desenhos de Ivo Milazzo
Nº 2 – “Mine Town” – idem
Nº 3 – “Os Revolucionários” – idem
Nº 4 – “Homicídio em Washington” – idem
Nº 5 – “Chemako” Aquele Que Não Se Lembra – idem
Nº 6 – “Sangue nas Estrelas” – com des. de G. Alessandrini
Nº 7 – “Sob o Céu do México” – com des. de Ivo
Nº 8 – “Encontro em S. Francisco” – idem
Nº 9 – “Caçada no Mar” – com des. de G. Alessandrini
Nº 10 – “Terras Brancas” – com des. de B. Marraffa
Nº 11 – “A Nação dos Homens” – idem
Nº 12 – “A Balada de Pat O’Shane” – com des. de Ivo
Nº 13 – “Assalto em Canyon City – com des. de G. Trevisan
Nº 14 – “Ranchero” – com des. de Alessandrini
Nº 15 – “Homens, Feras e Heróis” – com des. de Ivo
Nº 16 – “Butch, o Implacável” – com des. de Marraffa
Nº 17 – “A Longa Pista Vermelha” – com des. de Trevisan
Nº 18 – “O Expresso de Santa Fé” – com des. de Alessandrini
Nº 19 – “Um Homem Inútil” – com des. de Milazzo
Nº 20 – “Histórias de Armas e Trapaças” – com des. de Trevisan
Nº 21 – “O Julgamento de Deus” – com texto também de Mantero e des. de Alessandrini
Nº 22 – “Incêndio em Chattanooga” – com texto igualmente de Mantero e des. de Alessandrini
Nº 23 – “A Rainha do Missouri” – com des. de G. Cianti
Nº 24 – “O Resgate do Rancho Twin” – com texto também de Mantero e des. de Marraffa e Monti.
Nº 25 – “Lily e o Caçador” – com des. de Ivo
Nº 26 – “Pele-Vermelha” – com texto igualmente de Mantero e des. de C. Ambrosini e Ivo
Nº 27 – “Era uma Vez” – com des. de Trevisan
Nº 28 – “O Caso de Oliver Price” – com des. de Ivo
Nº 29 – “O Magnífico Pistoleiro” – com texto também de A. Castelli e des. de G. Cianti
Nº 30 – “Lar, Doce Lar” – com des. de Ivo
Nº 31 – “As Colinas Sagradas” – com texto igualmente de Mantero e des. de Marrafa
Nº 32 – “A Lenda do General” – os dois argumentistas e desenhos de C. Ambrosini e Ivo
Nº 33 – “Milady” – com des. de Trevisan
Nº 34 – “Os Cavaleiros do Norte” – com texto também de Mantero e des. de Marrafa
Nº 35 – “O Caminho dos Gigantes” – com texto igualmente de T. Sclavi e des. de G. Cianti e Ivo
Nº 36 – “Direito e Avesso” – com des. de Ivo
Nº 37 – “Crónica” – com texto também de Mantero e des. de Ambrosini
Nº 38 – “O Poeta” – com texto dos dois argumentistas e des. de Marrafa
Nº 39 – “Ódio Antigo” – com des. de Trevisan
Nº 40 – “Apache” – com des. de Ivo
Nº 41 – “Senhoras de Pouca Virtude” – com texto igualmente de T. Sclavi e des. de S. Tarquínio
Nº 42 – “As Sete Cidades de Ouro” – com texto dos dois argumentistas e des. de Marrafa
Nº 43 – “Na Estrada Para Yuma” – idem e des. de S. Tarquínio
Nº 44 – “A dois Passos do Paraíso” – com des. de Trevisan
Nº 45 – “A Mulher de Cochito” – com texto também de T. Sclavi e des. de Ambrosini
Nº 46 – “Adah” – com des. de Ivo
Nº 47 – “A Verdade” – com texto igualmente de Sclavi e des. de Marrafa
Nº 48 – “Raça Selvagem” – com des. de R. Polese
Nº 49 – “Sangue Vermelho” – com texto dos dois argumentistas e des. de S. Tarquínio
Nº 50 – “Histórias de Soldados” – tratam-se de contos de Ambroce Pierce, adaptados por Berardi, com des. de Milazzo, Polese, Trevisan e Ambrosini
Nº 51 – “Próxima Parada: Stockon” – com texto também de Sclavi e des. de Polese
Nº 52 – “A Fúria de Naika” – com des. de Ambrosini
Nº 53 – “Os Pioneiros” – com des. de Trevisan
Nota: Na colecção brasileira “Histórias do Faroeste” e a partir do seu número 12 (Novembro de 1980), foram publicadas outras histórias destes autores, subordinadas ao título “Welcome Springville”.
Entretanto a Mythos Editora inicia a publicação de novas histórias desta personagem, a partir de Setembro de 2000.
Indicamos a seguir os respectivos títulos dos primeiros quatro números, embora já tenham saído mais, que ainda não chegaram ás nossas mãos:
Nº 1 – “Silêncio Branco” de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo e “Os Selvagens” de Giuseppe Barbati e Pasquale Frisenda, além dos dois autores iniciais
Nº 2 – “Horas de Angústia” – 1ª Parte – de Giuseppe Barbati, Massimo Bertolotti, Pasquale Frisenda e Goran Parlov, além dos dois autores iniciais
Nº 3 – “Horas de Angústia” – 2ª Parte – dos mesmos autores indicados anteriormente
Nº 4 – “Ken Parker e Buffalo Bill” de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo, além de Giorgio Trevisan
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TEX COMPLETA 60 ANOS! . Com o álbum totalmente a cores, à venda a partir de 9 de Setembro (na Itália), o Ranger festeja sessenta Primaveras. Descubra-o aqui no blogue do Tex com alguma antecedência!
A 9 de Setembro chega às bancas italianas o número 575 de Tex, álbum que permite ao Ranger mais famoso do Oeste, cortar a invejável meta dos 60 anos de publicação. Um verdadeiro e próprio recorde no que concerne às editoras de banda desenhada, tornado ainda mais “prestigioso” pelo momento difícil porque está a passar o mercado dos quadradinhos de alguns anos a esta parte.
Para festejar o evento, a Sergio Bonelli Editore decidiu fazer uma coisa em grande, preparando para os leitores das aventuras de Águia da Noite uma nutrida série de surpresas. Acima de tudo, as páginas que compõem a aventura serão totalmente a cores (podem ser vistas algumas delas no final deste texto): os desenhos de Fabio Civitelli aparecem sublimados pelo “technicolor” e os personagens e os ambientes em que se movem parecem, literalmente, ganhar vida.
Nos textos reencontramos Claudio Nizzi e tal não é uma surpresa. Esta história, representa, pelo contrário, um presente inesperado que o argumentista quis arquitectar para esta ocasião especial. “Sul sentiero dei ricordi” (Na Trilha das Recordações, em português), de facto, permite explorar um período da vida de Tex da qual se conhece bem pouco… o tempo, muito breve, vivido com a amada Lilyth. Não ao acaso o casal é protagonista também da romântica ilustração de Claudio Villa que embeleza a capa do álbum.
A última surpresa ligada a este lançamento verdadeiramente especial é expressa por “Il massacro di Goldena”, o romance western assinado por Gianluigi Bonelli em 1951, com que a editora decidiu homenagear os seus leitores. Nas suas quase 100 páginas, abrilhantadas por ilustrações inéditas de Aldo Di Gennaro, poder-se-á descobrir a veia romântica do “pai” de Tex, sob uma nova luz, aquela de narrador em prosa, à procura de uma nova linguagem literária na peugada dos seus autores americanos predilectos, cuja escrita era caracterizada por um estilo particularmente duro e dinâmico.
Este volume, entre outras coisas, permite-nos não só festejar os sessenta anos da mais célebre criação de G. L. Bonelli, mas também o centenário do nascimento do seu autor, considerado muito justamente como o “patriarca” do fumetto italiano.
Começai a assinalar o dia 9 de Setembro a vermelho no vosso calendário: há um encontro marcado com a História da Banda Desenhada!
Passemos agora, à história: Tex nº 575 Na Trilha das Recordações (título provisório)
Argumento e roteiro: Claudio Nizzi Desenhos: Fabio Civitelli Capa: Claudio Villa Cores: GFB Comics
As ruínas da missão de São Joaquim, para muitos não são mais que um amontoado de pedras consumidas pelo vento. Mas para Tex é um local que evoca longínquas recordações que trazem à sua mente o período mais feliz da sua vida, aquele em que cavalgava ao lado da doce Lilyth.
Precisamente entre os muros daquela missão, os dois viveram de facto uma terrível aventura, que quase conseguiu quebrar antes de tempo, o vínculo que os ligava. Foi ali que o orgulhoso e cruel apache Cuervo Malo os submeteu a um assédio com o seu bando de renegados, obrigando-os a uma desesperada resistência!…
Sentado ao redor da fogueira na companhia dos seus pards, Tex narra um fragmento do seu passado que jamais tinha revelado!