Mostra: La Mia Vita Con Tex (A minha vida com Tex) – Fabio Civitelli

Mostra - La Mia Vita Con TexA minha vida com Tex – Mostra de pranchas originais de Fabio Civitelli.

O desejo de atravessar os confins do imaginário colectivo e de cavalgar as planícies da Úmbria (região italiana que está localizada numa posição geográfica que usufrui de toda a beleza das montanhas dos Apeninos e do rio Tibre) leva  TEX WILLER, herói de muitas gerações de leitores, à cidade de Magione, por ocasião da exposição cultural OLIVAGANDO – FESTA DELL’ OLIO E DEI SAPORI D’ AUTUNNO.

A acompanhá-lo o seu fiel pard, Fabio Civitelli, autor aretino que desde há alguns anos tem o seu nome indissoluvelmente associado ao Ranger mais famoso do Oeste oferecendo aos seus leitores, com o seu traço limpo e evocativo, uma visão aprofundada e lapidar da personalidade e do mundo da personagem criada por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini há exactamente sessenta anos atrás. Tex representa certamente um caso editorial único no mundo: cerca 250.000 cópias vendidas todos os meses (somente falando da série regular, sem ter em conta reedições ou edições especiais) para uma série com o mesmo protagonista de há sessenta anos é um record planetário!

Fabio Civitelli e as suas páginas originaisDesaparecidos alguns dos grandes mestres que o desenhavam (o próprio Galleppini, mas também Letteri, Nicolò…), o testemunho foi passado para as mãos de autores mais jovens, que incrivelmente conseguem ser modernos no respeito à tradição, entre os quais precisamente o próprio Fabio Civitelli.
De 22 de Novembro a 26 de Dezembro será possível visitar a mostra de desenhos e pranchas originais de Fabio Civitelli, em Magione, na Piazza Mengoni.

Por ocasião da inauguração, sábado 22 de Novembro às 17.00 horas, irá se realizar um encontro com o autor, também em Magione, próximo ao ex-Cinema Carpine.
Para mais informações é possível consultar o sítio www.bibliotecadellenuvole.it

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Fabio CIVITELLI e os desenhos feitos na Amadora

Durante o decurso do XIX Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, o FIBDA 2008, tal como Marco Bianchini, também Fabio CIVITELLI brindou dezenas de Texianos presentes, com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de todos, tal como já acontecera o ano passado, aquando do MOURABD2007.

O blogue do Tex mostra a todos os interessados, inúmeros desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.

Fabio CivitelliFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - A
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - BFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - C
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - DFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - E
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - FFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - G
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - HFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - I
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - JFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - L
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - MFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - N
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - OFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - P
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - QFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - R
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - SFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - T
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Fabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - UFabio Civitelli e os desenhos no FIBDA 2008 - V
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Finalizamos com um FANTÁSTICO desenho do Tenente Blueberry que constava do portfólio que Fabio Civitelli trouxe consigo:

Blueberry de Civitelli

Texto e fotografias de José Carlos Francisco
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Trading Post Nº 11

TRADING POST

POR: SÉRGIO SOUSA – FOLHETIM MENSAL DE DIVULGAÇÃO DAS REVISTAS BONELLI PARA VENDA – ANO 1 – Nº11 – NOVEMBRO 08

O trading post apresenta as revistas que disponho para venda, as condições de venda e o estado de conservação das revistas. Todos os coleccionadores que o desejarem basta que o solicitem através do E-mail: sergiosousa1367@hotmail.com
Recomendo que analisem com atenção as fotografias e a classificação que atribuo a cada uma das revistas, em caso de dúvida podem solicitar mais informação ou fotografia sobre qualquer revista.
Como referido em edições anteriores, a rubrica novidades disponibiliza revistas Bonelli em estado novo. Apenas pretendo disponibilizar os 2 últimos números de cada colecção e apenas 2 exemplares. Restantes exemplares que ainda não saíram em Portugal, forneço por encomenda. Aos interessados recomendo que façam a encomenda para garantir o seu exemplar. Para consultar as condições os interessados devem ler a rubrica Novidades da edição de Setembro, que se encontra também disponível no Blogue. Para os coleccionadores que não são tão exigentes, que prescindem de revistas novas em contrapartida de um preço inferior, não necessitam de efectuar a encomenda. Enviem a lista de faltas, sem compromisso e, assim que tiver as revistas, serão informados para exercerem o direito de opção.

PRECIOSIDADE

Esta rubrica não é mais que um leilão…. Invertido. A revista é colocada a um preço que vai baixando todos os dias. Os preços para cada dia estão aqui identificados. O comprador avalia a revista e contacta-me no dia que considera que a revista está com um preço justo. Não se esqueçam que só existe um exemplar e se esperarem por um preço muito baixo outros coleccionadores podem antecipar-se.

TEX OURO Nº1 (N)Dia 25 NOV08 14€
Dia 26 NOV08 13€
Dia 27 NOV08 12€
Dia 28 NOV08 11€
Dia 29 NOV08 10€
Dia 30 NOV08 09€
Dia 01 DEZ08  08€
Dia 02 DEZ08  07€
Dia 03 DEZ08  06€

TEX OURO Nº1 (N)

DESTAQUES

Rubrica que apresenta as revistas que são novidade relativamente às edições anteriores.

NOVIDADES

Rubrica que apresenta exclusivamente revistas novas da Mythos. Nos quadros abaixo, deixo-vos algumas simulações para taxas de câmbio de 2,7 e 2,8. Para mais informações consultem a rubrica Novidades do folhetim de Setembro e não se esqueçam que os preços aqui apresentados para cada colecção, são os preços máximos encontrados. Por exemplo: Os preços de Tex Ed. Histórica, variam entre 9,9Reais e 18,9 Reais. A edição de 9,9 Reais ficará por 5,11 Euros para uma taxa de câmbio de 2,7.

REVISTAS

As revistas aqui apresentadas são as que têm vindo a acumular das edições anteriores.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS REVISTAS

NOVO (N) – Estado de banca.
ÓPTIMO (O) –
Capa e lombada sem defeitos, miolo apenas ligeiramente amarelado.
BOM (B) –
Pequenos defeitos na capa e lombada (rasgos, riscos ou pequenas palavras), miolo amarelado.
REGULAR (R) – Capa e lombada com falhas, mais que uma palavra escrita na capa. Miolo amarelado ou escurecido.
USADO (U) – Capa muito gasta ou suja pelo uso, escrita ou com rasgos. Lombada com falhas e miolo demasiado escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
 

CONDIÇÕES DE VENDA

  • Pagamento antecipado efectuado através de transferência bancária.
  • Entrega em mão, apenas na região de Setúbal.
  • Encomendas de montante superior a 100 Euros terão sempre como oferta os portes dos correios. Restantes encomendas, os portes serão sempre por conta do comprador salvo indicação em contrário.
  • <500g                         2,06€
  • >500g ^ <2000g         2,72€
  • >2000g ^ <4000g       4,22€
  • >4000g ^ <5000g       4,97€
  • O envio será sempre em correio registado, modalidade porte especial livros.

FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS

  • Estado de conservação das revistas
  • Raridade das revistas
  • Dimensão da encomenda
  • Custos de transporte
  • Custos alfandegários
  • Custo de transferência do dinheiro
  • Flutuação cambial

Como podem verificar, são muitas as variáveis que influenciam os preços das revistas. A mesma revista pode ter preços completamente diferentes, em meses seguidos, devido a estes factores.

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Aceito listas de faltas. A entrega de lista de faltas não compromete o coleccionador e não é garantia de conseguir as revistas em falta. As listas servem para centralizar as compras nas necessidades dos coleccionadores. Os coleccionadores que entregarem lista de faltas, serão informados da existência das revistas, antes da sua divulgação no “TRADING POST”, exercendo assim o direito de preferência. As listas de faltas serão ordenadas pela data de entrega.
  • As fotografias apresentadas no folhetim, serão sempre das revistas colocadas à venda. Adicionalmente ao folhetim seguirão outras fotos e enviarei foto de qualquer revista que me seja solicitado, excepto das revistas novas, das quais não vejo necessidade.
  • Muito excepcionalmente existe mais do que um exemplar de cada número. Somente com a divulgação deste folhetim e a entrega de listas de faltas, será possível colocar à disposição mais exemplares.
  • Agradeço o contacto de todos os coleccionadores interessados em receber o folhetim, assim como sugestões no sentido de melhorá-lo.

DIVULGAÇÃO

O folhetim será enviado a todos os coleccionadores os quais possuo contacto e aos quais peço a divulgação para os seus contactos. Será também enviado a todos aqueles que expressem vontade em recebê-lo.

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Caros coleccionadores, têm existido muitas dificuldades em inserir as tabelas com a informação das revistas disponiveis, se ainda não recebe o folhetim e está interessado em saber o que se encontra disponivel, por favor solicite através do E-mail:
sergiosousa1367@hotmail.com
Obrigado,
Sérgio Sousa

Duelo de autores: Fabio CIVITELLI e Marco BIANCHINI entrevistados por F. Cleto e Pina

Por F. Cleto e Pina

Duelo de autores

Chamam-se Fabio Civitelli e Marco Bianchini, têm em comum serem italianos e desenhadores de Tex. Antes de virem comemorar os 60 anos do ranger no Festival de BD da Amadora, disparei-lhes [1] algumas perguntas.

Fabio Civitelli e Marco BianchiniNum mundo em que impera a tecnologia e no qual muitas invenções do imaginário científico já são realidade, Tex ainda é actual? Porque?
Marco Bianchini: É uma pergunta muito interessante e a resposta não é fácil. Provavelmente parte do sucesso de Tex liga-se ao facto de que o Oeste ainda hoje representa a aventura e, para muitos, um momento de fuga da tediosa rotina quotidiana. Na realidade dos nossos dias a firmeza de Tex transmite-nos sensações positivas.
Fabio Civitelli: Tex vive na segunda metade do Século XIX, um mundo bastante distante do nosso ao nível da tecnologia, mas que encarna valores que não têm época e, nesse sentido, são universais: o desejo de justiça graças à força da lei ou até mesmo fora dela, a consciência da igualdade entre os homens e a capacidade de julgá-los apenas com base no seu comportamento efectivo, são características da personagem que eram revolucionárias para uma BD nos anos Quarenta mas são actuais hoje como continuarão a ser no futuro.

Bianchini e Civitelli a desenhar, uma constante no FIBDADepois de 60 anos o que mudou em Tex?
Marco Bianchini: Essa pergunta poderia ser melhor respondida por um argumentista, mas posso dizer que as mudanças que aconteceram foram úteis para manter Tex cada vez mais ligado à evolução do Oeste no cinema e na literatura. Poucos toques que não desnaturaram a personagem.
Fabio Civitelli: Embora os autores que se seguiram no decorrer dos anos tenham tentado o mais possível manter-se fiéis ao estilo de seu criador, só houve um Gian Luigi Bonelli: além de antecipar os tempos com temáticas inovadoras, ele teve o grande mérito de criar uma linguagem por demais característica e pessoal, a ponto de ser dificilmente imitável. Com toda a boa vontade de que dispõem, os escritores actuais conseguem elaborar histórias bastante envolventes, mas a musicalidade da linguagem bonelliana, na minha opinião, perdeu-se um pouco. Já em relação aos desenhos, creio que os artistas actuais estão ao mesmo nível dos primeiros grandes desenhadores como Galleppini, Lettèri, Nicolò, etc., além de terem mais tempo à disposição e uma grande facilidade de acesso à documentação, que permite maior apuro na ambientação e nos detalhes.

Bianchini e Civitelli entrevistados pela TV AmadoraO que deveria mudar? A sua sede de justiça? A quase total ausência de mulheres?
Marco Bianchini: Não estou à altura de dizer o que deveria mudar, sobretudo ao falar de uma personagem de sucesso, como neste caso. Eu gostaria muito de encontrar personagens femininas nas suas aventuras, até porque isso abriria novos cenários e traria novos adversários difíceis de prever e de prevenir mesmo para Tex! Seria interessante ver como Tex enfrentaria um adversário feminino, ele que está acostumado a resolver tudo com os punhos!
Marco Bianchini, José Carlos Francisco e Fabio CivitelliFabio Civitelli: As linhas mestras seguidas pelos autores são definidas pelo editor: pessoalmente, partilho de forma total a escolha de Sergio Bonelli de não efectuar alterações na estrutura da série, até porque o nosso público é composto na sua maioria por leitores muito tradicionalistas que dificilmente aceitariam modificações radicais (do tipo Tex casar-se novamente, Carson aposentar-se, etc.). Basta pensar que, na edição dos 60 anos, a cena do beijo de Tex e Lilyth, que de um modo geral entusiasmou os leitores, foi vista como uma heresia por alguns, como uma traição ao Tex dos velhos tempos! A prudência de Sergio Bonelli na gestão da série é uma importante garantia e um valor absoluto que permitiu sua manutenção por mais de meio século com um sucesso que não tem precedentes na história dos quadradinhos italianos. Mas a chegada de novos autores trouxe algumas pequenas alterações: o Tex de hoje é menos impetuoso que antigamente, é mais reflectido, às vezes é até menos protagonista. Na minha opinião, a única mudança possível e desejável seria voltar, em todos os aspectos, ao Tex duro e puro de G. L. Bonelli.

Marco Bianchini a desenharTrabalhar 20 anos na SBE até conseguir desenhar Tex foi um sonho ou um pesadelo?
Marco Bianchini: Um sonho, sem dúvida alguma. Quando comecei a trabalhar para a Bonelli, eu sequer considerava a possibilidade de desenhar um mito dos quadradinhos italianos… e agora devo dar o melhor de mim! Os leitores de Tex são muito exigentes.

É uma ambição possível desenhar uma história de Tex escrita por si? Porque?

Kit Carson e Tex por Bianchini e CivitelliFabio Civitelli: A colaboração que já há dura vinte e cinco anos com Claudio Nizzi, a quem sou ligado por uma grande amizade e por forte sintonia no trabalho, permitiu-me nos últimos dez anos propor ideias sob a forma de argumentos, em que o Claudio pegou, corrigiu e transformou em roteiros. Para mim foi uma belíssima colaboração e uma aventura de todo nova. Mas agora estou a trabalhar com outro escritor, Gianfranco Manfredi, numa história com o título (provisório) de “A Guerra da Água“, da qual realizei cerca de 140 páginas de um total de 220, e ainda não tenho com ele aquela intimidade que me permita propor-lhe argumentos. Quanto ao facto de poder realizar também os roteiros, creio que será muito difícil, um pouco por problemas de tempo e um pouco porque na equipa de Tex a divisão dos papéis é muito clara. De todo modo, devo admitir que eu gostaria, mesmo porque tenho algumas ideias na cabeça. Veremos no futuro.
Marco Bianchini: Não creio que seja possível, principalmente porque não conheço tão a fundo quanto necessário a cronologia das suas aventuras. Para isso eu deveria ler todas as mais de 500 edições. Com todos os compromissos que tenho entre a Escola Internacional de Comics de Florença e Tex, isso seria bastante difícil.

Tex Willer por Bianchini e CivitelliEm que desenhador de Tex se inspirou para criar graficamente o “seu” Tex?
Fabio Civitelli: Quando entrei para a equipa dos autores texianos em 1984, os modelos de referência eram, essencialmente, dois: por um lado o tradicional de Galleppini, por outro o inovador de Ticci, e foi este último a inspirar-me totalmente, talvez porque eu o sentia mais próximo ao meu estilo, por sermos ambos admiradores de desenhadores clássicos americanos como Alex Raymond e Milton Caniff. Mas depois de tantos anos de trabalho o meu estilo suavizou-se um pouco, se comparado ao Tex mais corpulento de Ticci; sobretudo na história dos 60 anos, talvez porque eu devia desenhar um Tex mais jovem, eu aproximei-me muito ao estilo do primeiro Galep.
Marco Bianchini: Posso dizer que os desenhadores que estão mais próximos da minha índole são Ticci, Civitelli, Villa, Venturi, mas também tenho grande estima e admiração por todos os outros desenhadores desta série que reúne o melhor do panorama artístico italiano. A intenção é deixar também a minha contribuição artística e, até onde possível, pessoal.

Fabio Civitelli e as suas páginas originaisComo define graficamente o “seu” Tex?
Fabio Civitelli: Da forma que o vejo (e tento desenhá-lo), Tex é um homem forte mas não imenso, ágil mas forte, com uma expressão dura mas com um lampejo de ironia nos olhos e um meio sorriso de quem é seguro de si e de suas razões.
Marco Bianchini: Tradicional, na melhor tradição da BD realística mundial que formou-se entre os anos 70 e 90.

O Tex de Fabio Civitelli é…
Marco Bianchini: Moderno, de leitura agradável e feito com extremo apuro. Fabio é um amigo querido e, para mim, um ponto de referência no mundo dos quadradinhos.

O Tex de Marco Bianchini é…
Marco Bianchini e Tex (Ricardo Leite)Fabio Civitelli: Um Tex que renova certas temáticas mágicas e misteriosas graças à bela história escrita por Mauro Boselli, ambientada em Nova Orleães e que está em publicação na Itália nestes meses. Marco Bianchini, por essa primeira experiência texiana, depois de tantos anos com Mister No, valeu-se da colaboração ao lápis de outro expoente da “escola” aretina (da cidade italiana de Arezzo, n.t.), o jovem Marco Santucci, com quem construiu belas cenas de acção, mas sobretudo sugestivas atmosferas misteriosas e inquietantes, um retorno a temáticas fantásticas tão caras aos nossos leitores.

Fabio Civitelli e a história dos 60 anosA história comemorativa dos 60 anos é…
Marco Bianchini: Memorável, ficará para sempre na história da BD.
Fabio Civitelli: Um momento muito importante da minha carreira de desenhador: Sergio Bonelli apreciou o meu amor e a minha dedicação à personagem e presenteou-me com a grande satisfação de realizar esta edição. Mas também para Tex é uma etapa importante, uma chegada incrível e uma nova partida criativa e produtiva. Podemos dizer que para Tex a vida começa aos sessenta anos!

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[1] Com a cumplicidade indispensável de três grandes texianos: o José Carlos, que as fez chegar a Fabio Civitelli e Marco Bianchini, e cuidou para que eles respondessem em tempo útil (algo que é bem complicado, tantas vezes), o Gianni Petino, que as retroverteu para italiano – algo que eu não seria de todo capaz de fazer –, e o Júlio Schneider, cujo trabalho aprendi a respeitar e a apreciar, que traduziu depois as respostas para português da forma que só ele sabe, poupando-me longas horas de trabalho em torno da língua italiana que eu mal percebo. Aos três, um grande obrigado.

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Duello fra autori: Fabio CIVITELLI e Marco BIANCHINI intrevistati da F. Cleto e Pina

Per F. Cleto e Pina

Duello fra autori

Si chiamano Fabio Civitelli e Marco Bianchini, hanno in comune di essere italiani e disegnatori di Tex. Prima di venire a commemorare i 60 anni del ranger al Festival di Amadora, ho posto [1] loro alcune domande.

Fabio Civitelli e Marco BianchiniIn un mondo in cui impera la tecnologia ed in cui molte invenzioni dell’immaginario scientifico sono ormai realtà, Tex è ancora attuale? Perchè?
Marco Bianchini: È una domanda molto interessante a cui è molto difficile dare una risposta; probabilmente in parte il successo di Tex è legato al fatto che il West ancora oggi rappresenta l’avventura e per molti un momento di evasione dalla noiosa routine quotidiana. Nella realtà di oggi le certezze di Tex sono molto rassicuranti.
Fabio Civitelli: Tex vive nella seconda metà dell’ottocento, un mondo ormai lontano dal nostro a livello di tecnica, ma incarna dei valori che non hanno epoca e in questo senso universali: il desiderio di giustizia grazie alla forza della legge o anche al di là di essa, la consapevolezza dell’uguaglianza degli uomini e la capacita di giudicarli solo in base al loro effettivo comportamento, sono caratteristiche del personaggio che erano rivoluzionarie per un fumetto negli anni quaranta ma sono attuali oggi come lo saranno in futuro.

Bianchini e Civitelli a desenhar, uma constante no FIBDADopo 60 anni cosa è cambiato in Tex?
Marco Bianchini: È una domanda a cui potrebbe rispondere meglio uno sceneggiatore; per quello che posso dire o intuire ritengo che ciò che è stato cambiato era utile per mantenere Tex sempre più legato all’evoluzione del West nel grande schermo e nella letteratura. Pochi tocchi che non hanno snaturato il personaggio.
Fabio Civitelli: Anche se gli autori succedutisi negli anni hanno cercato il più possibile di mantenersi fedeli allo stile del suo creatore, di Gian Luigi Bonelli ce n’era uno solo: oltre ad aver anticipato i tempi con tematiche innovative, ha avuto il grande merito di aver inventato un linguaggio così caratteristico e personale da essere difficilmente imitabile. Con tutta la loro buona volontà gli scrittori odierni riescono a costruire delle storie altrettanto avvincenti, ma la musicalità del linguaggio bonelliano, a mio avviso, si è un po’ persa. A livello di disegni penso invece che gli autori odierni siano in tutto e per tutto adeguati al livello dei primi grandi disegnatori, Galleppini, Lettèri, Nicolò ecc., non fosse altro per il maggior tempo a loro disposizione e una grande facilità di reperire la documentazione, che permette una maggiore cura dell’ambientazione e dei particolari.

Bianchini e Civitelli entrevistados pela TV AmadoraCosa dovrebbe cambiare? La sua fame di giustiziere? La quasi totale assenza di donne?
Marco Bianchini: Non sono in grado di dire cosa dovrebbe cambiare, soprattutto quando si parla di un personaggio di successo come nel nostro caso. Certamente mi piacerebbe molto trovare personaggi femminili nelle sue avventure, oltretutto questo aprirebbe nuovi scenari e anche nuovi avversari difficili da prevedere e da prevenire anche per Tex! Sarebbe interessante capire anche come Tex affronterebbe un avversario femminile, lui che è abituato a risolvere tutto a suon di pugni!
Marco Bianchini, José Carlos Francisco e Fabio CivitelliFabio Civitelli: Le linee guida entro le quali si muovono gli autori attengono essenzialmente all’editore: io personalmente condivido in pieno la scelta di Sergio Bonelli di non operare cambiamenti nella struttura della serie, anche perché il nostro pubblico è composto per la maggior parte da lettori molto tradizionalisti che difficilmente accetterebbero delle modifiche radicali (tipo: Tex che si risposa, Carson che va in pensione ecc.). Basti pensare che nell’albo dei 60 anni, la scena del bacio di Tex a Lilyth, che mediamente ha entusiasmato i lettori, per qualcuno è stata vista come una eresia, come un tradimento del Tex di una volta! La prudenza di Sergio Bonelli nella gestione della serie è quindi una importante garanzia e un valore assoluto che ha permesso di mandarla avanti per più di mezzo secolo con un successo che non ha precedenti nella storia del fumetto italiano. Come ho detto prima, però anche solo l’avvicendamento degli autori qualche piccolo cambiamento lo ha portato: il Tex di oggi è meno irruente di una volta, più riflessivo, a volte anche meno protagonista. Ecco, secondo me, l’unico cambiamento possibile e auspicabile sarebbe tornare in tutto e per tutto al Tex duro e puro di G.L.Bonelli.

Marco Bianchini a desenharLavorare 20 anni alla SBE per riuscire poi a disegnare Tex è stato un sogno o un incubo?
Marco Bianchini: Un sogno, senza nessun dubbio. Quando ho cominciato a lavorare per la Bonelli neanche prendevo in considerazione la possibilità di disegnare un mito del fumetto italiano… adesso devo dare il meglio di me stesso! I lettori di Tex sono molto esigenti.

E’ un’ambizione possibile quella di disegnare una storia di Tex scritta da te? Perchè?
Kit Carson e Tex por Bianchini e CivitelliFabio Civitelli: La collaborazione che ormai va avanti da venticinque anni con Claudio Nizzi, al quale mi lega una grande amicizia personale e una forte sintonia nel lavoro, mi ha permesso negli ultimi dieci anni di proporre io stesso delle idee sotto forma di soggetti, che Claudio ha ripreso, corretto e sceneggiato. Per me è stata una bellissima collaborazione e un’avventura del tutto nuova. Adesso però sto lavorando con un altro scrittore, Gianfranco Manfredi, ad una storia dal titolo (provvisorio) “La guerra dell’acqua” di cui ho realizzato circa 140 tavole su 220, e non ho ancora con lui quella confidenza che mi permetta di proporgli dei soggetti. Quanto al fatto di poter realizzare anche le sceneggiature, credo che sarà molto difficile, un po’ per problemi di tempo e un po’ perché nello staff di Tex la divisione dei ruoli è molto netta. Comunque devo ammettere che mi piacerebbe, anche perché ho delle idee che mi frullano per la testa. Vedremo in futuro.
Marco Bianchini: Non credo sia possibile, soprattutto perchè non conosco così a fondo la cronologia delle sue avventure, dovrei mettermi a leggere tutti gli oltre 500 albi… con tutti gli impegni che ho tra Scuola Internazionale di Comics di Firenze e Tex, la vedo proprio difficile.

Tex Willer por Bianchini e CivitelliA quale disegnatore di Tex ti sei ispirato per creare graficamente il “tuo” Tex?
Fabio Civitelli: Quando sono entrato nello staff degli autori texiani nel 1984, i modelli a cui fare riferimento erano essenzialmente due: da un lato quello tradizionale di Galleppini, dall’altro quello innovativo di Ticci, e a quest’ultimo mi sono ispirato in tutto e per tutto, forse perché lo sentivo più vicino al mio stile, essendo tutti e due ammiratori di disegnatori classici americani tipo Alex Raymond e Milton Caniff. Dopo tanti anni di lavoro però il mio stile si è un po’ ammorbidito rispetto al Tex più spigoloso di Ticci, e soprattutto nella storia dei 60 anni, forse perché dovevo disegnare un Tex più giovane, mi sono riavvicinato molto allo stile del primo Galep.
Marco Bianchini: Posso dire che i disegnatori che sono più vicini alla mia indole di disegnatore sono Ticci, Civitelli, Villa, Venturi, ma ho grande stima e ammirazione anche per tutti gli altri disegnatori della serie che raccoglie il meglio del panorama artistico italiano. L’intento è di lasciare anche il mio contributo artistico cercando di essere fin dove posso personale.

Fabio Civitelli e as suas páginas originaisCome definisci graficamente il “tuo” Tex?
Fabio Civitelli: Per come lo vedo (e cerco di disegnarlo io) Tex è un uomo prestante ma non massiccio, agile ma forte, con una espressione dura ma con un lampo di ironia negli occhi e un mezzo sorriso di chi è sicuro di se e delle sue ragioni.
Marco Bianchini: Tradizionale, nella migliore tradizione del fumetto realistico mondiale che si è formato tra gli anni ’70 e ’90.

Il Tex di Fabio Civitelli è…
Marco Bianchini: Moderno, leggibilissimo ed estremamente accurato. Fabio è un mio carissimo amico oltre che mio punto di riferimento nel mondo dei fumetti.

Il Tex di Marco Bianchini è…
Marco Bianchini e Tex (Ricardo Leite)Fabio Civitelli: …un Tex che rinnova certe tematiche magiche e misteriose grazie alla bella storia scritta da Mauro Bonelli ambientata a New Orleans, che è in corso di pubblicazione in Italia in questi mesi. Marco Bianchini, per questa prima esperienza texiana, dopo tanti anni a Mister No, si è avvalso della collaborazione alle matite di un altro esponente della “scuola” aretina, il giovane Marco Santucci, col quale ha costruito delle belle scene d’azione, ma soprattutto delle suggestive atmosfere misteriose e inquietanti, un ritorno a tematiche fantastiche tanto care ai nostri lettori.

Fabio Civitelli e a história dos 60 anosLa storia commemorativa dei 60 anni è…
Marco Bianchini: Memorabile, rimarrà nella storia del fumetto.
Fabio Civitelli: Un momento molto importante della mia carriera di disegnatore: Sergio Bonelli ha apprezzato il mio amore e la mia dedizione al personaggio e mi ha regalato la grande soddisfazione di realizzare questo albo. Ma anche per Tex è una tappa importante, un traguardo incredibile, e un nuovo slancio creativo e produttivo. Possiamo proprio dire che per Tex la vita comincia a sessanta anni!

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[1] Con la complicità indispensabile di tre grandi Texiani: José Carlos, che le ha fatte arrivare a Fabio Civitelli e Marco Bianchini e li ha seguiti affinchè rispondessero in tempo utile (qualcosa di veramente complicato a volte), Gianni Petino, che le ha tradotte in italiano – qualcosa che io non sarei capace di fare – e Jùlio Schneider, il cui lavoro ho imparato a rispettare ed apprezzare, che ha tradotto successivamente le risposte in portoghese nel modo che solo lui è capace di fare, risparmiandomi lunghe ore di lavoro intorno alla lingua italiana che fatico a comprendere, A tutti e tre, un grande abbraccio.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)