Póster Tex Nuova Ristampa 99

Póster Tex Nuova Ristampa 99

Nesta ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos “Cabelos Amarelos” (jovem branco que na realidade chamava-se Tom Foster e que tinha sido sequestrado 20 anos antes pelos Kiowas, tornando-se num dos mais valentes guerreiros da tribo, mas que entretanto também se tornara o herdeiro de um imenso império financeiro) no interior da tenda de Urso Cinzento, o feiticeiro dos Comanches, sendo apresentado a Tex Willer na presença do chefe Lone Wolf (Lobo Solitário) e do próprio feiticeiro.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #86 e inspirado na história “L’uomo venuto da Denver” de G. L. Bonelli e Erio Nicolò (Tex italiano #169 a #171).
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Texto de José Carlos Francisco

TVAmadora entrevista Fabio CIVITELLI, Marco BIANCHINI e José Carlos Francisco a propósito dos 60 ANOS DE TEX no FIBDA 2008

TVAmadora - FIBDAO blogue do Tex dá a conhecer uma reportagem vídeo, realizada pela TVAmadora a propósito da exposição dedicada aos 60 ANOS DE TEX, ocorrida no recente Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA 2008), reportagem essa que engloba entrevistas exclusivas (com legendagem em português) com os autores italianos presentes no evento, FABIO CIVITELLI (desenhador da história comemorativa dos 60 anos do Ranger) e MARCO BIANCHINI (desenhador recém-chegado à série Tex) e ainda com o coleccionador português José Carlos Francisco.

Fabio Civitelli e Marco Biachini entrevistados pela TVAmadoraA principal atracção do evento português, ocorrido de 24 de Outubro a 9 de Novembro de 2008 foi a Mostra de pranchas originais de Tex, já que foram expostas pela primeira vez num país fora da Itália, o que mostra bem a importância dada pela Sergio Bonelli Editore ao Festival da Amadora, abrilhantadas pela presença em solo português dos consagrados desenhadores Fabio Civitelli e Marco Bianchini que mostraram com toda a simplicidade a sua enormíssima simpatia, a sua empatia, não só com os texianos, mas com todos os presentes no Festival, a sua expansividade, o seu interesse por Portugal, a sua disponibilidade para falar, para ouvir, para trocar ideias sobre os mais variados assuntos e inclusive para presentear os amantes da 9ª Arte com uma galeria de desenhos capaz de nos deixar sem fôlego e que a todos encantaram.

José Carlos Francisco entrevistado pela TVAmadoraNesta reportagem verdadeiramente histórica para os apreciadores portugueses desta mítica personagem que faz parte da História da BD italiana e europeia, fica-se então a saber um pouco mais da história de Tex e de como nasceu a ideia de comemorar o seu sexagésimo aniversário na pátria lusitana e por isso recomendamos a sua visualização a todos os admiradores do Ranger!

1ª Expo-Tex de Afogados da Ingazeira – Brasil

Realizou-se nos dias 28 e 29 de Outubro de 2008, a 1ª Expo-Tex de Afogados da Ingazeira, cidade a 386 quilómetros da capital Recife no Brasil, numa iniciativa que decorreu sob responsabilidade de dois grandes fãs do Ranger: Lucílio Valério e Genildo Santana, que contou também com a colaboração de coleccionadores de peso, como era o caso de Leonardo Campos e Aparecida Campos.

Além da tradicional exposição de revistas e demais objectos relativos ao mundo de Tex, a organização montou um verdadeiro cenário do velho Oeste, com uma verdadeira cidade, inclusive com um saloon real, mas também uma tenda indígena e dezenas de colaboradores todos vestidos a carácter, como por exemplo dançarinas, damas, índias e cowboys…

Êxito na Expo-Tex 2008

1ª Expo-Tex de Afogados da Ingazeira na imprensaDurante o evento foi promovido um desafio entre os presentes, para se saber quem era aquele que melhor desenhava o Ranger, concurso que teve uma grande adesão, o que não terá sido alheio o facto de terem estado presentes neste evento cerca de 3.000 pessoas, inclusive muitos coleccionadores antigos e actuais de Tex.

O evento teve grandes repercussões, inclusive nos jornais locais conforme se pode ver nas imagens que ilustram este texto, o que certamente encoraja mais ainda a organização para um novo evento em 2009.

1ª Expo-Tex de Afogados da Ingazeira foi um sucesso

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Tex Série Normal: Caçada Humana

Tex nº 68 - Caçada HumanaArgumento de Guido Nolitta, desenhos de Fernando Fusco e capa de Aurelio Galleppini e Luigi Corteggi.
Com o título original Caccia all’uomo, a história foi publicada em Itália nos nº 183 a 185 e no Brasil pela Editora Vecchi nos nº 68 e 69.
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Esta aventura é marcante na saga texiana. Representa a estreia de Nolitta na série e dela guardo gratas recordações quando a li pela primeira vez. G.L. Bonelli teve um contratempo e o seu filho Sergio foi chamado a remediar esta momentânea ausência do pai. Sob o pseudónimo de Guido Nolitta, o autor construiu uma aventura onde está bem patente o Tex bonelliano, mas onde também impera um Tex que duvida e que coloca em causa a justiça premeditada dos homens.
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Em Springville, Tex e Jack Tigre tratam do aprovisionamento dos Navajos, quando encontram o xerife Tom Kenyon, que julgavam reformado. Farto do ócio que a nova situação lhe proporcionava, Tom Kenyon acabou por regressar ao activo e está na pista de Andy Wilson, um jovem procurado por assassinato.

Tex desenhado por Fusco.
Tex vai acompanhar Kenyon até a um rancho, onde o xerife julga que Andy se encontra. No rancho todos têm Andy em boa conta, guardando deste a melhor das impressões e por isso vão ajudá-lo a fugir depois de Andy balear Kenyon.

Tex acaba por solitariamente ir em perseguição do foragido no intuito de levá-lo até à justiça.Com este argumento, Nolitta constrói uma trepidante aventura onde Tex não tem a habitual companhia de Carson. Mas a ausência do velho resmungão e dos saborosos diálogos que sempre acontecem entre os dois rangers, acaba por ser compensada pela relação que se vai estabelecer entre Tex e Andy, demonstrativa de que os valores estão bem acima das leis dos homens.

Tex acompanha Kenyon

Tex em acçãoGradualmente, Tex vai descobrir em Andy um rapaz que tem tudo menos de assassino, alguém que busca apenas a harmonia e a paz, alguém com honra e com regras de conduta e cujas acções são estabelecidas com o único objectivo de poder lutar pela injustiça da sua situação.
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Toda esta envolvência que Nolitta muito bem apresenta e explora leva Tex a olhar para o caso de uma forma diferente e cada vez mais distante da inicial. Leva Tex a duvidar realmente dos antecedentes, marcando um certo corte com o Tex bonelliano, este mais pragmático.

Tex nº 69 - Justiça para um CarrascoA marca de Nolitta surge bem evidente na forma como a história é construída, na sua montagem, mas atinge o clímax nas cenas finais, quando Tex, paradoxalmente, afirma-se como um justiceiro perante o juiz Maddox. Este Tex que busca justiça é um Tex bonelliano, um Tex que ultrapassa todos os seus adversários, mas Nolitta vai mais além, porque transmite na sua conduta os seus próprios sentimentos e a sua acção é guiada por estes.
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Fusco assina aqui apenas o seu segundo trabalho na série, com um desenho nervoso e muito dinâmico. O seu Tex vai sofrer uma natural evolução, tornando-se ainda mais cínico na sua expressão e no seu olhar. Aqui ainda denota uma certa frescura ou uma juventude que o autor rapidamente abandonará. Fusco revela já uma notável capacidade em recriar qualquer ambiente, e esta aventura é bem caracterizadora, porque permite ao autor desenhar em pleno os ambientes da cidade, das extensas planícies, mas também do sufocante deserto, além de outros mais fechados, como os bares ou a notável sequência do palheiro.

Arte de Fusco

Texto de Mário João Marques

Capa de Tex italiano # 512: La città della paura

Moreno Burattini, José Carlos Francisco, Claudio Villa e Dorival Vitor LopesQuando muitos de nós vemos uma capa de Tex nas bancas, não imagina por vezes o quão trabalhosa e quantas horas (ou mesmo dias) de trabalho foram necessárias até Claudio Villa chegar ao resultado final…

Tudo começa com um esboço da capa pretendida, determinado pelo editor Sergio Bonelli, já que ao contrário do que muitos pensam, o desenhador não tem liberdade para fazer a capa que bem entender para a história, até porque na grande maioria das vezes, Claudio Villa não tem acesso à história, porque tal só acontece quando as histórias são desenhadas por si, algo muito raro hoje em dia, devido ao grande volume de capas que Villa tem que desenhar todos os meses e que o têm inclusive impedido de desenhar histórias do ranger na actualidade.

José Carlos Francisco, Tex Willer e Claudio VillaPor motivos vários, desde vetos do editor que não as considera apropriadas ou por decisão do próprio desenhador que não fica agradado com o seu trabalho, algumas capas chegam a ter várias versões, mas damos a Claudio Villa a palavra para nos explicar o processo de criação de uma capa:

“Tudo nasce na editora, onde Sergio Bonelli examina pessoalmente a história em questão. Procura uma cena “de capa” entre as vinhetas desenhadas, elabora um esboço veloz que me é enviado por fax, junto às cópias das páginas correspondentes (em geral, duas ou três).
A partir daí, começo a trabalhar, preparando a cena “de capa”.
Em síntese, é preciso cuidar do enquadramento, da luz e do movimento das personagens: a capa deve contar sem revelar, deve ser legível e imediata, deve interessar e ser suficientemente dinâmica.
Às vezes, falta uma cena significativa e então ela é “construída” com os elementos extraídos da história.
Algumas vezes, para conseguir o melhor, cheguei a seis, sete esboços. É incrível de quantas maneiras se pode contar, em igualdade de situação, uma cena. E cada vez descobrir uma “temperatura” diferente, só deslocando o ponto de vista, a luz ou a disposição das personagens.
“

Claudio Villa desenhando um belo TexInclusive as cores da capa, são da responsabilidade de Claudio Villa:
“Eu dou uma “indicação” de cor: faço uma fotocópia em A4 a preto e branco e passo a colori-la com tintas líquidas, pintando-a como gostaria de vê-la impressa. Depois é o impressor que deve, com os seus instrumentos, aproximar-se daquilo que fiz…“

De seguida mostramos as diversas fases de uma das capas de Tex que mais trabalho deu ao desenhador.
Falamos da edição italiana nº 512, intitulada “La città della paura” e onde também se constata que o título começou por ser outro :

Capa de La città della paura - Esboço de Sergio BonelliCapa de La città della paura - Esboço 1 de Claudio Villa
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Capa de La città della paura - Esboço 2 de Claudio VillaCapa de La città della paura - Esboço 3 de Claudio Villa
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Capa de La città della paura - Esboço 4 de Claudio VillaCapa de La città della paura - Esboço 5 de Claudio Villa
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Capa de La città della paura - Capa coloridaCapa de La città della paura - Capa final

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