Do jovem fã e coleccionador Antonio Paulo Ferreira dos Santos, recebemos uma belíssima interpretação sua, daquela que é considerada por muitos fãs e coleccionadores de Tex, como a mais bela capa de toda a longa saga do Ranger, capa que inclusive foi a vencedora do inquérito intitulado “A melhor capa brasileira de Tex” promovido pelo fórum TEXBR.
Falamos da capa de Tex nº 388, intitulada “A Longa Caminhada“!
Ei-la na versão do Antonio Paulo Ferreira dos Santos ao lado da versão original desenhada pelo mítico desenhador Claudio Villa:
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Tex 583 – “Missouri!“, de Maio de 2009 e Tex 584 – “I due guerriglieri“, de Junho de 2009. Argumento de Mauro Boselli, desenhos de Corrado Mastantuono e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.
Glendale, uma cidade no Missouri, é assaltada por um bando que assassina a sangue-frio o presidente municipal local, fere o xerife e coloca em alvoroço toda a população. O chefe do bando é no entanto reconhecido por Stacy Robbins, um comerciante local que acaba por enviar um telegrama a Tex na reserva Navajo dando conta dos acontecimentos. Na verdade, o bando é chefiado por Jude West, um antigo capitão nortista que, durante a Guerra Civil, chefiou uma companhia onde Stacy Robbins também estava colocado. Durante a viagem até Glendale, Tex narra aos seus pards os acontecimentos ocorridos durante a Guerra Civil, quando na companhia de Damned Dick (Dick Furacão) andaram em missão secreta para vigiarem os actos dos soldados da Companhia J do Sétimo Kansas, chefiada por Jude West.
Mais um episódio do passado de Tex, desta vez centrado durante a Guerra Civil, tal como GL Bonelli havia explorado superiormente em “Entre Duas Bandeiras”. Na verdade, ao longo da aventura são algumas as semelhanças com a aventura bonelliana, quer pelas personagens principais, quer pelo teatro dos acontecimentos, também porque Boselli acaba por nos relatar acontecimentos verídicos e concretos de um conflito que dividiu um país, mas ao centrar a sua aventura numa realidade muito particular do conflito, acaba no entanto por explorar, de modo mais consistente e pertinente a substância de uma guerra civil, onde traduzir a realidade não é simples e onde a distinção entre amigos e inimigos se afigura difícil.
Ao penetrarem no seio de um grupo de soldados nortistas, Tex e Dick acabam por valorizar estas dificuldades e estas contradições, acabando por perceber que se a justiça está de um determinado lado, quem a serve pode pautar-se por valores bem diferentes que a conduzam ao caminho contrário. Aqui não estamos em presença de ideologias diferentes, estamos sim no terreno das diferenças históricas e culturais, nas diferenças de raízes e de práticas. A Companhia chefiada por Jude West surge assim como terreno de eleição para Boselli explanar a sua habitual galeria de personagens, onde pululam os seguidores do chefe, mas onde também se encontram os arautos da honra e da justiça. Numa estrutura narrativa similar a outra aventura boselliana, “O Passado de Kit Carson”, o autor consegue relatar um passado que serve de modo eficaz para explicação do que vai surgir, espelhando nesse passado factos e ocorrências na proporção correcta das rivalidades que vão marcar os acontecimentos do presente.
Primeira aventura do romano Corrado Mastantuono para a série normal de Tex, depois de um trabalho de grande qualidade em “O Profeta Indígena”. Mastantuono é um desenhador versátil e de grande talento, com um traço fino, seguro, detalhado e sempre muito dinâmico. Já o havíamos notado, a sua composição dos quatro pards é bem conseguida, havendo no entanto alguma dificuldade em identificar um modelo específico que possa ter servido ao autor para compor Tex. Sem descurar o estudo dos vários modelos e das composições já feitas para o ranger, cremos que o Tex de Mastantuono surge como uma composição muito própria do autor, constituindo assim, depois de Villa, o primeiro a optar por este caminho. Um Tex de olhar penetrante, muitas vezes granítico, que o autor vai dominando cada vez melhor ao longo das páginas de uma aventura que vem atestar ser Mastantuono um dos valores firmes no panorama gráfico da série, tendo apenas que melhorar na composição dos cavalos.
Boselli assina uma magnífica aventura feita de muita acção, acontecimentos marcantes e cenas que nos ficam retidas, como todo o início e o final da aventura, mas com muito condimento pelo meio.
Em mais uma sublime ilustração de Claudio Villa, vemos Tex Willer saindo decididamente de dentro de um casebre, num pueblo abandonado na Mesa dos Esqueletos, antigo refúgio dos conquistadores espanhóis, em perseguição do ávido bandido Rico Torres, também conhecido como “El Plateado“, que momentos antes tinha tentado matar Tex, Kit Carson e Jack Tigre.
Desenho usado no Brasil como capa de Grandes Clássicos do Tex #12 e inspirado na história “Sabbie insanguinate” de G. L. Bonelli e de Alberto Giolitti & Giovanni Ticci (Tex italiano #188 e #189).
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli, Mário João Marques e Sandro Palmas na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex e Mágico Vento para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.
Mario Milano, bem-vindo ao blogue português de Tex, que está aberto para a sua apresentação. Mario Milano: Antes permitam-me agradecer pela oportunidade desta entrevista e agradecer antecipadamente a todos os que a lerão. Obrigado! Eu nasci em Foggia, na Itália, em 8 de Setembro de 1968, e é aqui que moro e trabalho. Sempre considerei o desenho como uma expressão fundamental da alma humana, e nos quadradinhos eu descobri que podia expressar uma parte de mim mesmo, apesar de me considerar um desenhador de BD um pouco anómalo.
Que lugar ocuparam os quadradinhos na sua infância? Mario Milano: A minha infância foi meio agitada. Eu desenhava de tudo, em tudo e usava de tudo: eu pegava pedaços de giz no lixo e, com eles, desenhava enormes figuras nas calçadas, qualquer folha de papel era boa para desenhar, fosse a margem branca de um jornal ou o verso de uma fotocópia jogada fora. Depois eu descobri a caneta hidrocor e com ela eu “decorei” as casas de banho e as salas de aula das escolas que eu frequentava. Eu li algumas revistinhas, mas na verdade não me recordo de ter desenhado personagens como Tex ou outros. Quando você percebeu que sabia desenhar, como se tornou um desenhador? Mario Milano: Eu comecei a interessar-me seriamente pelos quadradinhos depois dos vinte anos. Quando eu ainda frequentava a academia alguém observou que os meus desenhos tinham um estilo meio de BD. Em seguida (por acaso ou por destino, não sei) um amigo aficionado e grande coleccionador sugeriu-me tentar desenhar quadradinhos e emprestou-me as suas revistas. Eu logo senti uma forte atração pela BD de autor. Foi ali que tudo começou. Você teve uma formação artística? De que tipo? Mario Milano: Eu frequentei o instituto de arte e a academia de belas artes da minha cidade, mas a prática com os quadradinhos foi independente dos meus estudos artísticos. Quero dizer com isso que se hoje eu desenho quadradinhos, isso não depende do facto de ter frequentado a academia.
Quais são os desenhadores italianos e estrangeiros a quem você se inspirou durante a sua carreira? Há algum que, mais que os outros, você considera seu mestre ideal? Mario Milano: Na verdade não há desenhadores que me inspiraram. Quando trabalho, eu estudo atentamente o desenho de poucos grandes desenhadores para entender como eles resolvem problemas análogos aos meus e, em seguida, desenvolvo o desenho com um método pessoal e independente, a visualizar a imagem e a olhar-me no espelho. Há muitos bons desenhadores, poucos grandes desenhadores. É difícil dizer, mas entre esses últimos o maior de todos é sem dúvida Jean Giraud, por muitos conhecido com o pseudónimo de Moebius. Ele é o meu mestre. Quais foram as suas experiências antes de entrar na Bonelli? Mario Milano: Desde a adolescência eu trabalhei como gráfico publicitário e ilustrador e fazia maquetes para estudos de arquitectura. Depois, durante a academia, desenhei e montei muitas cenografias para o teatro e para estúdios de TV. Em seguida, quando descobri os quadradinhos, manifestou-se dentro de mim uma espécie de revelação, foi como abrir uma porta de um mundo misterioso e fascinante a explorar, no qual eu sentia que poderia me expressar em total liberdade. Quando comecei a me interessar seriamente pelos quadradinhos fiz algumas histórias curtas no estilo “linha clara” (estilo que eu apreciava e ainda aprecio muito) que foram publicadas em fanzines; eram histórias surreais e fantásticas que, num certo sentido, também eram um exercício de estilo no qual eu podia experimentar as minhas ideias sobre a BD. A sua entrada na Editora da Via Buonarroti aconteceu com a série Zona X. O que pode nos dizer dessa experiência? Mario Milano: Em seguida eu mudei o meu estilo e contactei a Bonelli. Depois de poucos dias comecei a minha primeira história para Zona X. Essa primeira experiência foi muito importante sobretudo porque compreendi a importância da aplicação ao trabalho: desenhar todos os dias durante muitas horas, realizar qualquer tipo de coisa e sempre do jeito certo, a seguir um roteiro escrito por outra pessoa. Para mim, tudo isso foi (e ainda é e sempre será) uma verdadeira escola.
Depois você colaborou – se bem que apenas em uma edição, a n° 149 – com Nick Raider. Você esperava ficar mais tempo na série criada por Claudio Nizzi? Mario Milano: Desenhar Nick Raider foi muito divertido, eu gostei muito. Mas antes de começar eu já sabia que desenharia apenas um episódio, foi uma edição “de passagem”, digamos assim. Eu precisava soltar a mão e adquirir elasticidade no desenho.
Antes de medir armas com o faroeste tradicional do Tex actual, você adquiriu experiência com o Oeste inquieto de Mágico Vento. Como aconteceu a sua entrada na série? Mario Milano: Uma personagem esplêndida, talvez aquela de que mais gosto entre todas as da Bonelli. Uma vez consolidado o meu estilo, recebi a proposta de passar para Mágico Vento, e foi uma coisa natural, vista a minha propensão estilística para o género faroeste. Em seguida, a trabalhar nele, pude desenvolver ainda mais o meu estilo.
Dos quatro episódios desenhados para Mágico Vento, de qual você se recorda com mais satisfação e qual lhe deu mais dificuldades? Mario Milano: De todos os quatro eu recordo satisfações e dificuldades. As histórias de Mágico Vento são bastante complexas e em cada uma delas os desenhadores são chamados a vivenciar situações que exigem um notável empenho criativo, mas na substância, apesar do suador, foi tudo muito divertido.
Como você chegou a Tex? Mario Milano: Creio que essa coisa de me propor desenhar Tex já estava no ar há algum tempo. Um dia, quando eu estava na redacção para alguns ajustes a fazer no meu quarto Mágico Vento, Sergio Bonelli, uma pessoa muito simpática, chamou-me à sua sala e me propôs desenhar Tex.
Houve alguma preparação para entrar na personagem? Mario Milano: Eu desenhei apenas alguns esboços da personagem.
Quais foram as principais dificuldades? Mario Milano: Na verdade eu não tive dificuldades em desenhar Tex. Ao contrário, de todas as experiências que tive, foi aquela em que desenhei com maior serenidade. Também no estilo eu senti maior coerência comigo mesmo e com a minha visão dos quadradinhos. Claro que tive de prestar mais atenção a alguns detalhes, mas ao desenhar Tex eu senti-me totalmente à vontade, tudo transcorria tranquilo.
O seu Tex sofreu alguma influência? Mario Milano: Certamente eu não podia deixar de considerar um grande autor como Ticci, mas o desenhador que me influenciou foi Giraud. Para o resto, como já mencionei antes, desenvolvi o desenho de modo totalmente pessoal.
Entrar para o time de Tex representou para si algo de especial ou foi só um trabalho como qualquer outro? Mario Milano: Desenhar Tex Willer é uma experiência que deixa marcas, é uma aventura inesquecível! Ao desenhar Tex eu senti-me verdadeiramente um desenhador de quadradinhos, e ver publicada uma história desenhada por mim dá aquela alegria e aquelas emoções interiores que duram para sempre.
O que você pensa desta personagem com 60 anos de vida e de sucesso? Mario Milano: Tex é uma personagem que vai bem além do próprio conceito de quadradinhos. A vastíssima produção de páginas e de edições feitas por desenhadores extraordinários são um monumento da cultura que deve ser preservada no tempo. A sua força e a sua profunda humanidade fazem dele um grande mito do panorama da BD mundial que, aos 60 anos de vida, ainda pode nos presentear muitas aventuras.
Na única história de Tex desenhada por si (O Povoado Assediado, Tex italianos 552 e 553), a acção, num certo sentido, é dominada pela natureza selvagem. Como você encarou a história? Mario Milano: Com liberdade total, a usar o pincel de modo fluente e consistente para arte-finalizar o ambiente natural, o que inclui Tex e todas as outras personagens da história. Eu gostei muito de desenhar os cavalos, sobretudo nas cenas mais dinâmicas.
Poderemos voltar a ver uma história de Tex desenhada por Mario Milano? Mario Milano: Porque não? Seria belíssimo reviver a aventura.
Como foi a experiência de trabalhar com Claudio Nizzi? Mario Milano: Nizzi é um profissional experiente e responsável. Em seus roteiros eu encontrei o equilíbrio perfeito entre texto e desenho que só um grande roteirista pode oferecer. Com ele eu tive total liberdade de expressão. O Oeste é um género que, excepto por Tex, chama pouca atenção actualmente. Isso também vale para os novos desenhadores? Mario Milano: Creio que não. Na minha opinião o género faroeste ainda é um mito também para muitos jovens desenhadores, e Tex é um exemplo.
Falemos do seu trabalho. Como Mario Milano encara os detalhes e quantas páginas faz por mês? Mario Milano: Eu procuro desenhar de modo detalhado mas não muito, a buscar o justo equilíbrio na página entre o desenho de base e a arte-final. Com Tex eu desenhava mais ou menos 10 páginas por mês, mas para o mercado francês levo mais tempo.
Você busca documentação? É ajudado pelos roteiristas? Mario Milano: Sim. Para a narrativa da história é fundamental a ambientação certa. O leitor deve acreditar que está mesmo ali. Com os roteiristas o relacionamento sempre foi óptimo e sempre me deixaram livre para interpretar o roteiro do meu jeito; às vezes eu modifico a descrição das imagens, e desde que trabalho para o mercado francês, por vezes acrescento quadradinhos aos definidos pelo roteiro para melhorar a narrativa.
Qual o género e tipo de ambientação que você prefere? Mario Milano: Acima de tudo os que têm a ver com natureza. Eu sinto uma paixão profunda pela natureza, e isso certamente influencia muitas de minhas escolhas de vida. Mas eu também gosto de situações surreais, oníricas, onde tudo pode acontecer.
Você já escreveu roteiros ou, quem sabe, pensa em escrever para depois desenhar ou entregar a outro desenhador? Mario Milano: Eu escrevi alguma coisa no passado, e tenho algumas ideias para escrever e desenhar actualmente. Eu gostaria de escrever para um desenhador sensível e atento – porque não? – mas sobretudo espero no futuro poder desenhar uma história aos quadradinhos escrita por mim.
Você prefere trabalhar sozinho ou em equipa? Mario Milano: Se é para desenhar, certamente prefiro fazer isso sozinho, mas para todo o resto eu gosto muito de trabalhar em equipa.
Ao ver as páginas do seu último trabalho para o mercado francês, não há como deixar de admirar a maestria ao realizar figuras femininas – são fantásticas! – que, aliás, são um assunto preocupante nas histórias de Tex.
Como você elaborou a personagem de Liza? Mario Milano: Agradeço bastante pelo elogio. Eu pensei em Liza da maneira mais livre e espontânea possível: imaginei e desenhei a personagem do modo que li a sua descrição. E é dessa forma que ajo sempre que devo criar uma personagem, eu sempre busco dar espaço à intuição e às primeiras sensações que sinto dentro de mim, sem pensar muito. Também fiz o mesmo com Tex.
O mercado francês parece ter um público mais exigente e acostumado às cores. Como se adaptou a isso? O trabalho de colorização é seu, de um colorista ou você recorre à informática? Mario Milano: Como eu disse antes, o meu estilo inicial costumava ser de “linha clara”, que voltei a usar com base na experiência adquirida na Bonelli. Com esse estilo o meu desenho aceita bem a cor, e o resultado é uma BD muito rica e detalhada nas ambientações e nas personagens, além de ser muito bem colorizada. A colorização é feita por coloristas externos com os quais sempre estou em contacto. No caso do primeiro episódio feito para as edições Humanoides Associés a colorização das páginas foi feita por uma profissional canadense: ela me enviava as páginas colorizadas e eu enviava a ela eventuais correcções e modificações a serem feitas nas cores para ter mais uniformidade com o desenho, coisa que aconteceu também com o segundo episódio que recentemente terminei de desenhar e que acabou de ser publicado.
Para um desenhador quais são as principais diferenças entre o mercado italiano e o francês? Mario Milano: Desenhar para o mercado italiano e para o francês são duas experiências fantásticas; aliás, mais que de diferenças, eu falaria de características: no italiano há muita paixão pelo mundo da personagem. Tex, por exemplo, tem um conteúdo de vida sem igual. Tex é uma personagem que cresceu e continua a crescer sempre a se consolidar cada vez mais graças à extraordinária paixão do editor, dos roteiristas, dos desenhadores e dos leitores que nutrem a personagem e dela se nutrem. O mercado francês é mais criativo e experimental, as histórias são muito diversificadas e oferecem situações mais variadas, é dado mais espaço e destaque ao autor, e isso para mim, como desenhador, é bom porque permite ao profissional expressar-se de maneira mais completa e pessoal.
De onde vem mais pressão para respeitar os prazos de entrega? Mario Milano: Cada um dos lados, Itália e França, tem exigências diferentes a respeito de prazos de entrega. Certamente tanto eu quanto o editor queremos que a história seja completada dentro de um prazo razoável, mas é sobretudo a alegria de ver o trabalho publicado que te leva a trabalhar em ritmo forçado!
Na Itália os quadradinhos ainda são considerados uma arte menor. Como foi trabalhar para a Bonelli e como você julga a sua experiência francesa? Mario Milano: Trabalhar com a Bonelli foi uma experiência belíssima que espero repetir, seria fantástico desenhar Tex novamente, fazer os enquadramentos, os traços, a personagem. Se é verdade que os quadradinhos são considerados por alguns uma arte menor, penso que para um desenhador de BD ambicioso seja absolutamente fundamental fazer todo o possível e contribuir para que os quadradinhos se tornem uma arte para todos os efeitos, porque eles são arte! Trabalhar para o mercado francês está a dar-me muitas satisfações e as perspectivas são óptimas: já comecei a colaborar também com outra editora francesa, a Glénat, e a história que comecei a desenhar é muito bonita. Futuramente posso lhes mostrar alguma antecipação.
Você divide-se entre quadradinhos e ilustração; qual será o futuro de Mario Milano? Mario Milano: O de tornar-me um grande desenhador de BD, e buscar aproximar-me o mais possível dos grandes autores como Moebius, Manara… e paro por aqui! Repito que, para mim, os quadradinhos são uma extraordinária forma de arte e eu quero contribuir ao máximo para o seu bem e para o bem de todos os aficionados como vocês do blogue e como todos os leitores. É muito importante que todos nós que amamos os quadradinhos contribuamos para mantê-lo sempre vivo e forte como fazem vocês, que são grandes na sua paixão pelo grande Tex.
Como você vê o futuro da BD numa época em que os leitores são assediados por tantos outros instrumentos estimulantes como computadores, televisão, jogos, DVD, etc.? Mario Milano: Tenho plena convicção de que a BD sempre terá o seu lugar. O prazer de folhear as páginas, sentir o aroma gostoso do papel impresso, apaixonar-se pela história, apreciar belíssimos desenhos são uma experiência sem igual e sempre existirão legiões de aficionados que manterão vivos os quadradinhos. E entre esses com toda a certeza estaremos nós!
Sempre haverá um lugar para Tex? Mario Milano: Absolutamente sim! Certamente, como acabei de dizer, também depende de todos nós contribuir para mantê-lo vivo e forte! Tex é um autêntico monumento, é um herói perfeito que vai muito além das páginas de uma revista, um herói de verdade, sem mancha e sem medo, um homem que sempre sabe dizer a coisa certa no momento certo. É o amigo, o pai, o filho que todos gostariam de ter. É um óptimo exemplo de humanidade, dotado de todas aquelas qualidades de que todos nós precisamos para sermos melhores. Já imaginaram se Tex existisse de verdade e estivesse aqui connosco neste momento? Como você se vê do outro lado da barricada, isto é, como leitor? Você lê BD ou ela só significa prazer de desenhar? Mario Milano: Não sou um leitor que lê por distracção. Eu leio BD não só por paixão mas também para estudá-la: praticamente analiso a história e como ela foi ilustrada pelo desenhador para captar o seu estilo e quais foram as suas escolhas e, certamente, para apreciar os seus desenhos. Um desenho bonito é fundamental numa história aos quadradinhos. E claro que fazer os desenhos é um prazer insuperável.
Além de BD, você lê livros? De que tipo? E quais são as suas preferências nos campos do cinema e da música? Mario Milano: Eu aprecio romances proféticos e provocadores como “1984” de George Orwell e “Clube da Luta” de Chuck Palahniuk, como também livros de espiritualidade e filosofia. No cinema eu prefiro filmes surreais e fantásticos como “Clube de Combate” (“Clube da Luta“, no Brasil) e “Brazil, o Filme“; na música italiana, gosto muito de De Andrè e acompanho jazz e assemelhados. Caro Mario Milano, em nome do blogue português de Tex agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Mario Milano: E eu agradeço muitíssimo a vocês por esta esplêndida oportunidade que me concederam para me expor nesta entrevista. Se alguém desejar contactar-me para dar sua opinião pode fazê-lo directamente no meu sítio Internet, que actualizo periodicamente com a evolução dos meus trabalhos.
Um abraço a todos e boa aventura com Tex!
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Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli, Mário João Marques e Sandro Palmas per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex e Magico Vento per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.
Ciao Mario, benvenuto sul blog portoghese di Tex! Vuoi presentarti brevemente ai nostri lettori? Mario Milano: Permettetemi prima di ringraziarvi per l’opportunità di questa intervista e di ringraziare anticipatamente tutti coloro che la leggeranno. Grazie! Sono nato a Foggia l’8 settembre del 1968, qui vivo e lavoro, per ora. Ho sempre considerato il disegno come un’espressione fondamentale dell’animo umano e nei fumetti ho scoperto di poter esprimere una parte di me stesso, anche se mi considero un disegnatore di fumetti un po’ anomalo.
Che posto ha avuto il fumetto nella tua infanzia? Mario Milano: La mia infanzia è stata un po’ burrascosa. Disegnavo di tutto, dappertutto e usando di tutto: raccattavo pezzi di gesso dalle discariche e con quelli disegnavo enormi figure sui marciapiedi, ogni foglio di carta era buono per disegnare, il bordo bianco di un giornale o il retro di una fotocopia da buttare, poi ho scoperto il pennarello e con quello ho “decorato” i bagni e le aule delle scuole che ho frequentato. Ho certamente letto qualche fumetto, ma in verità non ricordo di aver mai disegnato personaggi come Tex o altri. Quando ti sei accorto di saper disegnare, ovvero come sei diventato un disegnatore? Mario Milano: Ho cominciato a interessarmi seriamente al fumetto dopo i vent’anni. Quando frequentavo ancora l’accademia qualcuno mi aveva fatto notare che i miei disegni avevano uno stile un pò fumettistico. Successivamente (per caso o per destino, non saprei…) un amico appassionatissimo e grande collezionista mi propose di provare a disegnare fumetti prestandomi i suoi. Provai subito una forte attrazione per il fumetto d’autore. E’ da allora che è cominciato tutto. Hai avuto una formazione artistica? Di che tipo? Mario Milano: Ho frequentato l’istituto d‘arte e l’accademia di belle arti della mia città, però la pratica del fumetto è stata indipendente dai miei studi artistici, voglio dire che se oggi disegno fumetti questa è una cosa che non dipende dal fatto che abbia frequentato l’accademia.
Quali sono i disegnatori italiani e stranieri a cui ti sei ispirato nel corso della tua carriera? Ce n’è qualcuno più di altri che consideri idealmente il tuo maestro? Mario Milano: In verità non ci sono disegnatori a cui mi sono ispirato: quando lavoro studio attentamente il disegno di pochi grandi disegnatori per capire come loro risolvono problemi analoghi ai miei e successivamente sviluppo il disegno seguendo un mio personale metodo in maniera indipendente visualizzando l’immagine e guardandomi allo specchio. Ci sono molti bravi disegnatori, pochi grandissimi disegnatori… è difficile dirlo ma secondo me tra questi ultimi il più grande di tutti è senza dubbio Jean Giraud, da molti conosciuto con lo pseudonimo di Moebius. È lui il mio maestro. Iniziamo con alcuni cenni sulle tue esperienze prima di entrare in Bonelli? Mario Milano: Sin dall’adolescenza ho lavorato come grafico pubblicitario e illustratore, realizzavo plastici per studi di architettura, poi durante l’accademia ho disegnato e realizzato molte scenografie per il teatro e per studi televisivi. Quando poi ho scoperto il fumetto si è manifestata dentro di me una sorta di rivelazione, é stato come aprire una porta in un mondo misterioso e affascinante tutto da esplorare, nel quale sentivo di potermi esprimere in totale libertà. Quando cominciai a interessarmi seriamente al fumetto realizzai alcune storie brevi in stile “linea chiara” (stile che amavo e che amo tuttora) che furono pubblicate su alcune fanzine; si trattava di storie surreali e fantastiche ed erano, in un certo senso, anche un esercizio di stile dove potevo sperimentare le mie idee sul fumetto. Il tuo ingresso nella Casa editrice di via Buonarroti avviene con la collana Zona X. Cosa puoi dirci di quell’esperienza? Mario Milano: In seguito cambiai stile e contattai la Bonelli, dopo pochi giorni cominciai appunto la mia prima storia per Zona X. Questa prima esperienza è stata molto importante soprattutto per una cosa, ho capito l’importanza dell’applicazione al lavoro: disegnare tutti i giorni per molte ore al giorno, realizzare qualsiasi cosa e sempre nel modo giusto seguendo una sceneggiatura scritta da qualcun altro… tutto questo è stato per me (e lo è tuttora e lo sarà sempre) un’autentica palestra.
In seguito hai collaborato, seppur a un solo albo (il n. 149), a Nick Raider. Contavi di restare più a lungo nella serie ideata da Claudio Nizzi? Mario Milano: Disegnare Nick Raider è stato molto divertente, mi è piaciuto molto; però sapevo già prima di cominciare che avrei disegnato un solo episodio, è stato un albo di “passaggio” per così dire, avevo bisogno di acquistare in scioltezza ed elasticità nel disegno.
Prima di cimentarti con il western rassicurante dell’attuale Tex, ti sei fatto le ossa con il West inquieto di Magico Vento. Come è avvenuto il tuo ingresso alla serie? Mario Milano: Splendido personaggio, è forse quello che amo di più fra tutti quelli della Bonelli. Una volta consolidato il mio stile mi è stato proposto di passare a Magico Vento ed è stata una cosa naturale vista la mia propensione stilistica per il genere western, e in seguito, lavorandoci sopra ho avuto modo di sviluppare ancora il mio stile.
Dei quattro episodi disegnati per Magico Vento, quale ricordi con più soddisfazione e quale ti ha creato maggiori difficoltà? Mario Milano: In tutti e quattro gli episodi ricordo soddisfazioni e difficoltà. Le storie di Magico Vento sono abbastanza complesse e in ognuna di esse i disegnatori sono chiamati ad affrontare situazioni che richiedono un notevole impegno creativo, ma nella sostanza, nonostante la fatica, è stato tutto molto divertente.
Come sei arrivato a Tex? Mario Milano: Credo che questa cosa di propormi di disegnare Tex fosse già nell’aria da un pò di tempo. Un giorno che mi trovavo in redazione per alcune verifiche da fare sul 4° albo di Magico Vento Sergio Bonelli, che è una persona squisita, mi invita nel suo studio e mi propone di disegnare Tex.
C’è stata qualche preparazione per entrare nel personaggio? Mario Milano: Ho disegnato giusto qualche schizzo del personaggio.
Quali sono state le difficoltà principali? Mario Milano: A dire la verità non ho avuto nessuna difficoltà a disegnare Tex; anzi, tra tutte le esperienze che ho avute è stata quella in cui ho disegnato con maggiore serenità. Anche nello stile ho provato maggiore coerenza con me stesso e con la mia idea di fumetto. Ho dovuto fare attenzione ad alcuni dettagli, certo, ma nel disegnare Tex mi sono sentito totalmente a mio agio, tutto scorreva come l’acqua.
C’è stata qualche influenza sul tuo Tex? Mario Milano: Certamente non potevo non considerare un grande autore come Ticci, il disegnatore che però mi ha influenzato è Giraud. Per il resto, come ho già accennato in precedenza, ho sviluppato il disegno in maniera del tutto personale.
L’entrata in Tex ha rappresentato per te qualcosa di speciale o è stato solo un lavoro come un altro? Mario Milano: Disegnare Tex Willer è un’esperienza che lascia il segno… un’avventura indimenticabile! Disegnando Tex mi sono sentito veramente un disegnatore di fumetti e vedere pubblicata una storia disegnata da me regala quella gioia ed emozioni interiori che durano per sempre.
Cosa ne pensi di questo personaggio che ha alle spalle 60 anni di vita e successo? Mario Milano: Tex è un personaggio che va ben oltre il concetto stesso di fumetto. La vastissima produzione di tavole e di albi realizzati da disegnatori straordinari sono un monumento della cultura che va tutelato nel tempo. La sua forza e la sua profonda umanità fanno di lui un grande mito del panorama fumettistico mondiale che a 60 anni di vita può ancora regalarci tanta avventura.
Nella tua unica storia disegnata per Tex (Il villaggio assediato, Tex n. 552 e 553), l’azione è dominata in un certo senso dalla natura impervia. Come hai affrontato la storia? Mario Milano: In totale libertà, inchiostrando con il pennello in modo fluido e corposo l’ambiente naturale, compreso Tex e tutti gli altri personaggi della storia. Mi è piaciuto molto disegnare i cavalli soprattutto nelle scene più dinamiche.
Rivedremo un giorno una nuova storia di Tex disegnata da Mario Milano? Mario Milano: Perché no? Sarebbe bellissimo rivivere l’avventura.
Ci descrivi la tua esperienza lavorativa con Claudio Nizzi? Mario Milano: Nizzi è un professionista esperto e responsabile. Nella sua sceneggiatura ho trovato quell’equilibrio perfetto tra testo e disegno che solo un grande sceneggiatore può offrire. Con lui ho provato totale libertà di espressione. Il West è un genere che di questi tempi, a parte Tex, tira poco. Questo vale anche per i giovani disegnatori? Mario Milano: Non credo. Penso che il genere Western sia ancora un mito anche per molti giovani disegnatori e Tex ne è un esempio.
Parliamo dei tuoi lavori. Quanto è dettagliata una tavola di Mario Milano e quante tavole fai al mese? Mario Milano: Cerco di disegnare in maniera dettagliata ma non troppo, cercando il giusto equilibrio nella tavola tra il disegno di figura e la pennellata. Con Tex disegnavo più o meno 10 tavole al mese, per il mercato francese impiego più tempo.
Curi molto la documentazione? Sei aiutato dagli sceneggiatori? Mario Milano: Si. È fondamentale la giusta ambientazione per la narrazione della storia e far credere al lettore di essere veramente lì. Con gli sceneggiatori il rapporto è sempre stato ed è ottimo e mi hanno sempre lasciato libero di interpretare la sceneggiatura a modo mio, mi capita spesso di modificare la regia delle immagini, e da quando lavoro per il mercato francese mi capita ogni tanto di aggiungere delle vignette per migliorare il racconto.
Che genere e che tipo di ambientazione prediligi? Mario Milano: Quelle naturali più di tutte: nutro un profondo amore per la natura e questo influenza certamente anche tante mie scelte nella vita, preferisco comunque anche situazioni surreali, oniriche, dove tutto può accadere.
Hai già scritto qualcosa o pensi magari di scrivere per poi disegnare o consegnare ad un altro disegnatore? Mario Milano: Ho scritto qualcosa in passato, e ho qualche idea da scrivere e da disegnare nel presente, mi piacerebbe scrivere per un disegnatore sensibile ed attento – perchè no? – ma soprattutto mi auguro per il prossimo futuro di disegnare una storia a fumetti scritta da me.
La domanda precedente mi induce a chiederti: preferisci lavorare da solo o in équipe? Mario Milano: Se si tratta di disegnare preferisco farlo certamente da solo, per tutto il resto mi piace molto lavorare in équipe.
Vedendo le tavole del tuo ultimo lavoro per il mercato francese, non possiamo fare a meno di ammirarne la grande maestria nel realizzare le figure femminili… fantastiche! Tra l’altro uno degli argomenti scottanti delle storie di Tex. Come hai impostato il personaggio di Liza? Mario Milano: Vi ringrazio moltissimo per il complimento. Ho pensato a Liza nella maniera più libera e spontanea possibile: come ho letto la descrizione del personaggio così l’ho immaginata e così l’ho disegnata, del resto è così che agisco ogni volta che devo inventare un personaggio, cerco sempre di dare spazio all’intuito e alle prime sensazioni che provo dentro di me senza pensarci troppo. Ho fatto lo stesso anche con Tex.
Il mercato francese avrà un pubblico più esigente ed abituato al colore. Com’è che ti sei adattato al colore? Il lavoro è tuo, di un colorista o ricorri all’informatica? Mario Milano: Come ho detto in precedenza il mio stile primordiale era prevalentemente di tipo “linea chiara” che ho recuperato appoggiandomi all’esperienza acquisita nella Bonelli. Con questo stile il mio disegno accoglie bene il colore, e il risultato è un fumetto molto ricco e curato nelle ambientazioni e nei personaggi e colorato molto bene. La colorazione è affidata a coloristi esterni con i quali sono costantemente in contatto; nel caso del primo episodio del fumetto per Les Humanoides Associés la colorazione delle tavole è stata affidata ad una professionista canadese: lei mi inviava le pagine colorate ed io le inviavo eventuali correzioni e modifiche da apportare sul colore per uniformarsi al meglio con il disegno, cosa che sta avvenendo anche con il secondo episodio che ho recentemente terminato di disegnare e che è stato da poco pubblicato.
Quali sono per un disegnatore le differenze principali tra il mercato italiano e quello francese? Mario Milano: Disegnare per il mercato italiano e per quello francese sono entrambe esperienze fantastiche. Più che di differenze io parlerei di caratteristiche: in quello italiano c’è molta passione intorno al personaggio, Tex ad esempio ha un contenuto di vita vissuta che non ha eguali. Tex è un personaggio che è cresciuto e continua a crescere consolidandosi sempre di più grazie alla straordinaria passione dell’editore, degli sceneggiatori, dei disegnatori e dei lettori che hanno nutrito il personaggio e si nutrono di lui. Il mercato francese è più creativo e sperimentale, le storie sono molto diversificate fra loro ed offrono situazioni più varie dando molto più spazio e rilevanza all’autore, e questo per me come disegnatore è un bene perché permette di esprimersi in maniera più completa e personale.
Da quale parte ti vengono le pressioni maggiori per rispettare i tempi di consegna? Mario Milano: Da ambo le parti, Italia e Francia, ci sono esigenze diverse, a proposito di scadenze e termini di consegna. Certamente sia io che l’editore desideriamo che si completi il fumetto in tempi ragionevoli, ma soprattutto é la gioia di vedere pubblicato il tuo fumetto che ti spinge a lavorare a più non posso!
In Italia il fumetto è considerato ancora un’arte minore. Com’è stato lavorare per la Bonelli e come giudichi la tua esperienza francese? Mario Milano: Lavorare con la Bonelli é stata un’esperienza bellissima che mi auguro di ripetere, sarebbe fantastico disegnare ancora Tex curando le inquadrature, il tratto, il personaggio… Se è vero che il fumetto viene considerato da qualcuno un’arte minore, penso che per un disegnatore di fumetti ambizioso sia assolutamente fondamentale fare tutto il possibile e contribuire affinché il fumetto diventi un’arte a tutti gli effetti, perchè il fumetto è arte! Lavorare per il mercato francese mi sta dando molte soddisfazioni e le prospettive sono ottime: ho cominciato infatti a collaborare anche con un’altra casa editrice francese, la Glénat e la storia che ho cominciato a disegnare è bellissima. Magari se vorrete mi piacerebbe in futuro darvi qualche anticipazione.
Ti dividi tra fumetto e illustrazione… quale sarà il futuro di Mario Milano? Mario Milano: Quello di diventare un grande disegnatore di fumetti, cercando di avvicinarmi il più possibile ai grandi autori come Moebius, Manara… e mi fermo qui! Ripeto, per me il fumetto è una straordinaria forma d’arte ed io voglio contribuire al massimo per il suo bene e per il bene di tutti gli appassionati come voi del blog e come tutti i lettori di fumetti. È molto importante che tutti noi che amiamo il fumetto contribuiamo per mantenerlo sempre vivo e forte come fate voi che siete bravissimi con la vostra passione per il grande Tex.
Come vedi il futuro del fumetto in un’epoca in cui i lettori sono subissati da altri strumenti molto stimolanti come il computer, la televisione, i giochi, il DVD, ecc.? Mario Milano: Sono convintissimo che il fumetto avrà sempre il suo posto. Il piacere di sfogliare le pagine, sentire il buon odore della carta stampata, appassionarsi alla storia, gioire dei bellissimi disegni sono un’esperienza senza pari e ci saranno sempre legioni di appassionati che manterranno vivo il fumetto… e tra questi ci siamo sicuramente tutti noi!
Ci sarà sempre un posto per Tex? Mario Milano: Assolutamente sì! Certamente, come ho appena detto, sta anche a tutti noi contribuire a mantenerlo vivo e forte! Tex è un autentico monumento è un eroe perfetto che va ben oltre le pagine del fumetto, un eroe veramente senza macchia e senza paura, un uomo che sa dire sempre la cosa giusta al momento giusto. E’ l’amico, il padre, il figlio che chiunque vorrebbe avere. E’ uno splendido esempio di umanità, dotato di tutte quelle qualità di cui tutti noi avremmo bisogno, per diventare migliori. Ma ve lo immaginate se Tex esistesse veramente e fosse qui con noi in questo momento? Come ti vedi dall’altro lato della barricata del fumetto, cioè come lettore? Leggi fumetti o questi rappresentano solo il piacere di disegnare? Mario Milano: Non sono un lettore che legge per svago. Leggo fumetti non solo per passione ma anche per studiarli: praticamente analizzo il racconto e come è stato illustrato dal disegnatore per capire il suo stile e quali sono state le sue scelte e sicuramente apprezzarne i disegni. Certamente un bel disegno è fondamentale in una storia a fumetti. Certo è che disegnarli è un piacere insuperabile.
Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali sono le tue preferenze nel campo del cinema e della musica? Mario Milano: Amo romanzi profetici e provocatori come “1984” di George Orwell e “Fight Club” di Chuck Palahniuk come amo libri di spiritualità e filosofia. Nel cinema preferisco i film surreali e fantastici come “Fight Club” e “Brazil”; della musica italiana apprezzo molto De Andrè e seguo la musica jazz e dintorni. Caro Mario Milano, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Mario Milano: Ed io ringrazio moltissimo voi per questa splendida opportunità che mi avete concesso di raccontarmi in questa intervista. Se qualcuno volesse contattarmi per esprimere un suo parere può farlo direttamente dal mio sito internet che aggiorno periodicamente sugli sviluppi del mio lavoro.
Un abbraccio a tutti e buona avventura con Tex!
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