Claudio Villa mostra-nos neste belo desenho nocturno, o preciso momento em queKit Carson atravessa a deteriorada e bamboleante ponte do Arco-íris, situada em território hualpai, enquanto Tex, nas vestes de Águia da Noite prepara-se para dar cobertura ao seu parddevido à perseguição de uma horda de hualpais sedentos de vingança pelo facto de Tex e seus parceiros terem tido a “ousadia” de profanar o ritual de Opirikut e terem recuperado a Kacinah, que continha no seu interior o ídolo de cristal!
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #100 e inspirado na história “L’idolo di cristallo” de G. L . Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #200).
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OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 9 )
Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:
Forrest Tucker (1919-1986). Era mais um consagrado actor de filmes de “western”. Trabalhou de 1940 a 1979, com muita TV.
Tim Tyler (1903-1954). Era mais um “cow-boy” de face de granito, que teria uma centena de filmes na sua carreira de 1924 a 1953. Lee Van Cleef (1925-1989). Mais um vilão por excelência e dos bons. Trabalhou em uma larga série de filmes, com TV incluída, desde 1950 a 1977.
Wally Wales (1895-1980). São cerca de 200 os filmes deste actor, que trabalhou de 1921 a 1952.
John Wayne (1907-1979). Imbatível nas interpretações de “cow-boys”. O seu andar, o seu olhar, o modo como transportava a espingarda… foram autênticos marcos no Historial dos filmes do género. Trabalhou de 1930 a 1976, com pouca TV.
Dennis Weaver (1924-2006). Entrou em alguns filmes de qualidade, desde 1952 a 1978, com TV. Richard Widmark (1914-2008). Este acto foi, talvez, o rei dos cínicos. Aquele que melhor soube fazer-se odiar pela plateia. Trabalhou de 1948 a 1979, com pouca TV.
Robert J. Wilke (1911-1989). Fazia quase sempre o papel de vilão e trabalhou em imensos filmes, desde 1938 a 1978, com muita TV.
Guinn Williams (1899-1962). Trabalhou em muitos filmes, desde 1920 a 1961, com TV.
Chill Wills (1903-1978). Era também actor secundário, com muito nível. Trabalhou desde 1935 a 1974, com TV.
Hank Worden (1901-1992). Outro actor de interesse, que trabalharia de 1936 a 1973, também com TV.
Will Wright (1891-1962). Foi outro artista a entrar em filmes de “western” de 1939 a 1961, com TV.
Chief Yowlachie (1891-1966). Finalizamos com outro actor índio, que trabalharia de 1924 a 1961, com TV.
Evidentemente que a lista poderia não terminar aqui e ainda iríamos buscar os nomes de Dean Martin, Elsa Martinelli como índia, James Cagney, Marilyn Monroe, Sophia Loren, Robert Culp, Raquel Welch, Jane Fonda e mais alguns actores e actrizes que entraram em filmes de “western”, mas em muito poucos, pelo que não se justifica a sua inclusão neste estudo.
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No delicioso vídeo que divulgamos hoje, realizado pelaZagor TV, uma iniciativa do fórum italiano dedicado à mítica personagem criada por Guido Nolitta e Gallieno Ferri, podemos assistir ao desenhador italiano Marco Santucci, enquanto este desenhava um muito bem conseguido desenho de Tex num momento dedicado aos seus fãs, no evento realizado no passado dia 5 deste mês, em Lugano, Suíça, na manifestação denominada Uchronia Comics Convention.
Marco Santucci reside na Itália, mais precisamente na Toscana, região central do País e desenha profissionalmente desde 1994 tendo trabalhado com vários títulos como Nembo para a pequena editora Phoenix, Samuel Sand para a Star Comics, Mister No, Tex e Dampyr para a Sergio Bonelli Editore e Homem-Aranha para a Marvel, mas para saber tudo sobre este magnífico desenhador, não deixe de ler aentrevista exclusiva que Santucci deu recentemente ao blogue do Tex, mas vamos ao vídeo onde Santucci desenha Tex:
Tex e seus pards foram esculpidos na areia, num concurso de esculturas em areia dedicadas ao The American Wild West (Oeste Selvagem Americano), por Kevin Crawford, um americano residente na cidade de Perth na Austrália, num concurso realizado no Verão de 2007, na bela cidade italiana de Jesolo, integrada na região do Veneto, província de Veneza e que contou com a participação de escultores do mundo inteiro.
Conforme podemos ver nas imagens que ilustram este texto (para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas), o consagrado artista americano homenageou o famoso Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini esculpindo na areia a já mítica capa da edição nº 500, da autoria de Claudio Villa e que foi publicada na Itália em Junho de 2002, capa essa onde comparecem os 4 pards!
A areia é hoje em dia cada vez mais utilizada, um pouco por todo o mundo, como matéria-prima artística, utilizada em eventos promocionais ou sociais, em ocupação de tempos livres, bem como em festivais e animação variada.
As esculturas em areia, obras que desafiam o carácter efémero, em que o suporte se esvai com os elementos, assumem-se apesar disso, como excelente meio de comunicação, não só pela espectacularidade do produto artístico final, como pelo próprio processo de criação e de construção, como podemos ver em outro trabalho realizado por Kevin Crawfort e integrado no mesmo concurso, mas tendo nesta obra a colaboração da escultora profissional Karen Fralich, natural do Canadá, intitulado “A febre do Ouro“, onde os artistas esculpiram magnificamente uma mina de ouro californiana, outra verdadeira obra de arte. Ou deveremos dizer obra de engenharia e de arquitectura?
Na imagem ao lado (para aproveitar a extensão completa da ilustração, clique na mesma) mostramos um belo e inusitado desenho do considerado mestre da BD noir, o afamado desenhador espanhol Jordi Bernet (para além do seu trabalho no Tex Gigante é conhecido também por seus trabalhos em Torpedo e Jonah Hex) que junta numa mesma Arte, os dois famosos RangersKit Carson e Tex Willer (este de arma na mão) e ainda a bela e sensual “Clara da Noite“, uma prostituta espanhola de bom coração, criação do próprio Jordi Bernet na companhia de Carlos Trillo e Eduardo Maicas, para as páginas de quadradinhos da El Jueves, revista de humor espanhola, onde aparece desde 1992.
Como se pode comprovar nesta mesma arte, Jordi Bernet i Cussó natural de Barcelona, cidade onde nasceu em 14 de Julho de 1944, e filho do célebre desenhador Miguel Bernet Toledano, agrega nos seus desenhos um ligeiro toque caricaturesco na descrição gráfica das personagens, realizando além disso um desenho que reduz os elementos indispensáveis a uma expressão mínima, e em que o contraste entre o preto e branco adquire um protagonismo primordial.
A única participação de Jordi Bernet (na foto ao lado) na saga de Tex ocorreu em Novembro de 1996 com a história “O Homem de Atlanta”, escrita por Claudio Nizzi que para a ocasião fez um guião especialmente pensado para Bernet. Para ele criou uma personagem feminina à qual deu um grande protagonismo na narração para permitir o brilho do desenhador: Lola Dixieland, cantora de salão.
Pese o seu breve episódio na saga de Tex, podemos dizer que se algo contribuiu no trabalho de Jordi Bernet, isso foi a expressão; não é nenhum segredo o nível expressivo que Jordi foi capaz de desenvolver no Texone # 10…