* Texto de José Carlos Francisco e fotos de Marco Andrea Corbetta, que recentemente visitou o estúdio de Claudio Villa.
Pelos mais variados motivos, alguns desenhos e estudos para capas de Tex foram sendo modificados ou mesmo reprovados, conforme foram sendo “evoluídos”, até se chegar à capa eleita que vai para a gráfica, ou seja, o trabalho de Claudio Villa em cada capa de Tex, passa por sucessivas fases de realização e hoje no blogue do Tex damos a conhecer mais alguns exemplos desses esboços e estudos que tornaram-se assim obras inéditas e por isso mesmo desconhecidas pela maior parte dos leitores e fãs de Tex, de modo a que possam ser admiradas e comentadas e também para eventual comparação mostramos a capa publicada.
Tex # 515:
Tex # 523:
.Tex # 531:
Tex # 568:
Tex # 574:
Tex # 583: . .
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Dagoberto Viegas Lemos, mais conhecido por Dag Lemos, é um veterano desenhador brasileiro de banda desenhada, pois há mais de cinquenta que o desenho faz parte da sua vida, tendo entre muita outra coisa, desenhado para a Hanna-Barbera, onde fez o Falcão Azul e o Bionicão e foi inclusive um dos pioneiros no Brasil, tendo se profissionalizado em 1956 e de lá para cá nunca mais parou, sempre publicando a sua arte no seu país, especializando-se nos género terror, policial e western.
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No presente e depois de um acidente relativamente grave, o Mestre, está novamente a trabalhar para o mercado norte-americano, após ter recebido uma interessante e irrecusável proposta.
O seu estúdio (Escola de Artes Dag Lemos) situa-se na cidade brasileira de Campinas, Estado de São Paulo e dele já saíram alguns actuais ilustres artistas da 9ª Arte.
. Nos seus tempos livres mais recentes e depois de um contacto com José Carlos Francisco e vendo a paixão (e a BiblioTEX) do português popularmente conhecido como Zeca, Dag Lemos desenhou Tex (e Kit Carson), com tinta acrílica e como o conceituado desenhador brasileiro não gosta de figuras estáticas, fez os desenhos em tamanho A3 e com cenas de movimentação, como o género Western pede e como se pode apreciar nessas artes (para as ver na sua plenitude, clique nas imagens) que publicamos neste texto, cujos originais, devidamente autografados e dedicados ao Zeca, foram oferecidos ao pard lusitano.
Mas para além de Tex (e Carson) Dag Lemos também fez dois magníficos desenhos de Buck Jones, nome artístico de Charles Frederick Gebhart, (Vincennes, Indiana, 12 de Dezembro de 1891 – Boston, Massachusetts, 30 de Novembro de 1942) um actor norte-americano, conhecido pelos seus papeis de cowboy em inúmeros filmes de faroestes desde os tempos do cinema mudo e que assim como outros cobóis famosos do cinema, teve as suas aventuras adaptadas para os quadradinhos, igualmente dedicados ao Zeca e que irão engrandecer ainda mais a colecção de originais de José Carlos Francisco.
Claudio Villa mostra-nos neste belo desenho nocturno, o preciso momento em queKit Carson atravessa a deteriorada e bamboleante ponte do Arco-íris, situada em território hualpai, enquanto Tex, nas vestes de Águia da Noite prepara-se para dar cobertura ao seu parddevido à perseguição de uma horda de hualpais sedentos de vingança pelo facto de Tex e seus parceiros terem tido a “ousadia” de profanar o ritual de Opirikut e terem recuperado a Kacinah, que continha no seu interior o ídolo de cristal!
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #100 e inspirado na história “L’idolo di cristallo” de G. L . Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #200).
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OS OUTROS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM EM FILMES DE “WESTERN” (Parte 9 )
Muitos outros artistas teriam também um papel importante, na divulgação de filmes de “western”, ainda que em artigos anteriores, só nos tivéssemos preocupado mais com os actores que acabariam em Histórias aos Quadradinhos. Mas claro, houve muitos artistas de craveira mesmo, que tiveram um papel muito significativo nos filmes de “western”. No entanto, sobre esses iremos unicamente indicar os nomes e pouco mais. O espaço assim o obriga:
Forrest Tucker (1919-1986). Era mais um consagrado actor de filmes de “western”. Trabalhou de 1940 a 1979, com muita TV.
Tim Tyler (1903-1954). Era mais um “cow-boy” de face de granito, que teria uma centena de filmes na sua carreira de 1924 a 1953. Lee Van Cleef (1925-1989). Mais um vilão por excelência e dos bons. Trabalhou em uma larga série de filmes, com TV incluída, desde 1950 a 1977.
Wally Wales (1895-1980). São cerca de 200 os filmes deste actor, que trabalhou de 1921 a 1952.
John Wayne (1907-1979). Imbatível nas interpretações de “cow-boys”. O seu andar, o seu olhar, o modo como transportava a espingarda… foram autênticos marcos no Historial dos filmes do género. Trabalhou de 1930 a 1976, com pouca TV.
Dennis Weaver (1924-2006). Entrou em alguns filmes de qualidade, desde 1952 a 1978, com TV. Richard Widmark (1914-2008). Este acto foi, talvez, o rei dos cínicos. Aquele que melhor soube fazer-se odiar pela plateia. Trabalhou de 1948 a 1979, com pouca TV.
Robert J. Wilke (1911-1989). Fazia quase sempre o papel de vilão e trabalhou em imensos filmes, desde 1938 a 1978, com muita TV.
Guinn Williams (1899-1962). Trabalhou em muitos filmes, desde 1920 a 1961, com TV.
Chill Wills (1903-1978). Era também actor secundário, com muito nível. Trabalhou desde 1935 a 1974, com TV.
Hank Worden (1901-1992). Outro actor de interesse, que trabalharia de 1936 a 1973, também com TV.
Will Wright (1891-1962). Foi outro artista a entrar em filmes de “western” de 1939 a 1961, com TV.
Chief Yowlachie (1891-1966). Finalizamos com outro actor índio, que trabalharia de 1924 a 1961, com TV.
Evidentemente que a lista poderia não terminar aqui e ainda iríamos buscar os nomes de Dean Martin, Elsa Martinelli como índia, James Cagney, Marilyn Monroe, Sophia Loren, Robert Culp, Raquel Welch, Jane Fonda e mais alguns actores e actrizes que entraram em filmes de “western”, mas em muito poucos, pelo que não se justifica a sua inclusão neste estudo.
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No delicioso vídeo que divulgamos hoje, realizado pelaZagor TV, uma iniciativa do fórum italiano dedicado à mítica personagem criada por Guido Nolitta e Gallieno Ferri, podemos assistir ao desenhador italiano Marco Santucci, enquanto este desenhava um muito bem conseguido desenho de Tex num momento dedicado aos seus fãs, no evento realizado no passado dia 5 deste mês, em Lugano, Suíça, na manifestação denominada Uchronia Comics Convention.
Marco Santucci reside na Itália, mais precisamente na Toscana, região central do País e desenha profissionalmente desde 1994 tendo trabalhado com vários títulos como Nembo para a pequena editora Phoenix, Samuel Sand para a Star Comics, Mister No, Tex e Dampyr para a Sergio Bonelli Editore e Homem-Aranha para a Marvel, mas para saber tudo sobre este magnífico desenhador, não deixe de ler aentrevista exclusiva que Santucci deu recentemente ao blogue do Tex, mas vamos ao vídeo onde Santucci desenha Tex: