Tex e Sex Willer por Eder Santos Carvalho

Do jovem fã e coleccionador brasileiro de Tex, Eder Santos Carvalho, nascido em 1980 em Encruzilhada do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, sendo no presente estudante de arquitectura e desenhador técnico trabalhando num escritório de Engenharia e também desenhando para um escritório de topografia, recebemos dois belos desenhos: Tex Willer, inspirado em Magnus (Roberto Raviola) e Sex Willer, uma dama de olhar duro mas extremamente sensual, “criação” de Fabio Civitelli, conforme se pode comprovar  nas imagens que divulgamos neste post e que mostram a beleza destas artes de Eder Santos Carvalho. Para conhecer melhor este jovem fã e coleccionador brasileiro com jeito para o desenho não deixe de ler a entrevista que o Eder concedeu ao nosso blogue.

Tex por MagnusTex Willer por Eder Santos Carvalho
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Sex Willer por Eder Santos CarvalhoSex Willer por Fabio Civitelli

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Albo Speciale Tex n. 24 (Texone): I ribelli di Cuba

Albo Speciale Tex n. 24 (Texone) - I ribelli di CubaAlbo Speciale Tex nº 24 – “I ribelli di Cuba”, de Junho de 2010.
Argumento de Guido Nolitta, roteiro de Mauro Boselli, desenhos e capa de Orestes Suarez. História inédita no Brasil e Portugal.

A fasquia estava alta desde o épico “Patagónia”. Esta aventura desde há muito que estava concluída, fechada na gaveta a aguardar uma melhor oportunidade, a sua hora. Finalmente saiu para deleite de todos os leitores texianos, porque apesar de não atingir o patamar do épico de Boselli e Frisenda, reúne mesmo assim inúmeras qualidades, além de trazer mais um valor consagrado do universo gráfico do outro lado do Atlântico.

O jovem Matt Picard, filho de Henri Piccard, um amigo de Montales que trabalha no Ministério da Guerra, foi raptado por seguidores de uma estranha seita. Montales chama Tex e ambos vão até Cuba, em busca do jovem Matt, numa delicada missão, uma vez que terão que contactar com os revolucionários cubanos que lutam contra o domínio espanhol na ilha.

Havana - Cuba

Apesar de frequentes encontros,  a verdade é que desde há longo tempo que Tex e Montales não se encontravam juntos no terreno, tal como o fizeram nos tempos da luta pela independência mexicana. Ambos românticos e idealistas, o rapto do jovem Matt catapultará os dois amigos para um terreno hostil que permitirá a cada um exaltar as suas melhores qualidades. Tudo se reacende para Tex e Montales, uma vez que a luta pela independência cubana lembrará os tempos da revolução mexicana e mesmo da sangrenta Guerra da Secessão que dividiu um país.

Montales e TexDesta vez, Montales assume-se mais como uma diplomata, um estratega na arte de iludir, deixando para Tex o lado mais pragmático, ou seja, Montales prepara o terreno enquanto Tex age no terreno. Montales surge assim nesta aventura como um substituto de grande qualidade do velho Carson, recriando um ambiente de diálogos de igual modo  interessantes numa história que vive sempre mais da aventura pura do que propriamente das causas históricas que se interligam.

Tex em acçãoNão que estas não assumam o seu papel, Boselli vinca a especificidade e a importância da luta contra o opressor espanhol, mas o objectivo, esse permanece sempre em recuperar um jovem raptado das mãos de um grupo de fanáticos, com a guerra cubana a servir sempre mais como um pano de fundo ou um cenário onde Tex possa assumir o seu papel. Mas quando tudo é bem feito, coerente e com a dosagem certa em cada momento, o facto de se privilegiar a aventura pura em detrimento do lado didáctico, que voltamos a sublinhar não ter sido abandonado, acaba por nos deixar um sentimento de enorme prazer na leitura.

O Tex de Orestes SuarezOrestes Suarez apresenta pranchas de grande qualidade, plenas de dinamismo e ricas em detalhe, demonstrando um grande à vontade e prazer em recriar graficamente todo um universo que faz parte dos compêndios da história da sua Cuba. A sua versão de Tex não é uniforme ao longo da aventura, porquanto algumas vezes o ranger surge incaracterístico. De qualquer modo, parece-nos sempre muito decalcado do Tex de Capitanio, algo diferente das influências ticcianas que quase todos preferiram adoptar. Um trabalho de grande qualidade de um autor que parece ter sabido captar a essência das personagens e da série desde as primeiras páginas.

Texto de Mário João Marques

Tex “A Mão do Morto”: Entrevistas exclusivas com os autores Mauro BOSELLI & Alfonso FONT

ALERTA: As entrevistas que se seguem com Mauro BOSELLI & Alfonso FONT revelam todas as surpresas da história “La mano del morto” (Tex italiano nº 593 a 595, de Março, Abril e Maio de 2010), e a sua lida antes da publicação da revista no Brasil e Portugal pode tirar toda a graça, emoção e suspense que se cria entre um capítulo e outro, e até mesmo com relação ao final da aventura.

Boselli e Font por Bira Dantas

Entrevistas conduzidas por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli, Mário João Marques e Roberto Pagani na formulação das perguntas, de Bira Dantas nas caricaturas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino nas traduções e revisões.

MAURO BOSELLI

Mauro BoselliComo nasceu o projecto dessa aventura?
Mauro Boselli: Eu tinha esta ideia na gaveta há algum tempo. Dar uma explicação imaginária ao mistério não-resolvido da morte de Wild Bill, da qual sabe-se quem foi o assassino (enforcado) e da qual sabe-se que houve mandantes (Varnes e Brady, que nunca foram presos ou interrogados sobre o facto). A intenção de envolver Calamity Jane como vingadora surgiu já no início.

Na saga texiana as personagens históricas sempre foram usadas com parcimónia pelos roteiristas, desde G. L. Bonelli. Mas na história A Mão do Morto você usou de forma magistral várias delas, a começar pelos célebres Wild Bill, Buffalo Bill e Calamity Jane. Foi um episódio isolado ou, também a se pensar no Tex Gigante de 2009, no futuro você pescará com mais frequência na História?
Mauro Boselli: Tanto o Tex Gigante de 2010 quanto o de 2009, tão exóticos e históricos, partiram de uma solicitação precisa de Sergio Bonelli. Às vezes recorremos à História justamente para encontrar argumentos novos. Assim nasceram as recentes aventuras dos Jayhawkers ou dos Soldados Búfalo. O género faroeste É histórico! De todo modo, ao falar de personagens que realmente existiram ou de situações realmente acontecidas, é claro que devemos fazer isso com bom senso e não com muita frequência. Para nós, como dizia Ford, é sempre mais importante a Lenda!

Tex n. 593A presença de tantas personagens históricas não ofuscou o mito de Tex. O carisma do herói emerge em todas as situações e o próprio Carson – no fundo, também ele é uma personagem histórica – é um autêntico protagonista. A força moral de Tex e de seus amigos é arrasadora: sente-se na pele. É justa esta nossa impressão?
Mauro Boselli: Eu considero-a justa. O importante é não cair no didatismo e no tedioso. Tex deve ser o motor principal e resolutivo. Ele e seus pards.

A trama que você idealizou é bem complexa, e tem a virtude de ser desvendada de modo claro e de não deixar dúvida alguma. O final veio à sua mente no meio do caminho ou bastou seguir com naturalidade as acções de Tex e de seus pards para chegar a uma conclusão satisfatória?
Mauro Boselli: O final das minhas histórias nunca é totalmente decidido no início. Geralmente eu deixo que as personagens se movam sozinhas. Neste caso, elas investigaram…

Calamity JaneFale um pouco das duas personagens que, cada qual a seu modo, destacam-se no roteiro: Calamity Jane, que aqui vem como anjo vingador de alguém que amou, mas também Luke Harrigan, o bandido ao qual é concedida uma segunda chance.
Mauro Boselli: O que eu devo dizer? Calamity é um mito do Oeste. Quando jovem era até graciosa e depois se largou um pouco. Mas nós imprimimos a lenda. Intencionalmente ela só aparece no fim, como nas histórias épicas. Está, mas não se vê. Senão seria uma presença por demais limitante.

A figura do co-protagonista Luke Harrigan e a sua redenção estavam bem delineados na sua mente desde o início? Fica a impressão que você se afeiçoou ao simpático canalha 😉 no curso da obra, além das suas próprias intenções, e que a salvação dele deixou intuir um retorno futuro.
Mauro Boselli: Luke é mesmo uma daquelas personagens que nascem por circunstâncias fortuitas. Eu o descobri e conheci aos poucos, assim como aconteceu para Tex e Carson. Mas eu não pretendo fazer com que retorne. Ele não tem profundidade suficiente. É herói de uma história só.

Tex n. 594Kit Willer é considerado por alguns como uma personagem secundária. Mas nos seus roteiros o filho de Tex mostra um auto-controle explícito. O que lhe fascina nessa personagem, que você parece prezar muito?
Mauro Boselli: Eu digo sobretudo – com o risco de atrair críticas (às quais não ligo) – que os que detestam Kit Willer não são fãs de verdade de Tex. Ou são fãs incompletos. O aficionado por Tex tem que gostar de todos os quatro pards (e de Pat e de Montales e de Gros-Jean e de Mefisto e de Brandon e de Morisco… etc., sem exclusão!). Como verdadeiro fã de Tex, eu simplesmente uso Kit como ele merece. De volta aos fãs que odeiam Kit porque é jovem e esperto, creio que esses precisariam de uma bela sessão de análise.

Salta aos olhos que este roteiro é ambicioso: no tema, no desenvolvimento das personagens, no uso dos mitos do Oeste, no enquadramento dos vários rumos da aventura. Você acha que uma personagem com mais de 60 anos pode continuar a mostrar essa ambição?
Tex n. 595Mauro Boselli: Claro que sim. Se sabemos ou queremos fazer só as histórias de sempre, então mudamos de profissão. Às vezes é preciso ousar, não? Mesmo com o risco de descontentar a costumeira meia dúzia dos que não têm imaginação.

Os três volumes colocados à sua disposição permitiram alternar cenas agitadas e bastante dinâmicas a outras caracterizadas por um ritmo mais estendido e por um diálogo mais denso, necessários para resumir os acontecimentos. Houve alguma história anterior em que você sentiu a necessidade de mais páginas?
Mauro Boselli: Eu senti-me limitado em A Última Diligência, que era inicialmente prevista para três edições, e em Os Soldados Búfalo, que eu tive de comprimir em duas edições e meia. As outras histórias, bem ou mal, são como deviam ser.

ALFONSO FONT

Alfonso FontGeralmente as histórias assinadas Boselli & Font (e A Mão do Morto é mais uma confirmação) são cheias de coadjuvantes, personagens menores ou até mesmo simples figurantes cujo traço distintivo é a eficaz caracterização gráfica. Como você e Boselli compõem esse mosaico? Você tem liberdade na criação de todas as personagens ou as mais importantes são estudadas com o roteirista?
Alfonso Font: Geralmente Mauro prefere ter um estudo preliminar das personagens. Ele me envia uma descrição do carácter, a idade, e a participação no conjunto da história. Com isso, eu busco imaginar aquela personagem como alguém vivo, real, um ser humano que possa ter tais qualidades incluídas em suas características.

Wild Bill HickokA propósito de personagens importantes: a sua versão de Calamity Jane ficou óptima. A mulher aparece com o seu queixo pronunciado mas ao mesmo tempo – a parafrasear as palavra de Lupe (interpretada por Penelope Cruz) no filme Manolete – “a mais bela entre as feias”. Com base em que você e Boselli escolheram essa opção e como chegaram a defini-la graficamente?
Alfonso Font: Eu não gosto nem um pouco desses espectáculos bárbaros (n.t.: touradas) e não assisti a Manolete, não assistirei a Manolete e não me interesso pelo senhor Manolete. Esclarecida essa minha opinião, digo que Mauro tinha a ideia de uma Calamity Jane nada bonita, e eu estou com ele.

Carl MannA riqueza de ambientes e o esmero ao descrever os detalhes, das roupas às armas, é notável. Quanto trabalho preparatório foi necessário antes de você começar a trabalhar sobre o roteiro?
Alfonso Font: Uma história sem uma ambientação rica torna-se pouco crível, e eu tenho uma necessidade vital de fazer as minhas histórias o mais crível possível.

Quanto tempo você levou para desenhar esta aventura (visto que um trabalho tão longo constitui por si só uma verdadeira aventura)?
Alfonso Font: De doze a quinze páginas por mês. Então, dois anos?

Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou, e o que significa para si este trabalho de mais de 300 páginas?
Alfonso Font: Eu desenho quadradinhos há quarenta anos. Variar as dificuldades é um trabalho quotidiano. Às vezes o enquadramento para a boa compreensão da cena pode exigir mais, mas isso é só por pouco tempo.

Charlie RichDepois de quase 15 anos de colaboração profícua e ininterrupta, a sua parceria com Mauro Boselli foi (momentaneamente?) interrompida. Como se sente ao trabalhar com Pasquale Ruju? Que diferenças de estilo e de técnica você está a perceber?
Alfonso Font: Eu mal comecei. Fiz apenas as primeiras 20 páginas.

Para concluir, como é o seu relacionamento com Tex?
Alfonso Font: Há quantos anos eu vivo com ele? Doze, quinze? Ele é um amigo com uma ligação particular.

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Tex “La mano del morto”: Interviste esclusive con gli autori Mauro BOSELLI e Alfonso FONT

Boselli e Font por Bira Dantas

Interviste condotte da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli, Mário João Marques e Roberto Pagani per la formulazione delle domande, di Bira Dantas per la caricatura e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.

MAURO BOSELLI

Mauro BoselliCom’è nato il progetto di questa avventura? E hai pensato subito ad Alfonso Font per disegnarla, quando hai iniziato a scriverla?
Mauro Boselli: E’ un’idea che avevo da qualche tempo nel cassetto. Dare una spiegazione immaginaria all’irrisolto mistero della morte di Wild Bill, di cui si sa chi fu il killer (impiccato) e di cui si sa anche che ci furono dei mandanti (Varnes e Brady, mai catturati nè interrogati in merito). Da subito, l’intenzione era quella di coinvolgere Calamity Jane come vendicatrice.

Nella saga texiana i personaggi storici sono sempre stati utilizzati con particolare parsimonia dagli sceneggiatori, da G. L. Bonelli in poi. Nella tua storia La mano del morto, invece, ne hai impiegati magistralmente diversi, a partire dai celeberrimi Wild Bill, Buffalo Bill e Calamity Jane. Si è trattato di un episodio una tantum oppure, anche pensando al Texone del 2009, in futuro attingerai più frequentemente alla Storia?
Mauro Boselli: I Texoni di quest’anno e dell’anno scorso, così esotici e storici, partono da una precisa richiesta di Sergio Bonelli. A volte ricorriamo alla Storia proprio per trovare soggetti nuovi. Così sono nate le recenti avventure dei Jayhawkers o dei Buffalo Soldiers. Il genere western E’ storico! Comunque, parlando di personaggi realmente esistiti o di situazioni storicamente accadute, è chiaro che dobbiamo farlo con buonsenso e non troppo spesso. Per noi, come diceva Ford, è comunque più importante la Leggenda!

Tex n. 593La presenza di tanti personaggi storici non ha appannato il mito di Tex. Il carisma dell’eroe emerge in ogni situazione e lo stesso Carson – in fondo anche lui è un personaggio storico – è un autentico mattatore. La forza morale di Tex e dei suoi amici è trascinante: occorre sentirla sulla pelle. È giusta questa nostra impressione?
Mauro Boselli: Io la trovo giusta. L’importante è non cadere nel didascalico e nel noioso. Tex dev’essere motore primo e risolutore. Lui e i suoi pards.

La vicenda che hai ideato è molto complessa, e ha il pregio di svelarsi in maniera chiara e di non lasciare dubbi di sorta. Il finale ti si è svelato in corso d’opera oppure ti è bastato seguire con naturalezza le azioni di Tex e i suoi pards per giungere a una conclusione appagante?
Mauro Boselli: I miei finali non sono mai completamente decisi dall’inizio. Di solito lascio che i personaggi si muovano da soli. In questo caso hanno indagato…

Calamity JaneParlaci un po’ di due personaggi che, a loro modo, riempiono la sceneggiatura: Calamity Jane, che qui viene come angelo vendicatore di qualcuno che ha amato, ma anche Luke Harrigan, il bandito a cui viene concessa una seconda opportunità.
Mauro Boselli: Che ti devo dire? Calamity è un mito del West. Da giovane era anche graziosa, poi si è lasciata un po’ andare ma d’altronde noi stampiamo la leggenda. Volutamente appare solo alla fine, come nelle storie epiche. C’è, ma non si vede. Altrimenti sarebbe stata una presenza troppo ingombrante.

La figura del coprotagonista Luke Harrigan e la sua redenzione erano già ben delineati nella tua mente fin dall’inizio? Rimane l’impressione che tu ti sia affezionato a questa simpatica canaglia 😉 in corso d’opera, oltre le tue stesse intenzioni, e che la sua salvezza lasci presagire un successivo ritorno.
Mauro Boselli: Luke è proprio uno di quei personaggi che nascono per circostanza fortuita. L’ho scoperto e conosciuto un po’ alla volta, proprio come accade a Tex e Carson. Ma non intendo farlo tornare. Non ha lo spessore sufficiente. E’ eroe di una sola storia.

Tex n. 594Kit Willer viene considerato da alcuni un personaggio secondario: nelle tue sceneggiature il figlio di Tex mostra invece un’esplicita padronanza di sé. Cosa ti affascina di questo personaggio, che sembra starti molto a cuore?
Mauro Boselli: Innanzitutto dico, a costo di attirarmi delle critiche (e chi se ne frega!) che coloro che detestano Kit Willer non sono veri fans di Tex. O sono fans tardivi e incompleti. L’appassionato di Tex deve adorare tutti e quattro i pards (e Pat e Montales e Gros-Jean e Mefisto e Brandon e Morisco… ecc… Nessuno escluso!). Da vero fan di Tex, io semplicemente utilizzo Kit, come lui si merita. Tornando ai fans che odiano Kit perché è giovane e in gamba, credo che avrebbero bisogno di una bella seduta di analisi.

Si vede che questa sceneggiatura è ambiziosa: nel tema, nello svolgimento dei personaggi, nell’utilizzo dei miti del West, nell’inquadramento dei vari sviluppi che ha l’avventura. Pensi che un personaggio con più di 60 anni possa continuare a mostrare questa ambizione?
Tex n. 595Mauro Boselli: Claro que sì. Se sappiamo o vogliamo fare solo le solite storielle allora cambiamo mestiere. Ogni tanto bisogna osare, no? A costo di scontentare i soliti quattro polverosi privi di immaginazione.

I tre albi a tua disposizione ti hanno permesso di alternare scene concitate ed assai dinamiche ad altre caratterizzate da un ritmo più disteso e da un dialogo più fitto necessari per riassumere gli avvenimenti. Ci sono tue storie passate in cui hai avvertito il bisogno di scriverle con una lunghezza diversa?
Mauro Boselli: Mi sono sentito limitato nell’«Ultima diligenza» che era prevista per tre albi, inizialmente, e in «Buffalo Soldiers», che ho dovuto comprimere in due albi e mezzo. Le altre storie, nel bene e nel male, sono come dovevano essere.

ALFONSO FONT

Alfonso FontGeneralmente le storie firmate Boselli & Font (e La mano del morto ne è l’ennesima conferma) abbondano di comprimari, personaggi minori o addirittura semplici comparse il cui tratto distintivo è l’efficace caratterizzazione grafica. Come procedete tu e Boselli a comporre questo mosaico? Godi libertà assoluta nella creazione di tutti i personaggi oppure quelli più importanti vengono studiati a tavolino con lo sceneggiatore?
Alfonso Font: Generalmente Mauro preferisce avere uno studio preliminare dei personaggi. Lui mi fa arrivare una descrizione dei loro caratteri, l’età e la loro partecipazione nell’insieme della storia. Allora io cerco d’immaginare quel personaggio come qualcuno di vivo, reale, un essere umano che possa includere nel suo carattere quelle qualità.

Wild Bill HickokA proposito di personaggi importanti: abbiamo molto apprezzato la tua versione di Calamity Jane. La donna appare con la sua mascella pronunciata, ma allo stesso tempo, parafrasando le parole di Lupe (interpretata da Penelope Cruz) nel film Manolete, «la più bella tra le brutte». Su quali basi tu e Boselli avete scelto questa opzione e come siete giunti a definirla graficamente?
Alfonso Font: A me non piacciono per niente questi spettacoli barbari: non ho visto né vedrò il film “Manolete”, e non m’interessa il signor Manolete. Una volta chiara questa parte del mio pensiero, dirò che Mauro aveva già l’idea di una Calamity Jane per niente bella, ed io ho concordato con lui.

Carl MannLa ricchezza di ambienti e la cura nel descrivere i dettagli, dagli abiti alle armi, è notevole. Quanto lavoro preparatorio ti è occorso prima di metterti al lavoro sulla sceneggiatura?
Alfonso Font: Una storia senza una ricca ambientazione diventa poco credibile ed io ho una necessità vitale di rendere le mie storie il più credibili possibile.

Quanto tempo hai impiegato per disegnare questa avventura (questo dato che un lavoro così lungo costituisce da solo una vera e propria avventura)?
Alfonso Font: Dodici-quindici pagine al mese. Quindi circa due anni…

Quali sono state le più grosse difficoltà che hai incontrato e cosa significa per te questo lavoro di oltre 300 pagine?
Alfonso Font: Disegno fumetti da circa quarant’anni… Fronteggiare le difficoltà è un lavoro quotidiano. A volte l’inquadratura per la buona comprensione della scena può dare qualche grattacapo, ma solo per poco tempo.

Charlie RichDopo quasi 15 anni di proficua ed ininterrotta collaborazione, il tuo sodalizio con Mauro Boselli si è (momentaneamente?) interrotto. Come ti trovi a lavorare con Pasquale Ruju? Quali differenze di stile e tecnica stai notando?
Alfonso Font: Ho appena iniziato… Ho finito solamente le prime 20 pagine.

Per concludere, com’è il tuo rapporto con Tex?
Alfonso Font: Da quanti anni vivo con lui? Dodici, quindici? Non può essere altro che un amico, con un collegamento molto particolare.

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