Nesta ilustração de Claudio Villa, Tex Willer do interior da casa de El Morisco, em Pilares, observa uma estranha dupla de ushebtis (segundo a crença dos antigos egípcios, os ushebtis eram figuras modeladas em formas humanas ou de animais que com fórmulas mágicas, podiam ganhar vida e agir sob as ordens de quem os comandava e cujo nome significa “aquele que responde ao chamado“), mais precisamente Jaani (espírito servo do Deus Toth que assumia a forma de babuíno) cavalgando no dorso de Sloughi (velocíssimo galgo árabe, muito conhecido na época do antigo Egipto) quando se aprestavam para espiar tudo o que acontecia na residência de El Morisco.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “La piramide misteriosa” de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #228 e #229).
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Para comemorar a esperada e festejada visita de Fabio Civitelli aos seus fãs brasileiros, a Mythos Editora lançará no decorrer do Fest Comix, a realizar nos dias 15, 16 e 17 de Outubro, duas edições especiais dedicadas ao consagrado artista italiano:
TEX ESPECIAL CIVITELLI Nº 1
Roteiro: Claudio NIZZI – Argumento, desenhos e capa: Fabio CIVITELLI 336 páginas – R$ 19,90 (Brasil) e € 10,00 (Portugal), com distribuição nacional em ambos os países.
Esta edição trará a história de Tex preferida de Fabio Civitelli. Preferida porque foi idealizada por ele, que fez o argumento, e depois pediu ao seu amigo, o grande Claudio Nizzi, para fazer o roteiro.
O Presságioé uma autêntica obra-prima animada por paisagens espectaculares, índios memoráveis e visões proféticas realizadas com efeitos especiais únicos. Nessa aventura de 330 páginas, Civitelli se esmerou — ainda mais —, e de forma incansável, para enriquecer e aperfeiçoar o seu estilo e as suas referencias gráficas.
O resultado é uma aventura que nenhum texiano deve deixar de possuir para poder degustar cada quadradinho dessa trama emocionante e de tirar o fôlego, seja pelo magistral texto de Nizzi, seja pela arrebatadora arte de Civitelli.
O OESTE SEGUNDO CIVITELLI
Formato 21 x 29 cm – R$ 34,90 (Brasil) e € 17,50 (Portugal), com venda apenas em gibiterias, livrarias ou directamente na Mythos Editora.
– Cronologia de toda a obra texiana de Civitelli.
– Todas as suas histórias comentadas por renomados articulistas italianos.
– Explicações e comentários do autor para as principais passagens de cada aventura.
– Toda a elaborada técnica de Civitelli mostrada em detalhe pelo próprio autor.
– Quadrinhografia de tudo que Civitelli realizou durante a sua vida artística.
– Dezenas de ilustrações INÉDITAS.
– Inclui 16 páginas em cores.
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Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Fernando Fusco e capa de Claudio Villa.
Com o título original La bande dei messicani, a história foi publicada em Itália no Almanacco West 2010 e no Brasil pela Mythos Editora no Almanaque Tex nº 39, em Maio deste ano.
Pai e filho juntos ao longo de uma aventura, assemelha-se mais a um argumento idealizado por um autor como Boselli, que terá sido quem mais contribuiu para o crescimento e a importância da personagem de Kit Willer, dando-lhe redobrado protagonismo em algumas aventuras, deixando até por vezes para o seu pai um papel menos interventivo e primordial nos acontecimentos. Desta vez, cabe a Nizzi colocar Tex e Kit lado a lado o que, sem constituir uma inovação e, convenhamos, sem a mestria boselliana, não deixa de reflectir e sublinhar a importância que o filho do Ranger também assume para este autor
A trama é simples. Tex é contratado pelo comando dos Rangers para escoltar Ray Bonner, um jovem prisioneiro, até à penitenciária de Yuma. Ray participou num sangrento assalto, mas não revelou os nomes dos seus cúmplices, o que leva as autoridades a recear que, durante o trajecto, estes possam atentar contra a sua vida, calando-o para sempre. Mas quando Tex se prepara para levar Ray, este já se encontra morto, envenenado na sua cela, o que vem alterar tudo, levando-o a mudar os seus planos iniciais.
Até certo ponto, esta aventura contém alguns desenvolvimentos capazes de nos transportar até outras, como por exemplo “Caçada Humana” de Nolitta. Se bem que com contornos diferentes, Nolitta investe num gradual envolvimento entre Tex e Andy Wilson, também um jovem prisioneiro de Tex, culminando até numa vingança dura e violenta que ficou célebre na série. Nizzi remete tudo apenas para um mero jogo do gato e do rato, de um lado pai e filho a jogarem com as armas de que dispõem contra um bando de homens ciosos de os abaterem. A aventura nolittiana enriqueceu-se na relação construída entre os protagonistas e na gradual empatia que se foi formando, o que manifestamente aqui já não acontece.
Apesar de tudo, esta aventura de Nizzi, salvaguardando as debilidades actuais do autor, funciona. Resumindo-se certamente a emboscadas, tiroteios e cavalgadas, tal como evitando grandes densidades psicológicas, já habituais no autor, convenhamos que, desta vez, Nizzi soube dosear a aventura. Não há grandes tempos mortos, nem artifícios que apenas serviriam para encher páginas. Desta vez, a aventura funciona, porque Nizzi transmite desde cedo a sua opção e segue estritamente esse caminho, uma linha linear de desenvolvimento, com o leitor a saber ao que vai. Certamente que poderia, por exemplo, não ter morto logo no início a personagem de Ray, construindo assim uma trama mais sustentada na relação que esta personagem fosse mantendo com Tex, não evitando, mesmo assim, que o jovem Kit actuasse sempre na espreita. Poderia sim, mas isso talvez fosse pedir algo a um autor que, nesta fase, manifestamente já não consegue dar.
Fusco é um daqueles desenhadores não ultrapassados radicalmente pelo peso dos anos, ao contrário de outros autores cujo estilo não se soube modernizar ou porque adoptaram um traço mais económico em virtude de um cansaço natural. Pelo contrário, apesar da passagem voraz do tempo, o traço de Fusco, salvaguardando naturais imprecisões, consegue manter uma certa chama clássica, consegue mesmo assim continuar a transportar o leitor para uma época onde o western se afirmava, o que é sempre de realçar num autor nem sempre apreciado na justa medida pelos leitores. Fusco regressou após uma ausência devida a doença, mas rezam as crónicas que terá vindo fazer o seu último trabalho, agora que pretende dedicar-se com maior empenho a outra das suas paixões, a pintura. Vamos ver o que nos reserva o futuro, mas se para alguns a saída de Fusco das páginas de Tex representa o final de uma época, para outros, onde me incluo, ela adquire um significado mais sentimental, porque nos habituámos a respeitar este grande profissional que soube emprestar a Tex décadas de paixão e de grandes sensações. Fusco permanecia com Ticci como um dos últimos resistentes da idade de ouro. Por si só chega para nos curvarmos e agradecer o trabalho imenso que lega a Tex.
O blogue do Tex dá hoje a conhecer uma vídeo-entrevista realizada com o argumentista italiano Pasquale Ruju, consagrado autor que escreveu a aventura de Tex que actualmente está à venda na Itália, ”La prova del fuoco“, desenhada pelo argentino Ernesto Garcia Seijas e que levou Tex Willer a ter que se defrontar com Jack Cameron, um dos mais duros e valorosos rangers, conhecido e respeitado em todo o Oeste, mas que devido a um trágico acontecimento tornou-se uma fera à solta.
Pasquale Ruju que recentemente concedeu uma entrevista exclusiva ao nosso blogue, aborda nesta vídeo-entrevista as suas principais experiências nas principais séries da Sergio Bonelli Editore (Dylan Dog, Nathan Never, Dampyr), falando também da sua precedente mini-série Demian e sobretudo da sua mais recente criação, Cassidy, apresentada em antestreia precisamente na Cartoomics 2010.
A vídeo-entrevista ocorreu em no decurso do evento “Cartoomics 2010” (festival dedicado à BD que se realiza anualmente na Fieramilanocity em Milão, Itália) no dia 27 de Março deste ano, tendo sido realizada pela Booksweb.tv sob condução de Sergio Tulipano:
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Marcus Vinícius Reis: Nasci no interior do Estado do Paraná, na cidade de Ubiratã, em 17/03/1991. Porém, resido com os meus pais e duas irmãs na pequena cidade de Anahy, também no Paraná, desde o meu nascimento. Actualmente estou cursando o 2º ano do curso de Direito e estagiando em um escritório de advocacia.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Marcus Vinícius Reis: Não sei a época específica, mas creio que por volta dos 5 anos de idade. A partir dessa idade o meu pai passou a assinar as revistas da Turma da Mônica para eu dar os primeiros passos no processo de aprendizagem da leitura, tendo desse modo tomado gosto pelo mundo das BDs. Esporadicamente lia as revistas do Mickey, Pato Donald, Zé Carioca, X-Men, além dos mangás Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco, e posteriormente o grande Tex.
Quando descobriu Tex? Marcus Vinícius Reis: Aos meus 13 anos de idade. Certa vez, em minha casa apareceu uma revista de Tex, mais precisamente o Tex Coleção número 169, “Armadilha Flutuante”. Foi a primeira edição de Tex com que tive contacto e li. Descobri depois que o meu pai, antigo leitor de Tex, havia adquirido essa edição depois de muito tempo sem acompanhar a personagem. Alguns meses depois o meu tio, também antigo leitor de Tex, presenteou-me com 5 Tex Edição Histórica. Foi aí que tomei gosto pelo Ranger e desde então sou um fã fanático. Passei a comprar todo mês, religiosamente as edições, e a minha paixão pela personagem só foi aumentando a medida que conhecia novas aventuras.
Porquê esta paixão por Tex? Marcus Vinícius Reis: Pelo modo como se desenvolvem as histórias. Todos os elementos são perfeitamente alinhados, personagens, espaço, tempo, enredo. Os lugares onde se desenvolvem as histórias, as surpresas, reviravoltas, o elemento sobrenatural, o humor, as personagens exóticas e clássicas. Tudo isso em conjunto faz de Tex um vício, onde se espera a cada mês com ansiedade a nova trama.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Marcus Vinícius Reis: O modo como faz justiça. É o herói que luta por seus ideais e compromissos sem qualquer tipo de ambição ou aspiração própria, sempre visa o melhor para a colectividade, seja defendendo uma tribo de índios, seja limpando toda uma cidade de um bando. A sua explosão e ímpeto de ajustar as coisas são fora de comparação com qualquer outro herói dos quadradinhos. Tex é a personagem que não mede esforços para conseguir os seus objectivos, mesmo que para isso tenha que tomar atitudes consideradas por muitos como loucura, mas que na verdade vão beneficiar uma grande causa ou um selecto grupo de pessoas. Destaco também o humor com que ele leva as situações, mesmo em situações desesperadoras trata tudo com naturalidade e uma dose de humor, claro, combinado com o pessimismo do velho Carson.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Marcus Vinícius Reis: Possuo por volta de 250 revistas. Como passei a coleccionar as revistas há pouco tempo, tenho um número pequeno se comparado aos coleccionadores veteranos. Considero todas as edições muito importantes, o seu conjunto, mas uma em especial destaca-se. É a edição número 429, “Os Lobos Vermelhos”, já que foi nessa edição que tive publicado um e-mail que mandei à editora Mythos.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Marcus Vinícius Reis: Colecciono somente livros, tendo em vista a escassez e dificuldade de se adquirir outros itens relacionados à personagem.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Marcus Vinícius Reis: Gostaria muito de possuir a colecção de mini-pósteres de Claudio Villa publicada na Itália, ou ao menos um deles. Os desenhos são de uma perfeição sem tamanho, passam ao espectador da arte toda a tensão ou emoção da situação ilustrada da maneira mais marcante que se poderia fazer. São itens grandiosos que todo o coleccionador deveria possuir para abrilhantar a sua colecção.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Marcus Vinícius Reis: São várias, mas a que considero a mais explosiva e fantástica é a número 50, “Flechas Pretas Assassinas”. Destaco que a li no Tex Edição Histórica 65, sob o título “A Cruz Trágica”. Tex e seus pards literalmente colocam o Canadá de pernas para o ar, um enredo cheio de reviravoltas, pancadarias, explosões, longas viagens, traições, humor, dramaticidade, enfim, tudo o que Tex tem de bom além dos elementos clássicos do velho oeste. O meu desenhador favorito é com certeza o brilhante Claudio Villa, ele supera-se a cada novo trabalho, consegue surpreender-nos a cada novo traço. Lembro também do grande Fusco, que tem traços que me agradam muito. Quanto ao argumentista, considero Claudio Nizzi como o melhor, os estilos de suas histórias agradam-me mais do que o criador, Bonelli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Marcus Vinícius Reis: Além das histórias é claro, agradam-me muito as capas. Espero todo mês com muita apreensão para ver o que será mostrado, e sempre acabo surpreendendo-me com a beleza delas. As capas antigas também são fantásticas, todas elas em conjunto fascinam-me. Quanto ao aspecto do que me agrada menos, creio que ao longo da história da personagem o tratamento que algumas editoras tiveram foi desprezível. Claro, é louvável lembrar que elas mantiveram Tex nas bancas, mas quanto ao trabalho que desempenharam deixaram muito a desejar comparado à grandeza e importância do Ranger.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Marcus Vinícius Reis: A sua história. Com mais de 60 anos nos brindando com grandes aventuras, sempre com uma qualidade maravilhosa e na iminência de chegar ao espantoso número 600. Isso e vários outros factores fazem de Tex um ícone dos quadradinhos mundiais, um fenómeno que dificilmente se verá novamente.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Marcus Vinícius Reis: Infelizmente não. Fiz diversos amigos no Fórum TexBR, pessoas que partilham do mesmo gosto e paixão do que eu. Todavia, nunca tive oportunidade de encontrar-me com nenhum deles, mas espero mesmo que um dia, seja realizado um grande encontro nacional de coleccionadores de Tex para todos poderem confraternizar e dividir as suas alegrias em homenagem ao grande Tex.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Marcus Vinícius Reis: No que depender dos fãs estou absolutamente tranquilo com relação ao futuro da personagem. Sei que os actuais leitores transmitirão aos seus descendentes a paixão pelo Ranger e espero que isso se propague infinitamente. Só tenho receio no que tange ao tratamento que as editoras darão a ele. Outros interesses podem surgir, ainda mais com a nossa sociedade altamente tecnológica, e Tex poderá ser esquecido. Mas tenho fé na força que os fãs têm em continuar coleccionando por todo o sempre a personagem, já que essa paixão por Tex não pode acabar.
Prezada pard Marcus Vinícius Reis, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. .
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