Tex Willer em acção, por Rolando Marques

Do fã e coleccionador português de BD, Rolando Marques, uma já habitual presença nesta rubrica do nosso blogue tendo em conta o seu jeito para “rabiscar”, que para além de Tex, gosta também de outras personagens de BD como, por exemplo, Mágico Vento e Júlia Kendall, ficando-se apenas pelas publicações da editora Mythos,  nascido em 17 de Agosto de 1971, morador em Alverca do Ribatejo nos arredores da capital portuguesa e que profissionalmente trabalha na área da gestão de projectos, recebemos mais dois desenhos de Tex Willer em acção.

Tratam-se de desenhos de sua autoria, realizados em Novembro do ano passado, sobre o oeste selvagem e o Tex em particular e que nasceram de um passatempo ao qual o pard Rolando Marques se  dedica sempre que pode, embora tendo menos tempo disponível do que gostaria para se dedicar a este prazeroso passatempo de desenhar.

Para conhecer melhor este fã e coleccionador de BD (assim como as suas colecções) com queda para a 9ª Arte, não deixe de ler a entrevista que o Rolando Marques concedeu ao nosso blogue.
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Póster Tex Nuova Ristampa 146

Póster Tex Nuova Ristampa 146

Claudio Villa, o conceituado artista italiano autor das capas de Tex, retrata neste desenho o preciso momento em que Tex observa o corpo inerte, que já dava poucos sinais de vida depois de ter caído num alçapão e ter sido  mordido por serpentes venenosas, do misterioso Máscara Negra, o desconhecido líder do “Clã dos Cubanos“, uma poderosa organização criminosa de Nova Orleans,  que controlava o jogo de azar tanto na cidade quanto nos barcos em serviço no Mississipi, para além de realizar sequestros e chantagens para obrigar os homens de negócios a venderem as suas empresas e propriedades, líder esse que para surpresa de todos era a belíssima Lola Fuente como se viu depois de retirada a pesada máscara de ferro…

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il clan dei Cubani” de G. L. Bonelli e Fernando Fusco (Tex italiano #229 a #232).
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Texto de José Carlos Francisco

Vídeo: Claudio Villa no autódromo de Monza a desenhar Tex

No decorrer do “Sloworld – O primeiro salão do turismo pausado e da banda desenhada excelente” (9ª Arte e Turismo unidos em associação) que contou com a presença de ilustres autores ligados à banda desenhada, entre os quais, Claudio Villa, o consagrado desenhador italiano  fez alguns desenhos de Tex Willer para os seus fãs e admiradores presentes no evento, realizado nos dias 18 e 19 de Setembro, que constantemente o assediavam e onde ele sempre com um sorriso nos olhos, ia respondendo com belíssimos desenhos feitos no momento que deliciaram os presentes, que ficaram desse modo com um desenho exclusivo na sua colecção.

De seguida mostra-se na prática, um desenho de Tex Willer para todos verem o resultado surgir passo a passo. Só quem gosta de desenho sabe o quanto é importante ver alguém desenhando e mostrando como se faz e nisso Claudio Villa foi inexcedível como bem se vê neste vídeo realizado pelo nosso correspondente Gianluca Gulmini que estava ao serviço da Zagor TV.

Podemos portanto assistir no vídeo, a evolução do desenho de Tex Willer com que Claudio Villa brindou Gianluca Gulmini:
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Coleccionando Tex – Um prazer e uma agonia

Por Filipe Augusto Chamy Amorim Ferreira

Coleccionar revistas de banda desenhada é, assim como lê-los, uma aventura. Não há coleccionador que não tenha feito o possível e o impossível para colocar as mãos naquela revista que procurava há tempos; normalmente, a alegria de conferir uma história inédita de seu herói favorito é praticamente a mesma que se tem ao finalmente completar a sua colecção. Mas também há o aspecto melancólico da coisa: aquela busca incessante por edições específicas acabou, agora você só terá o trabalho de comprar todo mês nas bancas o último número daquela personagem que tanto fascínio causa — isso considerando que o seu título ainda é publicado.

Com Tex, o grande herói do faroeste, não foi diferente. Eu conheci o icónico ranger no final de 2002, e a chama da paixão já me compeliu a perseguir todas as suas cavalgadas no começo do ano seguinte, quando comecei a procura por este ou aquele exemplar, percorrendo os mais diversos locais: além da Internet, onde consegui algumas boas coisas, perdi a conta de quantos alfarrabistas (sebos, no Brasil), bancas, festivais de quadradinhos e vendedores autónomos eu frequentei — além da ajuda inestimável de amigos que me ajudaram a concretizar esse sonho e me auxiliavam, por meio de toscas listas que a eles eu enviava, a conseguir as raridades que aos poucos fechavam as lacunas das minhas prateleiras.

Quem colecciona banda desenhada, colecciona amigos. Não mencionarei nomes aqui para não correr o risco de ser injusto e esquecer de algum. E também porque, apesar deste texto ser bastante pessoal, a experiência do “coleccionismo” pode muito bem ser a descrição de tantos casos pelo mundo afora: não sou apenas eu quem faz questão de saber todas as peripécias por que seus heróis de papel passaram, despendendo boa parte de seu tempo e energia (e até algum dinheiro) caçando esses pequenos livrinhos periódicos, com tanta vida dentro, tantas maravilhas a nos entusiasmar, a passar valores que carregaremos para sempre, a empolgar com suas vibrantes páginas.

Só em 2009 consegui realmente completar a minha colecção de Tex. Foi um feito e tanto. Cheguei a pensar em desistir em várias ocasiões. Pensei muitas vezes que era um objectivo tolo, fútil, ou mesmo impraticável. Mas, como Tex Willer não desanima diante de um inimigo que aparentemente é mais forte (ou pelo menos mais poderoso no momento!), segui em frente, sempre tendo a companhia de Tex e seus parceiros Bonelli para me acudir no desânimo, chocalhar a tristeza pelos eventuais fracassos quotidianos, espantar o tédio e consolar no metropolitano, nas sempre pouco acolhedoras salas de espera de médicos e afins, nas tardes vazias e paradas. Tex estava sempre lá, pronto a defender quem precisava, nunca se queixando; então por que eu deveria lamentar-me? Era preciso não se dar por vencido.

Começava então a fase lenta das minhas pesquisas. Já não encontrava o que precisava nas lojas físicas, dependia quase sempre da busca dos já citados amigos, muitas vezes em outros Estados deste imenso Brasil, em regiões por que eu nunca passaria. Mas aos poucos o assombroso canyon ia se abrindo para um vale ensolarado e fértil: passo a passo eu estava completando a minha colecção. Até que finalmente pude falar: tenho todas as histórias de Tex. Depois de alguns meses, disse outra coisa: li todas as aventuras de Tex.
Minha mãe, fiel leitora texiana desde o começo, sentiu o mesmo que eu: alegria e tristeza. Alegria porque conhecíamos enfim toda a carreira publicada de Águia da Noite e seus pards. Tristeza porque essa conclusão significava o fim daquela gostosa agonia de mobilizar esforços para localizar as revistas que nos faltavam. Mas a ironia é que eu também colecciono todas as outras personagens bonellianas; e se fui vitorioso com Tex e também na incansável persistência de procurar todos os números de Zagor já publicados no Brasil, a verdade é que a Bonelli Comics é um mundo inteiro e eu apenas comecei a explorá-lo…

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