Tex nº 110 – LA FINE DEL MALEFICIO

Tex nº 110 – LA FINE DEL MALEFICIO

Por José Carlos Francisco
Dando prosseguimento, para já, por mais 6 números, havendo a expectativa de que haja depois um continuar da série, já que a Mythos Editora confia na nova acolhida dos leitores para que Tex possa cavalgar por muito tempo sob o brilho das cores, tal como acontece na Itália, à série de TEX EM CORES, a colecção que nasceu no Brasil como forma de comemorar os 10 anos do Ranger na editora da fogueirinha e que apresenta as aventuras de Tex na ordem em que foram publicadas originalmente na Itália, desde a edição nº 1, em 1948 e cuja colorização foi feita pela Sergio Bonelli Editore para uma colecção de grande sucesso (Collezione Storica a Colori) que sai na Itália desde 2007, a MYTHOS EDITORA devido ao grande afecto e a fidelidade demonstrada pelos leitores que a cada dois meses aguardava pela edição seguinte, passará a publicar a colecção mensalmente a partir do nº 7, previsto para Fevereiro de 2011, para alegria de todos os pards que, a cada trinta dias, desejem confrontar o “velho” com o novo Tex nesta colecção inteiramente em “technicolor”.
A estrutura da colecção brasileira que valoriza os desenhos originais, com o acréscimo das cores, continuará a ter as já habituais 240 páginas de história além das interessantes matérias da autoria de Sergio Bonelli e Júlio Schneider, numa ampla parte introdutiva na qual o editor italiano na rubrica “Sergio Bonelli conta…” e o tradutor, consultor e articulista brasileiro em “Julio’s Tavern”, uma exclusividade da edição tupiniquim, contam os segredos e bastidores ligados à realização e ao sucesso de TEX na Itália e no Brasil, mantendo o formato original italiano, 21 x 16 cm ao preço de 29,90 Reais no Brasil.
Embora as edições de TEX EM CORES nº 7 e 8 só sejam publicadas pela Mythos Editora, devido a questões contratuais, em Fevereiro e Março de 2011, o blogue português do Tex divulga já em exclusivo e em estreia mundial, as capas que estarão nas BOAS bancas de todo o Brasil no primeiro trimestre de 2011:

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Dando continuidade à rubrica, intitulada “Aventuras do Far-West“, destinada como o próprio nome já indicia, a contos ligados ao Western, contos escritos e ilustrados por grandes nomes ligados à BD, o blogue português do Tex apresenta hoje um conto da autoria da prestigiada dupla Wilde Portella (texto) e Wendell Cavalcanti (ilustração), que se intitula “O Duelo” e que tem como protagonista, Blue, o parceiro de Chet.
Blue Lonnegan havia chegado a Saint Joseph, no Missouri, em companhia da bela e rica viúva espanhola Lola Villa Alvarez, de 26 anos de idade. Era uma mulher alta, de pele morena, olhos castanhos-claros e cabelos negros, compridos e encaracolados. Ela chamava a atenção por gostar de se vestir como um cowboy. As mulheres a desprezavam. Os homens tentavam conquistá-la a qualquer custo. Eles adoravam o seu jeito diferente de ser. Billy The Killer, um jovem de 18 anos, do tipo abusado, com seus cabelos loiros e exímio atirador, havia enviado para Lola um par de brincos em forma de argola. Ele e seus dois irmãos mais velhos, que trabalhavam no Triple B Ranch, moravam numa casa branca na parte alta da Lafayette Street.
Há três semanas Blue e Lola estavam hospedados no Star Hotel, nos quartos 115 e 118 respectivamente. Lola Villa queria comprar justamente o Triple B, que pertencia ao criador de gado Hugh Barry, muito amigo do lendário John Simpson Chisum. As negociações ainda não haviam sido concluídas, e o casal sempre era visto junto entrando no cartório de documentos juntamente com Barry, ou cavalgando em seus cavalos pelas terras e admirando a belíssima casa pretendida pela jovem viúva. Particularmente Blue adorava ver o gado pastando solto e os currais repletos de cavalos puro-sangue. Não se importava quando os vaqueiros paravam o serviço para olhar a bela e esguia figura de Lola.
Corria o boato que Lola Villa havia dormido com Billy no quarto do hotel. Blue sabia que aquilo poderia gerar problemas: um jovem arrogante que se vangloriava em ser “o gatilho mais rápido do Missouri” mantendo encontros fortuitos com a bela senhora que havia chegado ao México com 18 anos de idade para casar com Emiliano Alvarez, um dos mais ricos criadores de gado do país. Mas ele, Blue Lonnengan, estava interessado em receber a comissão de dois mil dólares referente à compra do Triple B. O acordo havia sido feito no Novo México, quando Blue visitava a sua mãe e por um acaso soube dos interesses de Lola pelas terras de Hugh Barry.
Naquela tarde fria, com as nuvens pesadas impedindo a luz do Sol, Blue estava no Lone Star Saloon ao lado de Lola. Encostado no balcão ele observava a clientela enquanto bebia algumas doses de uísque. A viúva não se fez de rogada e aceitou tomar uma dose também. Naquele momento o salão estava com poucos fregueses sentados às mesas jogando cartas sem dar a mínima atenção ao pianista que cantava e martelava nos teclados do velho instrumento desgastado pelo tempo. A canção falava das belezas naturais do Alabama. Enquanto isso o olhar de Blue estava distante, pensando sobre o efeito que a presença de Lola Villa causava nele. A mulher atiçava a sua libido, mas ele não lhe havia declarado as suas intenções, pois esperava ansioso o momento de receber a sua comissão e sair da cidade o mais rápido possível. Sabia que o envolvimento de Lola com Billy The Killer poderia causar uma série de problemas, pois parecia-lhe que ela era inconsequente nos seus actos.
As negociações seriam concluídas na manhã do dia seguinte, com Lola Villa pagando caro pela compra do Triple B. Absorto em seus pensamentos Blue não notou quando Billy The Killer adentrou no saloon, pousando o olhar na viúva. O rapaz, que portava dois revólveres nos coldres, caminhou em direcção ao balcão com um largo sorriso ornamentando o seu rosto. Ao avistar Billy o pianista estancou as notas que tirava do piano e calou a sua voz. Só então Blue Lonnegan viu o rapaz caminhando em sua direcção. Um sexto sentido fez com que ele olhasse para Lola e afagasse a coronha do seu Colt.
– Lola! Lola! Divina! A mais bonita mulher de toda a América! – disse Billy, recostando no balcão ao lado da moça. Blue encarou o rapaz enquanto virava aquela que ele pretendia que fosse a sua última dose.
– Billy? O que você está fazendo aqui, garoto? Você não devia estar no Triple B conversando com os vaqueiros e contando-lhes a novidade? – indagou Lola Villa.
– Claro que deveria estar lá agora. Mas vi você entrando no Lone Star com o mestiço, e resolvi ver como você estava – respondeu Billy, olhando para o barman – Coloque uma dose desse seu uísque horroroso. Estou morrendo de sede!
Blue olhou para Lola que olhava encantada para Billy Killer.
– Senhorita Alvarez estou deixando paga a nossa conta – disse Blue colocando três moedas sobre o balcão – Vou para o hotel descansar um pouco.
– O velho está cansado, Lola? Ou vai embora porque eu cheguei?
– Billy…Billy… Blue é um amigo que está me ajudando na compra do Triple B. Foi ele quem intermediou tudo entre mim e o senhor Hugh Barry.
Suspendendo um pouco o chapéu com o indicador Blue voltou a encarar Billy.
– Garoto…Eu estou indo embora porque realmente estou cansado. Tivemos um dia longo, eu e Lola. Por isso pretendo voltar para o hotel e tirar uma soneca.
– Escute aqui, mestiço! Não estou a gostar nada desses seus passeios com a minha namorada!
– Pelos diabos! Eu não sabia que vocês já estavam namorando – disse Blue voltando a encostar-se ao balcão.
Para a surpresa de todos que observavam o diálogo, Billy jogou a dose de uísque no rosto de Blue, que se afastou com os olhos apertados e ameaçadores.
– Foi você quem pediu para que isso viesse a acontecer, garoto bastardo! – alertou Blue recuando dois passos.
Nesse exacto momento os fregueses afastaram-se em direcção das paredes de madeira. As três garotas que trabalhavam no Lone Star seguiram em direcção da escadaria que dava acesso ao primeiro andar. Blue posicionou-se e Billy também. O garoto tinha as pernas arqueadas e parecia ser um bom atirador, pelo menos foi dessa forma que todos observaram. Lola ficou pálida, de pé, com os olhos espantados.
– Vocês não devem fazer isso, rapazes! – disse ela com a voz quase sumida.
Blue e Billy sacaram os seus revólveres ao mesmo tempo. Mas por uma questão de milionésimo de segundos, o rapaz levou um balaço no coração e outro no estômago, caindo para um lado enquanto o seu revólver disparava a esmo.
– BLUE! O que você fez seu maldito? O que você fez? Meu pobre Billy – disse Lola jogando-se ao lado do corpo inerte de Billy The Killer.
Naquela tarde friorenta o matador tinha sido Blue Lonnegan, que ficou olhando para uma Lola Villa Alvarenga postada ao lado do corpo inerte do pistoleiro. Todos que estavam presentes no saloon foram solidários com o homem que dera fim à vida de um jovem que já havia assassinado 21 pessoas em duelos e à traição. Ninguém sentiu a sua morte. Apenas Lola que continuava chorando debruçada sobre o corpo.
Blue colocou o seu revólver de volta ao coldre e caminhou em direcção à porta principal do saloon. Ele meditava consigo mesmo se a morte do rapaz tinha sido válida. Talvez Billy tivesse atravessado o seu caminho para chegar ao fim da jornada. Além disso, o pistoleiro não mataria mais ninguém. Havia sido válido sim, afirmou a si mesmo.
– Até nunca mais, senhora Alvarez. Esqueça que me deve dois mil dólares – disse ele quando passou por Lola que ainda chorava ao lado do corpo inerte no assoalho do Lone Star.
FIM
Por José Carlos Francisco
Supergulp, o espectáculo dos desenhos animados na TV, exibido pela RAI Trade (Rádio Televisão Italiana) de 1972 a 1981 e que encantou inteiras gerações de tele-espectadores na Itália está de volta. Agora na forma de DVD’s à venda em edições exclusivas e repletas de extras. Tex, Lupo Alberto, Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, Giumbolo, Sturmtruppen, Alan Ford, Corto Maltese, Mandrake, Cocco Bill e outros ícones da banda desenhada vêm em 17 preciosos DVD’s, juntamente com o Corriere della Sera, a Gazzetta dello Sport e com a revista TV Sorrisi e Canzoni. Em cada edição semanal, além de velhos e novos desenhos animados, um belo fascículo que reconstrói a história dos autores e das suas personagens.
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.Uma colecção para as crianças de ontem, de hoje e de amanhã, com uma preciosidade verdadeiramente imperdível, o DVD zero: “Speciale Tex“, totalmente inédito.
Para este DVD especial número zero que abre a colecção e é dedicado ao herói criado por Gian Luigi Bonelli, é reproposto o 1º episódio da aventura “El Muerto”, uma dramática história de violência e vingança, uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a saga de Tex Willer, contendo também o DVD uma imperdível entrevista com o editor Sergio Bonelli, realizada em Outubro deste ano por Giancarlo Governi, mestre de biografias televisivas, que repercorre a história de Tex Willer.
Pela primeira vez em DVD, junta-se a família dos desenhos animados na TV um dos pilares da banda desenhada italiana, Tex Willer, num apaixonante western, escrito por Guido Nolitta com desenhos de Aurelio Galleppini, transmitido originalmente em 1979, onde o Ranger foi desafiado para um duelo por Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto, duelo esse ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”, naquele que é o mais inolvidável duelo da saga de Tex.
Segue-se as datas de lançamento e títulos de toda a colecção :
Nº 0: 29/11/2010: “SPECIALE” TEX
Nº 1: 06/12/2010: NICK CARTER
Nº 2: 13/12/2010: HOMEM-ARANHA
Nº 3: 20/12/2010: CORTO MALTESE
Nº 4: 27/12/2010: LUPO ALBERTO
Nº 5: 03/01/2011: QUARTETO FANTÁSTICO
Nº 6: 10/01/2011: STURMTRUPPEN
Nº 7: 17/01/2011: FANTASMA
Nº 8: 24/01/2011: THOR
Nº 9: 31/01/2011: IL SIGNOR ROSSI
Nº 10: 07/02/2011: HOMEM-ARANHA
Nº 11: 14/02/2011: ALAN FORD
Nº 12: 21/02/2011: JAK MANDOLINO
Nº 13: 28/02/2011: QUARTETO FANTÁSTICO
Nº 14: 07/03/2011: NICK CARTER
Nº 15: 14/03/2011: MANDRAKE
Nº 16: 21/03/2011: GIUMBOLO
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O editor Dorival Vitor Lopes confirmou uma vez mais (em exclusivo) ao blogue português do Tex a continuação, para além do sexto volume da série “Tex em cores”, a iniciativa, lançada no Brasil, pela Mythos Editora, em Outubro de 2009, baseada na série “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores) originalmente publicada na Itália em Fevereiro de 2007, país onde continua a ser um sucesso extraordinário de vendas, sucesso esse que se espera venha também a verificar-se no Brasil e em Portugal com o prosseguimento da série colorida do Ranger com o selo da Mythos.
Recorde-se que esta colecção colorida de Tex reapresenta as aventuras do Ranger, pela primeira vez inteiramente em “technicolor“ e é enriquecida com artigos e comentários assinados por Sergio Bonelli, extraídos dos volumes italianos, para além de apresentar a secção “Julio’s Tavern”, uma exclusividade da edição tupiniquim.
O volume nº 7, segundo o próprio editor Dorival, será publicado apenas em Fevereiro de 2011 devido a questões contratuais, mas manterá os mesmos padrões de qualidade e formato das primeiras seis edições, custando no Brasil 29,90 Reais. Quanto à periodicidade está prevista a passagem a mensal para gáudio de todos os Texianos de língua portuguesa.
Tendo em conta o menor número de páginas da edição brasileira comparativamente com a edição italiana, teremos no Brasil uma nova capa inédita nesta colecção, tal acontecerá no volume nº 9, sendo portanto mais uma edição muito especial, que será inclusive desejada pelos leitores dos outros países que sempre procuram possuir este tipo de itens inéditos e exclusivos.
Não nos resta a nós todos do staff do blogue do Tex, que dirigir os nossos mais coloridos bons auspícios para que a aventura colorida do Ranger prossiga definitivamente por muitos anos no Brasil e em Portugal, tal como sucede na Itália, já que a continuação dependerá única e exclusivamente da receptividade dos texianos de língua portuguesa!
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