Entrevista com o fã e coleccionador: Francisco Borges

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Francisco Borges: Sou de Pedrógão do Alentejo, distrito de Beja e nasci em 19 de Agosto de 1968. Trabalho na indústria hoteleira, onde sou cozinheiro.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Francisco Borges: Desde miúdo com os meus 9 anos de idade, pois foi nessa idade que comecei a gostar imenso de banda desenhada e a desenhar as personagens.

Quando descobriu Tex?
Francisco Borges: Comprava sempre muitas revistas de banda desenhada e uma vez em que estava a comprá-las, um exemplar chamou-me a atenção: era o Tex nº 94. Foi portanto o meu primeiro Tex.

Porquê esta paixão por Tex?
Francisco Borges: Porque Tex é diferente de outras personagens e encanta logo à primeira seja qual for a história.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Francisco Borges: Mais tarde ou mais cedo Tex faz cumprir a justiça, não deixando impune os culpados.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Francisco Borges: O total de revistas que tenho anda à volta de 400. A mais importante para mim foi a primeira: Tex nº 94 – “Pacto de Sangue”.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Francisco Borges: Colecciono apenas livros porque nunca vi à venda outras coisas de Tex, como por exemplo figuras ou estatuetas…

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Francisco Borges: Sem duvida alguma seria a sua Winchester ou os seus Colts.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Francisco Borges: Tenho algumas histórias favoritas embora goste de todas, mas claro como toda a gente há sempre alguma favorita. No meu caso adorei “O Filho de Mefisto” e “El Muerto”. O desenhador preferido é Giovanni Ticci, mas Galep e Bonelli eram uma dupla infernal. Por exemplo, as capas de Galep eram extraordinárias.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Francisco Borges: O que sempre me agradou em Tex são as histórias com um humor extraordinário, sobretudo as piadas entre o Ranger e Kit Carson… o que me agrada menos é em Portugal não haver mais livros de Tex para venda. Até os usados são difíceis de encontrar, dificultando assim a vida aos coleccionadores.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Francisco Borges: São as aventuras de Tex que são bastante realistas e quando se começa a ler um livro de Tex, vai-se querer ler mais… pois são aventuras fantásticas!

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Francisco Borges: Nunca tive ainda esse prazer, mas ainda espero um dia vir a ter.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Francisco Borges: Acho que Tex está cada vez melhor e assim continuará desde que as editoras não parem de publicar as aventuras de Tex e seus pards.

Prezado pard Francisco Borges, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Marcos Maldonado e a arte de legendar as histórias de Tex na presença de Fabio Civitelli

Por José Carlos Francisco

Durante a sua recente estadia no Brasil, Fabio CIVITELLI aproveitando a presença em Sorocaba, município brasileiro onde nasceu Marcos Maldonado e que está localizado no interior do Estado de São Paulo, de onde dista cerca de 90 quilómetros da capital paulista e onde esteve na companhia de Dorival Vitor Lopes, editor de Tex no Brasil, Júlio Schneider, tradutor de Tex, José Carlos Francisco, representante da Mythos Editora em Portugal e sobretudo do próprio Marcos Maldonado e da sua esposa Dolores Maldonado, o casal legendador de Tex, teve a oportunidade de visitar a casa onde as letras de Tex são feitas desde o dia 3 de Março de 1980 (tratava-se de Tex nº 110 – “A Sombra do Patíbulo“ -, 130 páginas), anteriormente de forma manual e hoje em dia de forma computadorizada.

Portanto já lá se vão mais de 30 anos em que Marcos e Dolores Maldonado participam das aventuras deste destemido herói do oeste, devido às milhares de páginas legendadas por ambos, no decurso de imensos dias e horas seguidas passadas na prancheta com a caneta de nanquim e actualmente em frente ao monitor do computador.

E foi precisamente o trabalho de legendar (letreirar, no Brasil) no computador que Marcos Maldonado explicou o processo a Fabio Civitelli e a todos os restantes membros da comitiva Texiana que ouviam atentamente Marcos dizer que para fazer um Tex “normal” no computador demora mais ou menos sete dias, dependendo muito da quantidade de balões de cada história.


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Marcos Maldonado recebe o texto da história por e-mail e a revista italiana pelo correio, abre uma pasta no computador com o número do Tex a ser feito, destaca todas as páginas da revista e digitaliza, depois usa o Photoshop para tirar todo o texto italiano e ainda no Photoshop demarca o tamanho da página e corta na proporção certa para passar para o outro programa, o Pagemaker, no qual coloca o texto ao lado das páginas que estão com os balões em branco e a partir daí demarca o texto de cada balão e transporta as letras para depois distribuí-las acompanhando o formato de cada balão, conforme se pode constatar nas diversas fotos que se publica a ilustrar este texto!

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Cartaz do 2º Encontro de Coleccionadores Bonelli da Fronteira Oeste em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil

Por José Carlos Francisco

Segundo Marcelo Tajes, responsável pela organização do primeiro encontro “Bonelliano” na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, no Brasil, realizado em Outubro de 2008, o Segundo Encontro “Bonelliano” da Fronteira Oeste, também se realizará este ano em Uruguaiana, nos dias 27 e 28 de Novembro, integrando a programação da 34ª Feira do Livro de Uruguaiana,  que será realizada de 26 a 30 de Novembro na Praça Barão do Rio Branco.

Para publicitar este Segundo Encontro “Bonelliano” da Fronteira Oeste, foi realizado um belo cartaz, baseado num desenho da autoria do artista plástico Leopoldo Romero (também um grande fã e coleccionador de Tex), realizado especialmente para o evento e que retrata Tex chegando à “vila” de Uruguaiana, vendo-se ao fundo sobre o Rio Uruguai, a Ponte Internacional que liga a cidade de Uruguaiana à vizinha Paso de Los Libres, na Argentina.

O grande destaque deste segundo evento, será dado a Tex Willer, o nosso “Águia da Noite”, justiceiro implacável criado pelos italianos Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini e que iniciou a sua trajectória na fronteira entre os Estados Unidos da América e o México e 62 anos depois o Ranger e os seus companheiros rumaram para a fronteira entre o Brasil e a Argentina, onde serão o centro das atenções e onde os aguardarão leitores de várias faixas de idade e classes sociais.

O evento contará com exposição de revistas, livros e desenhos para apreciação,  troca e venda; encontro de coleccionadores de outras cidades (Allegrete, Santa Maria, São Pedro do Sul, São Borja); dossiê completo das personagens de banda desenhada da editora italiana Sergio Bonelli Editore; exposição de bonecos e estátuas das personagens do mundo de Tex; exibição do filme “Tex e o Senhor dos Abismos” e ainda vários outros itens chamados de “fora de série”.

As capas de TEX EM CORES números 7 e 8 – A Mão Vermelha e O Filho de Tex

Por José Carlos Francisco

Dando prosseguimento, para já, por mais 6 números, havendo a expectativa de que haja depois um continuar da série, já que a Mythos Editora confia na nova acolhida dos leitores para que Tex possa cavalgar por muito tempo sob o brilho das cores, tal como acontece na Itália, à série de TEX EM CORES, a colecção que nasceu no Brasil como forma de comemorar os 10 anos do Ranger na editora da fogueirinha e que apresenta as aventuras de Tex na ordem em que foram publicadas originalmente na Itália, desde a edição nº 1, em 1948 e cuja colorização foi feita pela Sergio Bonelli Editore para uma colecção de grande sucesso (Collezione Storica a Colori) que sai na Itália desde 2007, a MYTHOS EDITORA devido ao grande afecto e a fidelidade demonstrada pelos leitores que a cada dois meses aguardava pela edição seguinte, passará a publicar a colecção mensalmente a partir do nº 7, previsto para Fevereiro de 2011, para alegria de todos os pards que, a cada trinta dias, desejem confrontar o “velho” com o novo Tex nesta colecção inteiramente em “technicolor”.

A estrutura da colecção brasileira que valoriza os desenhos originais, com o acréscimo das cores, continuará a ter as já habituais 240 páginas de história além das interessantes matérias da autoria de Sergio Bonelli e Júlio Schneider, numa ampla parte introdutiva na qual o editor italiano na rubrica “Sergio Bonelli conta…” e o tradutor, consultor e articulista brasileiro em “Julio’s Tavern”,  uma exclusividade da edição tupiniquim, contam os segredos e bastidores ligados à realização e ao sucesso de TEX na Itália e no Brasil, mantendo o formato original italiano, 21 x 16 cm ao preço de 29,90 Reais no Brasil.

Embora as edições de TEX EM CORES nº 7 e 8 só sejam publicadas pela Mythos Editora, devido a questões contratuais, em Fevereiro e Março de 2011, o blogue português do Tex divulga já em exclusivo e em estreia mundial, as capas que estarão nas BOAS bancas de todo o Brasil no primeiro trimestre de 2011:


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