Tex Willer por Júlia Moura Pinto

O blogue do Tex dá hoje a conhecer um belo e imponente Tex da autoria de Júlia Moura Pinto, uma grande fã de banda desenhada no seu todo, mas em especial das personagens Bonellianas, mas sobretudo uma quadrinista e ilustradora que está cursando o quarto semestre da graduação de Licenciatura em Artes Visuais no Instituto Federal do Ceará, um estado nordestino brasileiro, para além de estar também a trabalhar há cerca de um ano no Estúdio Daniel Brandão.

Júlia Pinto é também desde criança uma grande fã do Tex graças à paixão herdada do pai por este nosso mítico Ranger e é assim com naturalidade que nos brinda com este magnífico desenho de Tex Willer que nasceu de uma sua ideia em homenagear Tex!

Para maiores informações sobre a sua carreira ou para ver alguns trabalhos da própria Júlia Moura Pinto, acesse http://juliapinto.deviantart.com/

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As Leituras do Pedro: Tex #487 – A grande Sede e Tex #488 – Jogos de Poder

As Leituras do Pedro*

Tex #487 – A Grande Sede
Tex #488 – Jogos de Poder
Manfredi
(argumento)
Civitelli (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Maio e Junho de 2010)

A principal nota deste Tex, é o facto de ter juntado um bom argumentista, um bom desenhador e um herói clássico. O que à partida não é – nunca foi, nunca será – garantia de uma boa BD.

Por um lado, temos o argumentista, Gianfranco Manfredi, criador da saga de Mágico Vento, que usou para esta narrativa protagonizada por Tex uma sólida base histórica, invulgar nas histórias do ranger.

Por isso, como trama central desta aventura surge a disputa da água na zona de Phoenix, entre uma companhia gerida pelo pouco escrupuloso Lansdale e os agricultores locais, brancos, índios e mexicanos (ou seja, o inevitável choque entre a tradição e o progresso fomentado pela cupidez, com algum racismo e preconceito à mistura).

E, para além disso, humaniza de alguma forma o protagonista, que surge aqui mais astuto (veja-se, o estratagema final para devolver a água aos agricultores) e menos dependente dos seus punhos e da sua capacidade de atirador, tornando mais credível a história, sem no entanto descaracterizar o herói.

Por outro lado, o artista escolhido, Fabio Civitelli, sem dúvida o “grande desenhador” de Tex dos últimos anos, apresenta mais uma história trabalhada de forma superior, com o seu traço fino e detalhado, o recurso a sombras, tramas e pontilhados, uma planificação diversificada, com a utilização de diferentes pontos de vista, rostos expressivos e a soberba representação dos cavalos, o que origina algumas cenas antológicas, com destaque para a emboscada organizada por Lansdale (Tex #488, pp. 54-80).

Mas, no caso presente, no final da leitura de mais um western bem delineado e definido, se não estamos face a uma obra-prima e se ambos os autores – e também Tex – já foram mais felizes, a verdade é que o saldo é positivo e o leitor tem motivos suficientes para se sentir satisfeito. Embora seja verdade que as premissas iniciais permitiam aspirar a mais.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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Póster Tex Nuova Ristampa 149

Póster Tex Nuova Ristampa 149

Neste novo desenho da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer no interior de um esconderijo subterrâneo, mais precisamente uma kiwa (local amplo e de forma circular, com as paredes decoradas por pinturas antigas), localizado nas ruínas de um pueblo Anasazi no Rancho Rigby Brothers em Elk City, ameaçando um criminoso para que este revele onde estavam escondidos os lingotes de prata roubados à companhia Central Mining.

Desenho usado no Brasil em Tex Platinum #15 e inspirado na história “Uno straniero a Elk City” de Guido Nolitta e Erio Nicolò  (Tex italiano #236 a #239).
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Texto de José Carlos Francisco

Vídeo-entrevista: Sergio BONELLI fala das personagens Bonelli no cinema: Tex, Zagor e Dylan Dog

O blogue do Tex divulga hoje uma  interessante reportagem vídeo que foi  levada a cabo recentemente pelo programa Stracult, uma transmissão televisiva  dedicada à história cinematográfica italiana e norte americana, criado por Marco Giusti e que pode ser visto na RAI 2 e que nos mostra uma extensa entrevista com Sergio Bonelli onde o editor milanês fala do filme “Tex e il signore degli abissi“, dos filmes turcos de Zagor, do filme americano de Dylan Dog e ainda de “Dellamorte Dellamore“.

No decurso da vídeo-reportagem, entre muitas outras curiosidades (como por exemplo ver as incríveis acrobacias que Giuliano Gemma ainda fazia aos 46 anos), pode-se ver excertos de breves entrevistas com Giuliano Gemma, G. L. Bonelli, Galep, Duccio Tessari e ainda o mítico actor William Berger, todas elas realizadas em 1985 num programa televisivo dedicado ao filme de Tex.