Presença de Fabio Civitelli em São Paulo registada em Tex nº 493, de Novembro de 2010

A edição brasileira de Tex Willer, número 493 (O Homem de Baltimore), publicada em Novembro de 2010 pela Mythos Editora, contém na sua contracapa, uma matéria intitulada “CIVITELLI EM SÃO PAULO“, onde o editor Dorival Vitor Lopes mostra aos leitores do Brasil, e também de Portugal, a presença de Fabio Civitelli (acompanhado de José Carlos Francisco) no 17º  Fest Comix de São Paulo (Brasil), evento esse que contou com a presença de inúmeros leitores e que serviu essencialmente para promover o lançamento de duas magníficas edições Civitellianas publicadas pela Mythos Editora no passado mês de Outubro, conforme se pode vislumbrar de seguida:.

CIVITELLI EM SÃO PAULO

Conforme anunciamos exaustivamente em nossas últimas edições, aconteceu em São Paulo nos dias 15 a 17 de Outubro o Fest Comix, uma feira de quadrinhos que trouxe, entre outras atracções, o nosso querido artista Bonelliano Fabio Civitelli.

Com sua costumeira simpatia e alegria Fabio recebeu mais de 200 entusiasmados fãs que se regalaram com muitos autógrafos, abraços e fotos do seu ídolo. Quem não veio perdeu um evento fantástico, que dificilmente se repetirá em nosso País, e quem teve a sorte de comparecer com certeza jamais esquecerá esses três dias de sonho que passou entre os fanáticos seguidores de Tex e seus parceiros.

Agora, como uma imagem vale mais do que mil palavras, deixamos que as fotos falem por si:

Entrevista com o fã e coleccionador: Carlos Diniz de Assis

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu?
O que faz profissionalmente?

Carlos Diniz de Assis: Sou natural do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, nascido em uma cidade pequena chamada Deodápolis em 3 de Maio de 1962. Sou professor de História e também de Geografia. Pertenço ao quadro de professores efectivos do meu Estado. Este ano completo 22 anos trabalhando com alunos do ensino fundamental e médio na cidade de Deodápolis. Sou casado, a minha esposa chama-se Edna e tenho dois filhos, o Gabriel de 6 anos e o Eduardo de 3 anos.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Carlos Diniz de Assis: Desde da minha adolescência, comecei lendo Tarzan, Zorro, Capitão América entre outros, mas o que despertou em mim o interesse incontrolável por esse tipo de leitura foi Tex mesmo. Quando eu li a primeira história de Tex eu pensei: “Puxa! Esse cara é de mais!” E assim surgiu o interesse.

Quando descobriu Tex?
Carlos Diniz de Assis: Quando um dia entrei em uma pequena banca de venda de revistas na minha cidade, nessa época eu morava na herdade do meu pai que não ficava muito longe da cidade. Lembro como hoje, entrei na banquinha e olhei para as revistas expostas, os meus olhos se fixaram numa entre os demais. Era um Tex o nº 7, segunda edição da Editora Vecchi – “Drama na Pradaria”. Eu ainda não tinha lido nenhum Tex, mas aquele eu comprei e li no mesmo dia e naquele dia eu descobri que seria um leitor fascinado do Tex.

Porquê esta paixão por Tex?
Carlos Diniz de Assis: Uma paixão acontece quando você se encanta com alguma coisa. Eu acredito que no momento em que conheci o Tex por meio da leitura e de desenhos, ele me encantou, me cativou e me conquistou como leitor de suas histórias.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Carlos Diniz de Assis: Tex é diferente exactamente por ele ser o Tex. Além disso, as histórias de Tex são muito bem criadas e de uma inteligência tremenda que dá ao Tex e aos seus pards uma tonalidade de realidade.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Carlos Diniz de Assis: Devido a um contra-tempo eu perdi a minha primeira colecção, por isso tive que recomeçar recentemente. Tenho 133 revistas e estou aos poucos recompondo a colecção. A mais importante para mim, embora não seja a favorita é a primeira revista de Tex que eu li – “Drama na Pradaria”. A importância está no facto de que foi por ela que eu descobri o Tex, e foi nessa leitura que Tex se tornou uma paixão para mim.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Carlos Diniz de Assis: Além de livros, colecciono também filmes, os chamados faroeste Spaghetti.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Carlos Diniz de Assis: Além das revistas Tex, tenho também o filme: “Tex e os senhores do abismo”. Eu gosto do filme e guardo com carinho na minha colecção de filmes do mesmo género.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Carlos Diniz de Assis: Gosto muito de “Flechas Pretas Assassinas”. Aurelio Galleppini (Galep) é meu desenhador preferido. Ele une rigidez de carácter e alegria. Nos seus desenhos vemos um Tex austero, mas alegre. Giovanni Luigi Bonelli é o melhor argumentista na minha opinião.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Carlos Diniz de Assis: Sua medita exacta de justiça, seu equilíbrio, sua coragem e sua calma interior em qualquer circunstância. Uma coisa que me desagrada um pouco é o formatinho da maioria das revistas. Poderia ser um pouco mais expandida.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Carlos Diniz de Assis: Sua luta incansável em favor dos mais fracos. E também a atracção que ele exerce de modo geral, às vezes até mesmo com os seus próprios inimigos, que terminam respeitando ele. O Tex sabe desenvencilhar dos obstáculos das leis sem se tornar fora-da-lei. Ele é capaz de ficar acima da lei para fazer a justiça em favor do bem.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Carlos Diniz de Assis: Na minha cidade tenho conversado com pessoas que coleccionam Tex, mas encontro no sentido mais amplo não, mas gostaria.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Carlos Diniz de Assis: Acho que Tex tem o futuro garantido. Penso que não haverá um fim da linha para o Tex. Ele continuará com os seus pards para a alegria de todos nós.

Prezado pard Carlos Diniz de Assis, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Tex Willer por Júlia Moura Pinto

O blogue do Tex dá hoje a conhecer um belo e imponente Tex da autoria de Júlia Moura Pinto, uma grande fã de banda desenhada no seu todo, mas em especial das personagens Bonellianas, mas sobretudo uma quadrinista e ilustradora que está cursando o quarto semestre da graduação de Licenciatura em Artes Visuais no Instituto Federal do Ceará, um estado nordestino brasileiro, para além de estar também a trabalhar há cerca de um ano no Estúdio Daniel Brandão.

Júlia Pinto é também desde criança uma grande fã do Tex graças à paixão herdada do pai por este nosso mítico Ranger e é assim com naturalidade que nos brinda com este magnífico desenho de Tex Willer que nasceu de uma sua ideia em homenagear Tex!

Para maiores informações sobre a sua carreira ou para ver alguns trabalhos da própria Júlia Moura Pinto, acesse http://juliapinto.deviantart.com/

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As Leituras do Pedro: Tex #487 – A grande Sede e Tex #488 – Jogos de Poder

As Leituras do Pedro*

Tex #487 – A Grande Sede
Tex #488 – Jogos de Poder
Manfredi
(argumento)
Civitelli (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Maio e Junho de 2010)

A principal nota deste Tex, é o facto de ter juntado um bom argumentista, um bom desenhador e um herói clássico. O que à partida não é – nunca foi, nunca será – garantia de uma boa BD.

Por um lado, temos o argumentista, Gianfranco Manfredi, criador da saga de Mágico Vento, que usou para esta narrativa protagonizada por Tex uma sólida base histórica, invulgar nas histórias do ranger.

Por isso, como trama central desta aventura surge a disputa da água na zona de Phoenix, entre uma companhia gerida pelo pouco escrupuloso Lansdale e os agricultores locais, brancos, índios e mexicanos (ou seja, o inevitável choque entre a tradição e o progresso fomentado pela cupidez, com algum racismo e preconceito à mistura).

E, para além disso, humaniza de alguma forma o protagonista, que surge aqui mais astuto (veja-se, o estratagema final para devolver a água aos agricultores) e menos dependente dos seus punhos e da sua capacidade de atirador, tornando mais credível a história, sem no entanto descaracterizar o herói.

Por outro lado, o artista escolhido, Fabio Civitelli, sem dúvida o “grande desenhador” de Tex dos últimos anos, apresenta mais uma história trabalhada de forma superior, com o seu traço fino e detalhado, o recurso a sombras, tramas e pontilhados, uma planificação diversificada, com a utilização de diferentes pontos de vista, rostos expressivos e a soberba representação dos cavalos, o que origina algumas cenas antológicas, com destaque para a emboscada organizada por Lansdale (Tex #488, pp. 54-80).

Mas, no caso presente, no final da leitura de mais um western bem delineado e definido, se não estamos face a uma obra-prima e se ambos os autores – e também Tex – já foram mais felizes, a verdade é que o saldo é positivo e o leitor tem motivos suficientes para se sentir satisfeito. Embora seja verdade que as premissas iniciais permitiam aspirar a mais.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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