Vídeo-entrevista: Roberto Diso

No decurso de um grande evento ocorrido em Abril e Maio de 2010 no Palácio das Artes em Nápoles, Itália, mais precisamente uma grande exposição que contou a história dos 70 anos da Sergio Bonelli Editore (a história da editora iniciou-se em 1940, quando Gian Luigi Bonelli comprou as Edizioni Audace a  Lotario Vecchi), abrangendo TUDO o que a editora italiana fez na Itália e no exterior e que  teve por título L’AUDACE BONELLI – L’AVVENTURA DEL FUMETTO ITALIANO (O Audaz Bonelli – A Aventura dos Quadradinhos Italianos), exposição essa promovida em parceria pela Napoli COMICON e pela Sergio Bonelli Editore e que foi composta por cerca de 200 páginas originais feitas ao longo dos anos por muitos dos desenhadores que fizeram parte, ou que ainda agora o fazem, da editora, foi entrevistado Roberto Diso, o mítico desenhador de Mister No e que no presente também faz parte do staff de Tex.

É essa entrevista que damos hoje a conhecer, entrevista onde se vê o grande amor de Roberto Diso por Mister No, assim como do prazer que tem em desenhar Tex Willer, reconhecendo ao mesmo tempo e de forma muito humilde que o seu Tex não foi do agrado de muitos fãs do Ranger, sobretudo a nível fisionómico. Diso fala ainda da grande amizade entre ele e Sergio Bonelli, assim como aflora ainda outros temas, como por exemplo “Mohican“, mas melhor do que as palavras, vamos então assistir à vídeo-entrevista:

Entrevista com o fã e coleccionador: Zenilto Trambuch

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Zenilto Trambuch: Em primeiro lugar muito obrigado por tudo que você faz pelo nosso Tex e não é só você, mas muita gente boa. Bem eu nasci em São Miguel do Oeste, Estado de Santa Catarina no Brasil, mas bem cedo vim para Medianeira e actualmente resido em Cascavel desde há 20 anos. Tenho 45 anos, pois nasci a 19 de Agosto de 1965 e profissionalmente sou farmacêutico.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Zenilto Trambuch: Há muito tempo, há mais ou menos 30 anos, lá pelo ano de 1980.

Quando descobriu Tex?
Zenilto Trambuch: Foi nos anos 80 e o primeiro Tex que comprei foi o nº 35, “Alarme no Forte Summer”, mas a paixão começou mesmo foi com o nº 65, “A Flor da Morte” pois dali em diante permaneceu até hoje.

Porquê esta paixão por Tex?
Zenilto Trambuch: Olha, isso é uma coisa que não tem como explicar, talvez seja por Tex ser tão humano que chega a ser como uma pessoa comum, como um pai, uma mãe ou um irmão, alguém em quem se pode confiar a qualquer hora e momento.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Zenilto Trambuch: Essa é fácil! Tex não precisa de poderes artificiais tanto da parte dele como dos autores, Tex é carismático, humano e principalmente respeita-nos a todos nós.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Zenilto Trambuch: Mais ou menos uns 1.000 exemplares. E quanto à revista mais importante, bem, são todas, sem tirar nem pôr, pois eu amo-as todas.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Zenilto Trambuch: Colecciono tudo do Tex, Zagor, Júlia e Mágico Vento tendo também todos os Dampyr, Mister No e Ken Parker publicados no Brasil.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Zenilto Trambuch: Um Tex italiano autografado e com uma dedicatória sua, caro José Carlos, já que você é o mais legitimo texiano que eu conheço.

Qual a sua história favorita?
Zenilto Trambuch: Olha, são tantas, mas posso citar “El Muerto”, “A Noite dos Assassinos”, “Juramento de Vingança”, “Flechas Pretas Assassinas”, “O Solitário do Oeste”… bem, são uma imensidão de histórias excelentes.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Zenilto Trambuch: O que mais me agrada em Tex é que ele é sempre o mesmo, tanto para nós como para os bandidos, para ele não existe meio-termo e nada me desagrada em Tex.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Zenilto Trambuch: O principal respeito dos autores e desenhadores por nós que amamos o nosso Ranger.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Zenilto Trambuch: Não, nunca tive oportunidade.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Zenilto Trambuch: Eu vejo-o muito promissor, pois estão surgindo muitos desenhadores bons.

Prezado pard Zenilto Trambuch, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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2011 traz uma NOVA colecção de TEX com histórias INÉDITAS e a CORES

Finalmente foi desvendado um dos mais bem guardados segredos editoriais de Tex dos últimos tempos! Devido ao estrondoso sucesso (estavam inicialmente previstos 50 números e já ultrapassamos a marca dos 200) da “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores), a iniciativa, apresentada semanalmente na Itália desde Fevereiro de 2007 pela Sergio Bonelli Editore em associação com o “La Repubblica” e o “L’espresso”, repropondo as aventuras de Tex, pela primeira vez integralmente em “technicolor”, 2011 trará o nascimento de uma nova série produzida pela casa milanesa, série essa com PERIODICIDADE ANUAL e com a particularidade de apresentar histórias INÉDITAS e COLORIDAS!

O primeiro número, a ser publicado muito provavelmente no Verão, trará uma história de 158 páginas e será escrita por Mauro Boselli e desenhada por Bruno Brindisi, desenhador este que está a conceder uma longa e exclusiva entrevista ao nosso blogue. Da história em si, nada se pode divulgar ainda a não ser que contará com a presença dos 4 pards.

Voltando a falar da nova colecção, que certamente dará uma nova vida a Tex, tentando captar muitos dos jovens leitores que foram seduzidos  pelas cores das inúmeras histórias repropostas a cores na colecção colorida do Ranger nestes últimos anos, recorda-se que esta será a segunda colecção integralmente a cores que apresenta histórias inéditas, já que a primeira foi Dylan Dog Color Fest, igualmente um grande sucesso de vendas na Itália.

Bruno Brindisi foi seguramente uma escolha acertada porque tem um traço que se adapta perfeitamente às cores, tendo inclusive por causa dessa sua especial característica tido já várias das suas histórias produzidas na Bonelli, publicadas a cores, para além dos álbuns realizados para o mercado francês

Embora oficialmente ainda nada tenha sido sobre esta nova colecção, as nossas investigações, a cargo do nosso colaborador Carlo Monni, dão-nos conta que o segundo número, a publicar portanto em 2012 deverá trazer uma história, também de 158 páginas, escrita por Tito Faraci e desenhada por Mario Milano, que deste modo regressa a Tex.

Para 2013 ainda é cedo, se bem que as nossas investigações considerem a hipótese de ser publicada uma história escrita por Roberto Recchioni, argumentista de Dylan Dog e que alguns rumores insistentes indiciam que tenha visto ser aprovado um seu argumento de Tex, mas nada mais são do que rumores…

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Antevisão Tex 603, desenhado por Marco Torricelli

O blogue português do Tex, divulga em nova antestreia, 2 páginas do próximo Tex italiano, o nº 603, a ser lançado no próximo dia 7 de Janeiro de 2011, com o título ”Faccia di cuoio“.

Argumento e roteiro de Mauro Boselli, com desenhos de Marco Torricelli que se estreia no mundo de Tex Willer e capa de Claudio Villa.

Um misterioso homem sem rosto em busca de vingança…
Juntos em Sacramento, na Califórnia, em companhia de alguns caubóis do rancho “Triplo X”, Tex e Carson encontram-se envolvidos numa intriga sinistra, entre roubos de gado e tentativas de linchamentos. O ambíguo rancheiro Dave Ryan procura fazer recair a culpa de tudo nos índios Modoc, que habitam nas montanhas vizinhas e que são guiados por um misterioso indivíduo com o rosto sempre escondido por uma máscara de couro…

Passemos agora ao desenhador da história…
Marco Torricelli nasceu em Génova no dia 30 de Novembro de 1957. Frequentou o Instituto Técnico de Contabilidade, mas a paixão pelo desenho levou-o à profissão de cartunista. Vem de uma família de artesãos, professores, escritores e jornalistas. Além dos quadradinhos, Torricelli gosta de literatura e de cinema, gosta de nadar e caminhar pelos bosques.

Marco Torricelli começou no mundo dos comics aos dezoito anos, fazendo quadradinhos para La Bancarella, suplemento do jornal Il Lavoro, e para Eureka com a personagem cómica em tiras Gudrun. Em 82, com o Staff di IF (Equipa de IF) de Gianni Bono, trabalhou com algumas séries como Candy Candy, Mickey Mouse, Pequeno Ranger, Magic Girl e Zagor. Nesse meio tempo fez muitas capas para a revista escolar Andersen.

Em 88 deixou o Staff di IF para colaborar com as revistas Corto Maltese, com textos do irmão Alessandro, e com L’Eternauta como autor de pequenas histórias fantasy. Depois de um intervalo com Gordon Link da Dardo (n.t.: a primeira personagem de Gianfranco Manfredi, hoje autor de Mágico Vento) e com a revista Moby Dick, voltou à SBE e colaborou com Zagor, Dampyr e Tex. Entre 2004 e 2008 frequentou um curso na Academia Lígure de Belas Artes e, desde 2007, sempre a desenhar as aventuras do Espírito da Machadinha, faz quadradinhos e ilustrações para o Mensageiro de Jesus Menino de Praga dos frades carmelitas descalços de Arenzano, belíssima cidadezinha na costa da Ligúria.

No que a Tex diz respeito foi o próprio Sergio Bonelli quem o convidou a desenhar o Ranger, durante uma visita que fez à redacção milanesa e quanto ao seu Tex, mais do que aos filmes, inspirou-se em fotos da época, embora também tenha levado em consideração filmes como “Rio vermelho”, um clássico de John Wayne, com Montgomery Cliff e Walter Brennan. Usou inclusive a fisionomia deste último para caracterizar o cozinheiro dos caubóis que aparece na história, mas para saber mais sobre Marco Torricelli não deixe de ler a longa e interessante entrevista que este autor nos concedeu em exclusivo.

Agradecemos à organização do XVI Salão Internacional de Moura, o MouraBD2007, por ter permitido a obtenção das fotografias, durante a exposição dedicada à nova vaga dos desenhadores de Tex Willer.

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