Recentemente, nos números 472, 473 e 474 de Tex foi publicada a história Os Soldados-Búfalo, que de todo o mais segue o padrão habitual das narrativas texianas, mas destaca-se por sua temática: Soldados-búfalos.
Soldados-búfalos são os soldados negros, que após a guerra civil americana em que o norte anti-escravagista criou batalhões negros (formados por ex-escravos) para lutar contra o sul escravagista, foram deslocados para o oeste a fim de lutarem nas guerras indígenas.
No preâmbulo da história o roteirista Boselli conta a lenda que explicaria o motivo que levou os indígenas norte-americanos apelidarem os poucos soldados negros, que formavam regimentos específicos e separados dos brancos dentro do exército norte-americano, de soldados-búfalos. Em uma batalha, os soldados negros, mostrando coragem acima da média, teriam confrontado com exímia coragem um grupo de Cheyennes, que devido à cor e aos cabelos crespos (que lembram a pelagem do Bisão – o búfalo norte-americano), foram apelidados pelos indígenas de soldados-búfalos.
Após este preâmbulo Boselli inicia a aventura de Tex propriamente dita. Tex e seu parceiro Kit Carson, encontram por acaso, em meio às pradarias do oeste americano alguns caçadores de Búfalos, que estão caçando em território dos indígenas Utes e por isso são atacados. Tex acaba por ajudar os caçadores, mas a desvantagem numérica é muito grande e eles só conseguem fugir graças à intervenção de dois soldados-búfalos, que usando de um truque provocam a retirada dos indígenas.
Um dos soldados-búfalos é Bill Johnson, um sargento que já havia lutado ao lado de Tex em uma expedição ao Llano Estacado, região no oeste do Texas, um lugar tão quente e árido que segundo a lenda “nenhum de seus habitantes tem medo de ir para o inferno porque, seguramente o inferno é um lugar mais fresco e acolhedor”.
Nesse local Tex e Kit Carson serviam como guias para uma expedição do exército americano (um batalhão de cavalaria e outro de infantaria, ambos formados por soldados negros) contra o bando de Carrizo, um líder comancheiro. Os comancheiros são caçadores de índios, que vendem mulheres e crianças como escravas no México. Tex relembra então esta expedição, principalmente a coragem dos soldados-búfalos, mas também da fuga de Carrizo, que é o motivo de Tex e Kit Carson estarem no território dos índios Utes dez anos após o acontecido a fim de capturar o bandido.
Mas além de capturar Carrizo, Tex também se vê envolto com o preconceito que os cidadãos de Destiny, cidade branca construída em território indígena, têm pelos soldados negros enviados para protegê-los.
Tex descobre que Carlos, um rebelde Ute se alinhou a Carrizo na tentativa de fomentar uma guerra indígena. Durante o ataque dos rebeldes Utes a um posto do agente indígena da reserva Ute, Tex e Carson intervêm e impedem a morte do agente indígena e sua família.
A história prossegue, trazendo inclusive para forte Duchesne um batalhão de soldados brancos comandados por um lunático e racista coronel, que anteriormente havia lutado nos exércitos sulistas escravagistas.
Ao estilo texiano segue-se diversos confrontos e muito tiroteio entre indígenas, comancheiros e soldados-búfalos, até o desfecho da história. Entretanto nesta, os tiroteios e os conflitos servem de pano de fundo para que o roteirista trate do tema do racismo, o verdadeiro inimigo a ser combatido. Em diversas sequências vemos o racismo que muitos dos cidadãos brancos nutrem pelos soldados negros, mesmo quando estes estão os protegendo, assim como muitos dos próprios oficiais brancos (um negro não podia ser oficial nessa época, assim estavam sempre sobre o comando de um oficial branco).
Ao resgatar a história destes homens e sua luta contra o preconceito dentro de uma das instituições mais monolíticas que existe (o exército), em uma época onde algumas pessoas ainda vislumbravam negros e brancos como “raças” separadas, Boselli conta-nos um destes períodos da história contra o racismo que não deve ser esquecido, tornando esta aventura de Tex um marco dentro da saga da personagem.
Para quem quiser saber mais sobre os soldados-búfalos recomendamos os filmes: Tempo de Glória (EUA, 1989) ou Os Soldados Búfalos (EUA, 1997), dois excelentes filmes sobre os soldados-búfalos.
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* Edgar Indalecio Smaniotto, é filósofo, mestre e doutorando em Ciências Sociais.Também é professor universitário, e suas pesquisas envolvem história da ciência, ficção científica, antropologia, filosofia e educação.
Escreve sobre histórias em quadradinhos para o Jornal GRAPHIQ, a Revista BDJornal (de Portugal), e para o site especializado Bigorna.
Autor do livro: A FANTÁSTICA VIAGEM IMAGINÁRIA DE AUGUSTO EMÍLIO ZALUAR: ensaio sobre a representação do outro na antropologia e na ficção científica brasileira. Rio de Janeiro: Editora Corifeu, 2007.
Tex #493 – O Homem de Baltimore
Tex #494 – Destinos Cruzados
Tito Faraci (argumento) Giovanni Bruzzo (desenho) Mythos Editora (Brasil, Novembro e Dezembro de 2010)
135×175 mm, 114 p., pb, brochado, mensal, 2,90 €
Resumo
A caminho de Riverstone, uma cidade (quase) sem lei, Tex e Kit cruzam-se com William Hodson, um escritor/desenhador em apuros devido a um ataque de índios, ganhando um aliado em mais uma missão que os levará a limpar a cidade dos elementos menos desejáveis.
Desenvolvimento
Ao longo dos anos – embora a diversidade de títulos disponíveis o mascare um pouco, devido à constante reedição de histórias clássicas, e torne difícil essa percepção – tem havido um esforço – consciente, acredito eu – de actualização e renovação de Tex, por parte da editora Bonelli. Na continuidade, claro está, sem opções fracturantes, de forma ponderada e lenta, para não descaracterizar a personagem e para não chocar os fãs mais tradicionais que, mesmo assim, nalguns casos, a acham excessiva. Mas uma renovação que tem procurado aproximar Tex – dentro do possível, pouco para quem deseja um western com outras características… – de modelos mais actuais.
Uma das opções mais visíveis dessa renovação, passa pelo desenho, que se tem tornado mais moderno, mais vistoso, mais chamativo, mais cuidado. Para funcionar, afinal, como mais um motivo de interesse para quem lê/pode ler as aventuras do ranger, deixando de ser um mero suporte de um produto que se vendia por si só.
O trabalho de Bruzzo neste díptico, é exemplo disso mesmo, pelo cuidado posto ao nível do contraste branco/negro, pela expressividade dos rostos, pela atenção dispensada a questões de pormenor, por algumas pranchas animalistas , invulgares em Tex.
Outro aspecto dessa renovação, passa pela introdução – contida, claro – de personagens femininos, geralmente jovens e sensuais, o que, curiosamente, constitui um claro regresso às origens de Tex…
Outras vezes, por surpreendente que isso possa ser, essa renovação passa por aspectos menos evidentes, mas que até funcionam bem. No caso presente, eles passam pela opção de Faraci de introduzir uma personagem algo exótica, o, apesar de tudo, citadino, Hodson, mais a mais utilizando-o como narrador da aventura, devido ao seu encontro casual com Tex e Kit. E acrescentando o pormenor dele ser também desenhador, o que permite alguns efeitos curiosos em termos narrativos, pela inclusão dos seus desenhos nas pranchas de Bruzzo. A par disso, Faraci aumenta o protagonismo de Kit, pondo-o, neste particular praticamente ao nível do pai, o que, num caso diferente, poderia indicar uma eventual passagem de testemunho, de todo impensável em Tex.
Claro que, em tudo o mais, esta é (apenas…?) mais uma aventura de Tex, de ritmo elevado, muitos confrontos e tiroteios, algum suspense e o final esperado. Mas, claro, não podia ser de outra forma…
A reter
– A forma – aparentemente fácil – como Faraci inova e renova Tex, utilizando para esse efeito uma narração feita por um dos intervenientes na história.
– O desenho de Bruzzo, realista, pormenorizado, seguro, vigoroso, expressivo.
Curiosidade
– Na mesma aventura, Tex encontra duas pessoas que disparam mais rápido do que ele… felizmente são amigos, mas será esse um sinal de envelhecimento do ranger mais famoso dos quadradinhos?
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Vander Dissenha: Tenho 40 anos, nasci numa cidade no Oeste do Paraná, Brasil, chamada Campo Mourão. Vivi ali até os meus 18 anos, quando fui para Curitiba (capital do Estado) prestar o serviço militar obrigatório. Após dois anos, quando dei baixa do Exército resolvi ficar vivendo em Curitiba. Em Julho último por questões pessoais e de saúde resolvi sair de Curitiba e por um tempo serei cidadão do mundo, viajando bastante, sem parar muito tempo em um lugar. Também vivi um ano em Orlando – EUA, entre 2002 e 2003. Sou quase formado em Estatística e formado em História, com Pós Graduação em Ensino de História e Geografia. Trabalhei os últimos 18 anos na área administrativa de algumas empresas. Não tenho formação na área, não gosto muito dessa área, mas levo jeito com administração. Resumindo, trabalhei muito tempo em algo para o que não tenho formação. Sou solteiro, sem filhos. Mas já estou pensando em largar essa vida de solteirão namorador quase boémio e arrumar uma companheira, ter filhos e os problemas que acompanham casamento e filhos.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Vander Dissenha: Gosto de quadradinhos desde os meus três anos de idade. A minha mãe costumava comprar revistinhas Disney para mim e minha irmã, que é um ano e meio mais velha. Eu costumava pegar o meu biberão (no Brasil: mamadeira) com leite, uma almofada e uma revista aos quadradinhos. Daí deitava no chão, no meio da sala e ficava bebendo o meu leite e folheando a revistinha. Outras vezes a minha irmã mesmo sem saber ler ficava fazendo de conta que lia as revistinhas para mim. Na verdade ela via os quadradinhos e inventava as histórias. Quando comecei a estudar aos oito anos, eu já sabia muitas palavras graças aos quadradinhos. Depois conforme fui crescendo fui me interessando e gostando ainda mais de banda desenhada. Naquela época muitos garotos liam e coleccionavam revistas aos quadradinhos e era normal trocarmos revistas na escola ou na rua, em nossa vizinhança. E foi nessas trocas que acabei conhecendo novas personagens, além das personagens Disney que sempre gostei.
Quando descobriu Tex? Vander Dissenha: Foi em 1979, eu tinha 9 anos e tinha aprendido a ler fazia pouco tempo. Um vizinho um pouco mais velho emprestou-me duas revistas do Tex. De início não gostei, pois eram em preto e branco. Li umas páginas e parei. Dois anos depois, um outro vizinho emprestou-me uns Tex, li e achei mais ou menos, não gostei muito do tal “continua no próximo número”. Dias depois esse mesmo vizinho pegou escondido uma revista do Zagor, que pertencia ao seu irmão e emprestou-me. Era o número 11 da Vecchi, ZAGOR CONTRA O VAMPIRO. Detalhe, a história era dividida em duas revistas e eu li somente a metade final e mesmo assim apaixonei-me pela personagem. Fui perguntar ao meu vizinho se tinha mais revistas daquela personagem e ele emprestou-me (também escondido do irmão) o Zagor número 1. Li a revista de uma vez só e saí pela vizinhança atrás de outros amigos coleccionadores de quadradinhos para ver se alguém tinha revistas do Zagor. Aqui vale mencionar que Tex é a minha segunda personagem Bonelli, sempre fui mais zagoriano do que texiano. Na época a minha família passava por sérias dificuldades financeiras, o meu pai tinha ficado doente um ano antes e nós praticamente perdemos tudo o que tínhamos, chegamos ao ponto de não ter onde morar e quase passar fome. E diante de tal circunstância era impossível ter dinheiro para gastar com quadradinhos, ou seja, comprar os Zagor’s em banca. Então fiquei por um bom tempo garimpando revistas de Zagor com amigos. Era difícil, mas vez ou outra aparecia alguma. Somente um ano e meio depois que descobri Zagor, foi que ganhei o meu primeiro Zagor comprado em banca, era o número 47 da Vecchi. Nunca esqueci aquele momento, estava com a minha mãe na rodoviária de Maringá e ela perguntou se eu queria comprar alguma revistinha. Vi o Zagor 47 e ela comprou. Essa foi a primeira revista Bonelli nova que tive, cheirando a tinta. Nunca esqueci esse momento. Há algumas semanas estive na cidade de Maringá e descobri que a antiga rodoviária foi demolida. Ao ver o local cheio de destroços, lembrei-me na hora que foi ali que ganhei meu primeiro Zagor, quase trinta anos antes. Bateu uma enorme nostalgia.
Porquê esta paixão por Tex? Vander Dissenha: Como gostei de Zagor, acabei aprendendo a gostar de revistinhas em branco e preto. Então comecei a emprestar e trocar revistinhas do Tex. E assim fui gostando da personagem. Mas lia tudo fora de ordem, muitas vezes a história era em três revistas e eu lia a primeira parte e a última, não lendo a parte do meio. Eu lia conforme ia conseguindo as revistas. Continuei lendo revistas coloridas, mas fui me apegando às revistas em preto e branco. Daí além de Tex e Zagor, comecei a ler Chacal, Epopeia Tri (História do Oeste) e descobri e gostei de Mister No, mas foram poucas revistas que saíram. De cara achei a personagem parecida com Zagor e somente anos depois fui descobrir que eram criações dos mesmos autores.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Vander Dissenha: Tanto Zagor quanto Tex são carismáticos e suas revistas tem uma qualidade em termos de desenhos e roteiros, que acabam se tornando atraentes e fidelizando o leitor.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Vander Dissenha: Já tive centenas delas, mas hoje tenho bem poucas revistas do Tex. Por falta de espaço e tempo para ficar cuidando das colecções, acabei me desfazendo de quase tudo. Guardei somente algumas revistas de que gosto mais, outras que ganhei de presente e algumas autografadas e também umas poucas publicadas fora do Brasil. Tenho um carinho especial por um Tex publicado na Croácia e que foi autografado pelo Claudio Villa. E também um Zagor croata que o Ferri autografou. Um amigo croata esteve numa feira de quadradinhos na Itália e pegou estes autógrafos. E uma aquisição recente que gosto muito é o livro do Fabio Civitelli, o qual está autografado e com um desenho do Tex.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Vander Dissenha: Teve uma época em que eu coleccionava tudo o que dizia respeito a Tex e Zagor, mas acabei me desfazendo de tudo.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Vander Dissenha: O que sempre tive vontade de ter é uma edição italiana de Zagor autografada pelo Sergio Bonelli. Certa vez cheguei a mandar um Tex italiano para ele e uma cartinha “mal escritura” em italiano pedindo o autógrafo. Mas como a revista nunca retornou, acho que a revista e a carta não chegaram até ele.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Vander Dissenha: Minha história favorita de Tex é “El Muerto”, que já li e reli diversas vezes. Já o desenhador e argumentista gostava de todos, com excepção do Fusco. Não sei porque, mas nunca consegui gostar dos desenhos do Fusco.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Vander Dissenha: O que mais gosto em Tex são dos argumentos, o desenrolar das histórias. E também do senso de justiça e a luta contra a injustiça, bem como a defesa dos mais fracos. Uma das coisas que mais detesto na vida é a injustiça e a exploração dos mais fracos, mais necessitados. Talvez daí que venha essa admiração por Tex.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Vander Dissenha: Seu carisma. Tex é uma personagem de papel, mas que possui um carisma de alguém de carne e osso.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Vander Dissenha: Sim, costumo manter contacto com outros coleccionadores. Quando morava em Curitiba eventualmente fazíamos uma reunião com alguns coleccionadores locais. E nessas reuniões sempre estava presente o Júlio Schneider, que é um grande coleccionador e conhecedor de Tex. Então essas reuniões eram sempre interessantes. Vez ou outra aparecia algum coleccionador de outra cidade. Lembro de visitas do Gervásio S. Freitas, Nilson Farinha e Joe Fabio, além do Dorival, editor da Mhytos.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Vander Dissenha: Vejo que o futuro de Tex não será tão grandioso como o seu passado e o seu presente. Os tempos mudam, as pessoas mudam, as novas gerações mudam e os interesses também. Então acredito que Tex vai continuar existindo ainda por muitos e muitos anos, mas com o tempo vai se tornar uma espécie de cult, adorado por um grupo pequeno e fiel de leitores e coleccionadores. Tenho percebido que os leitores de Tex estão envelhecendo e que novos leitores tem surgido em menor número. Ou seja, não vai ocorrer uma reposição de leitores na mesma quantidade que existiu e que existe hoje. Acho oportuno mencionar que não leio mais Tex e Zagor. Na verdade parei de ler e coleccionar banda desenhada faz algum tempo. Eventualmente compro alguma edição especial para matar saudades. Actualmente dedico-me mais à leitura e colecção de livros. O motivo de parar com os quadradinhos foi porque não via mais a mesma graça e qualidade de antes, tanto nos argumentos quanto nos desenhos. Com relação a Tex e Zagor, até gosto de muitos dos desenhadores e argumentistas da nova geração, mas sou por natureza um saudosista, um purista. Então prefiro reler as histórias antigas, que marcaram momentos de minha vida, do que ler histórias novas e que não me encantam mais. Outro detalhe que me desagradou com relação a Tex e Zagor foi a volta constante de personagens que tinham morrido e volta ou outra retornam. Para mim se a personagem morreu, deve sumir, não ficar reaparecendo, pois fica algo chato.
Prezado pard Vander Dissenha, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. (Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)