Tex Gigante de Ernesto Garcia Seijas e uma NOVA série de Tex Gigantes INTEGRALMENTE A CORES, serão uma REALIDADE ainda em 2011, tal como as DESPEDIDAS de Claudio Nizzi e Antonio Segura

Por José Carlos Francisco

Na conferência realizada no passado fim de semana em sua honra, no Festival de banda desenhada realizado em Rimini, Itália e denominado Rimini Comix 2011,  o editor Sergio Bonelli revelou que após vários anos de repouso no limbo, chegará no próximo Outono aos quiosques italianos o já lendário Tex Gigante desenhado pelo argentino Ernesto Garcia Seijas, o que proporcionará, tal como aconteceu em 1996 com as edições desenhadas por Roberto Raviola (Magnus) e Jordi Bernet, que este ano tenhamos DOIS Texoni (Tex Gigantes) visto que recentemente tivemos já o Tex Gigante intitulado “Verso l’Oregon“, escrito por Gianfranco Manfredi e desenhado pelo também argentino Carlos Gomez.

Tal decisão de Sergio Bonelli prende-se com o facto de Nizzi ter-se aposentado definitivamente e o editor milanês querer que todas as suas histórias sejam publicadas. Para além desta história produzida há alguns anos, há somente uma outra história de Claudio Nizzi em fase terminal de produção (será publicada ainda este ano), trata-se de “Inferno bianco” (titulo provisório), que está a ser desenhada por Lucio Filippucci, o consagrado desenhador italiano que recentemente acompanhou Fabio Civitelli na edição nº 0 da Gibicon de Curitiba.

Mas voltando ao Tex Gigante guardado numa das gavetas de Sergio Bonelli há vários anos, a história tem então argumento e roteiro de Claudio Nizzi e foi desenhada pelo argentino Ernesto Garcia Seijas tendo como título provisório “I quattro giustizieri” (Os Quatro Justiceiros). Nas páginas que tivemos acesso (conforme se pode constatar aqui ao lado) comparecem, com efeito, todos os quatro pards.

Seijas começou a trabalhar nesta história no já longínquo ano de 2000 e segundo consta, na programação da Sergio Bonelli Editore a história deveria figurar no 17° albo speciale (nome dado na Itália ao Tex Gigante) e portanto ser publicada em Julho de 2003. Por outro lado Seijas terminou os desenhos, por causa da sua lentidão, somente quatro anos depois do seu início.

A letrista Monica Husler iniciou a legendagem da história no Outono desse mesmo ano, em 2004. A lógica sugeria então uma publicação em Junho de 2005. Entretanto Sergio Bonelli controla pessoalmente todas páginas já então legendadas, como sempre faz com todas as histórias do Ranger, e decide inexplicavelmente publicar naquela data o Tex Gigante desenhado por Carlo Ambrosini.

Houve um chumbo? Tudo indica que sim, ao menos em parte. Falava-se em surdina, que na história havia mulheres a mais. A especialidade, no fim de contas, do artista argentino. Numa entrevista concedida em exclusivo por Ernesto Garcia Seijas, ao nosso blogue do Tex, o próprio Seijas  explicou o sucedido e confirmava os rumores: “Sergio Bonelli controla pessoalmente cada página de Tex. Inclusive neste Texone ainda inédito, houve 11 páginas que tive de refazer, porque apareciam mulheres e Sergio Bonelli não entendia porque apareciam essas mulheres ali, já que não eram necessárias para a história. Ele fez com que mudassem o argumento e eu tive de refazer as páginas. Parece que a ele, não lhe agrada que apareçam muitas mulheres nas histórias de Tex.”

As onze páginas, considerada a média mensal produzida pelo autor argentino, foram redesenhadas em apenas um mês. Mas não obstante as correcções, tudo permaneceu na mesma, ou quase. Murmurava-se que o editor pretendia publicar a história no Outono de 2008 como forma de comemorar os 60 anos de Tex. Mas afinal, nada.

Sergio Bonelli brincava com a situação, convidando os cobiçosos curiosos para visionarem as páginas, no seu gabinete situado na Via Buonarroti, “estão todas ali dentro“, dizia, “numa gaveta“. Entretanto em torno deste Tex Gigante  cresceu pouco a pouco uma auréola de mistério cada vez mais densa, todos falavam mas ninguém sabia nada de concreto.

Agora que finalmente este Tex Gigante verá a luz do dia, o blogue do Tex, apresenta hoje duas páginas inéditas desta já mítica história, com desenhos soberbos da obra realizada por Seijas. Julguem e comentem!

Continuando no tema “Tex Gigante“, Sergio Bonelli nesta sua conferência também revelou que um outro grande autor argentino convocado para desenhar um Tex Gigante foi Enrique Breccia, filho do lendário Alberto Breccia e também ele muito apreciado pelos leitores italianos. A história terá um argumento de Tito Faraci.

Todavia Sergio Bonelli informou que os próximos Tex Gigantes serão desenhados por Fabio Civitelli, Claudio Villa, Andrea Venturi e… Massimo Carnevale, todos eles escritos por Mauro Boselli.

Ainda no tema “Tex Gigantes” Sergio Bonelli também confirmou o que já se ouvia em surdina há alguns tempos: em breve a “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores), a iniciativa, lançada em Fevereiro de 2007, que continua a ser um sucesso extraordinário, como bem atestam ainda os cerca de 70.000 exemplares vendidos todas as semanas, chegará ao fim com a edição nº 239, mas somente porque esta fabulosa iniciativa que repropôs a um ritmo semanal as aventuras de Tex, pela primeira vez integralmente em “technicolor”, enriquecida por uma capa inédita, criada para a ocasião por Claudio Villa, e complementada pelos artigos e comentários assinados pelo crítico Luca Raffaelli e pelo próprio editor Sergio Bonelli, alcançará a edição actual da série inédita de Tex, mas se uma nova série de Tex se encerra, outra nascerá em breve após uma curta pausa e sempre agregada ao quotidiano “La Repubblica” e ao semanário “L’espresso”: falamos da republicação de todos os Tex Gigantes, também eles integralmente em “technicolor” e numa cadência semanal e igualmente complementada pelos artigos e comentários assinados por Luca Raffaelli e pelo próprio editor Sergio Bonelli.

A nova série terá o mesmo formato da colecção que está a chegar ao fim, embora tendo cerca de menos 80 páginas, mas tendo a particularidade de apresentar as capas originais realizadas pelos respectivos desenhadores de cada álbum.

Para finalizar este texto damos uma notícia que certamente será uma má surpresa para muitos fãs de Tex: informamos que não foi somente Claudio Nizzi a abandonar o Ranger, pois ainda este ano a Sergio Bonelli Editore publicará a última história escrita pelo espanhol Antonio Segura, história essa desenhada pelo também espanhol José Ortiz e que será publicada no Maxi Tex de Outubro e assim deste modo chega ao fim uma colaboração de quase 15 anos e onde o autor espanhol nos brindou com histórias memoráveis!

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

O Alfabeto do Velho Oeste – Letra N

Wilson Vieira:

Desenhador e Argumentista Brasileiro de Banda Desenhada, com mais de 36 anos de experiência, dos quais 7 deles (1973/80), participando como colaborador do estúdio Staff di IF em Génova/Itália, ilustrando também alguns episódios de Il Piccolo Ranger para a Sergio Bonelli Editore, Diabolik, Tarzan e o Homem-Aranha (Octopus desafia o Homem-Aranha). É também o autor da saga Nordestina: Cangaceiros – Homens de Couro e da série western – Gringo, assim como autor de vários outros roteiros. E escreve, escreve…

É também autor do seguinte blogue na Internet:
http://brawvhqs.blogspot.com/

Caros Leitores – Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas:
1– O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches.
2– O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississipi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies.
3– E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na segunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objectivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1– Aquele de “fronteira”. 2– Aquele de “conquista” do West. De facto, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade quotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississipi e depois, foi até à costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação – O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Projecto online penso, pioneiro tanto em Portugal, quanto no Brasil, estimulado a publicá-lo, através do amigo entusiasta José Carlos Francisco (Zeca), o qual me ofereceu generosamente o espaço, neste já renomado Blogue e aceitei. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do quotidiano em busca da sonhada sobrevivência – o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, agora com a letra…

N

Navahos ou Navajos – Nome popular com o qual era indicada a tribo dos Índios “Yutagenne”, mas que, contrariamente às tribos dos Apaches nómadas do deserto, viviam quase que permanentemente na zona que hoje pertence à parte noroeste do Novo México e parte nordeste do Arizona. Habitavam em aldeias, com casas de madeira, cultivavam o milho e verduras e criavam ovelhas. Eles possuíam uma grande habilidade a experiência de muitos séculos, na confecção de tapetes e cobertas. Por muitos anos, os “Navahos” observaram a neutralidade entre os Índios “Utes” ao norte, os “Apaches Gilenos e Chiricahuas” ao sul, os “Moquis – Hopi Pueblos” ao oeste e as missões colonizadoras Espanholas ao leste. Durante as Campanhas Americanas de extermínio e da formação das Reservas, os “Navajos” enfrentaram contra a progressiva conquista de suas terras e contra a colonização branca e assaltavam os colonizadores, fazendas, estradas de comunicações e depósitos. O Exército dos EUA, ao comando do coronel Kit Carson, acabou com tudo no Outono de 1863. No Canyon de Chelly os “Navahos” foram capturados e juntamente com os “Apaches”, foram encaminhados à Reserva de Bosque Redondo, perto ao Fort Summer, Novo México. A peste, a varíola, a cólera e a desnutrição, deixaram bem poucos sobreviventes, que, mais tarde, quando os Índios não constituíam mais um problema, puderam retornar em suas terras de origem. Aos cowboys os “Navahos” davam raramente motivos de conflitos ou de desgostos.

Nações Civilizadas – Com essa denominação, na História Americana, estavam as 5 Nações Civilizadas a “Cherokee”, a “Chickasaw”,  a “Choctaw”,  a “Creek” e a “Seminole”, originários das montanhas Apalaches, que em 1839 viviam no Território Indígena de Oklahoma. Na história desses Povos Indígenas, os “Cherokees” são os mais importantes. Os demais eram por cultura, civilização e tradições, muito ligados aos “Cherokees” e seus destinos foram praticamente iguais. Os históricos Americanos e toda a editoria que se refere aos pioneiros, quase que ignoraram a existência dessas Nações Civilizadas, porém a máxima puritana que “a menor Raça da América (os Índios), teve que sucumbir perante a superioridade intelectual e civilizadora da Raça branca”, não podia ser aplicada a essas 5 Nações. Já em 1730 os jornais de Londres, noticiavam da imponente apresentação diplomática e da fina inteligência retórica dos sete Embaixadores da Nação “Cherokee” na Corte do Rei George II. Nessa época 17.000 “Cherokees” viviam em 64 cidades fortificadas no Território das Apalaches. Em 1802 as mulheres esposavam Europeus. Em 1821 o advogado Sequoyah, laureado na Universidade de Princeton, publicou o seu alfabeto com 85 letras, que foi ensinado em 43 escolas. Na Academia Nacional, fundada em 1825, professores “Cherokees” ensinavam Medicina, Direito, Odonto Técnica, Matemática, Mecânica, Economia Agrária, Ciência da Mineração, Geologia e Línguas. Nesse ano também foi publicado o primeiro número do Jornal Independente “Cherokee Phoenix”, que tinha a missão prioritária em difundir a sua Cultura Popular. Elias Boudinot, Nancy John Ross e John Ross, foram alguns dos “Cherokees” famosos.

Naddi Chaddi – (28 de Dezembro de 1871). Dois anos após a batalha de Apache Pass, o general James H. Carleton avançou sobre os Índios, numa ofensiva violenta. Ele encarregou Kit Carson de dirigir tal operação. Esse, comandando um inteiro Destacamento de Voluntários do Novo México, derrotou os “Mescaleros” que foram confinados às margens do Pecos River, numa Reserva de Bosque Redondo. Foi nessa época que o cacique “Mangas Coloradas” foi feito prisioneiro pelo general brigadeiro Joseph R. West, sendo morto logo após por uma sentinela. “Cochis” assumiu o lugar do velho cacique. Kit Carson, depois do domínio sobre os “Mescaleros”, ocupou-se dos “Navahos”, e durante todo o Verão e Inverno de 1863, caçando-os. Os Índios perseguidos por Kit Carson, procuraram refúgio no canyon de Chelly onde foram atacados em 6 de Janeiro de 1864. Era um local inexpugnável, mas Kit Carson, conseguiu capturar 7.000 Índios “Navajos”, que foram conduzidos para a Reserva de Bosque Redondo, onde já estavam os “Mescaleros”. Reuniram-se assim duas tribos que se odiavam e o general James H. Carleton fez somente agravar toda situação. Os “Mescaleros” evadiram-se em massa, mas foram recapturados logo após e conduzidos para o condado de Lincoln, em Fort Stanton. Os “Navajos” ficaram em Bosque Redondo, até 1868, ano o qual obtiveram a permissão de retornarem para as suas terras. O estado de Arizona quando terminada a Guerra Civil, foi teatro de uma nova guerra contra os “Apaches”. O cacique “Eskiminzin”, com 30 guerreiros, tinham se rendido ao tenente R. Whitman em Campo Grant. Sua gente estava reunida a cinco milhas das tropas. Em 30 de Abril de 1871, cavaleiros vindos de Tucson entraram no recinto do campo Indígena, matando 87 prisioneiros e certo número de mulheres e foram embora, levando consigo 29 crianças. Em 4 de Junho, o Comando das Operações sobre todo o Território do Arizona foi confiado ao tenente coronel George Crook, apelidado de o “Terror dos Apaches”. Durante essa Campanha, o capitão W. H. Brown, com dois Destacamentos da VII Cavalaria e 30 “scouts” “Apaches”, obteve grandes vitórias sobre os seus inimigos. Em 28 de Setembro ao amanhecer, ele surpreendeu um grupo de 100 Índios “Yavapais”, escondidos numa caverna de Salt River Canyon. Os soldados Americanos bloquearam o local, tirando assim qualquer saída. Os “Yavapais”, cercados, recusaram-se tal derrota. Os atacantes abriram fogo; as balas ricocheteando atingiram os Índios desorientados. O massacre foi pavoroso; nem mulheres ou crianças escaparam. Os ”Yavapais”, desesperados tentaram a única escapatória, atacar os soldados; um deles foi subitamente morto e os demais renderam-se. Quando os homens do capitão W. H. Brown penetraram na caverna, encontraram 18 sobreviventes; todas as mulheres e crianças. Os demais estavam mortos. Em 6 de Abril de 1873, em Campo Verde, os “Yavapais” tornaram-se submissos. No mesmo dia o tenente coronel George Crook obteve a patente de general brigadeiro.

Necessário para fumantes – Tabaco e tiras de papel (mortalhas) com os quais o cowboy fazia os seus cigarros. O tabaco geralmente da marca “Durham” – vinha confeccionado pelo produtor em saquinhos de 2 onças ( 56 gr.), que eram abertos de lado por um fio. O papel quase sempre produzido com arroz era fabricado em todas as cores do arco-íris. O cowboy preferia a cor laranja avermelhada. Os cavaleiros possuíam uma particular habilidade em confeccionar os cigarros, enrolando-os entre os dedos de uma só mão, ou com o movimento, passando-o pela anca. Os fósforos ficavam conservados no bolso do colete e acendiam-se com um leve esfregar numa superfície áspera e assim “nasceu a proeza” dos cowboys e pegar o fósforo com dois dedos e acendê-lo, na unha do polegar da mesma mão. Tal uso, em várias maneiras, foi explorado principalmente em vários spagetti-westerns, ou se preferirem, em filmes Italianos de faroeste.

Necktie – (Gravata). Do traje dominical do cowboy, sempre fazia parte uma gravata vistosa, geralmente da cor vermelha. “Necktie-party” era a denominação idiomática dos cowboys para indicar um linchamento sem processo.

Negro – Um importante jornal do sul, o “Southern Literary Messanger”, publicou em 1858 um artigo abominável, o qual é dito entre outras coisas: “…asseguramos que em todos os locais e em todos os tempos, deverá existir uma classe de mateiros e de buscadores d’água, que deverão sempre, por necessidade, serem um substrato da natureza. Afirmamos que será melhor para todos, que essa classe seja formada por uma Raça, sobre a qual, Deus mesmo tenha colocado uma marca de inferioridade física e mental…”. Dessa declaração explícita e horrenda, pode-se compreender um pouco de como a Escravidão fosse aos EUA, uma instituição que regulava, mais que as simples relações entre patrões e escravos, mas a relação desmedida, entre brancos e negros. Em 1850, ¾ do algodão do mundo, era produzido nos EUA, aonde 75% da renda total iam para o bolso de alguns milhares de famílias, cujas fortunas eram alicerçadas na Escravidão. Em 1807 o Congresso havia proibido importações de escravos, mas o comércio desnaturado estava bem longe de terminar. Aqui está a tradução do cartaz que data de 1853 e dizia: “ Por 1200 a 1250 dólares! Por negro! O abaixo assinado Wm. F. Talbott, deseja encontrar um bom número de negros, para o mercado de New Orleans. Pagarei de 1200 a 1250 dólares por cada homem e de 830 a 1000 dólares por cada mulher. Pagarei então por cada negro apto ao trabalho mais que qualquer outro mercador do Kentucky. O meu escritório está localizado perto do Broadway Hotel, em Broadway, Lexington, Kentucky. Onde estou ou o meu agente”. A compra e venda de negros e de cavalos tinham a mesma modalidade. O movimento contra escravidão, alimentado por razões económicas e políticas, além que humanitária, acentuou-se ao norte após 1830. Dessa data até 1860, através a “Ferrovia Subterrânea”, como eram chamadas as numerosas estradas organizadas por negros fugitivos, milhares de escravos conquistaram a sua liberdade ao norte. Muitos deles encontravam refúgios entre as tribos Indígenas. Essa desprezível prática foi introduzida na América em Agosto de 1619; um navio de guerra Holandês atracou em Jamestown, Virgínia, e tinha vendido vinte escravos negros em troca de víveres, dos quais necessitava para retomar viagem. Em 1790, os escravos dos EUA eram 697.000. Por volta de 1845 a questão dos escravos dominava a vida política Americana. Com a agricultura em vasta produção do algodão, maior que a plantação do arroz ou do tabaco, foi introduzido o sistema de confiar a vigilância dos escravos a “mandantes” os quais geralmente, para demonstrarem as suas próprias capacidades aos devidos patrões, recorriam a meios cruéis, para conseguirem o máximo dos negros em qualidade e quantidade de trabalho. O chicote era o meio mais usado. Existiam alguns patrões que os tratavam com certa humanidade, mas geralmente os escravos trabalhavam do amanhecer ao anoitecer, habitavam miseravelmente em grandes barracões de madeira. Era vetada aos escravos qualquer instrução.

New Ulm – O massacre de New Ulm, em Minnesota, foi um dos primeiros episódios trágicos, consequência da difícil convivência, entre brancos e Índios. Os soldados da Guarnição do Fort de New Ulm tinham partido em 17 de Agosto de 1862 para o front do Oeste. “Na manhã de 18 de Agosto, um amigo passou por nossa casa, avisando-nos para fugirmos o mais rápido possível, pois os Índios estavam matando, todos os brancos, que encontravam e incendiando as suas casas. Nós estávamos habituados a vermos Índios todos os dias e não tínhamos medo deles. Vinham em nossa casa, traziam peixes ou aves, em sinal de reconhecimento pelos víveres e roupas que minha mãe os presenteavam. Porém nos meses de Junho e Julho de 1862, podia-se notar certa intranquilidade no ar. Eram vistos em seus trajes de guerra, ou dançando as suas danças específicas para combates. Pensávamos que não estavam sendo bem tratados pelos funcionários Federais, por isso passavam por privações. Pois a farinha era doada com vermes e a carne era podre” – escreveu um jovem pioneiro, cuja família estava localizada na região do conflito. Com a notícia desses ataques, todos os habitantes da tranquila cidadela de New Ulm fugiram para o Fort Ridgely, a poucos quilómetros de distância, perseguidos já pelos “Sioux”. Muitos foram mortos durante a viagem. Os que escaparam tiveram que afrontar por nove dias o assédio dos Índios, chefiados pelo cacique “Pequeno Corvo”. Em 27 de Agosto chegaram às tropas dos Americanos. Ao cair do Inverno, “Pequeno Corvo” e seus guerreiros  retiraram-se, levando consigo alguns reféns brancos. No início de 1863, foi organizada uma Expedição punitiva e as Tropas Federais fizeram centenas de Índios como prisioneiros. Enforcaram 38 guerreiros. “Pequeno Corvo” estava entre eles e seu escalpe foi pregado ao portão de ingresso do Forte.

Nez Perce – Era uma tribo da família “Penuti”, que linguisticamente, pertencia à família “Shahapti”, que viviam no coração do actual estado de Montana com a fronteira oriental do Oregon, nas montanhas. Originariamente, caçavam e cozinhavam em pedras, depois  tornaram-se cavaleiros, viviam basicamente da caça aos bisontes e das “Camas”; uma espécie de cebola. Elas eram fritas ou trabalhadas, como o pão. Em 1840, o missionário Marcus Whitman construiu uma Missão perto a Wallawalla. Mais tarde a missão seria queimada e Whitman morto. Os “Nez Perce” (Narizes Furados) tornaram-se famosos por seu cacique “Joseph”, que se opôs à política de extermínio dos Americanos e que em 1877 derrotou o general Oliver Howard. Esse povo, descrito por todos como nobre, valoroso e inteligente, foi derrotado pelos EUA, por uma política militar brutal e primitiva. O cacique “Joseph” foi preso e transferido para Oklahoma e os Índios foram colocados nas Reservas de Idaho, Oregon e Washington. “Joseph” morreu em 1904 e a sua declaração ao momento de sua captura, passou para a História: “Os nossos caciques foram mortos, os nossos velhos, muitas mulheres e crianças, foram mortos. Os sobreviventes morreram de frio, não temos cobertas, não temos alimentos, não temos mais munições. Gostaria de ter ainda tempo de procurar os meus filhos e ver ainda quantos estão vivos. Talvez estejam entre os mortos. O meu coração está triste e doente. Não combaterei nunca mais”.

Nó ao pescoço – Era o nó, feito na corda que amarrava o pescoço do cavalo. Essa corda possuía em sua outra extremidade nó corrediço, através do qual, passava o laço do cowboy. O objectivo desse dispositivo era o de obrigar, o cavalo, após o lançamento do laço, a manter a cabeça do animal em direcção do bovino capturado. Esse sistema impedia que o cavalo se afastasse muito rápido após o lançamento do laço, deixando por alguns segundos o seu lado exposto. Esse sistema até hoje é usado, especialmente em rodeios.

Nomes simbólicos para estrelas – À noite, os Índios não se cansavam nunca de observar o céu e sabiam guiar-se muito bem, seguindo as estrelas que as conheciam perfeitamente. Como as árvores e as rochas, que eram consideradas manifestações do “Ser Supremo”, também as estrelas tinham suas importâncias simbólicas. Os “Araphoes” chamavam a Ursa Maior de “Costas Quebradas”, Marte de “A Grande Estrela”, Júpiter de “A Estrela da Manhã” e quando surgia a noite de “A Lança”. Outras tribos chamavam Júpiter de “A Estrela do Inverno” e Vénus de “A Estrela do Dia”. Os “Pawnies” veneravam a “Estrela da Manhã” e conheciam as estrelas tão bem que adivinhavam o tempo e escolhiam assim o dia mais propício da semana para semearem o milho. Os “Sioux Dakotas” sustentavam que a Ursa Maior, representasse um grupo de raposas e que o “Rei das Raposas” tinha sido morto por ursos, representada pelo grupo de estrelas que se encontra à esquerda da Ursa Maior. As quatro estrelas; Alfa, Beta, Gama e Delta, formavam a coberta na qual era transportado o corpo do “Rei das Raposas”. Os “Sioux” chamavam a estrela Alioth da Ursa Maior de “Medicine-Man” e a estrela que se encontra próxima de “A Mulher que leva o menino nos braços”, enquanto a estrela Mizar representava a mulher e a pequena estrela Alcor, apenas visível a olho nu, mas que os Índios viam perfeitamente, o menino.

Nórdico – Nome de uso no Texas, para indicar uma tempestade fria e forte, que vinha do norte e que trazia muita neve e granizo de gelo.

Nós – “Vinham de todas as partes, num raio de 100 milhas para encontrar Johnny Everheardt, para que fizesse o famoso nó “Feador”, o mais difícil de todos. Johnny exigia 75 cents por cada nó e recebia sempre o pagamento pedido. Nunca revelou a ninguém, porque os seus nós durassem uma eternidade. Pegava a corda e desaparecia. Quando voltava, tinha na mão um “Feador”, o qual só ele sabia fazer”. Escreveu o capataz de um famoso Rancho, Hank G. Mc Diffitis, em 1891. Quantos nós ele fez, é difícil de enumerá-los. E existiam inúmeros tipos de nós feitos por cowboys, naquela época áurea. Cada cowboy que lidasse com animais devia saber fazer ou na pior das hipóteses como as cordas e nós em seus diversos tipos, eram feitos. Foram chamados de: o “Pequeno homem das montanhas”, a “Balança”, o “Encaracolado dos Índios”, o “Salto duplo”, o “Nó do carrasco”, o “Beijo”, o “Olho de galinha”, o “Jaguar estrábico”, a “Mordida de cupim”, a “Vingança do lobo”, a “Boca de squaw”, são alguns dos nomes de nós, que eram usados nas mais variadas formas, no quotidiano daqueles homens rudes. Os nós eram usados, tanto dos brancos, como dos Índios, ou mesclados, os quais não conheciam nem parafusos ou pregos, para amarrarem ou fixar coisas, entre suas inúmeras utilidades.

Noticiário em dorso de cavalo – (Horseback opinion). Assim os cowboys do sudoeste, chamavam às notícias e novidades que se difundiam velozmente de boca em boca e que com o aumentar da distância, transformavam-se sempre mais grotescas e deformadas.

Nuca de ovelha – (Ewe neck). Cavalo com o pescoço magro e encurvado para trás.

Nuggets – Ouro puro e granuloso, que podia ter o tamanho de um ovo e que era encontrado principalmente em cavidades internas dos rios.

Nuvem Vermelha – Nascido em 1822, em Platte River, Nebraska e morto em 10 de Dezembro de 1909, na Reserva de Pine Ridge, Dakota do Sul. Foi o cacique supremo, e diplomático lendário, dos Índios “Oglala Teton Sioux”, chefiou de 1865 a 1868 a grande guerra da Nação Sioux contra a posse do território, por parte dos brancos.
Com essa guerra, impediu que se abrisse uma estrada, para os carroções passarem, através do estado de Montana. Por ter recusado em participar das tratativas de Paz, enquanto as tropas dos EUA estivessem por lá, viajava e reunia-se com outros caciques de várias outras tribos, para chamar a atenção do mundo, sobre os problemas da sua Raça, vencendo finalmente, a grande batalha diplomática. Em 6 de Novembro de 1868, assinou em Fort Laramie, Wyoming, um satisfatório tratado com os EUA.

* Caricatura: Fred Macêdo
* Edição, revisão e adaptação portuguesa: José Carlos Francisco

Entrevista com a fã e coleccionadora: Denize Machado

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Denize Machado: Olá, sou Denize Lopes Machado, nasci no dia 23 de Outubro de 1982, na cidade de Varginha/MG, Brasil.
Sou professora de informática e trabalho com arte final e silk-screen na estamparia que o meu irmão possui há 16 anos. Estamos atingindo uma área de marketing e propaganda muito boa, fico feliz e gratificada ao ver minhas criações em festas, eventos, revistas, camisetas e brindes em geral, profissionalmente tenho um sentimento que é muito importante: o amor pela profissão!

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Denize Machado: Aprendi a ler com 5 aninhos as revistas do Conan, O Bárbaro. Acha um pouco estranho para uma garotinha? É que convivendo com tantos irmãos homens em casa (sou a mais nova de 5 irmãos), eu adorava o Conan com aquela força de um verdadeiro guerreiro. O meu pai vendo que adquiri cedo esse interesse por quadradinhos e achando o Conan muito “rústico” para mim, ele comprava as revistas da Turma da Mônica e da Disney. Gostava de ler de tudo, mas o Conan era o meu preferido porque gosto de heróis!

Quando descobriu Tex?
Denize Machado: O meu pai tinha uma caixa cheia de revistas de banda desenhada da qual essa era super protegida por ele, não deixava eu colocar as mãos de jeito nenhum! Ele tinha medo de que eu viesse a rabiscá-las e até mesmo a rasgá-las, mesmo assim não desisti, tive contacto com “aquelas” revistas aos 12 anos de idade, na capa havia o nome TEX, com o próprio e um índio atacando-o. Quando terminei de ler a história, achei a aventura mais emocionante do mundo, queria saber mais sobre ele e entendi o motivo de tanta protecção pelas revistas, elas são mesmo valiosas!

Porquê esta paixão por Tex?
Denize Machado: Onde ele vive é um cenário incrível, adoro esse tipo de lugar, tanto que possuímos dezenas de filmes de faroeste, e é uma época interessante onde as pessoas lutam para viver em paz e ter as coisas honestamente. Há inocência, muita maldade, há amizades verdadeiras, são vários os sentimentos que tomam conta de mim cada vez que leio uma aventura de Tex.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Denize Machado: Tex é um homem seguro de si, é corajoso, tem um corpo bem trabalhado, másculo e muito sexy! Tex faz o meu coração disparar!

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Denize Machado: A colecção é pequena, tenho aqui 90 revistas. Até pouco tempo atrás o meu pai e eu mantínhamos uma colecção de 235 revistas, mas na minha cidade é muito difícil de encontrar Tex e as novidades demoram a chegar, nós nos dispomos com outros leitores a compartilhar as revistas numa livraria de revistas usadas. Acabamos vendendo algumas e vivemos à base de trocas por outras também. Nisso vem a minha paixão pelos antigos, temos aqui histórias dos anos 60 e 70, optamos por não fazer uma vasta colecção porque assim todos podemos ler as continuações e há sempre quem leva novidades, é uma partilha muito boa! A mais importante para mim é os Grandes Clássicos do Tex nº 1, “O Casamento de Tex”, sou apaixonada pela história dele com Lilyth.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Denize Machado: Somente revistas do Tex.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Denize Machado: Confesso que, quando criança, acreditava que Tex existia mesmo e que o actor Giulianno Gemma era ele na vida real, se isso realmente fosse verdade eu gostaria de possuí-lo em pessoa… rsrsrs, mas sendo mais séria e realista, gostaria de ter o boneco e assistir ao filme dele.

Qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Denize Machado: O Casamento de Tex é a minha história preferida, a história é linda e emociona-me. Admiro muito o talento de Fabio Civitelli e o insubstituível Gian Luigi Bonelli que não posso deixar de comentar que pareço estar vivendo em um filme toda vez que leio as histórias que foram argumentadas por ele e tenho uma grande simpatia por Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Denize Machado: O que me agrada mais é que Tex fala o que tem que falar na “cara” e não leva desaforo para casa. Adoro as lições de moral que ele passa para os bandidos. Agora, o que me agrada menos às vezes é o modo em que a revista é desenhada, eu reparo muito nas finalizações e às vezes meu pai e eu reclamamos um com o outro quando não gostamos dos traços expressivos das personagens. Tex 455 – “Vingança Selvagem”, por exemplo, (onde até saiu a publicação de uma cartinha minha), é um exemplo de que não me agradou.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Denize Machado: Tex arrisca a sua vida para impor justiça e o bem para as pessoas, isso faz dele meu herói. Ele usa a sua inteligência e sabe como se defender. Ele valoriza a amizade e acima de tudo é fiel. Nunca cai, nunca se rotula, ele tem vocação pela justiça, nasceu para ser o mais poderoso Ranger.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Denize Machado: Nunca fui a nenhum encontro, mas gostaria de ir um dia para novas amizades. Tenho curiosidade em visitar as exposições e os festivais.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Denize Machado: Ahhh, Tex será eterno! Tem um futuro infinito, meu desejo é que venha muitas divulgações sobre ele, tenho um sonho de que possa existir mais filmes e até um seriado com esse Ranger lindo! Para mim ele será sempre o meu “sexy men” 🙂

Prezada pard Denize Machado, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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A GOL Linhas Aéreas Inteligentes recomenda a leitura de Tex

Por José Carlos Francisco (texto) e Nilson Pires Farinha (fotos)

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes, empresa de aviação focada em serviços de qualidade sobretudo para o mercado brasileiro, mas expandindo-se cada vez mais também para o mercado internacional, a ponto de já ser uma das maiores empresas brasileiras de aviação, na mais recente edição (nº 112, de Julho de 2011) da sua revista de bordo “Gol Linhas Aéreas Inteligentes“, publicação lançada em 2002 e que conta no presente com uma tiragem mensal de mais de 150 mil exemplares (para um volume de 2,9 milhões de bilhetes emitidos por mês, ou seja quase 3 milhões de potenciais leitores)  recomenda a leitura da revista Tex, mostrando também desta forma que faz jus ao seu lema, ou seja, que é realmente uma empresa inteligente.

Distribuída exclusivamente a bordo das aeronaves Gol, a revista Gol Linhas Aéreas Inteligentes é uma ferramenta de relacionamento que traz matérias editadas com linguagem leve e atraente, proporcionando leitura fácil e agradável ao passageiro. Com o objectivo de atender os passageiros dos países vizinhos, conta ainda com parte do conteúdo traduzida para o espanhol.

A receita editorial da revista, seguindo o exemplo da companhia aérea, aposta num Brasil que pode dar certo. Com personalidade e charme, a publicação traz tecnologia, turismo, lifestyle, dicas sobre o que fazer nas cidades de destino das linhas Gol, matérias das revistas Trip e Tpm e também algumas recomendações na rubrica “Embarque e Bagagem” e é aí que a publicação recomenda aos seus passageiros a leitura e a compra de revistas de Tex (inclusive com a informação do preço e que Tex pode ser adquirido na Comix), integrada num texto intitulado “Segura, peão!” de modo a que o passageiro entre no universo Western com uma selecção da própria GOL relativa a músicas, filmes, revistas de banda desenhada e objectos.

Isto porque este número da revista GOL que traz Rodrigo Faro na capa, é dedicado ao género Western, onde não falta sequer o tema “Moda“, já que a volta do Western origina textos como “Tiro Certo” e “Fashion Western“, ambos da autoria de Isabel Barros e muito menos o tema “Cinema“, com a sugestão de grandes filmes de “bangue-bangue“, como Cimarron, No Tempo das Diligências e Bravura Indómita para o passageiro se inspirar.

Revista da GOL recomenda a leitura de Tex

E para concluir, sabendo que os leitores de Tex são igualmente inteligentes, podemos sugerir um lema que deverá ser seguido pelos Texianos:

GolTex – Voe Gol, Leia Tex!

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