Por José Carlos Francisco
O 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, organizado pelo GICAV – Grupo de Intervenção Cultural e Artística de Viseu, abriu as portas ao maravilhoso mundo das “Cidades na BD”, inclusive às “Cidades do Tex”, no passado sábado, dia 10 de Setembro, pelas 17.00 horas, no interior do Pavilhão Multiusos em plena Feira de São Mateus, voltando assim às suas origens. Discursos, mas também muita animação fizeram parte do programa de abertura da única grande festa da BD que se realiza actualmente no nosso país a norte de Lisboa.
Foram muitas as pessoas, sobretudo fãs do cobói italiano Tex Willer, que escolheram Viseu para apreciar, durante os dois dias do fim-de-semana inaugural do Salão (que contou com a presença do consagradíssimo e simpaticíssimo Fabio Civitelli, ilustre desenhador italiano que esteve presente em Portugal pela quarta vez, depois de ter participado anteriormente nos eventos de Moura, Amadora e Beja), as histórias das cidades aos quadradinhos contadas nas diversas exposições da edição 2011 do 17º Salão Internacional de Banda Desenhada. Vieram, na sua maioria, de lugares distantes, inclusivamente de Espanha e Holanda, mas não quiseram perder a oportunidade de conviver com o seu autor favorito e de aproveitar para o rever ou até para o conhecer, caso de alguns “pards” que somente agora tiveram o prazer de privar pela primeira vez com Fabio Civitelli.
Civitelli, que aquando da cerimónia de inauguração foi chamado a dissertar, contando com a preciosa ajuda da tradutora Tizziana Giorgini, sobre a evolução das cidades do velho Oeste percorridas por Tex no decorrer dos mais de 60 anos da saga, foi inclusive galardoado neste certame com o prestigiado Troféu Anim’Arte 2010 para autor estrangeiro (o troféu nacional foi para o também consagrado Eugénio Silva, autor de biografias aos quadradinhos de Eusébio, a Pantera Negra e Inês de Castro, que infelizmente não se pode deslocar a Viseu por se encontrar hospitalizado) e a tremenda ovação que recebeu aquando da entrega do Troféu, foi a prova de que a aposta dos responsáveis do Salão de BD de Viseu estava ganha!
Após os discursos de ocasião e a entrega dos prémios, seguiu-se uma visita guiada pelo próprio Civitelli, à exposição dedicada ao Ranger, seguida pela inevitável sessão de autógrafos onde Fabio Civitelli, uma vez mais, cativou toda a gente com a sua simpatia e simplicidade, nunca negando um autógrafo, um sorriso, uma foto ou um desenho às dezenas de ávidos texianos que o rodeavam durante a sessão de autógrafos, assim como nos mais inusitados locais devido ao constante assédio que sofreu por parte dos seus fãs levando-o a ter que desenhar por vezes de pé ou até na própria mesa das refeições… uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade!
Realça-se o facto de Fabio Civitelli ter feito propositadamente para oferecer a todos os presentes na sessão de autógrafos, uma belíssima ilustração que mostra Tex Willer emboscado no claustro da Sé de Viseu, ilustração essa que inclusive foi oferecida com as devidas dedicatórias ao Senhor Bispo de Viseu, assim como ao Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho que no domingo se deslocou a Viseu, visitando a Feira de São Mateus e o Salão de Banda Desenhada.
Destaque-se ainda no que ao Tex diz respeito, para a Tertúlia Texiana que começou por juntar mais de 30 pessoas numa alongada mesa num restaurante situado no interior da Feira de São Mateus e que se prolongou depois, e sempre com a presença de Fabio Civitelli, madrugada fora no bar/restaurante “O Lugar do Capitão”, onde estavam patentes os cenários urbanos, especificamente de Veneza, visitada por Corto Maltese na obra “Fábula de Veneza”.
Quanto ao resto, o Salão de Viseu inaugurou também as exposições dedicadas às Cidades dos Sonhos (em redor das obras de Schuiten e Peeters), às Cidades da Ambição – Cenários Intemporais com destaque para Didier Convard, Gilles Chaillet, Milo Manara e Jodorowsky, aos Cenários Intemporais relativos a Portugal, às Cidades nas aventuras de Alix, ao 2º Centenário do historiador e escritor Alexandre Herculano, Tintin – Hergé e obviamente ainda a exposição dedicada a Eugénio Silva – Prémio Anim’Arte BD 2010.
Para finalizar registe-se que indiscutivelmente o ponto alto deste 17º Salão de Viseu foi, como acontece em qualquer outro festival de BD, o dos autógrafos. Daí a importância da presença de autores para atraírem um público numeroso de modo a dar um brilho maior aos eventos, proporcionando por sua vez momentos inolvidáveis que perdurarão, certamente, por muito tempo na memória daqueles que tiveram o privilégio de visitar esta edição do Salão de Viseu, que decorre ainda até ao dia 21 deste mês fazendo de Viseu a capital da BD.
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É já
Quanto às expectativas que traz para o Salão de Viseu em geral e mais em particular para o prémio Anim’Arte 2010 que irá receber,
Os destaques para o fim de semana Texiano vão neste 