O diabólico Mefisto, maior vilão de Tex está na revista Mundo dos Super-Heróis #36

Por Ezequiel Guimarães

E também Joe Kubert, Editora GEP, Dexter (a série de TV),  Edmundo Rodrigues (ex-editor da Bloch), Thundercats, Justiça Jovem, Vingadores, Action-figures, resenha de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, resenhas de BDs, promoção, e muito, muito mais!.

Uma grande novidade (pedida por muitos leitores), finalmente acontece: a REVISTA MUNDO DOS SUPER-HERÓIS, a partir de sua nova edição (nº. 36) terá distribuição nacional imediata no Brasil, e não mais sectorizada. Desde o dia 13 de Setembro que já chegou aos quiosques das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro esta nova edição, e nestes dias seguintes, será distribuída para todos os outros Estados do Brasil. Ou seja, agora nada mais de ficar esperando meses pela revista (aonde não era distribuída de imediato).

E nesta edição, pela primeira vez, ao que julgamos, em uma revista sobre quadradinhos em língua portuguesa, temos uma matéria dedicada a um vilão texiano. E não é qualquer vilão, é o maior vilão de Tex: o implicante MEFISTO!
A secção Mundo Bonelli aborda sobre a trajectória e as curiosidades da carreira do vilão infernal.

A revista também conta com outras interessantes matérias:

Joe Kubert – Um resumo da carreira do mestre quadrinhístico.

Editora GEP – Ela foi responsável pelo lançamento dos X-Men no Brasil, além de ser a casa de diversos super-heróis brasileiros, como Raio Negro e Fantar. Conheça a trajectória dessa importante editora.

Dexter – Descubra porque a série Dexter tornou-se um grande sucesso da TV e conheça o seu protagonista, o adorável psicopata que também já apareceu em livros, animações e até em um jogo para PC.

Edmundo Rodrigues,  ex-editor da Bloch – Ele faleceu recentemente, e encabeçou os quadradinhos dos heróis Marvel no Brasil em 1970. Numa rara entrevista, ele fala de sua carreira e o porquê das cores extravagantes e gírias que marcaram as revistas da Bloch.

Thundercats – Sucesso de público nos anos 1980, a animação dos heróis felinos retorna ao mercado brasileiro em uma colecção de DVDs. Saiba o que esperar do primeiro box da série.

Justiça Jovem e Vingadores – Conheça os destaques das novas temporadas de Vingadores – os Heróis Mais Poderosos da Terra e Justiça Jovem, duas animações que receberam alterações significativas. Na primeira, novos membros chegam para fortalecer a equipa, enquanto na segunda os heróis cresceram e seguiram destinos diferentes. A reportagem traz ainda uma selecção de episódios imperdíveis.

No Dossiê Especial, temos:

Deu a louca nos super-heróis – A  revista traz 51 factos que mostram o lado obscuro e pouco conhecido dos super-heróis. Nas 23 páginas desse divertido dossier, destacam-se pérolas, que realmente saíram nas revistas, como:
Batman e Robin na cama
Capitão América travesti
Mulher Maravilha sadomasoquista
Superman assaltante
Homem-Aranha bêbado
Batman King Kong

E isso é só o começou. Há também o encontro da Liga da Justiça com a turma do Pernalonga, o confronto entre Juiz Dredd e Ronald MacDonald, além de poderes e heróis ridículos, tramas bizarras…

Action-figures – Conheça as caixas temáticas da Marvel que reúnem vários action-figures em um só pacote. Algumas com heróis bastante conhecidos como a primeira formação dos X-Men e dos Vingadores e outras com equipas obscuras como os Guardiões das Galáxias.

E também há outras secções na Mundo 36:

Peneira Pop – Saiba o que é e como funciona o site que já viabilizou a publicação de várias BDs brasileiras. E mais: a resenha de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge; o lançamento do anime A Princesa e o Cavalheiro em DVD no Brasil e uma sensual cosplayer italiana.

Super-leitores – Comentários e análise de desenhos de leitores.

Recebemos – Resenhas de BDs

E não poderia ficar de fora a promoção:

PROMOÇÃO DA MUNDO 36 – Responda: Qual personagem de Thundercats você gostaria de ter sido e por quê? Os três autores das respostas mais criativas ganharão um box do DVD Thundercats – Primeira Temporada: Parte 1.

COMO ASSINAR A MUNDO – Para mais detalhes sobre o sistema de assinaturas, ligue (11) 3038-5050 ou 0800 8888 508 ou acesse www.europanet.com.br/superheroi

Aproveite também as promoções na compra de edições anteriores.

CONTACTO – Manoel de Souza (editor): manoel.souza@europanet.com.br,
www.europanet.com.br/superheroi, Twitter: @superherois

EDITORA EUROPA:
Redacção Revista Mundo dos Super-Heróis
Rua M.M.D.C, 121 – Butantã
São Paulo, SP, BRASIL
CEP 05510-900

Quer mais matérias sobre quadradinhos bonellianos e/ou outros europeus?
É só pedir!!!
Mande a sua solicitação para o editor Manoel de Souza, no e-mail:
manoel.souza@europanet.com.br
BOA LEITURA!

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: A Júlio Schneider.

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Vídeo: Bruno Brindisi, desenhador de Tex e os conselhos para se tornar um profissional de banda desenhada

Por José Carlos Francisco

Bruno Brindisi, consagrado autor italiano com passagem por consagradas personagens bonellianas como Tex, Dylan Dog, Nick Raider e Brad Barron através do vídeo que divulgamos hoje ensina como transformar a paixão pela banda desenhada num trabalho, fornecendo importantes conselhos sobre como mover-se neste fantástico mundo dos “balões falantes”:

Mas para ficar a conhecer melhor Bruno Brindisi não deixe de ler a entrevista exclusiva que o autor salernitano nos concedeu em exclusivo a propósito da sua história desenhada para o primeiro Color Tex, entrevista essa que pode ser lida clicando AQUI!

Entrevista com o fã e coleccionador: Luiz Henrique Borck Monroe

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Luiz Henrique Borck: Sou de São Luiz Gonzaga, município situado na fronteira com a Argentina, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. A quase 500 quilómetros de Porto Alegre, a capital. Nunca me afastei de minha cidade, nasci em 24 de Outubro de 1965. Li meu primeiro livro aos 26 anos, mas revistas de quadradinhos – Disney, Mauricio e Bonelli, desde os 10 anos. Sou professor da Rede Estadual, na área de Letras ( Português e Literaturas da Língua Portuguesa ). Também actuo como editor, desde 1997 e trabalhando em jornal desde 1992.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Luiz Henrique Borck: No meu bairro havia uma família rica e um dos meninos coleccionava Cebolinha, desde o número 1. Não emprestava para ninguém, apenas mostrava. Eu, pobre, não podia adquirir nenhuma revista. Então construí o desejo, que ficou sufocado por longo tempo.

Nunca tentou desenhar?
Luiz Henrique Borck: Quando nos primeiros quatro anos de estudos criei um personagem índio, de minha região, que se aventurava por toda a América do Sul. Recordo que possuía umas 30 páginas. Um dia fui ao quadro e não consegui responder uma questão. Uma colega disse que eu nunca aprenderia, pois passava todo meu tempo desenhando. A professora foi até minha pasta retirou o saco plástico com os desenhos, rasgou e jogou-os no lixo. Por muito tempo considerei aquela a pior professora que tive. Ainda hoje lembro este episódio aos alunos, que um profissional da educação pode atingir negativamente para sempre um aluno. Minha mãe que adorava meus desenhos, por muito tempo questionou a razão de eu nunca mais ter desenhado. Hoje explico aos alunos que para esta função exige-se vocação, mas o treino ajuda muito.

Quando descobriu Tex?
Luiz Henrique Borck: Meu irmão adquiriu o exemplar TEXAS BILL. Eu não gostava de ler a história em vista de não ser em cores. Mas admirava a capa, a lista de títulos já publicados, a venda de edições anteriores e o anuncio do próximo número. Logo, os colegas de aula coleccionavam e realizavam trocas de Tex no retorno do cinema ou dos jogos de futebol. Mesmo assim não comprava. Um vizinho, adulto, padeiro, decidiu coleccionar Tex, a partir do número 92. Ele pedia para eu ir à banca comprar. Adquiria números atrasados dos miúdos da vila e circulava num caderno as edições que possuía. Eu achava aquilo bonito. Fui começando a sonhar em também ser coleccionador, mas, embora tenha iniciado a trabalhar numa granja aos nove anos, não sobrava dinheiro para aquisição de revistas – era cinema, apenas. E eu já sonhava em ter colecções completas. De Tex, já era difícil adquirir o número 1. Lembro, que na escola maior da cidade, acompanhei a transacção de uma O SIGNO DA SERPENTE. O comprador ofereceu 80 volumes de TEX e mais um valor em dinheiro. O assunto foi lembrado por muito tempo. Naquela época, havia mais de 100 rapazes e senhores – e agora soube que até mulheres coleccionavam – que liam TEX. Pensei em coleccionar ZAGOR, mas também a edição 1 estava esgotada e era raridade em São Luiz. Quando saiu KEN PARKER e consegui os quatro primeiros números, iniciei a minha primeira colecção. Minha ansiedade era tanta que eu não vencia esperar chegar a nova edição nas bancas e às vezes vendia minhas revistas.

Porquê esta paixão por Tex?
Luiz Henrique Borck: Tenho um amigo, o Lauri Cristofari, que me “obrigou” a ler uma aventura de Tex, era CAÇADA HUMANA e JUSTIÇA PARA UM CARRASCO. Gostei demais. Então comecei a comprar, mas minhas colecções nunca duraram mais do que quatro anos, vendia-as. O Valdir Dias tinha e tem uma banca de revistas na rodoviária. Logo, eu via novas edições e voltava a comprar. TEX, ZAGOR, KEN PARKER, CHET, CHACAL, EPOPÉIA TRI, MISTER NO. Hoje, como professor e trabalhador em jornal, como repórter, sigo lendo TEX e ZAGOR e explico para as pessoas que esta paixão tem três significados. Primeiro, o gosto pelas aventuras; segundo, uma questão psicológica, pois quando menino, oportunidade em que eu deveria ler, não tive chance – falta de dinheiro e amigos apenas mostravam a capa e não emprestavam seus exemplares. Excepção daquele padeiro, que coleccionou apenas por uns três anos. E por fim, mostro as edições aos alunos – tenho 25 turmas em média – , pois sempre tenho uma revista na pasta, e digo que compro TEX e ZAGOR para prestar uma homenagem à etnia italiana, pois a Família Bonelli mantém há quase 65 anos, mês a mês estas publicações na Itália. É um exemplo de persistência que se os brasileiros seguissem este exemplo, seríamos uma potência, em múltiplos aspectos.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Luiz Henrique Borck: Sigo adquirindo Magali, Chico Bento, Cascão e Mônica para a minha filha de um ano – Bethyna – e os três sobrinhos – Artur, Laura e Valentina. Leio-as e entrego. Eles guardam há quatro anos. Às vezes penso em voltar a comprar as Disney, mas já gasto muito com TEX e ZAGOR. A diferença existente reside nesta preocupação em eternizar cada edição da revista, seja mostrando todas as capas, lembrando aventuras nos comentários dos editores e apresentando o “próximo número”, ainda a interactividade com os leitores.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Luiz Henrique Borck: Entre TEX e ZAGOR possuo mais de 600 exemplares, todas conseguidas nos recentes quatro anos, data em que vendi minha 12ª colecção. Depois disso prometi nunca mais vender e acredito que vou conseguir, pois em Dezembro de 2011 consegui, de presente, o grande troféu, O SIGNO DA SERPENTE. Já possuía as edições um de TEX COLEÇÃO (dois exemplares), HISTÓRICA, ALMANAQUE, ANUAL – a colecção completa -, GIGANTE, FÉRIAS. Bem, das edições um, dos dois personagens falta-me apenas a TEX OURO. As demais consegui todas. O SIGNO DA SERPENTE é a mais importante, pois foi adquirida já por R$ 4.000, 00 (quatro mil reais) e soube que alguém já ofereceu seis mil reais por este exemplar.

Você disse que ganhou de presente a edição número 1 de Tex?
Luiz Henrique Borck: Sim. Num sábado, visitei o município vizinho, de Roque Gonzales. Fui em busca de originais de um livro de um bom poeta, que havia dez anos queria editá-lo. Depois de escolhido os poemas e o título do livro, na saída, vi vários DVDs. Perguntei ao poeta IVO JACOB KERCHER sua preferência por filmes. Faroeste, ele disse. Respondi que eu estava novamente viciado em revistas do TEX. Ele mandou eu voltar. Fomos até o quarto de hóspedes e ali, sobre a cama um monte de revistas do ranger. Ao começar manuseá-las me surpreendi ao ver tantas raridades – aquelas em formato grande, até a 37 – e logo vi O SIGNO DA SERPENTE. Expliquei que ele possuía uma fortuna. “– Leve –as , são tuas.” Ele disse. Pensei que estava brincando. Relutei. Expliquei que não podia aceitar. “– Se não levar, vou pôr no lixo.” Disse IVO KERCHER. Explicou que as revistas estavam há 25 anos na casa de seu pai, que havia falecido há poucos dias e um familiar devolveu as publicações. Fui num supermercado, pedi dois sacos e enchi de revistas. Viajei aqueles 42 quilómetros sorrindo, com a moto cheia de revistas. Consegui a TEX mais importante de uma forma histórica e para sempre inesquecível.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Luiz Henrique Borck: Tenho uma casa apenas para guardar meus livros e revistas. Vou até cinco vezes por dia lá. É perto do centro, da casa de minha mãe e da escola onde trabalho. Pessoas insistem em querer alugar e coçam a cabeça quando digo que a propriedade está – e continuará – cheia de livros. Apenas no banheiro não há impressos. Colecciono TEX e ZAGOR e a colecção L&PM POCKET, de uma editora de Porto Alegre que desde 1997 publicou até agora 1048 volumes numa linda série de livros de bolso. Tenho mais de 800 títulos, incluindo, dois volumes da edição 1. Brinco com amigos que tenho uma riqueza incalculável em raridades de livros e revistas. Ah! Gosto de músicas. Tenho mais de 1200 CDs e DVDs.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Luiz Henrique Borck: Ganhei de um casal de amigos o póster de TEX, publicado no inicio da Mhytos, todo emoldurado e em vidro. Junto frases de um doutor em Química, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Na ocasião, em duas páginas do Jornal Zero Hora – o maior do Rio Grande do Sul – que ele lia TEX para desopilar, que era um lazer, para ele que cansava tanto a cabeça. Creio que o póster, o presente de NAIR E RAMÃO OLIVEIRA – também coleccionador de TEX, seja outro troféu, pois é uma obra bonita e as frases justificam a importância de todos lermos as histórias do ranger.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Luiz Henrique Borck: Isto é difícil dizer. Os momentos fazem as histórias inesquecíveis e cada vez que releio, vem aqueles momentos. CAÇADA HUMANA, EL MUERTO, O FILHO DE MEFISTO, O VALE DO TERROR – Gigante -, JURAMENTO DE VINGANÇA, são algumas que sempre vou reler. O desenhador Galep é o meu preferido e os argumentistas, nesta nova geração, tanto Nizzi, quanto Boselli ou os novos se sobressaem de forma espectacular.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Luiz Henrique Borck: Gosto de ver os quatro amigos juntos. Aprecio as noites em que acampam, as longas cavalgadas e o aspecto humano que vem se apresentando nos anos recentes. O que menos agrada? No personagem, nada, mas mando um recado à Editora Mhytos, que eleva os preços, fazendo com que um grande número de leitores deixem de comprar. As pessoas gostam, a justificativa está, quando a cada três meses, as edições retornam às bancas e revistas de R$ 16,90, baixam para R$ 5,90. O dono da banca compra montes de revistas e curiosamente, em uma semana vende todas. Faço essa queixa em nome do dono da revistaria de minha cidade. Não sou o primeiro a fazer esta exposição. A Mhytos poderia fazer um projecto de determinada revista de menor valor e certamente as vendas cresceriam.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Luiz Henrique Borck: Penso que é a tradição de se manter no mercado através de décadas, embora se saiba que na década de 70 vendia-se 150 mil exemplares e hoje é 15 mil a tiragem. Aqui, também, quem adquiria TEX naquela época era entre 80 a 100 coleccionadores. Hoje, vende-se 30 TEX normal, 10 TEX COLEÇÃO, duas ZAGOR e duas ZAGOR EXTRA, a cada mês. Sabe-se que na Itália o faroeste é a terceira paixão nacional. Aqui, preocupa, pois conta-se nos dedos os jovens texianos. 90% dos coleccionadores em minha cidade, são aqueles quarentões, da década de 80. Alguma coisa teremos que fazer. Quando digo ao meu filho Cassiano, de 14 anos o que fará da biblioteca e das TEX, que será sua herança, ele diz que ainda não decidiu.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Luiz Henrique Borck: Em minha cidade RAMÃO OLIVEIRA e NILTON NADALON são coleccionadores com quem me encontro. Em São Nicolau, tem VALDECIR FIGUEIREDO. Quando morei nesta cidade, fundei o Fã Clube TEX Missões – carta foi publicada na Tex Coleção 147. Recebi dezenas de cartas, mas não consegui manter o contacto – faltou dinheiro. Vou tentar com eles realizar um encontro anual. Noto que hoje os leitores não estão se desfazendo de suas colecções. Para adquirir exemplares antigos tem que se ir a Porto Alegre, mesmo lá está difícil de comprar. Isto, talvez seja um bom sinal.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Luiz Henrique Borck: Creio que já respondi. Dia desses reli as duas edições da série Anual 1 e 2 e analisei que aquelas histórias têm muito de aventuras de cinema. E visto deste ângulo, dá para acreditar que não faltará talento aos argumentistas e de desenhadores parece que há vários novos na activa. O grande problema, em nível de Brasil, é o pouco número de leitores e não há uma política – repito – de aumentar as tiragens apostando na diminuição dos custos de cada edição. Apesar de tudo, sou optimista. A Internet, é um instrumento fundamental para “acordar” antigos leitores e conquistar novos, visto que no cinema, filmes de faroeste ainda são bem recebidos pelo público. Quem sabe a Mhytos lance um ZAGOR COLEÇÃO com uma ampla divulgação e preço baixo?

As perguntas chegaram ao fim, deseja dizer mais alguma coisa antes de terminarmos a entrevista?
Luiz Henrique Borck: Parabenizar você, José Carlos Francisco e os demais que mantêm a divulgação de TEX de forma virtual. Caso não houvessem esses canais, como o TEXBR – que é do Rio Grande do Sul e blogues e a Mhytos.com, com certeza muitas séries de TEX já teriam deixado de circular. E ZAGOR também não seria a vitalidade que é. Agradeço a oportunidade de expor ideias e acredito que isto vai ajudar no “acordar” de novos leitores, visto que TEX e ZAGOR nunca estiveram em fase tão brilhante. Uma pena é – como escreveu Monteiro Lobato – que o problema do Brasil não são os escritores, são os leitores. Temos tão poucos. E os governos incentivam tão pouco o surgimento de novos leitores.

Prezado pard Luiz Henrique Borck Monroe, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex, Carson, Zagor e Chico por Fernando Costa (Pallino)

Por José Carlos Francisco

Fernando Costa, conhecido por Pallino nos fóruns italianos dedicados a Tex, é um fervoroso fã italiano de banda desenhada com jeito para o desenho conforme facilmente se constata na foto abaixo, onde para além de dois belíssimos desenhos de sua autoria (inspirados em Giovanni Ticci e Giovanni Romanini) podemos também ver alguma das séries que colecciona: a colorida colecção histórica de Zagor, o Texone de Fabio Civitelli “La cavalcata del morto” e a edição especial L’audace Bonelli.

Este pard italiano de 45 anos ama coleccionar os fumetti Bonelli (não todos apenas por uma questão de espaço) e actualmente colecciona Tex inédito, os  Maxi Tex, a Colecção Histórica a Cores, os Almanaques  (embora lhe faltem alguns números), todos os Tex Gigantes desde o longínquo 1988, ano da publicação de “Tex il grande” do mestre Buzzelli, Zagor Colecção Histórica a Cores, todos os Maxi de Zagor, os Almanaques da Aventura, Mister No reeditado pela editora IF, O Pequeno Ranger igualmente da IF, Shanghai Devil, Cassidy (porque adora o mestre Alessandro Poli, o capista da mini-série), e por fim colecciona também as publicações western da GP Publishing (Durango,Comanche e proximamente em Setembro também Jonhatan Cartland). E desde Julho colecciona também a nova série Bonelli “Saguaro”, considerando-se um orgulhoso amigo (por enquanto somente no  Facebook) do artista Marco Foderà considerado o melhor intérprete gráfico desta nova personagem.

Acima podemos observar um desenho de Tex de sua autoria realizado como forma de homenagear o grande maestro Giovanni Ticci. À parte o nariz (é muito difícil imitar o nariz ticciano) trata-se efectivamente de um magnífico desenho que à primeira vista parece mesmo ser de Giovanni Ticci, mas voltando à sua faceta de “desenhador”, a Nona Arte foi sempre uma grande paixão de Fernando Costa, mas infelizmente as vicissitudes da vida o afastaram desse caminho, mas o “bichinho” foi mais forte e há cerca de um ano (para nosso gáudio) recomeçou a desenhar novamente e bem como se pode observar neste magnífico Kit Carson inspirado numa ilustração de Giovanni Romanini, um verdadeiro mestre que ajudou o grande Magnus aquando do seu Texone “La valle del terrore” (O vale do terror) ao realizar os magníficos cavalos, como todos nós sabemos:

Fernando Costa não é um desenhador na verdadeira acepção da palavra, até porque nunca frequentou uma escola de arte ou sequer algum curso, apenas exercitou com o seu lápis e a sua borracha embora recentemente se tenha também aventurado com a tinta da china para poder arte-finalizar os seus desenhos e assim poder realizar pranchas de banda desenhada como tantos autores que aprecia.

E entre esses desenhadores admirados estão acima de todos, Galep, Ferri, Villa e Mastantuono, mas no presente também os irmãos Cestaro se juntaram à lista por terem dado uma versão viril e decidida do nosso amado Ranger. E foi Gallieno Ferri quem o motivou em mais uma bela arte, esta de Zagor e Chico naquela que foi a sua primeira interpretação de ambas as personagens criadas por Guido Nolitta:

Fernando Costa, ou Pallino como é mais conhecido, espera melhorar os seus trabalhos cada vez mais, só para ter uma satisfação pessoal já que infelizmente a sua idade (45) não lhe permite aspirar a seguir uma via profissional relacionada com a banda desenhada, mas a sua paixão é tão grande que recentemente fundou um grupo no Facebook chamado “La vetrina del fumetto” e que lentamente ganhou simpatia inclusive junto de muitos autores famosos, incluindo o nosso admirado Claudio Villa.

Entre uma leitura e outra Fernando Costa pega no seu lápis e se ainda não consegue reinterpretar os grandes mestres da Nona Arte, fica satisfeito com o que desenha, tal como certamente ficarão todos os leitores do blogue do Tex ao apreciarem a sua arte!

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