York da Silva Corrêa, sócio do Clube Tex Portugal, segundo o RankBrasil é o novo MAIOR colecionador brasileiro de Tex Willer

Com mais de 6.700 itens, incluindo quase 6.000 revistas, York da Silva Corrêa conquista o título de maior colecionador brasileiro da revista Tex.

York da Silva Corrêa, sócio do Clube Tex Portugal, é o novo MAIOR colecionador brasileiro de Tex Willer

O RankBrasil reconhece oficialmente York da Silva Corrêa, de Campo Grande (MS), como o maior colecionador brasileiro da revista Tex. Com um impressionante acervo de 6.709 itens, sua coleção inclui revistas, pósteres, action figures e materiais diversos relacionados ao famoso personagem dos quadradinhos italianos. Desse total, quase 6.000 são exemplares de banda desenhada, configurando um marco histórico no universo dos colecionadores brasileiros.

A paixão de York começou ainda na infância, no ano de 1982, e foi intensificada com o tempo, especialmente após conhecer outros grandes colecionadores como Adriano Rainho e João Marin. “Ver a coleção do Adriano me motivou a querer alcançar esse nível. Quando o João o ultrapassou, isso reacendeu ainda mais meu sonho“, comenta o recordista.

Entre as preciosidades de seu acervo, destacam-se a raríssima edição História do Faroeste nº 22, considerada o formatinho mais raro e valioso do Brasil, e um conjunto de revistas Tex adquiridas na Turquia. “Essas revistas turcas são especiais. Fui buscá-las em Istambul ao lado da minha falecida esposa. Elas têm um valor emocional imensurável para mim”, compartilha York com emoção.

A coleção é internacional: ele já visitou quase 40 países, sempre com o objetivo de encontrar novas edições de Tex. Entre os países representados em sua coleção estão Holanda, França, EUA, Índia, Turquia, Espanha e até China, tornando seu acervo não só numeroso, mas também culturalmente diversificado.

York é ativo na comunidade de colecionadores e compartilha sua paixão por meio do Instagram @super.gibis, onde expõe grande parte de seu acervo. Ele já participou de diversos encontros de quadradinhos e expressa o desejo de se envolver ainda mais com eventos desse universo.

Com dedicação, história e um acervo de tirar o fôlego, York da Silva Corrêa conquista o título de maior colecionador de Tex do Brasil, eternizando seu nome nos registos do RankBrasil.

Recorde Superado:

Recordista Cidade / Estado Numero de itens Ano
York da Silva Corrêa Campo Grande (MS) 6.709 2025
João Batista Marin Londrina (PR) 5.321 2018
Adriano Rainho Santo André (SP) 3.039 2013

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As Leituras do Pedro: Cheyenne

As Leituras do Pedro*

Cheyenne
História originalmente publicada em Romanzi a Fumetti #34 (SBE, Itália, 2017)
Michelle Masiero (argumento)
Fabio Valdambrini (desenho)
Editora 85 e Lorobuono Fumetti
Brasil, Julho de 2023
160 x 210 mm, 288 p., pb, capa cartão com badanas
49,90 R$

Só um western

Descobri Michel Masiero em Mister No: Revolution e, desde então tenho de alguma forma tentado acompanhar a sua escrita pelo modo como conseguiu, naquele caso concreto, reinventar numa outra época os momentos determinantes da vida da personagem Mister No. 

Até agora não me tenho dado mal e este Cheyenne confirmou a boa opinião que tenho do argumentista.

Argumentista este que, fundamentalmente, tem sabido reinventar os temas que aborda. No caso presente estamos perante um western tradicional. O ponto de partida vai ser (reparem no tempo do verbo) o ataque de um bando de índios cheyenne a uma carroça de brancos, matando os dois ocupantes adultos e raptando um pequenito ainda bebé. 

O miúdo crescerá no seio da tribo, até ao dia em que um ataque de soldados – deveria ter escrito massacre – termina com o cumprimento de objetivo inicial: recuperar a criança branca.

As consequência iniciais do rapto no seu avô e a (re)adaptação posterior do miúdo ao modo de viver ‘civilizado’ dos brancos, na prática uma nova realidade que já não é – que na verdade nunca foi – sua, serão os pontos fortes de uma narrativa que parece banal e já várias vezes ouvida, mas que se destaca de outras similares pela forma como Masiero a montou, com sucessivos saltos ao passado e ao futuro, em lugar de utilizar uma linha condutora cronologicamente estável. Dessa forma, vamos recebendo fragmentos do relato que temos de montar mentalmente para conseguir ficar com todo o retrato ponto visível.

Esta opção, torna a leitura mais exigente e, por isso, mais satisfatória. Para além disso, é uma história sobre inadaptação, sobre recusa da realidade e sobre auto-compaixão, sobre recusa da diferença e não-aceitação dos outros, que torna mais humano um conto original com a base histórica que se lhe reconhece, da progressiva expulsão dos índios dos territórios que lhes pertenciam e do avanço civilizacional – se é que é este o adjetivo mais adequado para os brancos e a sua forma de agir.

* Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

(capa brasileira disponibilizada pela Editora 85; restantes imagens disponibilizadas pela Sergio Bonelli Editore; clicar nas imagens para as apreciar em toda a sua extensão)

NOMES DE TEX NO BRASIL

Por João Marim*

Você sabia que Tex Willer já recebeu outros nomes em terras brasileiras?

Na sua primeira aparição no Brasil, em fevereiro de 1951, na revista Júnior nº 28, publicada por “O Globo”, a personagem recebeu o nome de Texas Kid. Noutros  números dessa coleção, que publicou Tex até julho de 1957, o nome chegou a sofrer variações, sendo chamado de Texas Kid, Tex Willer ou simplesmente Tex.

Em 1971, quando o herói voltou a ser pulicado no Brasil, agora sob a responsabilidade da Editora Vecchi, em revista com título próprio (Tex), a personagem foi chamada de Tex Taylor. Essa denominação foi utilizada nas edições nºs 2, 3, e 4 da 1ª edição, a partir da nº 5 passou a ser Tex Willer, e assim continuou em todas as edições subsequentes. No nº 1 da 1ª edição não aparece na história a menção do nome completo ou do sobrenome.

Tex Taylor é um nome que nos lembra os cowbois do cinema norte-americano da década de 50. Curiosamente, nos Estados Unidos, em 1950,  saiu uma edição em formato “tira” com uma personagem de faroeste de nome Tex Taylor, que não tinha nenhuma ligação com o nosso herói Tex Willer.

* Texto de João Marim publicado originalmente na Revista nº 13 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2020.

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