O jogo do Tex

Por Anthony Steffen[1]

O jogo inspirado na personagem Tex Willer foi posto à venda na Itália em 1975 pela Clementoni. É um produto que hoje tem um valor de mercado elevado tendo em conta os pouquíssimos ainda em circulação na Itália para além da fama e notoriedade da personagem da editora Bonelli.

Eu que estou sempre à procura de raridades texianas, tive a sorte de encontrá-lo e comprá-lo por um preço que defini-lo como sendo um “bom negócio” seria um pouco redutivo. De facto, se for encontrado completo e em boas condições o preço pode rondar os 200 Euros, sendo provável que com o passar dos anos o preço aumente ainda mais.

A caixa do jogo mede 56 cm de largura por 37 cm de comprimento. O desenho é naturalmente obra de Aurelio Galleppini, que recupera uma parte de uma sua capa da série regular, mais precisamente a edição “Sunset Ranch” publicada pela primeira vez em 1973.

Mas se olharmos atentamente e confrontarmos alguns detalhes do desenho do rosto de Tex no jogo com o mesmo Tex da capa da revista, para além de uma colorização diferente, vislumbramos que existem algumas pequenas diferenças:

Na verdade, a face do Tex da esquerda (jogo) é ligeiramente diferente comparativamente com a da direita (revista). Aliás, não só isso, mas também o tamanho do chapéu sofreu alguns pequenos ajustes.

Outra pequena diferença diz respeito ao braço e à mão direita de Tex que empunha a pistola. No desenho do jogo, estão mais distante da barriga em comparação com o desenho da capa da revista. Também a pistola é diferente. O cano foi alongado como se pode ver de seguida:

Evidentemente Galep ou Sergio Bonelli quando decidiram que o Tex da capa “Sunset Ranch” funcionava bem para a capa do jogo decidiram fazer algumas pequenas modificações.

Naturalmente depois o desenhador toscano modificou o fundo adicionando as clássicas montanhas do Monument Valley e os índios montados nos cavalos.

Vamos agora ao jogo propriamente dito.

Este é um jogo de mesa tridimensional composto por um tabuleiro hexagonal para montar as reconstruções do Saloon, cabanas indígenas, montanhas e rios. Tem dois dados, dois maços, um de cartas azuis (Tex e seus pards) e outro de cartas vermelhas (índios) e 8 peças de jogo (Tex, seus pards e quatro índios). O número de jogadores pode chegar a um máximo de oito.

Sou incapaz de dizer se os desenhos dos quatro pards no baralho de cartas foram concebidos por Galep para a ocasião ou se são desenhos “reciclados” de vinhetas internas de algumas histórias.

Não me perguntem as regras do jogo porque eu não as conheço e nem sequer me interessam. Eu comprei o jogo somente por puro espírito de coleccionador. E posso garantir-vos que o jogo de Tex causa uma boa impressão nas prateleiras da minha colecção, juntamente com as outras raridades texianas que possuo.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

[1] (Texto publicado originalmente no Tex Willer Forum, em 2 de Abril de 2012)
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco

7 Comentários

  1. Bela aquisição, parabéns Zeca, isso só o fundamenta como o maior colecionador de Tex.

    • É sem dúvida uma bela aquisição, pard Zanolla, mas não minha, antes do grande fã e coleccionador italiano de Tex chamado Anthony Steffen, o autor do texto sobre o jogo do Tex que o blogue do Ranger publicou hoje 😉

  2. O pard Zeca sem dúvida nenhuma é o maior colecionador de Tex!!

    Parabéns, amigo.

  3. Tem produtos interessantes do Tex afora as revistas que poderiam ser publicados no Brasil, desde que de modo oficial, pela Mythos Editora. Ao colecionador cabe o papel de adquirir os produtos e apreciar…

  4. Realmente uma grande aquisição, até porque a época era 1975, e hoje com os games via Playstation e internet ninguém mais fabricaria um jogo assim, simplesmente porque as crianças de hoje não se interessariam.

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