Entrevista exclusiva: MARCOS MALDONADO RODRIGUES (letrista de Tex)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Sílvio Raimundo na formulação das perguntas.

Marcos Maldonado e esposa Dolores - 2008Comecemos por falar um pouco de si. Onde e quando nasceu? Qual a sua formação académica? O que faz profissionalmente?
Marcos Maldonado: Sou Marcos Maldonado Rodrigues, letrista de Banda Desenhada desde 1969, nasci em um sítio em Sorocaba, Estado de São Paulo, em 25 de Abril de 1940, filho de lavradores espanhóis. Éramos seis irmãos, quatro homens e duas mulheres.
Sou casado com Dolores Maldonado, temos três filhos e oito netos. Quando tinha seis anos, os meus Pais mudaram-se do sítio para a cidade de Sorocaba onde iniciei meus estudos. A minha formação académica pouco tem a ver com BD, pois sou formado em ajustador, torneiro mecânico e fresador. Mudei-me para a cidade de São Paulo em 1960, tendo trabalhado como torneiro mecânico até 1969 e profissionalmente trabalho como letrista de Histórias em Quadradinhos.

Como o Senhor se interessou pela Banda Desenhada e quando é que isso aconteceu?
Marcos Maldonado: Desde a minha infância estive próximo da Nona Arte, pois meu irmão mais velho, Antonio Maldonado, desde criança já se arriscava a desenhar algumas páginas de BD. Em 1962 já morando em São Paulo, meu irmão iniciou a sua carreira de letrista de fotonovelas para a Editora Abril passando depois a letreirar também BD. Foi a partir daí que comecei a demonstrar interesse pelas letrinhas.

Quais os seus personagens favoritos e o que contém a sua, ou suas, colecções de Banda Desenhada?
Marcos Maldonado: Quanto aos meus personagens favoritos, o primeiro não poderia ser outro se não o nosso grande herói TEX. Com tantos anos no mundo dos quadradinhos fiz letras para muitos personagens que posso destacar, começando por Zagor, Mister No, Akim, o qual letreirei durante quase 20 anos, desde o nº 1 junto com a Dolores, Chet, Fantasma, Mandrake, Tex-Tone e muitos personagens que se perderam no tempo. Quanto às colecções não tenho nenhuma completa, tenho muitas revistas que por algum motivo resolvi guardá-las. Um dos motivos de não ter colecções é que por ser um trabalho profissional a gente envolve-se com muitas revistas, o que torna quase impossível coleccionar alguma delas.

De que forma se tornou letrista? Foi aptidão ou consequência?

Marcos Maldonado: Como eu tinha me desligado da empresa onde trabalhei por mais de 9 anos como torneiro mecânico, o meu irmão incentivou-me a fazer letrinhas, pois quando estudava mecânica eu sempre tinha óptimas notas em caligrafia técnica. Foi a partir daí que iniciei a minha trajectória no mundo das Histórias em Quadradinhos, começando por editoras pequenas até chegar nas principais editoras do Brasil, fazendo letras de super-heróis, Disney, aventuras, suspense, terror e tudo que se relacionava com BD.

Há quantos anos o Senhor é letrista do Ranger mais temido do Oeste, o Tex?
Marcos Maldonado: Segundo as minhas anotações da Editora Vecchi, eu iniciei a minha primeira edição de Tex no dia 3 de Março de 1980, portanto lá se vão 28 anos participando das aventuras desse destemido herói do oeste. Às vezes começo a imaginar quantas mil páginas deste nosso herói passaram pelas minhas mãos, quantos dias e horas passei debruçado na minha prancheta com a caneta de nanquim letreirando Tex.

Letreirando Akim - 1970Além de Tex, de que outros personagens foi ou é letrista? E para além da Banda Desenhada, para que outras áreas letreirou?
Marcos Maldonado: Com tanto tempo no meio dos quadradinhos é lógico que letreirei para muitas revistas; iniciei em 1970 fazendo a revista Akim para Editora Noblet desde o nº 1 junto com a minha esposa Dolores, também desde o nº 1, Mister No ainda para a Noblet, Tex-Tone e Giddap Joe também desde o 1º. Para outras editoras da época letreirei revistas como Fantasma, Mandrake, Lobisomem, Combate, terror, suspense, sobrenatural e tive  a honra de letreirar na década de 70, Chico Anisio em Quadrinhos com a história “Era Xixo um Astronauta?“, revista essa que somente foi publicada a nº 1; o argumento foi de Arnaud Rodrigues, conhecido actor humorista e que escrevia para a TV, e desenhada por um dos grandes desenhadores da época, Nico Rosso, já falecido, um grande amigo italiano para qual letreirei muitas revistas, como Lobisomem, Chico de Ogum e muitas outras. Ainda para a Editora Vecchi letreirei meu primeiro exemplar de Zagor, o nº 20 (“O Mistério do Moinho“) no dia 14/01/1980, Chet desde o nº 1 (“Os Renegados”) no dia 27/12/1979. Passei também pela Editora Abril fazendo letras de super-heróis, Disney e muitas revistas infantis… a estrada é tão longa que de muita coisa já não me recordo, mas dá para ter uma ideia de quanto já letreirei de BD. Além da Banda Desenhada letreirei durante um tempo Fotonovelas para a Editora Abril  (Capricho e Noturno), para a revista Melodias, era uma revista que noticiava sobre artistas e era complementada com uma fotonovela.

Recorda-se qual foi a primeira aventura de Tex que letreirou?
Marcos Maldonado: Como não me recordar? Foi para a Editora Vecchi no dia 03/03/1980. Tratava-se de Tex nº 110 (“A Sombra do Patíbulo“), 130 páginas, o segundo, Tex nº 111, (“Ao Sul de Nogales“) 97 páginas, depois o Tex nº 112 no dia do meu aniversário, 25 de Abril de 1980, seria um dos maiores presentes de aniversário que já recebi, letreirar aquele que para mim seria o maior de todos, “EL MUERTO“, 185 páginas. Meu único motivo de tristeza é que por gostar tanto dessa edição eu fazia questão que meus amigos a lessem, e não sei como, ela desapareceu e nunca mais consegui essa edição letreirada por mim, mas fazer o quê?

O seu nome sempre está presente no expediente do Tex, independente das editoras. O Senhor sempre fez parte do staff delas ou em alguma foi freelancer?
Marcos Maldonado: Muitas revistas têm o meu nome no expediente como letrista, mas também fiz letras como freelancer, por esse motivo mesmo nos Tex que letreirei para a Editora Globo não consta o meu nome, uma vez que eu letreirava através da Art & Comics.

O processo de letreiramento manual, usado até ao Tex nº 400 era totalmente artesanal, o Senhor pode nos falar a respeito desse método?
Marcos Maldonado: O letreiramento manual começou junto com os desenhos de Banda Desenhada, pois naquela época não existiam outros métodos, os letristas em sua maioria tinham suas fontes de letras próprias, por esse motivo dificilmente existiam letras iguais, às vezes até parecidas, mas nunca iguais. No início usava-se nanquim com uma caneta de pena, depois foram surgindo algumas canetas chamadas canetas tinteiro, o que veio facilitar muito o trabalho dos letristas. As penas dessas canetas tinham bitolas de vários diâmetros, que eram usadas de acordo com a letra que se iria fazer, por exemplo o Tex que era uma letra um tanto pequena, era usada a pena 0.2.

Página originalPágina recortada e montadaPágina letreirada

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Como o Senhor recebia o material a ser letreirado e como era o processo de envio para a Editora?

Marcos Maldonado: As revistas que eram desenhadas no Brasil, eu recebia o texto e as páginas ainda desenhadas a lápis, fazia as letras já com nanquim, fechava os balões fazia as setinhas e devolvia para o desenhador fazer a arte final. Quando eram revistas já publicadas, como o caso do Tex, era necessário fazer uma montagem, que normalmente era feita pela minha esposa Dolores. O envio para a editora era feito pessoalmente, por correio ou através de malotes.

Tex Willer com rosto de José Carlos Francisco - Acrílico sobre tela realizado por Antonio MaldonadoO Senhor trabalhava em parceria com a sua esposa, a Senhora Dolores Maldonado, e reza a lenda que quando do letreiramento manual, as suas caligrafias eram tão semelhantes que não se conseguia identificar o início de uma e o fim de outra. Como isso era possível?
Marcos Maldonado: É verdade. Durante muito tempo letreiramos juntos, pois na época tínhamos tanto trabalho e algumas histórias tinham o prazo tão apertado que nós dividíamos as páginas e letreirávamos a mesma história, até mesmo alguns Tex para a Editora Vecchi nós letreiramos juntos. Depois de publicadas as revistas eu tentava sem sucesso descobrir o que um ou outro tinha letreirado.
Isso era possível por termos iniciado juntos o treino de letreiramento, ainda em 1969, copiando histórias de revistas da época e seguindo o estilo de letras do meu irmão Antonio Maldonado que já era muito conhecido no meio das Histórias em Quadradinhos. Hoje meu irmão é artista plástico, tendo quadros de pinturas espalhados por vários países, inclusive um em Portugal em que ele pintou o Tex com o rosto do nosso amigo José Carlos Francisco, o qual ele enviou como presente.

Caneta com que Marcos Maldonado letreirou muitas histórias de Tex e que foi oferecida a José Carlos Francisco, com a respectiva dedicatória.Que tipo de canetas o Senhor utilizava para trabalhar?
Marcos Maldonado: As canetas eram próprias para desenhos, as mesmas usadas por desenhadores de plantas, arquitectos, projectistas. Para letreirar o Tex eu usava uma caneta Rotring Variant 0.2, e para fazer os negritos usava uma bitola de acordo com a espessura da letra a ser destacada, inclusive quando o José Carlos Francisco esteve no Brasil e em minha residência, fiz questão de presenteá-lo com uma dessas canetas de nanquim que letreirei muitas edições do nosso herói Tex e que segundo ele, está em lugar de destaque na sua BiblioTex, o que muito me orgulha.

Como o Senhor criou a fonte de letra com a qual escrevia manualmente as falas do Ranger?
Marcos Maldonado: Desde o início do meu trabalho como letrista procurei observar as letras das histórias em quadradinhos da Editora Abril, principalmente das revistas da Disney, mas a letra é como a impressão digital de cada pessoa, não existem duas iguais, existem letras parecidas mas nunca iguais. Quando percebi, já estava fazendo esse tipo de letras que me acompanharia por toda vida.

Alguns profissionais como desenhadores e arte-finalistas, fazem exercícios para manter a firmeza da mão, um letrista também tem os seus truques?
Marcos Maldonado: Sem dúvida! Eu sempre mantenho em minha da escrivaninha uma bolinha de borracha macia e de vez em quando reservo alguns minutos para ficar apertando-a em minhas mãos. Tantos anos de letrista custaram-me uma cirurgia no cotovelo direito, pois na época sentia muitas dores nos dedos mas após a cirurgia o problema foi sanado.

Revista de Tex Coleção com dedicatórias de Marcos Maldonado e Dolores Maldonado para José Carlos Francisco.Os profissionais envolvidos com a vida editorial de Tex, dizem-se seus fãs, o Senhor inclui-se nesse universo?
Marcos Maldonado: Desde que iniciei o letreiramento do primeiro Tex fiquei seu fã, que personagem maravilhoso, que capacidade de fazer justiça, quanta coragem, com tantas revistas e personagens que letreirei não consegui encontrar outro que me fizesse tornar seu fã, Tex é insubstituível.

Para uma edição normal do Tex, qual o tempo que o Senhor levava para letreirar manualmente?
Marcos Maldonado: Já fui um letrista muito rápido, chegando a letreirar cerca de 400 páginas em um mês. Depois a idade vai diminuindo essa capacidade e nas últimas edições de Tex letreiradas à mão, eu levava em torno de 12 dias, pois tinha a preocupação de não deixar cair a qualidade do trabalho, sempre me preocupei muito com o que eu poderia sentir se visse um trabalho meu mau feito, principalmente do nosso Ranger.

Com o advento da computação, muitos processos ficaram mais rápidos, porém muito se perdeu do romantismo, como o Senhor relaciona-se com esse momento da história?
Marcos Maldonado: Eu sempre entendi que o trabalho de letrista é uma arte, as letras feitas a mão complementam a arte do desenho. Talvez para a maioria dos leitores isso passe despercebido pois estão mais preocupados em ler a história, mas para aqueles mais observadores leva muito em conta a qualidade das letras, a legibilidade, a regularidade, quando as letras são bastante uniformes facilita até mesmo a leitura. Quando ainda fazia letreiramento à mão, o editor de Tex no Brasil, Dorival Vitor Lopes já vinha pedindo que eu o fizesse no computador, o que me deixou muito preocupado, pois eu nunca havia usado um. Sabendo dessa minha preocupação a Gisele, grande letrista da Mythos e que já letreirava através da computação se ofereceu para me dar as orientações necessárias e graças à ajuda da Gisele e também do meu filho, comecei a praticar e mais rápido do que eu pensava me adaptei e passei a fazer o letreiramento por esse novo método de trabalho.
Sem dúvida o trabalho ficou mais rápido, eliminou o trabalho de montagem e do decorado que era feito pelos desenhadores, mas neste mundo de correria em que vivemos é necessário que se acompanhe a evolução da tecnologia.

Letreirando no computador.O que pensa de Tex continuar a ser letreirado manualmente na Itália?
Marcos Maldonado: Eu acho que temos que respeitar o sistema de trabalho de quem criou esse tão importante personagem, se eles acham que têm condições de continuar letreirando à mão, óptimo  e espero que continuem por muito tempo assim. Eu sou um grande admirador da arte de letreirar e as revistas italianas de Tex tem uma letra muito bonita e bastante legível. Quero parabenizar a Sergio Bonelli Editore pelo cuidado que sempre teve em escolher seus profissionais, tanto nos argumentos como nos desenhos e letras, além do que com essa mudança teriam que dispensar alguns profissionais que acredito fazem parte da rotina de trabalho de muito tempo, talvez seja levado em conta a parte humanitária o que é muito importante.

Hoje quanto tempo o Senhor leva para letreirar um Tex “normal” no computador e como é o processo?
Marcos Maldonado: Para fazer um Tex “normal” no computador eu demoro mais ou menos sete dias, depende muito da quantidade de balões de cada história. Eu recebo o texto da história por e-mail e a revista italiana pelo correio, abro uma pasta no computador com o número do Tex a ser feito, destaco todas as páginas da revista e digitalizo, depois uso o fhotoshop para tirar todo o texto italiano e ainda no fhotoshop demarco o tamanho da página e corto na proporção certa para passar para o outro programa, o pagemaker, no qual coloco o texto ao lado das páginas que estão com os balões em branco e a partir daí demarco o texto de cada balão e transporto as letras para depois distribuí-las acompanhando o formato de cada balão.

Uma das últimas histórias letreiradas à mãoSenhor Maldonado, na sua vida profissional junto ao Tex, recorda-se qual foi o letreiramento mais prazeroso e qual aquele mais enfadonho?
Marcos Maldonado: No início do meu trabalho junto ao Tex, logo na segunda edição eu já estava sentindo muito prazer e familiarizando-me com o personagem, de repente a terceira revista que fui letreirar era “EL MUERTO“, fiquei tão concentrado na história que não resistia à curiosidade de saber o que iria acontecer. Em alguns momentos mesmo antes de letreirar, eu que estava com o texto em mãos lia algumas páginas adiante, tal era o interesse em saber das próximas páginas, quanto suspense, a caneta parece que se apressava em adiantar o mais rápido possível aquela história. Foi para mim o maior prazer que já tive letreirando uma história em quadrinhos e o maior orgulho por ter letreirado pela primeira vez “EL MUERTO” no Brasil (Editora Vecchi). O mais enfadonho não consigo responder, não me lembro de nenhum, e seria uma falta de respeito da minha parte para com aqueles que tanto se dedicaram em fazer das histórias do nosso Ranger sempre o melhor possível. Portanto essa eu fico devendo.

O Chuck Jones (génio americano da animação) disse certa vez, que era muito feliz, pois recebia para fazer um trabalho tão prazeroso que ele pagaria para fazê-lo. Você gosta do que faz Senhor Maldonado?
Marcos Maldonado: Eu acho que o meu trabalho é tão prazeroso que não sei o que faria sem ele e quase tudo que tenho devo às letrinhas. Tem razão o Chuck Jones, cito como exemplo jogar futebol, quantos jogam em fins de semana às vezes pagando para jogar e outros recebendo bons salários para fazer a mesma coisa. Às vezes o editor demora um certo tempo para mandar o material e eu fico um tanto perdido andando de um lado para outro e quando chega o material parece que não me falta mais nada.

O Senhor é um dos Grandes do Tex no Brasil, isso amedronta-o ou orgulha-o?
Marcos Maldonado: Não sei se sou um dos grandes do Tex no Brasil, isso fica para os Texianos julgarem, mas tal não me amedronta nem um pouco, pois sempre procurei fazer o meu trabalho com o maior capricho possível. Orgulha-me muito, quando no meu dia a dia estou em algum local e vejo alguém com um Tex na mão, dá-me muito orgulho em saber que eu fiz o meu trabalho naquela revista. É uma responsabilidade muito grande dar continuidade a um trabalho de tantos anos que se inicia na Itália e espalha-se por tantas partes do mundo. Orgulha-me pelas amizades que conquistei através do nosso herói, pessoas que nem sabem como sou mas sabem que estou presente à muitos anos nas histórias do nosso Tex.

Antonio Maldonado, José Carlos Francisco e Marcos Maldonado em Sorocaba - Dezembro de 2003. Por trás, pinturas do Mestre Antonio Maldonado.Falando agora da sua esposa, Dolores Maldonado, ela também está ligada ao Tex, já que fazia a montagem dos quadradinhos nas páginas do Ranger. Pode-nos contar como era esse trabalho artesanal e se o Senhor também a ajudava quando necessário?
Marcos Maldonado: A Dolores sempre esteve ligada ao Tex, desde o tempo da Editora Vecchi, no expediente das revistas Tex sempre tinha o nome da Dolores como montadora, mas ela ajudava-me às vezes nas letras para a Vecchi. Para quem não sabe ela é uma óptima letrista, tendo trabalhado para várias editoras do Brasil. Quanto a ajudá-la na montagem, quando era necessário eu ajudava-a, pois a gente sempre trabalhou se ajudando mutuamente.

O Senhor já trabalhou com o Otacílio D’Assunção, o Ota, que foi um dos primeiros editores de Tex no Brasil, e hoje trabalha com o Dorival Vitor Lopes. Profissionalmente, qual a principal semelhança e principal diferença entre dois dos mais populares editores que Tex já teve no Brasil?
Marcos Maldonado: Na época em que eu letreirava para a Vecchi, na década de oitenta, tive poucos contactos com o Ota, pelo motivo da Vecchi ser no Rio de Janeiro e eu morar em Sorocaba. Poucas vezes estive na editora, eu recebia as histórias em São Paulo e despachava através de malotes, portanto pouco posso falar do Ota, apenas que sempre foi um grande editor e que me abriu as portas para que eu fizesse parte dessa família de Texianos. O Ota sempre foi muito correcto no seu trabalho, portanto não sei avaliar a semelhança ou diferença entre os dois. Quanto ao Dorival já temos uma amizade mais sólida, de muitos anos, como editor os próprios leitores da Mythos podem avaliar, o Dorival sempre prezou pela qualidade das suas revistas, o meu trabalho profissional para com ele é normal onde a gente troca ideias, dá sugestões e também recebe orientações quando necessário. Temos um óptimo relacionamento.

Gisele (letrista), Dorival e Maldonado.O Editor Dorival, tem uma grande confiança e respeito por si não só a nível profissional, mas para além desse campo. Em que momento se deu essa aproximação entre ambos?
Marcos Maldonado: São coisas inexplicáveis, certa vez no fim da década de oitenta fui da minha cidade, Sorocaba até São Paulo entregar material para algumas editoras e aproveitei para ir até um shopping no bairro da Lapa comprar nanquim para o meu uso e quando conversava com a balconista sobre a qualidade do nanquim eu disse que era letrista de histórias em quadradinhos e por coincidência comprando tinta para colorir histórias da Disney estava a esposa do Dorival, que eu não conhecia. Foi a partir daí que ela entrou na conversa e falou-me da dificuldade do Dorival na época em conseguir letristas e pediu-me que entrasse em contacto com ele, que eu também não conhecia pessoalmente. Mantivemos um contacto inicial e estou trabalhando com ele até hoje, a mesma confiança e respeito que ele tem por mim eu tenho por ele, a nossa amizade tornou-se uma coisa familiar,  inclusive as nossas famílias sempre se visitam para momentos de lazer.

As casas editoriais brasileiras pelas quais o Ranger passou, devem ser para si muito familiares. O Senhor já esteve na Sergio Bonelli Editore?
Marcos Maldonado: Sem dúvida que as editoras pelas quais o Tex passou são para mim muito familiares pelo nosso contacto profissional. Nunca estive na Sergio Bonelli Editore, não consigo imaginar como me sentiria no Templo em que foi criado o nosso Ranger há tantos anos para se tornar conhecido em tantos países e formar verdadeiras comunidades de fãs que hoje se comunicam através da Internet e também pessoalmente viajando para encontros Texianos até para outros países. Infelizmente não tenho condições de fazer uma viagem dessas, mas aqueles que tiverem uma oportunidade devem fazer essa visita que tenho certeza será emocionante..

Neste ano de 2008, Tex fará 60 anos de idade. Como é ter a vida directamente associada a um dos personagens mais longevos, já existentes?
Marcos Maldonado: Quando G. L. Bonelli criou o nosso personagem Tex, como poderia imaginar que 60 anos depois ele se manteria com todo este sucesso, arrebanhando fãs por tantas partes do mundo, fãs que se renovam constantemente, independente de idade; quanto a mim jamais iria imaginar que depois de letreirar o meu primeiro Tex para a Vecchi em 1980, o nº 110 (“A Sombra do Patíbulo“), 28 anos depois ainda estaria fazendo parte desse trabalho. São muitas histórias, ter a vida associada a esse nosso herói é uma honra muito grande, é indescritível o que se sente, parece que vivo esses momentos de aventuras do nosso Ranger junto com Carson, Kit, Tigre e tantos outros que fazem parte das suas histórias. Quantos outros personagens ficaram perdidos no tempo enquanto o nosso herói permanece há 60 anos, e espero que continue por muito tempo.

Dorival Vitor Lopes, José Carlos Francisco, Antonio Maldonado e Marcos Maldonado em Sorocaba - Dezembro de 2003Em sua opinião, qual é o segredo da vitalidade editorial de Tex?
Marcos Maldonado: Na minha opinião o segredo dessa vitalidade é a qualidade, o cuidado, o profissionalismo que a Sergio Bonelli Editore e seus colaboradores sempre dispensaram ao nosso herói. Não se consegue nada na vida se não for com muita dedicação, amor no que se está fazendo, entrega, sacrifícios, renúncias. Quantas vezes quando uma edição estava com o prazo reduzido por algum motivo, passei o dia e a noite letreirando para que a revista pudesse estar nas bancas, algumas vezes o sono dominava-me e a caneta soltava-se da minha mão, eu lavava o rosto e retornava ao trabalho e assim como eu, quantos outros profissionais na Itália ou mesmo no Brasil, passaram por esses momentos, tradutores, revisores de texto, desenhadores que fazem decorado, os próprios editores que são os que mais têm que se preocupar com a qualidade para que a revista chegue o mais perfeita possível para os seus leitores, esse é  o segredo dessa vitalidade.

Qual a sua história favorita da série até ao momento? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Marcos Maldonado: Como havia citado anteriormente a favorita é “El Muerto“, no meio de tantas histórias existem outras muito interessantes, daí cada leitor tem o direito de ter as suas preferências, quanto ao desenhador tivemos e temos muito bons desenhadores, entre eles poderia citar o Claudio Villa, Nicolò, Ticci, Letteri, o Civitelli que considero um óptimo desenhador, não daria para citar um só, talvez o Galleppini, é lógico, por ter desenhado “El Muerto“. Quanto ao argumentista comecemos pelo criador, G. L. Bonelli, C. Nizzi e tantos outros, mas também por ter criado “El Muerto” o meu preferido é o Guido Nolitta, mas todos têm e tiveram o seu valor, pois colaboraram para esse sucesso.

O facto de Tex ser desenhado por vários autores (de estilos bem diferentes) é, na sua opinião, mais ou menos vantajoso para a série?
Marcos Maldonado: Não vejo vantagem ou desvantagem, acredito que todos têm que ter a sua oportunidade, e a Sergio Bonelli Editore sabe avaliar aqueles que têm ou não condições de levar adiante o trabalho iniciado há 60 anos. Talvez seja esse um dos motivos do sucesso por tanto tempo.

Na sua vida pessoal ou profissional já chegou a pensar como Tex resolveria ou enfrentaria determinada situação? Pode um personagem de ficção servir como modelo de rectidão, justiça e coragem?
Marcos Maldonado: Eu creio que as pessoas devem se espelhar em personagens ainda que de ficção para certas situações. Devido a tantos anos fazendo parte desse nosso herói, em alguns momentos não sei se por influência dessa convivência, tenho encontrado coragem, calma e lucidez para resolver alguns problemas sérios que às vezes se apresentam, talvez inconscientemente já enfrentei situações difíceis espelhado no nosso Ranger.

Se o Senhor pudesse, o que mudaria no nosso Amigo Tex?
Marcos Maldonado: Como mudar alguma coisa no nosso amigo Tex? Quem poderia fazer isso não está mais entre nós, o seu criador. Quem somos nós para mudar uma obra tão perfeita que se mantém por tanto tempo conquistando admiradores, 60 anos não são 60 dias, eu começo a imaginar que quando o Tex foi criado, eu tinha apenas oito anos, quantas histórias, quantas pessoas envolvidas com nosso herói, quantas pessoas conseguindo o sustento de suas famílias, como pôde o G. L. Bonelli ter tido uma inspiração tão fantástica, só pode ter sido um daqueles momentos em que Deus escolhe uma pessoa para eternizá-la através do seu trabalho. Onde você estiver o meu muito obrigado por ter permitido que eu fizesse parte dessa grande família de Texianos.

Encontro Mythosiano na chácara em SorocabaPara concluir o tema, diga numa frase, o que o Tex representa na sua vida.
Marcos Maldonado: Seria impossível resumir a uma frase, o Tex é meu amigo, meu irmão, meu exemplo de coragem, justiça, em certos momentos carinhoso, preocupado com seus inseparáveis amigos Kit Carson, Tigre e seu filho Kit Willer, Tex é destemido, optimista, sempre em favor dos injustiçados, não temendo o que possa acontecer a si próprio, Tex é como se fosse um meu parente muito próximo, quanto tempo passamos juntos através do meu trabalho, Tex fez-me ficar muito conhecido, muito do que possuo devo a ele, não só em bens materiais como em amizades pois tenho amigos que nem conheço pessoalmente mas que às vezes entram em contacto comigo por e-mail para saber um pouco da minha pessoa, as minhas amizades através do Tex, começaram no tempo da Editora Vecchi com o Otacílio, depois muitos outros, o Dorival, Helcio, Júlio Schneider, Gervásio, Nilson, Paulo Guanaes, Rudinei, Gisele, Valéria, o Geraldo Carsan e um grande amigo de além mares, o nosso amigo José Carlos Francisco de Portugal que tive a honra de recebê-lo com sua família em minha residência em Sorocaba, portanto o que era para dizer em uma frase, vejam o tanto que me atrevi a comentar.

Maldonado em peça Mortos sem Sepultura - 1966Antes de finalizar a entrevista, pode-nos contar uma faceta interessante da sua vida, que é desconhecida de muitos, que é o facto de ter sido, tal como a Dolores, actor de foto-novelas e de como era esse trabalho?
Marcos Maldonado: Onde foram buscar essa faceta? Bem, na década de 1960 durante um tempo fui actor de teatro participando de muitas apresentações e festivais, citando algumas peças, O Auto da Compadecida, Mortos sem Sepultura e tantas outras. Com a experiência que eu tinha em teatro e na época estava em moda as revistas de foto-novelas resolvemos formar um grupo, contratamos um fotógrafo, arrumamos algumas histórias e adaptadores e iniciamos o trabalho. O nosso grupo era formado por amigos, parentes, e actores da época.
Marcos Maldonado e Dolores em cena de fotonovela - 1969Devido à dificuldade de contratar actores resolvemos fazer o trabalho nós mesmos, fotografávamos em praias, fazendas e monumentos quando eram cenas externas, e para as cenas internas usávamos alguns casarões, palacetes que pedíamos emprestados. A Dolores contracenou em algumas foto-novelas comigo, essas foto-novelas eram publicadas pela revista Melodias, que trazia reportagens sobre actores e actrizes de televisão da época, foi uma passagem muito marcante.

Senhor Marcos Maldonado    , muito obrigado pela entrevista que gentilmente concedeu ao blogue do Tex.
Marcos Maldonado: Para finalizar quero dizer que foi uma honra muito grande participar dessa entrevista no ano em que o nosso herói Tex Willer completa 60 anos. Espero ter correspondido com as respostas, pois essa foi a minha intenção. Participar deste blogue que eu acompanho atentamente para mim foi motivo de muito orgulho, principalmente por ter sido conduzida por esse meu grande amigo José Carlos Francisco que tanto tem feito para divulgar tudo que diz respeito ao nosso Ranger.
Obrigado.
Marcos Maldonado Rodrigues

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18 Comentários

  1. Depois de ler esta grande entrevista, mais uma que vem enriquecer o já vastíssimo sumário do blogue português do TEX, não posso deixar de felicitar duplamente o sr. Marcos Maldonado, como grande profissional que é das histórias em quadrinhos e também pela passagem do seu aniversário.
    Como a minha mulher, Catherine Labey, também foi durante muitos anos letrista de BD – e continua a sê-lo, agora também com a ajuda do computador – sei apreciar devidamente o trabalho de legendação, quase sempre ignorado pelos fãs, mas que exige tanto talento, habilidade, dedicação e esforço como qualquer outra actividade criativa relacionada com a banda desenhada. Sem esse trabalho executado por profissionais atentos, diligentes, rigorosos, pontuais, e tão perfeccionistas como Marcos Maldonado – sem dúvida, um exemplo a destacar – as histórias em quadrinhos ficariam certamente a perder, mesmo que alguns leitores, num primeiro relance, não tenham a perfeita noção disso.

    Quando fui coordenador do “Mundo de Aventuras”, entre 1974 e 1987, tive o privilégio de lidar com uma excelente equipa de legendadores, que procurei sempre manter mesmo quando a administração da extinta Agência Portuguesa de Revistas tentou impor-me a legendação mecânica, que quanto a mim desvalorizava a arte dos quadradinhos, roubando-lhes a sua essência puramente artesanal, sem a qual existe uma espécie de imcompatibilidade entre texto e desenhos. Felizmente a minha determinação conseguiu convencer os editores, sem prejuizo das verbas que eram pagas aos legendadores, e até ao fim a maioria das histórias publicadas pelo “Mundo de Aventuras” foram letradas à mão. Claro que se o M.A. ainda existisse, teria de seguir o exemplo da maioria das revistas em todo o mundo, optando pela legendação de computador. Mas se esta pode levantar ainda algumas questões, não há dúvida que facilitou imenso o trabalho dos letristas profissionais, encurtando os prazos e oferecendo-lhes até uma larga gama de opções estéticas, pois é fácil hoje escolher um tipo de letra que se identifique bastante com a letra desenhada, embora com o óbice de já não possuir aquele toque pessoal e único de que fala Marcos Maldonado.

    Foi, pois, com imenso prazer que li esta entrevista, lembrando-me de quantas revistas brasileiras me passaram pelas mãos – como as dos imortais Fantasma e Mandrake que, durante um largo período, eu literalmente devorava, até às do nosso querido TEX – sem saber quem era o autor do trabalho perfeito das legendas. Felizmente, agora, graças a mais uma grande entrevista realizada pelo José Carlos Francisco, essa lacuna foi preenchida.

    Jorge Magalhães

  2. Só tenho uma palavra para caracterizar a entrevista: FANTÁSTICA!
    Gervásio Santana de Freitas
    Portal TexBR

  3. A propósito, esqueci de comentar, tenho muito gosto em presentear o Marcos Maldonado com um TEX-112 – El Muerto, primeira edição da Vecchi. O Marcos considere esta edição em suas mãos em poucos dias, enviarei pelo correio para Sorocaba! Abração, Marcos, você merece!
    Gervásio Santana de Freitas
    Portal TexBR

  4. Foi uma grande honra para o blogue do Tex e em particular para mim, poder entrevistar (com a ajuda do pard Sílvio Raimundo)este MITO vivo, no que ao nosso Tex Willer diz respeito, porque Marcos Maldonado faz parte da HISTÓRIA de Tex e é para mim um grande orgulho ler as palavras elogiosas (e sinceras) que o Marcos Maldonado diz a meu respeito, eu que sou um humilde fã de próprio Marcos, inclusive um dos maiores momentos da minha vida de coleccionador de Tex, foi o dia em que conheci (e convivi) com o Marcos Maldonado e com a sua simpática esposa Dolores, assim como uma das maiores pérolas da minha colecção é precisamente a caneta com que o Marcos Maldonado legendou várias histórias de Tex, peça da minha colecção que esteve presente nas minhas exposições de Tex realizadas em Viseu e Moura.

    Muito há ainda para se saber sobre o Marcos Maldonado e o seu trabalho em Tex, assim como o da sua esposa e para quem quiser saber mais, recomendo uma visita ao Portal TEXBR para ler a matéria “Como é feita a revista Tex?”.
    Texto de minha autoria com redação final de Gervásio Santana de Freitas e que pode ser visto através do seguinte link: http://www.texbr.com/portrasdopano/mythos/bastidores_mythos.htm

    Antes de terminar este comentário, quero também parabenizar o Amigo Marcos Maldonado por mais um aniversário, desejando que este dia se repita por muitos e bons anos, sempre com muita saúde e alegria e junto dos seus entes mais queridos, onde obviamente se inclui o nosso TEX! 😉

  5. Maldonado, tenha a certeza que você tem um grande valor perante os texianos, valor que se estende a todos os que fazem o Tex, como citastes, e este valor é tanto quanto o que dispensas ao Tex no curso da excelente, longa e aprazível entrevista.

    Nas suas palavras tudo parece tão simples, mas é assim mesmo, quando se faz com amor e profissionalismo. Os escolhidos para trabalhar com Tex não precisam se preocupar, as qualidades e habilidades lhes são inerentes. Tex possibilita isso.

    Agradeço imensamente pela lembrança do meu imerecido nome, um simples colecionador, no meio de verdadeiros ícones texianos no Brasil.

    Por fim, desejo-lhe a continuidade do sucesso com o nosso amigo Tex e dou-lhe os mais sinceros e efusivos parabéns!

    Geraldo Carsan

  6. Caro Sr. Maldonado, primeiro que tudo quero lhe parabenizar pelo seu aniversário, desejando que possas ainda vivenciar muitos outros.

    Agradeço-lhe em nome de todos os Texianos, por tudo o que o Sr. fez pelo nosso Amigo de papel durante todos estes anos, o Sr. realmente é um dos grandes!

    Foi para mim uma honra poder participar junto com o Zeca dessa belissima entrevista que o Sr. concedeu ao Blogue.

    Sílvio Raimundo.

  7. OBRIGADO AO BLOG DO TEX POR ESTE MOMENTO!
    NAO LEIO PRATICAMENTE MAIS NADA NO COMPUTADOR, MAS AO VER O NOME DO MARCOS MALDONADO, LI NUM SO FOLEGO A BELISSIMA ENTREVISTA, MOSTRANDO COMO UM GIBI, OU BD COMO CHAMAM EM PORTUGAL, PODE MUDAR A VIDA DE UMA PESSOA, E NUM CONTEXTO MAIOR ,A DE MUITAS, COMO A MINHA E DE TANTOS LEITORES DE TEX;
    PAREI MEUS TRABALHOS PRA LER ESTA LINDA ENTREVISTA E QUE ME TRANSPORTOU PRA MAIS PERTO UM POUCO DO NOSSO TEX, POIS NEM A LER A REVISTA ESTOU MAIS, POIS O HOSPITAL ESTÁ ROUBANDO MEU TEMPO, E O QUE SOBRA, TIRO PRA FAMILIA; MAS DESTA VEZ VIM AO MICRO PRA PODER FALAR COMO FIQUEI FELIZ; FOI A PRIMEIRA ENTREVISTA QUE LI TODA!! E ME DEIXOU MAIS “TEXIANO”. OBRIGADO E CONTINUEM NA DIVULGAÇAO DO NOSSO RANGER;

    ABRAÇOS AO PESSOAL DA MYTHOS, EM ESPECIAL AO DORIVAL, AO GERVASIO E O PORTAL, JOSÉ CARLOS, GG CARSAN…
    ELSON MELO

  8. Parabéns por esta excelente entrevista. Eu não sabia que o Maldonado havia participado de fotonovelas!!!

    Fernanda

  9. Caro amigo Jorge, agradeço pelo seu comentário, ao ser
    elogiado por tão grande conhecedor da BD. Um abraço
    para minha colega de profissão Catherine, gostei muito
    de saber que você lia os Fantasmas e Mandrakes letreirados
    por mim.
    M.M.

    Olá, Gervásio, agradeço esse presenTEX “EL MUERTO” que
    você estará me enviando, você que em nome do TexBR junto
    com o Nilson já me haviam presenteado com a Edição
    Comemorativa de Meio Século de Aventuras no Brasil,
    espero que algum dia possamos nos encontrar novamente
    num encontro Texiano.
    M.M.

    Zeca, você que se diz meu fã é na realidade um grande
    amigo, estamos esperando sua visita o mais breve possível,
    agradeço pela sua entrevista e pelo seu comentário.
    M.M.

    Oi Geraldo “CARSON”, fiquei muito contente com o seu
    comentário, só não concordo com esse “imerecido nome”,
    você é sim um dos grandes no mundo Texiano, o “CARSON”
    foi de propósito, assim você fica mais ao lado do Tex.
    M.M.

    Sílvio, me desculpe por não ter citado seu nome na
    entrevista, pois não sabia que você havia colaborado
    com o Zeca na elaboração das perguntas e muito obrigado
    pelo comentário.
    M.M.

    Elson, você chegou a me emocionar com o seu comentário,
    essa é a grande recompensa pelo meu trabalho junto ao
    nosso herói, obrigado.
    M.M.

    Fernanda, meu muito obrigado por ter lido a entrevista,
    quanto ter sido ator de fotonovelas foi uma passagem
    muito interessante.
    M.M.

  10. Grande e merecida entrevista\homenagem dando ao público-leitor a oportunidade de conhecer o perfil do casal mais atuante no mundo dos comics, no Brasil!
    Gde, Marcos e Dolores, um gde bj e um ultra amplexo p\vcs!

  11. Parabéns pela bela entrevista/homenagem ao grande Marcos Maldonado. Muitas vezes, lemos e nos maravilhamos com as histórias de Tex e seus personagens que nem pensamos em como esse trabalho foi desenvolvido, como todo o processo foi elaborado. Essas pessoas acabam ficando no anonimato. José Carlos Francisco e Sílvio Raimundo foram muito felizes na condução da entrevista e na formulação das perguntas. Não li nem a metade das histórias do TEX, mas saber que uma das minhas preferidas (EL MUERTO) é também a do Maldonado me deixa muito orgulhoso. Que Manitu continue protegendo o casal Maldonado.

  12. Mestre Marcos Maldonado, letrista do TEX e dos Trapalhões foi agraciado com a votação dos fãs!
    Confiram em:
    http://aqcsp.blogspot.com.br

    Essa foi certamente a eleição com a maior participação da história do prêmio. Prova que o pessoal estava mobilizado em suas campanhas, e que os premiados estavam bem cotados pelo público leitor de Quadrinhos e Cartuns no Brasil.
    Parabéns a todos que participaram e votaram deste pleito democrático e representativo de uma parcela dos leitores brasileiros.

    Desenhista: Danilo Beyruth
    Roteirista: Petra Leão
    Cartunista: Jean Galvão
    Lançamento: O Astronauta (Panini)

    Lançamento independente: Last RPG Fantasy
    Prêmio Jayme Cortez: Gibicon Curitiba
    Fanzine: Quadrante Sul (RS)
    Mestres: Marcos Maldonado, Júlio Emílio Braz, Jô Fevereiro.

    Em breve, mais detalhes sobre a grande festa do Dia do Quadrinho Nacional que acontecerá no dia 02 de fevereiro, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
    E VIVA ANGELO AGOSTINI E O QUADRINHO NACIONAL!

  13. Estou muito orgulhosa do meu querido pai, grande artista e antes de tudo um homem maravilhoso! Parabéns Papai por esse importante reconhecimento!

  14. Gostaria de registrar meus parabéns ao meu pai, pelo reconhecimento de uma vida dedicada as histórias em quadrinhos.

    E muito bacana ver que a rede de amizade dos admiradores do Tex prmanece sempre viva e participativa.

    Um forte abraço a todos leitores do Blog do Tex e, especialmente ao meu pai.

    César Maldonado

  15. Adorei a entrevista, nem imaginava poder ter conhecido alguém que tivesse leitrado a revista do Fantasma que na minha época de infância li muito. Parabéns Sr. Marcos por sua bela profissão.

  16. Grande Marcos Maldonado! Tive a honra de conhecê-lo (e ganhar seu autógrafo numa HQ do Mestre Pedro Mauro Moreno) justamente na entrega do Prêmio “Angelo Agostini“, em 2013, no Memorial da América Latina.
    Dolores, sua esposa, estava radiante com o acontecimento, principalmente porque sabe que ela, além de ter sido seu suporte, foi, individualmente, letrista de centenas de Histórias, de humor a terror.
    Tenho em mãos o gibi COMBATE Nº 44 (Editora Taika) onde consta o belo letreiramento de Maria das Graças Maldonado na HQ “Destino“, de Ignácio Justo. É irmã de Marcos?
    SUCESSO PERENE PARA TODOS!

  17. Olá meu grande amigo Jodil, Maria das Graças Maldonado é ex-esposa do meu irmão Antonio Maldonado, foi ele o primeiro letrista da família tendo iniciado sua carreira na década de 60, foi ele meu incentivador e de outros membros da família para seguirmos essa carreira no mundo das Histórias em Quadrinhos.
    Um grande abraço de Marcos e Dolores Maldonado.

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