Capas Aurelio Galleppini – Edições Tex “Normal” nº 21 a 25

Por José Rivaldo Ribeiro *

Capa original - Tex nº 95 – Setembro 1968Tex nº 21 – Os Renegados de Virgínia City
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 95 – Setembro 1968
História: Tex nº 95/96 – La Carovana dell’Oro

Tex nº 21 – Editora Vecchi – Novembro 19721º – Tex nº 21 – Editora Vecchi – Novembro 1972

Inicialmente peço desculpas a alguns amigos e a todos aqueles que estavam acompanhando essa maravilhosa tarefa que me foi dada pelo meu Amigo português José Carlos Francisco, pois devido a alguns assuntos pessoais estive afastado, mas estou de volta para falar de capas e curiosidades sobre Tex e sua revista no Brasil!
Só mesmo a mente brilhante de um dos Mestres da Nona Arte para nos presentear com mais de 1000 majestosas capas, uma melhor que a outra, pois como já falei anteriormente a capa é o invólucro da revista, uma boa capa chama a atenção até de alguém que não colecciona determinada revista!
Para quem acompanha as aventuras do nosso Ranger, a capa de Tex nº21 lembra-nos algumas cenas de várias aventuras vividas por Tex e seu pards; esta capa ilustraria bem a edição Tex Ouro#35 – Oklahoma recentemente publicado; outra capa de Galep que ilustraria melhor “Oklahoma”, inclusive melhor do que o original seria Tex nº 182, se bem que explosões e incêndios sempre fizeram parte das capas de Galep.
A Vecchi… Ah a Vecchi!!! Como bem diz o nosso Editor actual: – “Sem a Vecchi não estaríamos onde estamos.”; mesmo com erros, cortes, capas mal pintadas, etc, etc, as revistas dessa editora são e ainda continuarão sendo as mais raras e valiosas no mercado dos coleccionadores; existem muitos leitores que só coleccionam Tex da Vecchi, isso deixa as revistas mais escassas e consequentemente mais raras e valiosas mesmo com as suas falhas. E por falar em falhas, voltando à capa em questão, não basta ser um expert para notar que o homem caído ao fundo, tem a cor da roupa igualzinha à do Tex. Sseria uma moda da época? É claro que não passa de uma coloração equivocada, pois mesmo na capa original a cor das roupas estão iguais. Outro aparte curioso desta capa é um “borrado” de verde na roda da carroça. Reparem que preenche exatamente a cabeça da letra “L” da palavra “La” da capa original.
Apesar de o título ter sido adaptado na tradução da primeira série, a edição segue exactamente a ordem italiana capa/história. Já a Editora Globo ignorou a capa, mas traduziu o título literalmente “A Caravana do Ouro”; nas traduções adoptadas pelas Editoras, o critério usado é mesmo a “linguagem do momento”, pois no decorrer dos anos todo idioma sofre pequenas modificações ou modismos; a Globo costumava colocar em português palavras como; estábulos, armazéns, e até nomes de cidades, a Vecchi costumava deixar no original (em inglês) assim como a Mythos o faz .
Os Renegados de Virginia City/A Caravana do Ouro, pode ser lida em: TX#21; TX2E#21; TXC#140/141/142 e TXEH#54.

Tex nº 21 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Janeiro 19792º – Tex nº 21 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Janeiro 1979

Cores totalmente modificadas comparando-se com a 1ª edição!
Quem teve a oportunidade e o privilégio de comprar directamente nas bancas as revistas novinhas, talvez tenha deixado passar despercebidos alguns detalhes que para muitos não têm muita importância. A reedição desta capa, por exemplo, foi nitidamente redesenhada em alguns pontos, Tex perde até o traço de Galep em comparação à primeira edição, a relva é refeita e como já mencionado, a Vecchi no final da década de 70, parece que tinha adoptado por sua conta uma cor azul para a camisa de Tex.
Ainda faltam bastantes capas para que eu chegue ao nº 94 (Pacto de Sangue), mas pelo motivo de existir um anúncio da chegada de Tex#94 às bancas e tendo em mão essa edição, eu achei interessante algumas diferenças entre a capa anunciada e a que foi de facto para as bancas e para quem não sabe, essa foi também a primeira capa de Tex desenhada por um brasileiro. È isso!!

Tex Coleção nº 137 – Editora Globo – Junho 19983º – Tex Coleção nº 137 – Editora Globo – Junho 1998

Capa Tex Nuova RistampaApesar de ser fora de ordem, na capa com as nova cores adoptada no “Tex Nuova Ristampa”, deixaram a capa bem mais bonita e tirando o código de barras, está perfeita!

Capa original - Tex nº 129 – Julho 1971.

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Tex nº 22 – O Corcel Sagrado

Publicação desta capa no Brasil: (Quatro vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 129 – Julho 1971
História: Silver Star

Tex nº 22 – Editora Vecchi – Dezembro 19721º – Tex nº 22 – Editora Vecchi – Dezembro 1972

Uma das mais intrigantes capas de Tex, em minha modesta opinião, só mesmo o genial Galep para dar um ar tão real a uma simples cena nocturna; a imagem de alguém tocaiando Tex impressiona-nos; aliás, cada detalhe da capa é impressionante; reparem na sombra projectada pelo fogo nos galhos e na roupa de Tex. Mas afinal não passa de uma simples imagem para ilustração de capa, afinal, quem é o sujeito de tocaia? Na história em questão não existe tal cena!
Esta edição é raríssima por ser a primeira revista de Tex especial com 210 páginas, pois depois desta, a cada seis meses a Vecchi lançava edições especiais de férias ou de Natal, sempre com mais páginas. A capa desta edição é plastificada e há páginas com textos sobre livros da própria editora.

Tex nº 354Outro facto curioso que eu não poderia deixar de fora deste artigo é sobre Tex nº 354, capa com arte de Claudio Villa; reparem na impressionante semelhança das cenas (veja ao lado). Cigarros de palha com imagem de TexPara quem ainda não sabe, essa mesma capa virou assunto de Tribunal aqui no Brasil, pois foi parcialmente reproduzida por uma marca de cigarros não muito conhecida e sem a autorização da SBE; a empresa tabaqueira perdeu e teve que recolher e modificar a embalagem; o cigarro continua à venda em algumas tabacarias, contudo a cena foi modificada, mas ainda lembra bem o Tex. Este maço de cigarros vazio ou não, é hoje um valioso item de coleccionador. Mas se geralmente os maços de cigarros vêm embrulhados em pacotes, nesse caso o “embrulho” também reproduz a capa de Tex#354 e isso também o torna um item coleccionável, ou não? Se é que isso existe! Outra curiosidade, esta capa (Tex#354) foi publicada no Brasil antes da Itália!
Em tempo
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Voltando a falar da raridade das revistas da Vecchi; que os nºs 1 a 37 são raríssimos devido à sua baixa tiragem, isso todo coleccionador já sabe, pois encontrá-las não é nada fácil; todo coleccionador também sabe que o formato desses números é um pouco maiors que o tradicional. Para ser mais directo, a Vecchi utilizou o (FP) Formato Pato (13.5×21cm) criado pela Editora Abril, em Abril de 1952, a partir do nº 22 da revista “O Pato Donald” e adoptado posteriormente por quase todas as editoras brasileiras. No disputado mercado das revistas, curiosamente os primeiros 37 números atingem valores estratosféricos; será também por causa da simples diferença de tamanho? Alguns coleccionadores afirmam que sim; não tem lógica!
O Espírito de Manitu/O Corcel sagrado, pode ser lida em: TX#22; TX2E#22; TXC#178/179 e TXEH#66.

Tex nº 22 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Fevereiro 19792º – Tex nº 22 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Fevereiro 1979

Cores totalmente modificadas, a primeira é inegavelmente bem melhor. A segunda edição, não teve 210 páginas, mas 192, a história não foi cortada, ocorreu que a matéria mencionada, não foi reproduzida na reedição.
Esta edição não publica o “Correio de Tex” talvez pela quantidade de páginas; afinal cartas em redacção de qualquer revista em quadradinhos, é apenas um termómetro de como anda a publicação.

Tex Coleção nº 73 – Editora Globo – Fevereiro 19933º – Tex Coleção nº 73 – Editora Globo – Fevereiro 1993

Cores bem diferentes das demais reedições desta capa.
A Editora Globo nessa época, não só na série Coleção, mas tambem na série Normal, estava ‘deturpando’ muito as cores das capas de Tex, neste caso com muito excesso de sombreamento. Reparem e comparem as diferenças entre TXC#179 e TXC#073. A edição traz a continuação da história “O Vale do Terror“ e nas últimas páginas o leitor pode ver fotos de “A galeria de Tex” – da exposição – A BALADA DE TEX que se realizou no Rio de Janeiro e em São Paulo (falarei mais tarde sobre tal exposição).

Tex Coleção nº 179 – Editora Mythos – Novembro 20014º – Tex Coleção nº 179 – Editora Mythos – Novembro 2001

Brilhantemente repintada, este número edita a segunda parte da história “O Corcel Sagrado/O Espírito de Manitu”. Sem os números impressos em cada quadradinho no final das páginas (vide 1ª ou 2ª edição), as edições originais não tinham mais o formato talão, porém os números nas páginas eram descrito no interior dos quadrinhos.

Capa original - Tex nº 84 – Outubro 1967Tex nº 23 – Tex, Vingador e Justiceiro
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 84 – Outubro 1967
História: Il Re Del Rodeo

Tex nº 23 – Editora Vecchi – Janeiro 19731º – Tex nº 23 – Editora Vecchi – Janeiro 1973

Nem precisamos prestar tentar atenção para termos a certeza de que nos primórdios da revista Tex, os títulos chamavam bem mais a atenção do que a cena de capa e este é um bom exemplo, mas, afirmo sem sombra de dúvidas que, qualquer leitor de Tex que se preze, não precisa de títulos gigantes ou capas impactantes para devorar uma historia. A propósito, o título “Vingador e Justiceiro”, não soa bem pra quem conhece o Ranger de hoje; para quem ainda não sabe ou mesmo algum veterano que esqueceu, nos primórdios de sua carreira (digamos assim), o famoso Ranger era uma mesmo uma espécie de justiceiro, era considerado um fora-da-lei. Nesse caso, o título adaptado pela Vecchi faz de fato jus ao seu passado. Esta capa mostrando Tex domando um cavalo selvagem é maravilhosa (são tantos os cavalos que aparecem nas capas e nas histórias de Tex que esta capa especial com Dinamite passa despercebida). Nesta edição, Tex narra uma história sobre o seu passado aos seus pards; como conheceu seu famoso cavalo Dinamite e claro como o ganhou num rodeio.
Portanto, esta capa tem tudo a ver com um trecho da história. A ilustração é belíssima, mas, mas por causa do espaço utilizado pela editora (SBE) pra ilustrar o preço, um pedaço da corda não aparece, (ver Tx2ª#149) o círculo cobre exatamente um pedaço da corda!
Em tempo: A aventura que abre a edição, é sem exagero, uma das mais importantes para os leitores que querem saber mais do passado do Ranger, é claro que tudo é contado pelo próprio Tex a Carson e Tigre e tudo que se irá ver são flashes do seu passado. É um pena que a Vecchi tenha cortado mais de 20 páginas desta épica história simplesmente para adaptar a quantidade de páginas e preço adequado; a melhor referência é mesmo lendo Tex Coleção e Tex Edição Histórica que trazem a história sem cortes; é claro que, se fosse às bancas conforme o original a história seria outra edição especial assim como a anterior, no caso edição de Natal e a editora quis “presentear” os seus leitores; talvez não quisesse repetir a dose em Janeiro e o jeito  mesmo, foi enganá-los!
Capa relançada curiosamente duas vezes na Segunda Edição pela Globo, o segundo lançamento sem nenhuma lógica; de qualquer forma foi o último suspiro da série.
Tex, Vingador e Justiceiro/O Passado de Tex, pode ser lida em: TX#23 TX2E#23; TXC#124/125/126 e TXEH#47.

Tex nº 23 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Março 19792º – Tex nº 23 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Março 1979

Cores modificadas, o resto da corda ficou de novo esquecida, mesmo numa capa redesenhada.
Em Tempo: Eu prefiro capas que façam de alguma forma referência às histórias, não necessariamente um quadro ou uma cena da aventura, mas uma cena que nos remeta àquela história lida. Na colecção Tex Edição Histórica compilada pela Globo e seguida pela Mythos, o desenhador/capista Claudio Villa abrilhanta o seu talento em capas espectaculares. A imagem desta edição é a reprodução fiel do terceiro quadradinho da página 135 (TEH) e página 145 (TX2ª). Sábia escolha, já que Galep já tinha usado Dinamite na ilustração da mesma história!

Tex nº 149 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Março 19883º – Tex nº 149 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Março 1988

Ultilizada em Tex Segunda edição nº 22 e 149, esta capa, curiosamente fechou, não com chave de ouro infelizmente, uma colecção que hoje é apreciada por muitos coleccionadores e desprezada por outros (eu sou um dos que aprecia), depois de reduzir o número de páginas e cortar partes das histórias a torto e a direita a  Globo resolveu findar esta colecção. Certamente não vendia mais como antes, e como poderia vender se a qualidade só caía? Pelo menos a história “O Anjo da Máscara de Ferro” foi concluída”.
Está aí algo que eu nunca entenderei mesmo. “Porque a Globo republicou esta capa?” Não faz sentido algum!! Acho que a editora, claro, já sabia que a revista seria cancelada. Até à edição nº 147 a revista mantinha 116 páginas, somente as edições 148 e 149 tiveram  84 páginas (incluindo as capas). Depois do “pulo” de Tex#135 e de ter fixado o numero de páginas, a série tornou-se uma verdadeira bagunça; o facto de ter dividido a última história em duas partes, tinha o propósito de reorganizar ou cancelar a colecção (uma vez que a série normal tem como numero 149 a história A Máscara de Ferro), sendo assim, apartir da edição 150 tudo “voltaria” ao normal. Eu fico com a segunda opção!
Em Tempo: Esta edição em si não tem muito de especial, mas é uma verdadeira raridade, bem como alguns números anteriores a este. Vale por ser muito bonita, por mostrar o pedaço da corda que ficou faltando e por finalmente utilizar cores actuais.
Capa Tutto TexSe o “Tutto Tex#84” é datado de Agosto 1990 e Tex Segunda Edição#149 é de Março de 1988,  isso significa que tivemos o privilégio de ver esta capa actualizada antes da Itália, ou estou enganado?
Mas fica aí outra questão (minha), se a SBE mandava fotolitos para a Globo porque a Vecchi redesenhava as capas da  Segunda Edição?

Capa original - Tex nº 86 – Dezembro 1967Tex nº 24 – O Misterioso Mister “P”
Publicação desta capa no Brasil: (Três vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 86 – Dezembro 1967
História: Rio Verde

Tex nº 24 – Editora Vecchi – Fevereiro 19731º – Tex nº 24 – Editora Vecchi – Fevereiro 1973

Quem já leu sobre Bonelli e Galleppini sabe bem que muitas cidades e lugares comentados nos quadradinhos de facto existem ou existiram, como é o caso do título (Rio Verde – Green River) citado nesta capa.
Sabemos que a Globo republicava desordenadamente as suas capas na série Tex Coleção, porém, seguindo o seu ‘padrão’, algumas capas foram publicadas duas vezes em Tex ‘normal’ mesmo, ou seja, na mesma série, e é claro, fora de ordem. É o caso de Tex #273 que reproduz a capa do nº 24. Esta e algumas outras que ainda estão por vir; não tenho certeza, mas imagino que devia ser por falta de material inédito.
Em tempo: O Misterioso Mister “P”, trata-se de uma bela caça ao bandido nos moldes Tex e Carson que já conhecemos; a Vecchi dificilmente usava os mesmo títulos das capas originais italianas, criavam ou escolhiam títulos com mais impactos para os olhos dos leitores; certamente “Rio Verde”, título original desta capa, não soasse bem e eu até concordo; também, não havia a mãe net para dar-lhes preciosas informações como estas.
O Misterioso Mister “P”, pode ser lida em: TX#24; TX2E#24; TXC#128/129 e TXEH#49.

Tex nº 24 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Março 19792º – Tex nº 24 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Março 1979

Cores modificadas: da camisa e fundo azul. Confesso que as cores desta capa estão melhores adaptadas do que mesmo as da primeira edição. O Misterioso Mister “P” foi uma óptima escolha da Vecchi para ilustrar a capa, e não é adaptação, é tradução literal mesmo; a SBE preferiu utilizar “Rio Verde” da aventura anterior, pois a história   Il misterioso Mister ‘P’, tem início na página 32 de TEX#86 italiano.

Tex nº 273 – Editora Globo – Junho 19923º – Tex nº 273 – Editora Globo – Junho 1992

Cores modificadas. Em minha opinião a Globo acertou em cheio nas cores desta nova versão de capa; notem que o fundo da capa original é verde e manteve-se na mesma cor nas três séries italianas; eu desconheço horizonte verde! Mas não sei o critério usado na época, hoje as capas são bem rebuscadas, alguns horizontes até parecem fotografias; maravilhas da tecnologia!
O título desta capa “Pegadas na Areia”, talvez seja pela imagem que foi escolhido, pois encaixa direitinho, afinal Tex está dentro de um rio com o seu cavalo e ao saírem deixarão as pegadas na areia. É um palpite!

Capa original - Tex nº 83 – Setembro 1967Tex nº 25 – A Lança Sagrada
Publicação desta capa no Brasil: (Duas vezes)
Esta capa segue a ordem original italiana!

Capa original: Tex nº 83 – Setembro 1967
História: L’enigma della Lancia

Tex nº 25 – Editora Vecchi – Março 19731º – Tex nº 25 – Editora Vecchi – Março 1973

Confesso que não sou muito fã de capas onde aparecem sangue, tortura, cruzes, cadáveres ou coisas do género; coisa minha! Aos 12 anos conheci o fabuloso mundo dos quadradinhos; tardiamente confesso eu; ops! Não aqui, isso fica para uma certa entrevista; para uma criança (diga-se criança alguém com menos de 12 anos), armas de fogo, ou mesmo brancas quando utilizadas, tortura, dor, guerras, tiros, sangues, sexo, devem passar longe dos quadradinhos e por esse motivo esse tipo de revistas são tidas como “infantis” (o que não é o caso de Tex). A morte é citada de forma mais informativa, eu diria, dor, só de dentes ou de barriga ou quando aparece tem um sentido mais inocente, como nas aventuras de Penadinho, Gasparzinho, Mônica, Luluzinha etc. Mas isso não quer dizer que crianças com menos de 12 anos não leiam Tex.  Eu lembro-me de uma história do Ranger que me deixou arrepiado, um sanguinário bandido torturava até à morte outro bandido que sequestrara um garoto, o torturador sentia prazer em ouvir os gritos de dor enquanto escalpelava a sua face com uma faca e, só se ouvia, ops, se lia, os gritos de dor do torturado; brilhantemente o desenhador não mostrava detalhes.
Esta capa não deixa de ser espectacular; mas vamos esclarecer um facto, seria bem mais fácil falar de capas e histórias se as editoras tivessem seguido alguma ordem correta, seja de capas ou histórias; que me perdoem os amigos, mas não seguir nenhuma ordem, enfim…
Em tempo: A Lança Sagrada”, Tex#25, belíssima história de Letteri, aliás, utiliza a ilustração da capa do Tex #083 italiano; por incrível que pareça a imagem de Tex observando essa/e cruz/túmulo, pertence à famosa história “Tex Contra Búfalo Bill” (no Brasil Tex#28) concluída nas primeiras páginas do Tex#083 italiano. O defunto da capa é o bandido Jed, caçado por Tex , Tigre e Búfalo Bill; da página 8 à 114 começa “O Enígma da Lança / A Lança Sagrada (que abre e fecha a edição nº 25 brasileira) e nas últimas 15 páginas dessa, dava-se início a história “O Passado de Tex”. Outro facto curioso desta capa,  é que ela nos faz lembrar aquela capa em que Tex observava o túmulo de sua amada Lilith; e mesmo pela forma como ele observa a cruz, parece que ali jaz um amigo, se bem que Tex respeita a morte e seus adversários.
A Lança Sagrada/O Enigma da Lança, pode ser lida em: TX#25; TX2E#25 TXC#123/124 e TXEH#48.

Tex nº 25 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Abril 19792º – Tex nº 25 – Segunda Edição – Editora Vecchi – Abril 1979

Cores ‘de novo’ absolutamente diferentes da primeira série.
Este número além do Correio do Tex, trás também Classificados do Tex, uma espécie de feira para quem queria trocar, vender ou comprar revistas do personagem.

Capa Tutto TexNem roxo ou azul, muito menos cor-de-rosa; a cor definitiva de fundo desta capa é um alaranjado tipo fim de tarde, versão essa que nunca foi publicada no Brasil.


* José Rivaldo Ribeiro é um grande coleccionador brasileiro de banda desenhada, tendo participado activamente de pesquisas para edições, blogues e sites referentes a BD de diversos géneros!
Considera-se um crítico de banda desenhada e é também leitor e coleccionador de Tex.

3 Comentários

  1. Parabéns Rivaldo pelo belo trabalho.
    Vc reparou, na capa do TEX 2ª EDIÇÃO 149 e TUTTO TEX 84 há a assinatura do GALEP? Nas edições anteriores, tal assinatura não aparece!
    Abraço

    Jesus Ferreira

  2. Caro Jesus, obrigado pelo elogio!

    Nas capas mais antigas de Tex da 1ª edição não aparece a assinatura de Galep, bem como na maioria das capas da segunda edição; temos como exemplo o nº23 das duas séries, onde não tem assinatura em nenhuma. Já o Tutto Tex nº84 possui assinatura.
    Até a proxima!!
    Rivaldo

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