Antevisão Tex 561 desenhado por Pasquale Del Vecchio

O blogue português do Tex, divulga em antestreia, 2 páginas do próximo Tex italiano, o nº 561, a ser lançado no próximo dia 7 de Julho, com o título ”Soldi sporchi”.
Argumento e roteiro de Claudio Nizzi, com desenhos de Pasquale Del Vecchio que se estreia no mundo de Tex Willer e capa de Claudio Villa.

No deserto, um pouco a sul de Gila River, uma patrulha do exército que devia transportar a Forte Gila o pagamento dos últimos meses, foi assaltada e os seus homens brutalmente assassinados e depois escalpados. Os traços deixados pelos cavalos dos assassinos, fazem pensar numa emboscada feita pelos índios da região, mas o facto de também ter desaparecido o dinheiro, faz desconfiar Tex e Carson que, iniciando a investigação, convencem-se que por detrás do massacre se possa esconder a avidez dos brancos, mais que a ferocidade dos índios…

Prancha 1 de Pasquale Del VecchioPrancha 2 de Pasquale Del Vecchio
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Descobrir o traço gráfico de Del Vecchio no próximo fumetto de Tex, fará seguramente felizes quantos perguntaram a Sergio Bonelli, com uma certa apreensão, que fim teria tido – do ponto de vista profissional, obviamente – este jovem cartoonista que no passado colaborou com a série Napoleone, encerrada em Julho de 2006. E precisamente nas histórias do detective entomologista criado por Carlo Ambrosini, Pasquale Del Vecchio demonstrou ter alcançado plena maturidade profissional.

Pasquale Del VecchioNascido em Manfredonia, na província de Foggia, em 17 de Março de 1965 e diplomado em Arquitectura em 1992, dá os primeiros passos no mundo da banda desenhada já depois da maturidade científica, com a publicação de algumas pequenas histórias de banda desenhada na revista “1984”. Colabora, além disso, com “Il Giornalino” e transforma em imagens, para a editora Baldini, as aventuras em África de Walter Bonatti. Em 1991, desenha com Davide Tuffolo a história “Memphis Blue”, com argumento de Daniele Brolli e publicada em “Cyborg”.

Poucos anos depois, entra em contacto com a Sergio Bonelli Editore, que o recruta para o universo policial de Nick Raider, se bem que a primeira prova bonelliana de Del Vecchio tenha sido uma história para “Zona X” permanecida inédita. A sua estreia oficial, portanto, acontece em 1993, quando ilustra um episódio do detective nova-iorquino (“Duri a morire”), com texto do grande Gino D’Antonio.
Em seguida, entra no staff de Napoleone, ainda que dois anos após se empenhará novamente na série “Zona X”, com um episódio assinado por Pier Carpipara, para depois passar, como já dissemos anteriormente, à de Tex.

“O western foi sempre uma minha paixão desde quando era criança”, diz Del Vecchio. “Tex era a minha personagem preferida, juntamente a Zagor, à série História do Oeste e a Ken Parker. Posso dizer que era um estudioso do Oeste (gabava-me de conhecer até algumas palavras na língua dos Sioux Lakota), e devorava um após outro, todos os romances que saíam numa colecção de livros de bolso, da editora Longanesi, numa inconfundível série de capa verde; ali encontrei escritores como Louis L’Amour e Gordon D. Shirreffs, dos quais recordo em particular algumas histórias ambientadas num perdido fortim em território Apache.

O Tex de Pasquale Del VecchioQuando na época dava na televisão um filme western, para mim era dia de festa nacional! Em torno dos doze, treze anos descobri outro tipo de revistas (por exemplo os super-heróis) e as várias experiências profissionais levaram-me para longe do Selvagem Oeste. Com efeito, o trabalho com Nick Raider foi a minha escola: eu sou um desenhador realista e não me desagradavam as suas aventuras metropolitanas, que me recordavam as atmosferas de telefilmes dos anos setenta, como “Sulle strade di San Francisco”. Com Nick Raider aprendi a não me exceder nos detalhes do ambiente, a não me concentrar demais nos particulares, perdendo de vista ao mesmo tempo o principal da vinheta. Mostrar quanto somos bons, por vezes, pode ser pernicioso.

Com Napoleone, pelo contrário, diverti-me porque pude mover-me sobre dois planos diversos, um realista e um lírico… A história de Tex que estou a terminar por estes dias desenvolve-se no Deserto de Gila, e, no início vi-me em situação delicada, porque não sabia bem como “dosear” os pretos e brancos naqueles fundos ora planos, ora rochosos, ofuscantes devido ao sol. Para a documentação revi os livros de um artista do Oeste que tinha idolatrado muito no passado, Frederic Remington e procurei os DVD di grandes obras cinematográficas, desde “Ombre rosse” a “Il massacro di Fort Apache”, que podiam ajudar-me a render melhor as várias sequências. Em suma, posso dizer, que graças a Tex, rememorei um sonho, que finalmente se realizou”.

Agradecemos à organização do XVI Salão Internacional de Moura, o MouraBD2007, por ter permitido a obtenção das fotografias, durante a exposição dedicada à nova vaga dos desenhadores de Tex Willer.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

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