(A lenda de) TEX recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (2018 – 2.º semestre)

Por Isabel Santos e Orlando Santos Silva

O Plano Nacional de Leitura 2027 divulga no seu portal, os livros recomendados do 2.º semestre de 2018. As sugestões de leitura incluem temas variados e destinam-se a públicos diferenciados – crianças, jovens e adultos.


Os livros apresentados resultam de uma selecção prévia feita pelas editoras, posteriormente apreciada por um conjunto de especialistas independentes, de reconhecido mérito e qualificação nas diferentes áreas.
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Este processo decorre de acordo com o seguinte calendarização:
1 de Janeiro a 10 de Maio (a divulgar em Julho);
1 de Julho a 10 de Novembro (a divulgar em Dezembro).
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Os títulos recomendados são publicitados através de um catálogo, proporcionando uma pesquisa e acesso mais flexíveis e eficazes a todos os utilizadores e uma descrição bibliográfica mais completa das obras.
A selecção deste corpus, adequado à idade, ao nível de leitura e interesses dos leitores, obedece, essencialmente, aos seguintes  critérios:

Mérito literário – O texto apresenta marcas de originalidade temática e discursiva, sinais de novidade e criatividade e, ainda, correcção linguística.
Rigor científico – Formulação discursiva com rigor científico, em termos conceptuais e metodológicos; relevância de temáticas interdisciplinares e multidisciplinares, bem como de aplicação prática dos conhecimentos científicos.
Dimensão estética – Articulação entre o texto e imagem; qualidade do trabalho de edição; a ilustração oferece marcas de originalidade e de criatividade e contribui para a educação plástica do leitor.
Qualidade de tradução, se aplicável – O texto traduzido respeita o espírito da obra original e do seu contexto cultural.


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Pois bem, Tex Willer, mais precisamente o livro “A lenda de Tex”, número 1 da Colecção Bonelli Portugal, lançamento da Editora Levoir e do Jornal Público, em Abril de 2018, preenche os requisitos acima e está inserido no Plano Nacional de Leitura “Ler+” no escalão para Maiores de 18 anos, através da selecção de livros recomendados no 2º semestre deste ano.

Motivo pela qual, grande parte das bibliotecas portuguesas já tem no seu catálogo “A Lenda de Tex”, uma vez que as bibliotecas compram os livros dos seus acervos, utilizando vários critérios: Qualidade, por autor, por pedido de leitores, etc, mas um principais critérios é estar no Plano Nacional de Leitura.

Prova disso mesmo é a Rede de Bibliotecas de Lisboa, onde já se encontra disponível para leitura “A Lenda de Tex”, como se pode ver de seguida:

A Lenda de Tex disponível na Rede de Bibliotecas de Lisboa

A Lenda de Tex disponível na Rede de Bibliotecas de Lisboa

Tex– A Lenda de Tex
Argumento: Manfredi, Burattini, Rauch e Ruju
Desenhos: Biglia, Rubini, Bocci e Tisselli

Este volume recolhe quatro histórias a cores publicadas originalmente na revista Color Tex: O Último da Lista, escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Stefano Biglia; O Mescalero sem Rosto, com argumento de Jacopo Rauch e arte de Alessandro Bocci; Chupa-Cabras!, com texto de Moreno Burattini e grafismo de Michele Rubini; e Desafio na Velha Missão, em que Sergio Tisselli ilustra magnificamente a aguarela uma trama concebida por Pasquale Ruju.


Apesar de díspares, estas quatro histórias são (mais) quatro contributos para a lenda de um herói de papel e, pela sua diversidade gráfica, narrativa e, apesar de tudo, temática, um bom cartão de apresentação para quem ainda não conhece Willer. Tex Willer.

Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir… E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

Não é muito diferente do que acontece com outras actividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas actividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores… Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.

Setembro 2018  |  Plano Nacional de Leitura 2027

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

5 Comentários

  1. Mais uma honraria para o nosso Tex! Sempre a somar. Esperemos que seja um incentivo para os nossos jovens poderem apreciar as histórias do nosso herói.

  2. Isso me deixa muito honrado em compartilhar da leitura desse nosso grande herói. Viva Tex. Obrigado Zeca!

  3. Porque banda desenhada
    Também é Literatura
    Tex traz em suas páginas
    História e muita cultura
    E, assim, foi recomendado
    Pelo Plano de Leitura!

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