Um Ranger para Tito Faraci!

EvasioneO blogue do Tex apresenta na nossa língua, uma interessante entrevista feita recentemente pela Sergio Bonelli Editore no seu site, ao argumentista Tito Faraci que acaba de se estrear oficialmente como argumentista de Tex esta semana através da edição 558 (Abril 2007) de Tex, numa história dividida em dois álbuns, intitulada “Evasione”, desenhada pelo espanhol José Ortiz.
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Chegada às bancas italianas nestes dias, “Evasione”, a primeira parte de uma aventura em duas partes que vê Tex em sérias dificuldades, forçado a estar sujeito a uma imunda chantagem para salvar a vida de Kit Carson. Quem meteu o Ranger nestes sarilhos com esta história foi Tito Faraci, recém regressado da bem sucedida primeira série Bonelliana, Brad Barron. Aproveitamos uma sua recente passagem na redacção para nos revelar algo dos bastidores da sua estreia como argumentista no mundo de Tex.

Tex de Ortiz em acção

Depois de Nick Raider, Dylan Dog e Brad Barron continua a tua colaboração bonelliana encarando um “monstro sagrado”. Como sentiste a confrontar-te com o Ranger?
Com muito respeito, muita paixão e também um pouco de medo. Confrontei-me com um mito, sabendo bem, que teria todos os olhos em cima de mim. Foi difícil começar, ganhar a coragem para escrever a primeira vinheta. Além disso, com Tex deves parar frequentemente para colocar algumas perguntas. Porque entre as dez mil coisas que o Ranger pode fazer, numa determinada situação, sentes que somente uma é aquela verdadeiramente certa. Ás vezes basta pouco, para ser realmente ele mesmo: um compasso, um gesto, um olhar. E para decidir qual é não basta somente a razão, recorre-se também ao instinto. O coração porventura antes do cérebro.

Arte de Ortiz

Que diferenças existem ao escrever para heróis modernos como Nick, Dylan e Brad com relação a uma personagem com quase sessenta anos de história às costas? Tiveste que te preparar longamente, talvez até fazendo uma revisão das lições de Gianluigi Bonelli?
Sim, as lições de Gianluigi Bonelli foram o meu ponto de partida. E por certo a direcção também da chegada. Antes de começar, fiz uma enorme (e emocionante) revisão. Em todo o caso, penso dar-me bem com um certo tipo de heróis e histórias clássicas. Assim aconteceu com Mickey e Diabolik, por exemplo. Se bem que nenhum deles é como Tex.

Ortiz em Evasione

Como nasceu o argumento de “Evasione” e “Minuti contati”? Em que coisa pensas que resida, sem revelar demasiado do conteúdo, a originalidade desta aventura?
Se é um renovamento, foi seguramente feito no respeito da tradição. É uma história muito clássica, onde procurei dar um ritmo muito veloz, premente. Sem um segundo de tréguas nem para Tex nem para os leitores.

Quais são os teus projectos futuros? Veremos novamente uma história de Tex assinada por ti ou foi somente uma experiência para te avaliares com qualquer coisa de diferente? E Brad Barron? Como procede o especial prometido no fim da mini-série?
Mesmo se não deixo de me sentir ainda em exame, há muito Tex no meu futuro. Neste momento outras quatro histórias estão em várias fases de produção. Quanto a Brad Barron, terminei o roteiro de um primeiro álbum especial, de cerca de 240 páginas. E um outro comprido também, começarei em breve. Não se tratará de uma continuação da mini-série mas de outras histórias, autónomas, tendo como protagonista a mesma personagem.

Prancha de Evasione

Tradução e adaptação de José Carlos Francisco.

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