Tex Willer em 2008

Carlo Monni e José Carlos FranciscoDo nosso colaborador italiano, Carlo Monni (que vemos na foto ao lado, com José Carlos Francisco), recebemos um texto sobre a programação editorial dedicada ao Tex, pela Sergio Bonelli Editore neste ano de 2008, texto que nos apressamos a dar conhecimento a todos os frequentadores do blogue do Tex!

Aproveitando o início do ano e o facto de já estar definida praticamente a 100% a escala das histórias do ranger em 2008 pela Sergio Bonelli Editore e que só qualquer imprevisto pode levar a alguma alteração, aproveito para fazer uma análise preventiva do que nos espera em 2008.

Inicio dizendo que pela primeira vez em muitos anos, quase todas as histórias que veremos publicadas em 2008 estão já terminadas no momento em que escrevo este texto ou o serão dentro de poucas semanas no máximo. Como referi, tal não acontecia há anos e tal facto permitirá seguramente à redacção gerir a saída das histórias com mais tranquilidade.

Quanto às histórias, vamos então dar um rápido olhar a cada uma delas, na exacta ordem de aparição, propondo também (ou exclusivamente na maioria dos casos) em azul o título de trabalho, se conhecido.

2008

Pranchas de Rossano RossiJaneiro/Fevereiro – Tex n° 567/568: Nizzi & Rossi
Dieci anni dopo” (“Inferno nella Terra Promessa“).
220 páginas. Estreia de Rossano Rossi na série regular. Retorno dos quakers de ”Terra Prometida” (Tex’s brasileiros nº 95, 96 e 97)

Janeiro – Almanacco del West 2008: Ruju & De Vescovi
La palude nera” (“Sfida a Black Marsh“).
110 páginas. Uma outra estreia, desta vez Franco Devescovi, desenhador triestino, já veterano, que retorna ao género western depois de 25 anos de pausa.
No argumento, não teremos uma estreia, mas um retorno: Pasquale Ruju.
Os protagonistas da história são os cajun, pescadores da Louisiana de origem (e língua) francesa.

Março/Abril/Maio – Tex nº 569/571: Nolitta/Boselli & Ticci
Buffalo Soldiers“.
291 páginas. História que nasce de uma ideia que Sergio Bonelli teve no longínquo 1993. O texto é de Boselli e os desenhos de Ticci. A história tem como protagonistas os célebres Buffalo Soldiers (soldados de cor). Visto o team criativo, o tema, a ambientação, direi que se candidata a ser a história do ano.

Maio/Junho – Tex nº 571/572: Boselli & Garcia Seijas
Il killer“.
139 páginas. Num texto como habitualmente de Boselli, eis a estreia de Ernesto Garcia Seijas (já visto, recentemente no Almanaque Tex nº 33 no Brasil) na série regular. O mencionado título de trabalho será seguramente alterado, não podendo ser o título do álbum, visto que títulos com a palavra “killer” ou ”killers” existem já diversos.

Pranchas de Lucio FilippucciJunho – Texone n° 22: Nolitta/D’Antonio & Filippucci
Nenhum título conhecido.
224 páginas. Obra, infelizmente, única de Gino D’Antonio, baseada, ao menos em parte, numa ideia de Sergio Bonelli/Guido Nolitta, concebida no distante ano de 1993. Desenhos de Lucio Filippucci, também ele estreante em Tex depois de vários anos de honrada militância em Martin Mystere. É seguro que esta história retornará a qualidade(na verdade ultimamente demasiado baixa) dos  Texoni.

Julho/Agosto – Tex nº 573/574: Boselli & Font ou então Faraci & Cestaro
Il vento“.
220 páginas. A premiada assinatura Boselli (ainda ele) & Font traz-nos uma aventura a qual fará de um tornado ou qualquer coisa de semelhante, o tema central.
Nota: Caso venha a ser terminada em tempo útil, no lugar desta história pode ser, pelo contrário, “Lo sceriffo indiano“, obra há longo tempo esperada de Faraci e os irmãos Cestaro. A história, como indicia o título provisório, tem como singular protagonista um xerife índio.

Setembro – Tex nº 575: Nizzi & Civitelli (a cores)
La missione Assediata“.
110 páginas. História colorida, celebrativa dos 60 anos de Tex, com texto de um Nizzi surpreendentemente mais em forma do que ultimamente (não que o desejo muito). Um longo flashback com Lilyth como actriz de luxo (ambientada pouco depois da conclusão da história – Pacto de Sangue – Tex brasileiro nº 94) e a participação também de Dinamite e ainda de Flecha Vermelha, Ta Hu Nah e… Satã.
A história não será uma obra-prima, mas eleva-se decididamente da média nizziana dos últimos tempos e os desenhos de Civitelli fazem o resto.

Outubro – Maxi n° 12: Faraci & Diso
Nenhum título conhecido.
Por volta de 330 páginas.
Que será o Maxi de 2008 afirmou o próprio Diso em Lucca e ele deverá saber o que diz. De resto soube que a redacção dá a prioridade a uma história de um autor estreante como Faraci, que de outro modo em 2008 corre o risco de não ver publicada nenhuma história este ano.

Pranchas de Bianchini & SantucciOutubro/Novembro/Dezembro – Tex 576/577/578: Boselli & Bianchini/Santucci
L’alchimista“.
330 páginas. Boselli (sempre ele) confecciona uma história de intrigas e mistérios tendo como pano de fundo a cidade de New Orleans, onde veremos o retorno de Nat Mac Kenneth, coadjuvado optimamente das estreias (de novo? Mas todos chegam a Tex este ano? – risos…) de Marco Santucci (lápis) e Marco Bianchini (arte-final).

Ao menos em teoria, prevê-se um ano bem diferente dos anteriores. Duas coisas parecem claras para este 2008 (e a mesma tendência deverá repetir-se também nos próximos anos): uma é a clara predominância de Boselli, que parece enfim ficar consagrado como escritor principal de Tex e a outra é o drástico redimensionamento (para não chamar outra coisa) de Nizzi.
De uma coisa penso estar certo, que também os novos autores, especialmente os argumentistas, nos farão continuar discutir, mesmo que a alguns eles apreciem mais e a outros menos, como de resto é justo que assim seja. Serão todavia discussões vivas e vivazes, bem diversas das cansadas e resignadas discussões das últimas histórias de Nizzi. Ou estarei enganado?

Texto de Carlo Monni (traduzido e adaptado por José Carlos Francisco)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

5 Comentários

  1. Parabèns pela tradução que você fez sozinho a altas horas da madrugada… e pelo conteúdo, graças ao Carlo Monni que fez um bom trabalho.

  2. Não está enganado!… Acho que o NIZZI já deu o que tinha de dar… infelizmente! (ou felizmente para alguns…).

    Agora uma coisa que me deixou intrigado foi que os Tex’s de Março/Abril/Maio (2008 – Itália), terão: 291 páginas… Isso quer dizer que, depois de muito tempo teremos uma estória terminada no meio da revista… será que os leitores vão gostar? (Acho que não!)
    Dionísio H. de Araújo

  3. Obrigado pela parte que me toca, Gianni… mas com um professor como você, torna-se fácil aprender o seu belo idioma. Quanto às horas, realmente já recebi o texto de madrugada, mas nem por isso deixou de ser traduzido e editorado devido à sua importância 😉

  4. Pard Dionísio, eu penso que sim, porque tem havido muita gente dizendo que a “culpa” das histórias estarem um pouco fraquinhas nos últimos tempos é precisamente devido a ter um número exacto de páginas. Eu pelo menos tenho saudades de ver as histórias terminarem quando tiverem que terminar e não no final da revista somente por ter que ser assim 😉

  5. Uma autêntica revolução é o que promete o ano 2008, ano em que a personagem completa 60 anos. Não só nos desenhos, o que já se previa, mas também nos textos: Nolitta volta a escrever o que para mim é uma excelente noticia e divisão dos textos por vários argumentistas também.

    Sérgio Sousa

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