Tex Série Normal: Intriga em Santa Fé

Explosivo NaturalArgumento de Claudio Nizzi, desenhos de Fabio Civitelli e capas de Aurelio Galleppini.
Com o título original Intrigo a Santa Fe, a história foi publicada em Itália nos nº 393 a 395 e no Brasil pela Editora Globo nos nº 304 a 306 e pela Mythos Editora no Tex Especial de Férias nº 5.

Tex e Carson testemunham a perseguição que um grupo de homens faz a dois agentes da Pinkerton. No entanto, os dois rangers não vão a tempo de salvar os homens da Pinkerton e até são alvo de uma emboscada preparada pelos assassinos, conscientes que não poderá haver testemunhas do seu acto.

Tex e Carson logram abater quase todos os homens do grupo, com excepção de um que consegue fugir e chegar a Santa Fé. Os rangers também se dirigem a esta cidade, porque sabiam que os homens da Pinkerton encontravam-se aqui a investigar um caso de assaltos a comboios.

Alvo O PresidenteMas nos meandros da política de Washington prepara-se um complot com o objectivo de abater o Presidente Ulisses Grant durante a sua próxima visita, precisamente a Santa Fé.
Bem construída, mas sobretudo bem desenvolvida, Intriga em Santa Fé leva-nos aos meandros de uma conspiração política plena de suspense e sempre em ambiente de crescente tensão dramática.
Toda esta envolvência que mistura a realidade com ficção acaba por trazer dose acrescida de curiosidade, tensão e interesse por parte do leitor.

Nizzi utiliza personagens da História, a começar no próprio Presidente dos Estados Unidos Ulisses Grant, mas também o agente índio Ely “Donehogawa” Parker e Mac Parland da agência de detectives Pinkerton. O autor vai mais tarde recuperar a mesma envolvência entre ficção e realidade histórica em “Os Assassinos de Lincoln”.

Queima de ArquivoCivitelli tem aqui um trabalho de grande fôlego, não só porque a aventura é extensa, mas também pelos cenários onde decorre e no ritmo empregue. O autor está perfeitamente à vontade na construção texiana e das personagens, logrando desenhar páginas de rara beleza e intensidade dramática.

Toda a cena da emboscada na ponte fica nos anais da história texiana, porque a juntar ao elemento cénico, Civitelli utiliza planos e ângulos que conseguem transportar o leitor para outros patamares, no fundo como se estivéssemos a viver a carga dramática latente.

Toda a cena do incêndio na cabana ou a captura do atirador furtivo durante a visita de Grant contribuem também para um trabalho que fica na memória de todos os que apreciam a série. Desenhador urbano por excelência, Civitelli passeia toda a sua arte pelas ruas de Santa Fé ou pelos corredores dos seus edifícios, mas mantendo também elevada qualidade nos outros cenários da aventura, denotando uma energia nas planícies do oeste que poucos sabem interpretar.

Texto de Mário João Marques

2 Comentários

  1. Consegui adquirir um exemplar desta revista no salão Moura BD e estou perfeitamente de acordo com todo o texto! Civitelli tem aqui um dos seus melhores trabalhos, sem dúvida. Excelente na técnica do preto e branco, fantásticos planos, ritmo alucinante… Grande Civitelli!

  2. Carlos,
    Civitelli é um dos grandes desenhadores de sempre de Tex e foi com bastante pena minha que não pude estar presente quando ele se deslocou a Moura.
    Um grande abraço e obrigado pelo comentário.
    Mário Marques

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