Tex Série Normal: A Volta de Montales

Tex 104Argumento de Gianluigi Bonelli, desenhos e capas de Aurelio Galleppini.
Com o título original Il ritorno di Montales, a história foi publicada em Itália nos números 137 a 139 em 1972 e no Brasil, pela Editora Vecchi, nos números 104 e 105.

No México, o general Carranza planeia um golpe de estado contra o governo. Montales, agora metido na política e no governo, descobre os seus planos. Por isso, Carranza pretende liquidá-lo, mesmo que isso o leve a contratar um bando de bandoleiros para efectuar o serviço. Tex e os pards, juntamente com Pat Mc Ryan, vão ao México em auxílio do velho lobo, gerando-se uma verdadeira batalha em pleno Rio Grande.

Montales.
A personagem de Montales é uma das mais queridas dos leitores e por esse facto aparece regularmente em aventuras mais ou menos marcantes. Esta é uma delas, depois da sua primeira aparição em “Mefisto”. Montales funciona como alguém com cunhos idealistas, alguém que luta por causas e por isso facilmente identificável com o próprio Tex, a quem o mexicano recorre muitas vezes para o ajudar nas lutas políticas com que, de quando em vez, tem que lidar.

Esta é mais uma dessas aventuras que retrata a dificuldade histórica que o México teve que enfrentar pela governabilidade, uma aventura que constitui uma verdadeira uma epopeia, uma história forte, protagonizada por homens verdadeiros, com honra, lealdade e um forte sentimento de amizade que os une entre si.

Tex 105É uma história feita de momentos fortes, mas a verdade é que aquele que poderia transpirar mais emoção, o reencontro entre Tex e Montales após 20 anos, acaba por ser cortado do enredo. Bonelli cria a atmosfera, convida o leitor a presenciar e ansiar o acto, mas opta por não o apresentar, saltando mesmo na trama narrativa.

Bonelli escreve aqui uma bela história, apesar de lhe faltar outros desenvolvimentos, remetendo-se quase tudo à resistência do grupo de Tex e de Montales às investidas dos homens do general Carranza. Sem tempos mortos, a aventura vale sempre mais pela emoção das lutas e das estratégias do que pela imaginação em desenvolver outros caminhos que provavelmente a condimentariam ainda mais.

Texto de Mário João Marques

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