Póster Tex Nuova Ristampa 283

Póster Tex Nuova Ristampa 283

Nesta dramática ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos o grande chefe sioux Ska-wom-dee, perante o olhar silencioso de Tex Willer e Kit Carson, prestando uma última homenagem ao seu filho Hayoka, morto no assalto ao Forte Whoop-Up, o covil de uma quadrilha de caçadores de peles, chefiada por Jason Ducaux, que tinha criado um vasto comércio clandestino de whisky adulterado.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “La strage di Red Hill” de Guido Nolitta e Alberto Giolitti & Giovanni Ticci (Tex italiano #431 a #435).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

5 Comentários

  1. Oi Zecão, claro!

    Bom, essa história foi publicada em Itália por volta de 1997.
    Nessa época eu trabalhava na área financeira de uma Empresa local e, por ser ela uma multinacional – apesar de estar situada no semiárido nordestino – nós tínhamos contato com o mundo e, calhou de comprarmos uma máquina empacotadora da Itália. O interessante é que essa máquina foi desenvolvida por um engenheiro recém-chegado em Brasil, que depois de uma separação conturbada apaixonou-se pelo litoral Pernambucano, de modo que não mais quis regressar à Itália. Pois bem, ele projetava, desenvolvia, instalava e dava consultoria do como utilizar a máquina e, bonachão do jeito que só ele sabia ser, cativou a todos na empresa. Como eu era o responsável pelos pagamentos, terminei por conhecê-lo no momento do pagamento da primeira parcela, mas, o interessante é que nesse momento eu estava a reler, pela enésima vez, o número 135 de Tex – A Mão Vermelha e, no momento que o Mário Dalpane chegou à minha sala para apanhar seu pagamento, o exemplar estava sobre a minha mesa, ao que ele imediatamente percebeu e comentou, que lia Tex quando estava em Itália, aliás, tinha deixado para trás uma coleção completa e que tinha aquele exemplar, sendo ele o primeiro da série. Nos esquecemos, pois, por um momento do pagamento e ficamos a falar de Tex, tendo eu por fim presenteado a ele com o exemplar. Apesar da sua relutância em aceitar. Mas, depois que lhe expliquei que em Brasil, diferente de Itália, aquele não era um exemplar tão raro, ele aceitou, firmando a promessa de que ao visitar a Itália me traria um Tex italiano.
    Não levei aquilo a sério e segui a vida.
    Creio que um ano depois, ou pouco menos que isso, regressa à Empresa o Mário Dalpane. Cabisbaixo, triste, devastado, pois, estava a regressar de Itália, onde há pouco tinha enterrado seu único Filho, que da altura dos vinte anos tinha se ido, vítima de um acidente automobilístico.
    Outra rasteira que a vida dava no engenheiro Mário Dalpane.
    Conversamos um pouco a respeito, eu sem saber bem o que lhe dizer, mas, sendo um Pai recente de dois Filhos, sabia o que era o amor paterno, então, de certa forma, imaginava a dor que ele sentia.
    De repente o Mário me surpreende abrindo a sua mochila e me entregando o exemplar do Tex Italiano # 435 – Il prezo dela vittoria, última parte da tetralogia dessa que uma das mais significativas histórias texianas, até porque, nela o Giolitti morre, tendo que o seu Amigo Ticci o substituir. Bom, diante de tudo aquilo que ocorria com o Mário, da mais árdua das dores, ele lembrou de uma promessa feita e a cumpriu, isso por si só já tem um valor inestimável, mas, para além disso, naquele momento nasceu entre nós uma grande amizade e o meu aprendizado da língua de Dante. A partir dali muitos outros exemplares texianos italianos me foram presenteados pelo meu Amigo Mário, mas, esse tem um lugar de destaque e é um dos itens de maior estima e valor da minha parca coleção, apesar de tanta coisa italiana ela conter.
    O Mário, anos depois, veio a falecer, vitimado por um cancro e, infelizmente eu não lhe pude entregar o quadro do veleiro que lhe fiz e, que jamais ousei colocar na parede, haja vista não ser ele meu.

    • Obrigado por partilhar connosco essa linda, embora triste e sofrida, história de vida e onde ficou bem explícita a importância dela na sua vida, prezado Amigo Sílvio.

  2. ‘magina, Zecão, foi para mim uma honra partilhar. ‘brigado por sempre me conceder espaço no Blogue 🙂

    Abraços,

    Sílvio

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