Afrânio Braga, o mentor do blogue brasileiro dedicado ao Tenente Blueberry
Foi com muito agrado que soubemos que o Tenente Blueberry ganhou mais um nobre espaço na blogosfera mundial, desta vez na língua portuguesa, numa iniciativa do conhecidíssimo pardAfrânio Braga, um fã confesso do Ranger e um dos maiores coleccionadores e conhecedores do irmão francês de Tex Willer, como dizia o saudoso editor Sergio Bonelli sempre que se referia a Blueberry.
Blueberry, uma lenda do Oeste, o blogue brasileiro dedicado ao Tenente Blueberry
Aqui do blogue português do Tex, damos as boas-vindas a este nosso novo “colega” e desejamos sorte e sucesso ao blogue brasileiro do Tenente Blueberry, para que esta personagem tão fascinante e que cativa milhões de leitores no mundo inteiro, continue a ser cada vez mais divulgada e conhecida na nossa língua!
Tenente Blueberry e Tex desenhados por Colin Wilson
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Mágico Vento chega ao fim e é homenageado na Secção Mundo Bonelli da revista Mundo dos Super-Heróis #42
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Por Ezequiel Guimarães
A Secção Mundo Bonelli da nova edição, a de número 42, da revista Mundo dos Super-Heróis traz Mágico Vento. A publicação já está nas bancas de São Paulo capital e Rio de Janeiro capital. No restante do Brasil, deve chegar a partir de 7 de Maio.
A série Mágico Vento foi criada com uma mistura de faroeste com histórias sobrenaturais e finalmente é concluída no Brasil. Veja porque a série, digna sucessora de Ken Parker, fez tanto sucesso.
A edição ainda tem outras interessantes matérias:
Heróis da Hanna-Barbera – As mais impressionantes action-figures de Space Ghost, Homem-Pássaro e outros aventureiros da Hanna-Barbera.
Talento de família – Entrevista com os irmãos Vitor e Luciana Caffagi, autores da graphic novel da Turma da Mônica.
Suor e nanquim – Um dos mangás de maior sucesso da actualidade, Bakuman é focado na criação de quadradinhos no Japão e na difícil carreira de uma dupla de mangakás.
Trono de sangue – Como a nova temporada de Game of Thrones mostrará a morte de personagens queridas do público e tem tudo para ser a mais sangrenta até agora.
Linha do tempo: Capitão Átomo – A personagem Atómico surgiu numa época em que a radioactividade era vista como uma ameaça, mas logo ele tornou-se um dos heróis mais poderosos dos quadradinhos.
Injustice – O novo game da NetherRealm (a produtora do Mortal Kombat) coloca os heróis da DC uns contra os outros e está repleto de referências dos quadradinhos. Veja algumas das mais curiosas.
Heróis BR: Escorpião de Prata – Com um visual moderno e uma arma poderosa, o super-herói é mestre em acrobacias e combate o crime graças a uma injustiça do passado.
Peneira Pop – Novidades e afins: detalhes sobre as séries de TV Agents of Shield e Defiance; a importância do argumentista Chris Claremont para os X-Men; vídeos curiosos sobre o Homem de Ferro e uma cosplay brasileira que encarnou a vilã Arlequina.
Tempos de terror – Conheça a trama e as consequências de Invasão Secreta e Reinado Sombrio, duas sagas que lançaram os heróis Marvel em uma era de medo e desconfiança.
E o dossier sobre o terceiro filme do Homem de Ferro com detalhes da trama e dos bastidores, descrição das personagens e uma análise dos quadradinhos que influenciaram o longa-metragem. Além disso, descubra:
> Quem são os vilões no novo filme > A origem e trajectória do vilão Mandarim nas revistas de BD > O que é o vírus Extremis
> Detalhes sobre Jame Rhodes, o Máquina de Combate
Ainda tem também:
Superleitores – Comentários e análise de desenhos de leitores.
Recebemos – Resenhas de BDs.
Boa leitura!
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Em nova ilustração de Claudio Villa podemos ver Tex Willer, na pista para Nakaibito, gritando com Ross e Andy, dois killers que tinham morto cobardemente Teddy Milton, o filho de um velho amigo de Tex e Carson e que estavam entrincheirados num barracão, para que se rendessem.
Desenho usado no Brasil como capa de Grandes Clássicos do Tex #20 e inspirado na história “I due killers”, de Claudio Nizzi e Fabio Civitelli (Tex italiano #293 a #295).
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Lançado no Brasil em Maio de 2010, Tex Edição Ouro 48 –Missão em Boston, traz uma história totalmente diferente das que estamos acostumados a ver/ler.
Nesta edição, Tex e Carson são enviados a Boston para investigar um tráfico de armas que tem um índio navajo envolvido. No desenrolar das investigações, Tex e Carson conhecem Pierre, um agente da Pinkerton que faz a eles um resumo sobre o que sabe sobre o tráfico, revelando que o chefe da polícia está envolvido na organização. E com essas informações, os Rangers fazem de tudo para acabar com o tráfico.
Neve e Tex não combinam.
“Tempinho bom! Já estou com saudade do sol que deixamos no Arizona“. Esta fala de Carson resume perfeitamente a sensação que o leitor terá enquanto lê a aventura. Embora Civitelli retrate com perfeição a neve da cidade de Bonston e esta seja a intenção do roteiro, fica claro que este cenário não combina com nosso Ranger.
Aqui, em vez de deserto, sol, cavalos, diligências, cowboys e ambiente aberto, o leitor verá o oposto: neve, temporal, cidadãos comuns e ambiente fechado. A impressão que dá, é de não ser uma história de faroeste, e sim policial, à lá Nick Raider. A única diferença é que, em vez de táxi, Tex e Carson andam de charrete.
Em outras palavras, se no lugar de Tex, estivesse Nick Raider, não mudaria nada.
Réquim vs Tex.
Se por um lado o argumento erra em escolher um enredo (policial) que não combina com Tex, do outro acerta em cheio na escolha do antagonista (vilão). Réquim é quem executa as ordens do capitão Corbett e de Beaumont, e também é Réquim o responsável de quase toda acção da história.
Réquim não usa apenas armas para enfrentar Tex e Carson, mas também a astúcia. As batalhas entre herói e vilão protagonizam os melhores momentos da aventura. Na acção, vemos o tradicional bang bang e uma perseguição que vai do quarto de um hotel até o cais. E na astúcia, Réquim e Tex disputam para ver quem é o mais esperto. Neste ultimo quesito, um consegue enganar o outro em determinado momento.
Não precisava disso.
Outro ponto negativo da história são algumas brigas desnecessárias. Nesta edição, o argumentista coloca umas lutas divertidas, porém, sem precisão. Que é bom ver o Tex dar uns sopapos em alguns caras folgados, não há dúvida, mas nesta aventura fica a sensação de que não precisava disso.
Durante a prisão de Tex e Carson, seus “colegas” de cela tentam limpar os bolsos dos rangers enquanto eles estavam aparentemente dormindo, e aí é soco para tudo que é lado. E quando nossos pards são liberados, Tex cruza com o guarda que havia lhe batido com um cassetete e ali mesmo decide ir à forra.
Esses combates, não acrescentam absolutamente nada na história. E o que é pior: as 12 páginas desperdiçadas nessas brigam fazem falta no final. Nizzi poderia usar essas páginas para explicar algumas coisas que ficaram sem resposta, como por exemplo, qual era a causa do povo de Julia Calvi que fez com que ela lutasse para recuperar o dinheiro roubado por Beaumont.
Acabou como tinha que acabar.
O desfecho de “Missão em Boston” aconteceu como deveria acontecer. Como a proposta do argumento era de uma aventura com ar policial, o fim foi satisfatório. Todos os culpados, com excepção de Beaumont, são presos e descobertos.
Não tinha como não ser assim. Ficaria muito estranho se, por exemplo, o capitão Corbett e Réquim não fossem presos. Que graça teria se eles (Corbett e Réquim) fossem mortos sem serem desmascarados e ficassem impune de seus crimes? Volto a repetir que este fim foi satisfatório pelo facto de ter sido uma aventura policial.
A única morte entre os mentores do tráfico de armas, a de Beaumont, não só foi satisfatória como também trouxe a única carga de emoção que a aventura teve. Beaumont morre pelas mãos da bela Julia Calvi, que vinga a morte de seu pai e também seu povo, a quem Beaumont traiu pela avidez do dinheiro. A cena poderia ter sido ainda mais emocionante se Nizzi usasse as páginas que usou nas brigas entre Tex e os presos/guarda para explicar a causa do povo da Julia, como foi mencionado no quesito acima.
Conclusão:.
Missão em Bostoné uma boa aventura, mas pode ser considerada ruim por alguns. Inserir o género policial em Tex e mudar radicalmente o cenário em que estamos acostumados a ver, pode desagradar os fãs do ranger, mas não chega a comprometer a qualidade da história. Acção, perseguição e surpresas estão presente no enredo desta edição.Se você não se importa com as questões negativas (género policial e cenário oposto do velho Oeste) citadas na crítica, esta é uma aventura interessante, por trazer elementos nunca visto antes no mundo texiano. Nota para a edição:7,0