As Leituras do Pedro: Tex Ouro #63 – O Retorno do Tigre Negro

As Leituras do Pedro*

Tex Ouro #63: O Retorno do Tigre Negro
Claudio Nizzi
(argumento)
Fabio Civitelli
(desenho)
Mythos Editora
(Brasil, Novembro de 2012)
135 x 175 mm, 284 p., pb, brochado
R$ 18,90 / 9,00 €

Se a presença de mortos-vivos foi o pretexto – desnecessário – para a recente evocação de Mágico Vento aqui nas minhas leituras, uma coincidência levou-me a, em pouco tempo, deparar com outro herói Bonelli às voltas com zombies, no caso presente o insuspeito Tex Willer.

Esta história, no entanto, fica também marcada por outras notas distintivas em relação ao que é habitual nas aventuras do ranger: a troca das montanhas e planícies do Oeste selvagem pelas ruas de Nova Orleães – onde Tex e os seus habituais companheiros, nos trajes tradicionais, destoam menos do que seria de esperar – sem que os seus métodos duros sejam postos de lado, mesmo numa trama mais próxima da investigação policial do que do western puro que o costuma caracterizar, ou o retorno de um dos raros inimigos recorrentes de Tex, o Tigre Negro, protagonista na sombra de uma história em que ronda as suas presas, aproximando-se cada vez mais delas até (quase) desfechar o golpe final e decisivo.

Tudo numa narrativa longa, bem construída por Claudio Nizzi, que conta com a belíssima arte de Fabio Civitelli, que mais uma vez demonstra a sua mestria no estilo realista e na aplicação da técnica de pontilhado, quer na representação dos espaços urbanos de Nova Orleães, quer na caracterização das zonas pantanosas que se encontram nos seus subúrbios e onde tem lugar o desenlace do relato.

.*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Tertúlia Texiana em Viseu

Por José Carlos Francisco (texto e fotos) e Orlando Santos Silva (fotos)

Reservado Tertúlia Texiana

No fim de semana inaugural do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, mais precisamente na noite de 10 de Agosto, sábado, realizou-se, no que ao Tex diz respeito, uma Tertúlia Texiana que começou por juntar quase 30 pessoas numa alongada mesa no restaurante churrasqueira A Grelha situado no interior da Feira de São Mateus e que se prolongou depois, e sempre com a presença de Andrea Venturi, madrugada fora no recinto de Festas.


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Foi a segunda vez que um evento oficial português relacionado a Tex teve uma Tertúlia Texiana integrada na própria programação do Salão e foi seguramente um motivo mais para atrair alguns fãs e coleccionadores de Tex até Viseu de modo a poderem desfrutar de um maior espaço temporal junto de muitos outros fãs e coleccionadores de Tex, mas sobretudo de Andrea Venturi, já que o autor italiano tinha confirmado há muito a sua presença na Tertúlia.


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Como o próprio nome diz, a Tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos com pelo menos um gosto em comum, que se reúnem de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos, embora em Viseu e por motivos óbvios, tudo se concentrava em redor de Tex e de Andrea Venturi, daí ser denominada Tertúlia Texiana, já que no fundo todos os presentes eram (são) apaixonados pela personagem Tex Willer.


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E foi uma verdadeira (e histórica) Tertúlia Texiana na real acepção da palavra, porque no quesito “Tertúlia” para além dos fãs e coleccionadores de Tex, acompanharam-nos em muitos casos as respectivas famílias e no quesito “Texiana” porque todas as conversas iam parar a Tex e também porque depois de um fausto jantar onde não faltaram sequer os famosos bifes de dois dedos de altura cobertos por uma montanha de batatas fritas, nasceu na presença de Andrea Venturi que apadrinhou a iniciativa, o CLUBE TEX PORTUGAL!


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Já era perto da meia noite quando após registarmos as últimas fotos, abandonamos o restaurante churrasqueira A Grelha e foi a hora de algumas despedidas já que alguns texianos regressavam a casa nessa mesma noite, mas para aqueles que pernoitavam em Viseu, a Tertúlia Texiana prosseguiu no recinto da Feira como se pode atestar nas diversas fotos que ilustram este texto e que  mostram bem os magníficos e inesquecíveis momentos da Tertúlia Texiana integrada no 18º Salão Internacional de Banda desenhada de Viseu…

Para finalizar a tertúlia um brinde a Tex com a famosa ginja de Óbidos

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As mais recentes preciosidades texianas de Rouxinol do Rinaré

Por Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva)

Escrevo este artigo no blogue do Tex para apresentar a todos os leitores as minhas mais recentes preciosidades que vieram enriquecer o meu acervo de Tex.

Quando fui entrevistado por este blogue, em 2009, eu possuía cerca de 600 exemplares de Tex – hoje o meu acervo tem mais de 1.000 (mil) exemplares, pois estou comprando todas as edições de Tex editado pela Mythos e procurando adquirir algumas preciosidades de outras editoras (revistas, livros e outros itens relacionados ao nosso Tex Willer).

Tenho uma meta especial, quanto à colecção, que é conseguir pelo menos um exemplar de cada país onde Tex já foi ou está sendo publicado. Já tenho vários exemplares da Itália e somando com os publicados no Brasil tenho Tex de 10 países diferentes: Itália, Brasil, Portugal, Espanha, Argentina, França, Holanda, Índia, Israel e Turquia.

Nas fotos que ilustram este texto mostro um pouco dessas preciosidades, como “O meu Tex” (de Fabio Civitelli); Mini-Tex (Box com 4 livrinhos – capa dura – uma versão das Tex Gigantes desenhadas por artistas espanhóis); Teks da Turquia (nº 1); “Manuale di Tex nel West” (livro capa dura, muito bonito, da década de 80); o CD de Graziano Romani e o livro que o acompanha; Tex de Israel (nº 7); Tex da Holanda; Tex da França (das séries Mustang e Rodeo); Tex da Índia; Tex da Espanha (6 exemplares de uma série da extinta Editora Zinco); o Disco “La Ballata di Tex Willer” (45 rotações), tão almejado e, na lateral da foto, uma estatueta de Tex (em chumbo) e 5 pins.

Tenho ainda, entre as preciosidades, uma edição Raio Rojo (Tex da Argentina), umas Tex Júnior e “O ídolo de cristal” (Tex edição de luxo, capa dura publicado pela Vecchi no Brasil).

Boa parte destes itens comprei no mercado internacional (via Internet) e outra consegui com pards brasileiros como meu amigo Iranildo Ferreira (de Pernambuco).

Se algum leitor estiver interessado em adquirir este tipo de itens deixo de seguida alguns sites e contactos de pessoas com quem consegui comprar esses itens de Tex: Eric van Helvoort (da Holanda): ele vende Tex da Índia, Holanda e Alemanha; site Todocoleccion (neste site comprei as Tex da Espanha);  Ebay.it (site onde comprei as Tex da França, o Disco Tex e outras preciosidades).

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Tex nº 529 (de Novembro de 2013) dará grande destaque ao CLUBE TEX PORTUGAL

Por José Carlos Francisco

Capa de Tex nº 529

A edição brasileira de Tex número 529, cujo título é “Perseguição”  e que trará a primeira parte de uma aventura escrita por Tito Faraci e desenhada por Corrado Mastantuono, será publicada no Brasil em Novembro de 2013 pela Mythos Editora e conterá, na sua contracapa, uma matéria alusiva ao nascimento do “CLUBE TEX PORTUGAL “.

Matéria essa onde o editor Dorival Vitor Lopes mostrará aos seus leitores a criação do “CLUBE TEX PORTUGAL“, aquando da presença de Andrea Venturi no 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, em Portugal. Destaque também para belo e apropriado logótipo que abre a matéria, uma ideia do editor Dorival Vitor Lopes posta em prática graficamente por Marcos Valério, habitual legendador das edições de Tex no Brasil.

Num rigoroso exclusivo, o blogue do Tex dá já hoje a conhecer, com a devida autorização da Mythos Editora, a matéria que somente seria vista na edição de papel em finais de Novembro, conforme se pode vislumbrar de seguida:

Clube Tex Portugal em destaque na edição nº 529 de Tex

Todos sabem que Tex Willer, um dos mais antigos personagens de HQ do mundo – com 65 anos de vida editorial –, e que tem centenas de milhares de fãs espalhados pelo mundo todo, desperta paixão, fidelidade e emoção naqueles que acompanham avidamente suas aventuras. Porém, mesmo tendo a Itália e Brasil como os países onde Tex possui mais seguidores, é em Portugal que o ranger mais famoso do Oeste parece ter os fãs mais ardorosos. Tanto que, no decurso do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, mais precisamente durante a Tertúlia Texiana realizada ao final do dia 10 de Agosto de 2013, e que juntou quase trinta pessoas em um restaurante de Viseu, teve nascimento o CLUBE TEX PORTUGAL, uma iniciativa idealizada por Hernâni Portovedo e apadrinhada pelo próprio desenhista convidado da mostra, Andrea Venturi.

CLUBE TEX PORTUGAL

O objectivo do Clube Tex Portugal é promover um maior convívio entre os admiradores portugueses do ranger, e também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal de autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem àquele país. Ali mesmo no restaurante, enquanto aguardavam que fosse servido o bacalhau e outras delícias da cozinha portuguesa, foi elaborada a Ata de Fundação do Clube, escrita por Hernâni Portovedo e assinada por todos os fundadores presentes:

“Hoje, dia 10 de Agosto de 2013, na presença do padrinho Andrea Venturi, decidiu-se nomear a comissão instaladora do CLUBE TEX PORTUGAL com os seguintes membros iniciais: José Carlos Francisco, Hernâni Portovedo, Mário Marques, João Dias, Carlos Moreira, Álvaro Machado, Gaspar Pereira, José Eduardo Monteiro, António Guerreiro e Orlando Santos Silva.
Os Estatutos deverão ser elaborados no prazo de 90 (noventa) dias e a “Escritura” celebrada num jantar a realizar em Lisboa. A quota será mensal e terá um valor de € 2,00 (dois euros) e VIVA O TEX!”

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A FILATELIA E A BD

Por Luiz Beira[1]

Tudo é Cultura e é saber!… Tudo é a força registadora da Humanidade, começando pelas diversas Artes (as convencionadas oficiais, onde se inclui a Banda Desenhada), mas também as adjacentes bem chegadas, como o Artesanato, a Culinária, o Coleccionismo, a Numismática, etc. Só os mais diversos políticos nada entendem e nada sentem pela Cultura, salvo raríssimas excepções… E não nos esqueçamos, jamais, que Pátria sem Cultura é nação sem alma…

Pois pela Filatelia, a Banda Desenhada tem sido bem lembrada. Duas artes (a primeira pela força do coleccionismo) que se associam e se honram!

Pelo mundo da BD, sabemos que o nosso mestre desenhista Artur Correia, é um apaixonado por tamanha “doidice”. E o nosso amigo romeno, Dodo Nitá, o organizador dos salões-BD anuais na Roménia, é também um entusiasta filatelista, mas versando selos com a temática da Banda Desenhada.

Hoje e aqui, com pouco texto e mais ilustrações (as possíveis), registamos vários exemplos da BD na Filatelia por esse mundo fora…

É pois um positivismo que envolve quase todos os países, sobretudo no esquema “Walt Disney”… Topa-se, não se topa?

Em Portugal, pelos nossos correios, surgiram três séries: em 2000, foi editada a série “Snoopy”; em 2001, a série “100 Anos do Nascimento de Walt Disney” e, em 2004, “Heróis Portugueses de Banda Desenhada” e, nestes selos, se salientam as artes de Fernando Relvas, Luís Louro, Vítor Péon e Arlindo Fagundes, mas estamos em crer que estes parcos exemplos não foram os únicos…


Deixamo-vos com a sedução deste tema. Cá por mim, bem gostaria de ter mergulhado nesta “paixão”, como Artur Correia ou Dodo Nitá, mas… os anos decorreram e já se faz tarde. Lugar aos novos entusiastas, portanto!


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[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “BDBD – Blogue De Banda Desenhada“, em 07 de Setembro de 2013)

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