Da cartomante Myrian, Steve Dickart, aliás Mefisto, teve um filho de nome Blacky.
Através de uma esfera de cristal da mãe, este consegue falar com o pai, que está para morrer sepultado vivo num subterrâneo, e aceita em herança os enormes poderes que o velho necromante lhe transmite, em troca da promessa de vingá-lo.
A partir daquele momento, Blacky adopta o nome de Yama e inicia a perseguição a Tex Willer e seus pards, ora recorrendo à ajuda dos adeptos do voodoo, ora aliando-se com os descendentes dos Aztecas e dos Maias. Não obstante o apoio das potências infernais, Yama não consegue levar a termo a sua missão, traindo as expectativas do fanático Mefisto. Repudiado pelo seu próprio pai, Blacky torna a viver com a mãe e juntos retomam a sua melancólica vida de saltimbancos.
Mas esse modo de viver está para mudar, pois Yama está prestes a retornar, mais forte do que nunca (verdadeiramente maléfico) e pronto para dar muito trabalho ao nosso Ranger, pois a história do retorno de Yama já está a ser escrita por Mauro Boselli e inclusive desenhada por Fabio Civitelli, história essa que está a ser delineada segundo os cânones clássicos deste tipo de histórias, com Tex e pards que deverão enfrentar diversos desafios no caminho que os portará ao covil de Yama, que deverá encontrar-se num local inacessível e pitoresco, com servos de alguma forma isóticos.
Estudos de Yama realizados por Fabio CIVITELLI em Novembro de 2013
E prova desse tão aguardado retorno do filho de Mefisto, o blogue português do Tex divulga em rigoroso EXCLUSIVO MUNDIAL, os primeiros estudos de Yama realizados, emNovembro e Dezembro de 2013, por Fabio CIVITELLI, estudos esses que foram de imediato alvo de grande admiração e elogios por parte de Mauro Boselli, actual responsável-mor por Tex na Itália, que já está inclusive a pensar numa futura história com o regresso de Mefisto e que deseja que seja também desenhada por Fabio Civitelli!
Estudos de Yama realizados por Fabio CIVITELLI em Dezembro de 2013
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O que é para cada um de nós uma boa aventura? Quais os critérios que utilizamos para caracterizar uma boa aventura? Naturalmente subjectivos, dependendo da sensibilidade de cada leitor e certamente com importância e graus diferentes. Mesmo assim, estou certo que a grande maioria dos leitores dará relevo e privilegiará um argumento que prenda permanentemente a atenção (mesmo que a ideia não seja original), uma história plena, rica de personagens, capacidade dramática, servida por um desenho detalhado e dinâmico, que nos detenha nos enquadramentos, que nos deixe sem fôlego perante determinadas sequências e que mantenha o mesmo nível ao longo de todas as páginas. Enfim, uma história que nos fique na memória e possa ser recordada pelas melhores razões. Pois bem, a ser assim, Os Pioneiros, assinado por Boselli e Venturi, cumpre com os requisitos. .
Se dúvidas houvesse sobre a real capacidade de Boselli em conferir uma espessura dramática às aventuras texianas, esta aventura vem colocar mais uma pedra no edifício grandioso de aventuras que o autor tem vindo a assinar para o Ranger. Não me canso de dizer, Boselli não é o autor bonelliano puro, mas é o autor que soube modernizar a personagem sem a desvirtuar, conferindo uma intensidade nos enredos, plenos de situações ímpares e de personagens plenas..
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Em perseguição de um grupo de traficantes, que vendem armas aos Piutes de Corvo Vermelho, Tex e os seus pards descobrem que uma caravana de pioneiros encontra-se pelas mesmas paragens e que está ameaçada por um eminente ataque desta tribo de índios. Guiada por um velho amigo de Tex, na caravana segue anonimamente um grupo de assaltantes que leva consigo dinheiro de um recente roubo. O que exalta a cobiça de Randy Lockhart que, aliado aos Piutes, pretende apoderar-se deste dinheiro. Estão reunidas as condições para um eminente ataque à caravana, cenário onde Tex e os seus pards se vão juntar, num verdadeiro hino à coragem em luta contra a feroz determinação dos Piutes e do bando de Lockhart. . Os Pioneiros apresenta um oeste dramático, mas um oeste verídico, um oeste onde uns, em busca de melhores oportunidades, e outros para dar outro sentido às suas vidas, partiam rumo a paragens distantes, percorrendo caminhos inóspitos, enfrentando a força da natureza, mas sobretudo arriscando permanentemente a sua vida e dos seus familiares. Um oeste que Boselli capta na sua essência, na sua espessura dramática, não se coibindo de sublinhar as grandes linhas da série. Terreno fértil para o autor fazer aquilo que melhor sabe, diálogos ricos, personagens dramáticas, várias tramas que se interligam na perfeição, capazes de desenvolver a grande nível uma aventura que explora uma faceta romântica e clássica do velho oeste. Uma aventura onde um grupo de homens, em busca de um novo início, agarra-se a uma esperança que, apesar de presente, teima em ser alcançada. . Depois de Galep, Ticci e mais recentemente Civitelli, Andrea Venturi é outro nome do staff texiano convidado para desenhar um Gigante. Já por aqui passaram nomes grandes da banda desenhada, alguns fora do contexto normal da série (Kubert, Magnus, Buzelli, Wilson), outros aqui chegados rumaram directamente para o staff de desenhadores texianos, em virtude das boas provas prestadas (Mastantuono, Ortiz, Frisenda, Filippucci), mas a tendência dos últimos tempos parece ser esta, a de aproveitar a prata da casa para compor uma obra que, pelas suas mais de duzentas páginas, requer muito tempo e dedicação. . E este parece ser um dos adjectivos mais adequados e que melhor caracteriza o trabalho de Venturi nesta aventura, porque se nota em cada página a grande capacidade artística do autor de Bolonha, o pormenor e o detalhe conferido, sobretudo um cuidado que revela a humildade própria da sua personalidade e que recentemente tivemos ocasião de testemunhar numa visita do autor a Portugal. A prestação de Venturi revela o respeito e a honra com que assumiu este empreendimento, que o autor fez questão de sublinhar, ao afirmar sentir um enorme prestígio em ter sido convidado para este trabalho. Venturi desenhou com amor e paixão, para Sergio, para Boselli, para todos os leitores. Por isso o resultado é grandioso e se o estado de espírito contribui e influencia de sobremaneira um trabalho, I Pionieri (título italiano) reflecte o melhor que o autor quis transmitir. . Venturi assume a sua influência ticciana, não somente pela construção do seu Tex, a sua fisionomia e as suas expressões faciais, mas também e talvez mesmo sobretudo na atitude que confere à personagem. Este Tex de Venturi, como o Tex de Ticci, é um cow-boy imponente e maduro, na plenitude dos seus recursos, altivo, capaz de captar a atenção de todos os que o rodeiam com um simples olhar, com uma simples expressão corporal. O Tex de Venturi está na plenitude dos seus recursos, que a maturidade de anos de luta e combate pela justiça foram conferindo. . Por isso, o sucesso desta aventura vem muito do desenhador, um artista que, perante os leitores, tem vindo a ultrapassar com distinção todos os desafios propostos. Estreando-se em Dylan Dog com a aventura Johnny Freak, Venturi ficou desde logo na retina dos leitores, compondo aquela que é considerada como uma das maiores aventuras do detective do oculto, passando depois a capista de Mágico Vento, com tantas e boas provas dadas, até chegar a Tex e convencer logo nos primeiros traços. . .
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Neste último domingo, dia 4 de Maio, tive o grande prazer e a enorme honra de conhecer pessoalmente mais um grande e especial fã português de Tex Willer: o pardOlímpio Constâncio, que passando pela Bairrada no dia da 1ª Comunhão da sua filha, teve a feliz ideia de vir conhecer o Museu português do Tex!
Olímpio Constâncio, Sócio nº 35 do Clube Tex Portugal, há mais de 30 anos que convive (e colecciona) o nosso Ranger, daí a natural paixão por Tex, mas um dos motivos maiores dessa paixão é o facto de haver histórias que se cruzam (muitas fazem referência a outras já publicadas), mas o motivo maior é “haver histórias desde quando Tex era novo até ele já com filho adulto, o que transforma a saga Tex Willer numa autêntica novela de uma vida inteira. Também a forma como as histórias são narradas lembra os filmes de Alfred Hitchcock, onde muitas vezes o leitor está até perto do final a tentar descobrir quem é o “mau da fita” até perto do final.“
Segundo o pardOlímpio “Também existe uma particularidade que não é habitual em nenhuma das outras revistas de BD que eu conheço, que é o convite feito a muitos desenhadores e argumentistas para entrarem em muitas das aventuras do Tex o que torna muitas histórias únicas e belas obras de arte.“
O encontro ocorreu portanto na minha residência, para deleite deste ilustre Texiano e durante as cerca de duas (agradáveis) horas de estadia de Olímpio Constâncio na Malaposta, falámos do nosso Águia da Noite (mas também de Conan) e das nossas colecções assim como de muitas novidades sobre Tex que o futuro nos trará, ficando já prometida a presença de Olímpio Constâncio na primeira exposição dedicada a Tex a realizar pelo Clube Tex Portugal na cidade de Anadia, capital da Bairrada, nos dias 15, 16 e 17 de Agosto deste ano e que contará com a presença do consagrado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio!
Foi enfim, mais um dia fantástico na minha vida de coleccionador de Tex, onde a amizade predominou e que só foi possível devido ao Ranger, ser uma personagem (de papel) tão especial e publicamente, agradeço ao Olímpio Constâncio, por estes maravilhosos momentos (poucos mas bons) vividos em minha casa, pois é sempre um tremendo prazer falar sobre o nosso Tex, ainda mais entre Amigos com a mesma paixão e que no fundo são como família, mesmo quando o Glorioso Benfica está a jogar, como foi o caso, pois enquanto o pardOlímpio me visitou, jogava-se o jogo da consagração do meu Benfica, campeão de Portugal pela 33ª vez!
Neste mês de Maio, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 643 de Tex, intitulada “L’indomabile”, que contém a primeira parte daquela que será a última história do malogrado José Ortiz na série principal de Tex (teremos ainda uma última história de Ortiz, mas na série Maxi Tex), história escrita por Mauro Boselli e cuja capa, como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos os seus esboços e as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.
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Como se pode constatar entre o desenho inicial de Claudio Villla e o definitivo que foi para a gráfica houve várias alterações, por mais ligeiras que fossem, talvez sendo as mais significativas a retirada do barrote queimado à esquerda de Tex, provavelmente para não ser confundido com o eventual braço do Ranger e a posição do seu Colt, mas sobre estas alterações, eis as palavras do próprio Villa: “Efectivamente na redacção da editora fizeram várias alterações ao meu desenho inicial, como por exemplo o encolhimento das costas e dos ombros de Tex e a cabeça ligeiramente aumentada.“.
Já no quesito cores, também houve algumas alterações às sugestões de Villa, como por exemplo privilegiando o habitual amarelo vivo característico na camisa do Ranger para além de um fogo mais alaranjado…
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