Abertas as RESERVAS para exemplares extras da revista nº 22 do Clube Tex Portugal que terá novamente DUAS VERSÕES para a CAPA, ambas de ALESSANDRO PICCINELLI

JULHO marca o regresso da revista do Clube Tex Portugal, um projecto feito por sócios e dirigido a todos os sócios do clube português, focando os mais variados temas em redor de Tex e do western em geral.

As DUAS capas de ALESSANDRO PICCINELLI para a revista nº 22 do Clube Tex Portugal

Este vigésimo segundo número terá, uma vez mais, 48 páginas e apresentará novamente DUAS versões para a sua capa, desta vez do magnífico desenhador ALESSANDRO PICCINELLI.

Em ambas as capas, temos, obviamente Tex,  mas com duas belas ilustrações optou-se novamente (tal como aconteceu com as revistas nº 2 que teve duas capas de Fabio Civitelli, nº 3 que teve duas capas de Luca Vannini, nº 4 que teve duas capas de Enrique Breccia, nº 5 com duas capas de Maurizio Dotti, nº 6 com duas magníficas capas de Massimo Rotundo, nº 7 com duas belas capas de Stefano Bliglia, nº 8 com duas capas de Pasquale Del Vecchio, nº 9 com duas belíssimas capas de Rossano Rossi, nº 10 com duas capas de Giacomo Danubio, nº 11 com duas lindas capas de Pasquale Frisenda, nº 12 com duas fantásticas capa de Alessandro Bocci, nº 13 com mais duas capas fascinantes de Lucio Filippucci, nº 14 com duas capas espectaculares da autoria de Stefano Andreucci, nº 15 com duas fabulosas capas de Michele Benevento, nº 16 com duas capas fantásticas dos irmãos Gianluca Cestaro e Raul Cestaro, nº 17 com duas deslumbrantes capas de Giampiero Casertano, nº 18 com duas icónicas capas de Bruno Brindisi, nº 19 onde como forma de homenagear os 75 anos de vida editorial de Tex, optamos por consagrar a primeira e icónica vinheta de Tex, publicada originalmente em Setembro de 1948, na sua versão original da autoria de Aurelio Galleppini (Galep) e na versão de Claudio Villa, nº 20 com duas impactantes capas de Giovanni Ticci e nº 21 com duas magistrais capas de Alfonso Font), por fazer a revista com duas capas diferentes, uma principal (os quatro pards numa capa colorida) e uma alternativa (com o jovem Tex numa capa a preto e branco).

Capa principal da revista nº 22 do Clube Tex Portugal, da autoria de Alessandro Piccinelli

Neste vigésimo segundo número para além das magníficas capas de Alessandro Piccinelli, destaque ainda para a colaborações EXCLUSIVAS dos consagrados autores Giovanni Freghieri e Lucio Filippucci.

Neste número regressam os textos do director Mário João Marques (que nos fala do Mestre Alessandro Piccinelli, o autor das duas belíssimas capas deste número e também sobre a passagem de uma década sem Fernando Fusco numa bonita homenagem), do Sandro Palmas (que escreve a segunda e última parte um amplo e importante texto dedicado à história dos Maxi Tex), do Jesus Nabor Ferreira (que faz uma interessante e apaixonante abordagem sobre o Tex galante e aventureiro de Fernando Fusco) e do João Marin (que nos traz uma fantástica reportagem sobre 10ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado no início de Maio, em Anadia).

Capa variante da revista nº 22 do Clube Tex Portugal, da autoria de Alessandro Piccinelli

Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:

Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE JUNHO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 22º número também será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da presença dos quatro pards na capa colorida.

Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão principal quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 12,50 euros.

Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar desde já (e impreterivelmente até ao dia 8 de Julho) o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.

* Pagamentos internacionais por transferência bancária  devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;

* Pagamentos nacionais por transferência bancária  devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664

* Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.

(Para aproveitar a extensão completa  das imagens acima, clique nas mesmas)

Póster Tex Nuova Ristampa 365

Póster Tex Nuova Ristampa 365

Em mais uma bela ilustração nocturna da autoria de Claudio Villa vemos Tex Willer, Kit Carson e Kit Willer chegando ao topo de uma colina, para entrarem em acção contra agressores a mando de Bill Foreman que estavam a atacar a fazenda de Ricardo Montez.

Desenho usado no Brasil como capa de As Grandes Aventuras de Tex #4 e inspirado na história “La valle dell’odio” de Claudio Nizzi, Gianluca Cestaro e Raul Cestaro (Tex italiano #534 e #535).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

As Leituras do Pedro: Tex Gigante #39 – Pela Honra do Texas

As Leituras do Pedro*

Tex Gigante #39 – Pela Honra do Texas
História originalmente publicada em Tex Speciale #39 (SBE, Itália, 2023)
Mauro Boselli
(argumento)
Maurizio Dotti
(desenho)
Mythos Editora
Brasil, Outubro de 2023

185 x 275 mm, 240 p., pb, capa cartão
R$ 79,90

Não é a primeira vez que uma história de Tex tem base histórica, longe disso, mas, na minha leitura, este foi um dos relatos do ranger em que o peso dos factos históricos mais se fez notar e o tornou mais consistente e contido.

O facto em si, é o chamado Massacre de Nueces que teve lugar em 1862, em plena guerra civil norte-americana entre os abolicionistas do Norte e os defensores da escravidão do Sul, e opôs um bando destes últimos a um grupo de emigrantes originários da Alemanha, que foram completamente dizimados. Os alemães representavam na época cerca de 5% da população do estado do Texas e eram frontalmente contra a escravidão dos negros. Como sempre nos confrontos, as coisas nunca são a preto e branco e a presença, entre os sulistas, de alguns bandidos com outros interesses, desde terras a vinganças pendentes, contribuiu para aquele desfecho trágico.

Esta pesada carga histórica – apoiada por outros factos reais relevantes que vão sendo transmitidos ao leitor de forma natural e coerente – condiciona – no bom sentido – uma história que vai avançando a dois tempos, narrada por um lado por Kit Carson e por outro por Tex Willer, num tempo em que os dois eram bem mais jovens embora Tex já tivesse deixado o seu estatuto original de fora da lei. Deste modo, Pela Honra do Texas, decorre numa época que talvez se possa considerar intermédia entre as aventuras do jovem Tex Willer e o tempo presente do ranger. Nele, os dois irão encontrar-se pelo breve instante de umas poucas páginas, para se voltarem a separar, até quase ao final do relato, transformando quase em duas histórias este Pela Honra do Texas.

O tal peso histórico, se por um lado torna mais credível o relato e faz de Tex e Kit menos invencíveis e mais humanos – até porque não conseguem evitar o que na vida real aconteceu – por outro afasta-o de alguma forma da construção habitual da série, tornando-o um caso raro, mas não único, em 80 anos de cavalgadas e tiroteios. Também por isso, ostenta um ritmo mais lento e pausado em relação ao que é normal, aproveitando Mauro Boselli para ir desenvolvendo a sua narrativa com o cuidado de colocar à frente do leitor as diversas sensibilidade e opções num momento em que a História não se fazia a preto e branco e em que as posições iam bem mais além do que ser nortista ou sulista, tentando alguns provar que uma posição intermédia talvez fosse possível. Aliás, curiosamente, não é de todo errado afirmar que, se em termos práticos os dois rangers defendem o mesmo, o seu posicionamento teórico é quase oposto, ocupando lugares por detrás de barricadas diferentes.

O traço de Mauricio Dotti, pelo seus contornos realistas, pelo cuidado posto na reconstrução de época visível em armas, construções e vestuário, pelo trabalho cuidado visível em cada grande plano dos rostos, pelo recriar que forma quase tangível dos cenários naturais e selvagens e pelo apurado desvelo colocado em cada cena de grupo, revela-se a escolha ideal para ilustrar este relato e para ajudar de forma notável a credibilizá-lo, dado o seu tom histórico.

* Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

(capa brasileira disponibilizada pela Mythos Editora; restantes imagens disponibilizadas pela Sergio Bonelli Editore; clicar nas imagens para as apreciar em toda a sua extensão)

Tex 668/33 ‘O Rancho na Serra’ (Mythos Editora), de Junho de 2025, dá um amplo destaque fotográfico à 10ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contou com as presenças de Lucio Filippucci e Giovanni Freghieri

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima clique nas mesmas)