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Tex Gold nº 20 – Terrore nella contea di Jefferson

1ª Mostra do Clube Tex Portugal com a presença de Pasquale Del Vecchio decorrerá no Museu do Vinho Bairrada, juntando Tex, Vinho e Fado
De 15 a 17 de Agosto próximo, realizar-se-á na cidade de Anadia, capital da região bairradina, a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde obviamente não deixará de estar presente em grande destaque a carismática personagem Tex Willer, não só por uma exposição associada ao Ranger que mostrará em antestreia mundial cerca de 10 páginas de uma história de Tex ainda inédita, mas também pela presença do conceituado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio.
Devido à importância da Mostra Texiana, a Câmara Municipal de Anadia apadrinhou o evento, disponibilizando um dos locais mais nobres da cidade para a realização da Exposição: o Museu do Vinho Bairrada!
O Museu do Vinho Bairrada foi inaugurado a 27 de Setembro de 2003. Sob a tutela da Câmara Municipal de Anadia, está instalado num edifício (desenhado pelo arquitecto André Santos, com uma das fachadas laterais com amplas vidraças com vista para as vinhas) construído de raiz para o efeito, dotado de mobiliário adequado aos espaços e funções, com equipamentos informáticos e audiovisuais, e sistema de segurança.
A Exposição Permanente, designada por Percursos do Vinho, encontra-se no piso zero do museu e exposta ao longo de seis salas temáticas, com peças de valor arqueológico, etnográfico e técnico, reunidas com a colaboração de diversos vitivinicultores, entidades locais e nacionais.
Contempla uma programação de exposições temporárias, a realizar três a quatro projectos por ano, com actividades pedagógicas, animação do livro, debates sobre temáticas ligadas ao vinho, vinha, mundo rural, arte e documentalismo, etc.
O Museu tem ainda uma Enoteca, uma loja de Vinhos, um auditório para 80 pessoas, com equipamento multimédia, uma mediateca, uma biblioteca e zona de restauração com jardim.
O Museu do Vinho Bairrada alia na perfeição as novas tecnologias e os mais modernos meios audio-visuais, tornando assim este espaço museológico numa referência cultural.Pelas suas características ímpares é local de acolhimento de diversas manifestações artísticas e culturais, como é o caso da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal.
“TEX, VINHO & FADO” DE BRAÇO DADO, EM ANADIA
Para os fãs da banda desenhada em geral e de Tex Willer em particular que prestigiarem o evento nos dias 15, 16 e 17 de Agosto, há também a possibilidade de visitar 3 Exposições que homenageiam e exaltam a(s) simbiose(s) entre o vinho e o fado e que decorrem até Outubro.
Para assinalar o Dia Internacional dos Museus, a Câmara Municipal de Anadia inaugurou, no Museu do Vinho Bairrada, no passado dia 18 de Maio, mais um grande ciclo expositivo que, desta feita, convida a descobrir a íntima relação entre o Vinho e o Fado, e que contou, na cerimónia, com a presença da fadista Ana Moura, embaixadora oficial do evento.
Constituído por três exposições, este ciclo resulta de uma parceria com o Museu do Fado, a Fundação Amália Rodrigues e a Comissão Vitivinícola da Bairrada, e conta com a colaboração da Escola de Viticultura e Enolologia da Bairrada / Escola Profissional de Anadia e Nuno Sacramento – Arte Contemporânea.
Assim, num primeiro núcleo, todas as atenções se viram para Amália Rodrigues. Na exposição “Amália”, estarão patentes diversos objectos pessoais da diva do fado, provenientes da Casa Museu Amália Rodrigues e cedidos pela Fundação Amália Rodrigues, cuja acção de divulgação da vida e obra da fadista se alia a um papel benemérito definido pela própria artista. De entre as peças expostas, destaque para vestidos e jóias que Amália usou em grandes palcos nacionais e internacionais.
O protocolo com o Museu do Fado permitiu trazer a Anadia a exposição “Fado – Património da Humanidade”, concebida no âmbito da bem-sucedida candidatura realizada pela Câmara Municipal de Lisboa com o objectivo de integrar o fado na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade, da UNESCO. Com uma forte vertente divulgadora e pedagógica, esta mostra revela a história do fado, lembra alguns dos seus protagonistas (podendo o visitante escutar e visualizar diversos registos) e não descura a sua ligação a outras artes.
A terceira exposição, “Vinho e Fado” é uma mostra colectiva e internacional de arte contemporânea, na qual participam cerca de 50 artistas, e que, como o próprio nome indica, materializa artisticamente as inspirações e sensações que advêm do cruzamento daqueles dois pilares identitários do nosso país.
Para além de obras de conceituados artistas nacionais, estão também patentes trabalhos de artistas angolanos, austríacos, belgas, canadianos, cubanos, espanhóis, polacos e venezuelanos, cuja interpretação do tema suscita a curiosidade, dado tratar-se de uma perspectiva externa sobre símbolos nacionais. Este projecto foi desenvolvido em articulação com a galeria Nuno Sacramento – Arte Contemporânea, de Ílhavo, e encontra-se explanado no catálogo produzido para este conjunto de exposições, que teve o apoio da Comissão Vitivinícola da Bairrada, parceiro habitual do Município de Anadia.
O evento conta ainda com o apoio de empresas ligadas ao sector do vinho: a Verallia, multinacional da produção de vidro de embalagem, que cedeu milhares de garrafas para vinho destinadas à concepção, de raiz, de uma instalação artística que está em exposição no Museu, da autoria do portuense Albano Martins, e a Vierinox, empresa portuguesa especialista em instalações agro-industriais, que traz ao museu uma mostra de grandes equipamentos de destilação.
As exposições “Vinho & Fado“ estarão patentes até ao próximo dia 31 de Outubro, podendo ser visitadas de 3ª a 6ª feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e fins-de-semana e feriados, das 10h00 às 19h00 e são uma excelente oportunidade para serem visitadas, num excelente complemento, por todos os apreciadores de banda desenhada e seus familiares que vierem à cidade de Anadia para ver a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal!
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As críticas do Marinho: Color Tex #4 – “L’Uomo Sbagliato”, “Un Colvo di Belve”, “L’Ultimo Della Lista” e “La Valle Sacra”
Por Mário João Marques
O mais recente Color Tex constitui um marco na vida editorial da série, sendo o primeiro número de uma colecção de Tex que apresenta histórias completas. A Bonelli Editore pretende alternar semestralmente nesta colecção a publicação de uma só aventura com a apresentação de quatro histórias completas, cada uma de 32 páginas, desenhadas por autores fora do staff texiano. Não é a primeira vez que os leitores de Tex têm o prazer de ler histórias mais curtas do Ranger, Galep, Ticci e Civitelli já o tinham feito, mas sempre isoladamente e nunca em seguimento de alguma opção editorial.
É também o primeiro número desta série publicado num papel diferente do habitual, mais liso e brilhante, permitindo realçar traços e cores, não ficando estas tão esbatidas quando impressas no papel característico e mais rugoso, habitualmente utilizado pela editora. Estou de acordo com aqueles que frequentemente sublinham as desvantagens deste papel mais rugoso quando utilizado em trabalhos a cores, uma vez que não faz justiça ao trabalho dos desenhadores. No entanto, a utilização do papel brilhante, semelhante ao utilizado no Dylan Dog Color Fest, acaba por também não me convencer plenamente, de certa forma, pelo efeito contrário. Realçando cores e ambientes, a verdade é que uma série como Tex, caracterizada por ambientes puros, poeirentos e que vive muito da caracterização da natureza e dos grandes espaços, talvez fosse vantajoso um meio-termo, a utilização de um tipo de papel liso certamente, mas levemente amarelecido, não tão brilhante.
Não deixo ainda de sublinhar, por outro lado, que sempre preferi grandes aventuras a histórias completas, não só em Tex, mas desde que leio banda desenhada. Prefiro aventuras com o número suficiente de páginas que permita aos autores estenderem acção e personagens, com maior desenvolvimento e densidade. Tex é uma série que vive muito dos tempos da narração e dos grandes espaços do oeste. Aventuras plenas de diálogos, sobretudo entre Tex e Carson, que se desenrolam em vários cenários, são uma das imagens de marca da série. As aventuras completas, de certa forma não permitem desenvolver personagens e situações do mesmo modo, apelando antes a um impacto maior da acção, intensidade constante, outra capacidade para os autores poderem de algum modo surpreender o leitor. Numa linguagem bem própria, os autores têm que jogar rapidamente todos os seus cartuchos, o que por vezes não funciona.
Não quero com isto dizer que este Color Tex não tenha ou não possa vir a conquistar o seu espaço, muito pelo contrário, acho que é uma aposta da Bonelli Editore que tem tudo para dar certo e que no fundo tenta ir ao encontro não só dos leitores, mas sobretudo do mercado. Tex é a série que iniciou toda a aventura editorial da Bonelli, é a série que mais vende, uma imagem de marca editorial e por tudo isso esta aposta tem tudo para dar certo. Permitirá apreciar o trabalho de desenhadores fora do staff normal da série, permitirá ver o herói em aventuras menos densas e com tempos mais concretos, permitirá apresentar o herói em registos eventualmente menos utilizados, assim como permitirá a quem escreve fugir dos cânones normais impostos até agora para a série.
Posto isto, passemos às curtas histórias:
L’Uomo Sbagliato
Tex e Carson encontram-se na pista de um assassino contratado para matar um senador. Boa aventura de Tito Faraci, a menos violenta de todas, com algumas semelhanças com “Intriga em Santa Fé”. Mas se na aventura de Nizzi e Civitteli tudo se desenrola numa atmosfera de drama latente, aqui o leitor depara-se com um Tex irónico e o tom é algo ligeiro. Desenho competente de Giampiero Casertano que, habituado a outros ambientes em Dylan Dog, apresenta um trabalho eficaz e sem grandes rasgos, no fundo a principal qualidade do autor.
Un Colvo di Belve
Talvez a melhor aventura desta publicação. Tex persegue o chefe de um bando de assaltantes de bancos, mas não sabe que os outros membros do bando, que tinham sido enganados pelo chefe, também seguem no seu encalço. Tudo se precipita quando surge uma mulher que tem tanto de bela como de maléfica. Em poucas páginas, Ruju constrói uma aventura plena de acção, crueldade, morte e traição. Sandro Scascitelli apresenta um bom trabalho, mas não convence plenamente, muito pelo facto do trabalho não apresentar sempre o mesmo nível. O seu Tex é granítico, mas o traço do autor parece algo estanque, sem movimento. Talvez por isso, os desenhos individuais do seu portefólio que aqui e ali já tivemos oportunidade de apreciar parecem bem mais conseguidos. Veremos o seu próximo trabalho que o autor parece preparar para um almanaque.
L’Ultimo Della Lista
Tex chega a terras do norte onde encontra um velho caçador de prémios com quem se cruzou no passado. Scott Wannabe desde há alguns anos que está na pista dos membros do bando Dillon, restando capturar apenas um. Uma boa história de Manfredi, que consegue transmitir um certo quotidiano local, através de uma caracterização eficaz dos ambientes. O ritmo da acção é essencial e torna a história sugestiva. Stefano Biglia assume estar à vontade na personagem. Um autor a ter em conta para trabalhos futuros e com outro fôlego, construindo um Tex entre o de Ticci e o de Frisenda.
La Valle Sacra
Boselli mergulha Tex numa história de misticismo onde o herói surge em dificuldades físicas. Aventura que assume alguma originalidade, porque foge dos cânones habituais na série. Genzianella não me convence de todo. O seu Tex pouco tem a ver com a personagem bonelliana, enquanto que o estilo parece pouco adequado ao género.
Finalmente a capa, eficazmente desenhada por Laura Zuccheri, a primeira mulher a desenhar na série, compondo um Ranger suficientemente duro.
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Póster Tex Nuova Ristampa 234
Ilustração nocturna da autoria de Claudio Villa, onde vemos Tex Willer nas vestes de Águia da Noite, o grande chefe dos Navajos, capturando o Sargento Wolson, indigno líder de um grupo do exército americano composto de índios uniformizados e treinados para caçar desertores, mas que tinha sido o responsável pela morte de dois peles-vermelhas que caçavam com Kit Willer.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il massacro di Kalabah”, de C. Nizzi e V. Monti (Tex italiano #341 a #343).
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Texto de José Carlos Francisco


















