Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Setembro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de SETEMBRO de 2014:

TEX 499
A Ponte de Pedra
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: José Ortiz

História originalmente publicada em Tex italiano 597

O feiticeiro Ukasi convence Cão Amarelo, ex-chefe dos utes, a retomar o comando da tribo e atacar os navajos para se apoderar de suas jazidas de ouro. Os quatro parceiros se opõem às acções de Cão Amarelo, mas, depois de um confronto, Tex é capturado pelos utes do chefe Rubidio, que estão se dirigindo para Blufold, um depósito militar do exército que os peles-vermelhas querem saquear. Mas a bravura de Kit Carson e Kit Willer vão segurar centenas de utes até que Tex e os navajos cheguem para controlar a situação.
3,40€

TEX COLEÇÃO 291
Cartas Descobertas

Texto: G. Nolitta – Desenhos: E. Nicolò

História originalmente publicada em Tex italiano 239

Investigando em Elk City o desaparecimento de um colega Ranger, Tex, sob o falso nome de Ted Hawkins, localiza e destrói o bando dos irmãos Alan e Max Rigbi, que roubavam os carregamentos de prata da Mineradora Central. Mas ele vai continuar na cidade para descobrir quem são os traficantes de bebida que viciam os índios da região com o seu veneno. Após o final desta aventura, terá início outra, onde Tex e Carson vão se deparar com vikings do século 14.
3,40€

TEX OURO 69
Acima da Lei

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Victor De La Fuente

História originalmente publicada em Tex italiano 456 e 457

Em São Francisco, uma associação de justiceiros comete crimes sob a alegação de “consertar erros da Justiça”. Tom Devlin, chefe da polícia local, convoca Tex e Carson para ajudá-lo a desbaratar a sinistra organização criminosa.
Os dois Rangers iniciam o seu trabalho investigando o último homicídio do grupo e cada vez mais Tex fecha o cerco aos criminosos.

10,00€

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TEX EM CORES 17
O Bisonte Branco
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

Tex, Tigre e Kit Willer encontram uma jovem da tribo hopi que está fugindo de um grupo de homens encapuzados que querem levá-la para ser sacrificada a um suposto deus chamado Sagrado Bisonte Branco. Claro que os nossos heróis irão investigar e acabar com essa prática desumana. Tudo isso com as maravilhosas cores desta que é a mais bela colecção de Tex já feita no mundo.
15,00€

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TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 86

O Índio Branco
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: E. Nicolò

História originalmente publicada em Tex italiano 169 a 171

Tex e Carson ajudam um detective da Agência Pinkerton a procurar um rapaz branco, chamado Tom Foster, que foi sequestrado pelos índios comanches muitos anos antes. Depois de muitos problemas eles localizam a aldeia, mas os guerreiros do chefe Lone Wolf estão prontos para a guerra.
10,00€

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ZAGOR 151 (AGORA COM 192 PÁGINAS)
Terra Selvagem
. Texto: Mignacco. Desenhos: Cassaro
Ao chegar à aldeia do sábio chefe Voo de Corvo para libertar dois jovens sequestrados, o Espírito da Machadinha é levado a enfrentar Urso em Pé, que considera Jason e Evelyn como suas presas pessoais de guerra.

Onde Voam os Abutres. Texto: Mignacco. Desenhos: Cassaro
Zagor volta a Darkwood e recebe uma mensagem dos índios penobscots, que pedem a sua ajuda. O Espírito da Machadinha descobre que factos inquietantes acontecidos nos arredores da aldeia fazem os índios temerem que uma magia obscura esteja transformando os homens em monstros.
Histórias originalmente publicadas em Zagor italiano 531 e 532
8,00€

ZAGOR GIGANTE 3
A História de Betty
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Gallieno Ferri

História originalmente publicada em Albo Gigante 3

Quem são os homens que chegaram a Darkwood vindos da Irlanda? E por que procuram uma mulher chamada Betty Wilding? O retorno de Zagor ao local onde muitos anos antes os índios abenakis exterminaram a sua família coincide com um encontro que liga o Espírito da Machadinha às suas raízes irlandesas. Betty é sua mãe, mas o mistério que circunda o passado dela parece ter consequências trágicas também no presente, visto que um feroz chefe indígena e um trio de renegados surgem para impedir que o nosso herói desvende tal mistério.
15,00€

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Convívios texianos na região de Lisboa no passado fim de semana

Por José Carlos Francisco

Carlos Moreira e José Carlos Francisco

Aproveitando (mais) um carinhoso e irrecusável convite da família Moreira (Carlos e Teresa) eu, a minha esposa e as minhas filhas fomos passar uns dias de férias, neste quente mês de Agosto, com esses queridos Amigos que tanto estimamos e que residem em Agualva-Cacém, uma cidade portuguesa do concelho de Sintra e seguramente uma das casas mais texianas de Portugal tendo em conta o grandíssimo acervo do Carlos Moreira.

Com a família Moreira num momento de lazer em Sintra

Sem dúvida alguma o Carlos é um dos maiores fãs e coleccionadores de Tex a nível mundial, tendo o Carlos Moreira ainda tido o privilégio de ter conhecido pessoalmente Sergio Bonelli, em Milão, em Março de 2010 e de já ter visitado anteriormente a casa de Tex na Itália, a Sergio Bonelli Editore, onde foi recebido pelo actual homem-forte, o Davide Bonelli, filho e herdeiro de Sergio Bonelli, e muitos dos seus autores numa visita feita por toda a família Moreira, em Setembro de 2008, como pode ser visto clicando AQUI!

Carlos Moreira, José Carlos Francisco e Mário João Marques

Passamos belos dias, demos belos passeios pela região, fizemos convívios com outro grande amigo texiano, o Mário Marques e respectiva família, tendo dado ainda para descansar e ler bastante, para além de fazermos também alguns outros convívios texianos com pards da região em agradáveis encontros que serviram para nos revermos e proceder inclusive a entregas de alguns itens alusivos à 1ª Mostra do Clube Tex Portugal aos sócios do Clube que não puderam deslocar-se a Anadia.

José Carlos Francisco, António Freire, Carlos Moreira e Orlando Santos Silva no Odivelas Shopping

Registe-se através das várias fotos que ilustram este texto para os salutares convívios texianos então com Carlos Moreira, Mário João Marques, Orlando Santos Silva, José Manuel Cristóvão, António Freire e António Amaral e onde também participaram as Texianas Fátima, Teresa, Filipa, Lurdes, Andreia, Ana Beatriz, Sofia e João.

Convívio Texiano com António Amaral no Lumiar

Enfim, foram apenas quatro dias, mas foram dias bem preenchidos e bem texianos graças ao planeamento do Carlos Moreira que organizou então todo o roteiro da família Francisco por terras locais.

Carlos Moreira, José Manuel Cristóvão e José Carlos Francisco

Finalizo este texto confirmando que foi uma tremenda alegria para mim e para toda a minha família termos tido óptimos momentos com as nobres famílias Moreira e Marques e com os pards Orlando, José Manuel Cristóvão, António Freire e António Amaral, pois com Amigos deste naipe é lógico que a nossa semana só poderia ser maravilhosa.

Carlos Moreira, José Carlos Francisco e Mário João Marques nos Jerónimos

A direcção do Clube Tex Portugal no Jardim das Oliveiras em pleno Centro Cultural de Belém preparando já a próxima Mostra do Clube em 2015

Andreia Sofia, Ana Beatriz, Sofia, Teresa e Fátima e o banho nos Jerónimos

Vida longa a Tex, que aproximou pessoas tão especiais.

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Jornal Região Bairradina noticia a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal realizada no Museu do Vinho Bairrada com CHAMADA DE CAPA e traz as PRIMEIRAS informações para a exposição de 2015

Jornal Região Bairradina, de 27/08/2014
Texto da secção Bairrada
Anadia
Inês Maia de Almeida

“Clube Tex Portugal organizou mostra em Anadia e já planeia exposição para 2015“

Jornal Região Bairradina de 27 de Agosto de 2014 noticia a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal realizada no Museu do Vinho Bairrada

O Museu do Vinho Bairrada foi palco da 1ª mostra organizada pelo Clube Tex Portugal. Este clube é constituído por aficcionados da personagem Tex, herói western de banda desenhada. Por ocasião da exposição realizada, o Região Bairradina esteve à conversa com o presidente do Clube Tex Portugal, José Carlos Francisco, que falou da exposição deixando sempre transparecer a sua paixão por este herói dos “quadradinhos”.

Região Bairradina (RB) – Porque optaram por realizar a primeira mostra em Anadia?
José Carlos (JC)
– Tendo em conta o facto de eu ser o Presidente em exercício do Clube Tex Portugal e residindo eu no concelho de Anadia, para além do próprio Clube ter a sua sede em Anadia e depois de eu já ter ajudado a organizar, embora sem a existência oficial do Clube, exposições associadas à personagem Tex em Viseu (2005, 2011 e 2013), Moura (2007), Amadora (2008), Beja (2010 e 2011) e Porto (2012), achei que estava na hora de realizar um evento na “minha” cidade, ainda mais porque essa “promessa” já tinha ficada expressa numa resposta dada a uma entrevista realizada pelo jornal Região Bairradina em 4 de Outubro de 2006 onde à pergunta “Gostaria de um dia expor os seus livros em Anadia?”  eu respondi “Seria com muito maior prazer que exporia na nossa cidade, desde que estivessem reunidas as condições de segurança apropriadas para o efeito. No meu entender o mundo texiano é um mundo maravilhoso, que não olha a fronteiras e que decerto seria apreciado pelas gentes do nosso concelho de Anadia.”. Passou-se quase uma década, mas a “promessa” não estava esquecida e assim sendo apresentei, em meu nome e em nome do Clube Tex Portugal, a ideia ao Executivo Camarário e pouco tempo depois, veio, na pessoa do Exmº Sr. Vice-Presidente Jorge Sampaio, a tão ansiada resposta positiva que permitiu inclusive que a mostra decorresse num dos mais nobres espaços da nossa cidade, o Museu do Vinho Bairrada.

RB – Como surgiu este clube dedicado ao herói de BD?
JC
– Embora não oficialmente, este “Clube” já existia há vários anos e era constituído pelos fãs e coleccionadores que sempre compareciam aos eventos associados à personagem, ajudando inclusive na realização de algumas das exposições realizadas nas diversas cidades portuguesas por onde Tex foi passando ao longo dos últimos anos, mas a ideia de tornar o Clube oficial já existia há cerca de 3 anos e aquando da presença do desenhador italiano Andrea Venturi no 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, mais precisamente durante a Tertúlia Texiana realizada ao final do dia 10 de Agosto de 2013, a ideia foi posta em prática e o Clube Tex Portugal tornou-se o único Clube no nosso país dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro Clube Oficial de Tex no mundo, já que tivemos de imediato a oficialização reconhecida por parte da Sergio Bonelli Editore, editora italiana que publica Tex e detentora dos direitos da personagem.

RB – Com o que contou a exposição?
JC
– O grande destaque da exposição foram as duas dezenas de pranchas inéditas da história que Pasquale Del Vecchio está a desenhar e que será publicada, na Itália, em 2015, fazendo com que tivéssemos nesta 1ª Mostra do Clube Tex Portugal a antestreia mundial de uma história de Tex, um feito verdadeiramente notável para este neófito Clube. Destacou-se igualmente a presença de Pasquale Del Vecchio, consagrado desenhador de Tex ,que esteve também presente neste evento, participando em colóquios, workshops, tertúlias e sessões de autógrafos, durante três dias consecutivos.
Mas tivemos também em exposição verdadeiros itens de coleccionador, tais como páginas originais de guiões de histórias de Tex, livros temáticos, revistas de diversos países onde Tex é publicado, estatuetas, selos, puzzles, filmes, desenhos animados, postais, pins, azulejos, porta-chaves e tantos outros itens, como por exemplo um maço de cigarros “pirata” de Tex ou a caneta de nanquim com a qual Marcos Maldonado legendou, durante décadas, muitas edições brasileiras de Tex, para dar mais brilho e cor a esta 1ª Mostra do Clube Tex Portugal.

RB – Qual o significado da presença de um dos mais consagrados desenhadores do staff actual de Tex na 1ª mostra do clube?
JC
– A presença de Pasquale Del Vecchio veio enriquecer sobremaneira o evento bairradino, já que todos os presentes no evento tiveram a fantástica oportunidade de conviver durante 3 dias e conversar com um dos mais emblemáticos autores da banda desenhada italiana, para além de terem podido enriquecer a sua colecção com um desenho exclusivo feito na hora, realizado em sessões de desenho ao vivo no programa desta mostra.
Para o Clube a presença de Pasquale Del Vecchio será sempre um ponto alto no historial do Clube Tex Portugal, dado que para além de nunca antes este autor ter estado presente em qualquer festival em Portugal, ficará na História como tendo sido o primeiro autor a expor num evento organizado pelo Clube.

RB – Esta mostra poderá repetir-se noutro local do país?
JC
– Esta 1ª mostra do Clube Tex Portugal com a participação de Pasquale Del Vecchio foi exclusiva de Anadia. A intenção da Direcção do Clube Tex Portugal é a cada novo ano organizar uma nova mostra, num local diferente, e com a ambição de podermos ter sempre uma antestreia mundial de uma história de Tex que esteja a ser desenhada, inclusive para 2015 já estamos a trabalhar para podermos ter no nosso país a antestreia mundial da histórica história de Tex que está a ser desenhada por Laura Zuccheri, a primeira mulher a desenhar Tex em mais de 65 anos de vida editorial desta mítica personagem que ainda hoje continua a ser uma das mais vendidas no mundo.

Capa do Jornal Região Bairradina de 27 de Agosto de 2014

Copyright: © 2014 Jornal Região Bairradina & Inês Maia de Almeida

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GAZETA DA BD #30 – NA GAZETA DAS CALDAS – TEX WILLER – O RANGER DO TEXAS – O “western” mais antigo em publicação

Jornal Gazeta das Caldas, de 22/08/2014
Texto da secção Gazeta da Banda Desenhada #30
Jorge Machado Dias

TEX WILLER – O western mais antigo em publicação, no Jornal gazeta das Caldas de 22 de Agosto de 2014

TEX WILLER – O RANGER DO TEXAS

O “western” mais antigo em publicação

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Tem estado à venda em Portugal desde o início do ano passado, o “Tex Gigante” (ou “Texone”, como lhe chamam em Itália) #27 – A Cavalgada do Morto, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Fabio Civitelli. A distribuição das revistas de Tex por cá, e como os fãs bem sabem, é feita pela brasileira Mythos Editora. Acontece que as aventuras de Tex Willer – o cowboy que é um Ranger do Texas –, além de ser um dos westerns mais lidos em diversos países, é a série de aventuras deste género mais antiga em todo o mundo ainda em publicação, precisamente há 66 anos. Daí o interesse em contarmos aqui, em traços gerais, a história desta personagem da BD italiana (ou “fumetti”, no plural – “fumetto”, no singular, como em Itália se designa a BD) cuja primeira história foi publicada em 30 de Setembro de 1948, com texto de Giovanni (Gian) Luigi Bonelli e desenhos de Aurelio Galleppini.

Vejamos então um pouco da vida de Bonelli e como começou Tex: Com o fim do Estado Fascista e da II Grande Guerra Mundial em 1945, assistiu-se a uma frenética actividade nas editoras italianas de BD: um grupo de pequenas casas editoras, de características e estrutura artesanal, deu vida a uma grande produção de bandas desenhadas originais italianas, tornando quase irrelevante a importação dos comics americanos, que foi regra durante a guerra. A grande mudança dá-se com a adopção de um espírito filo-americano – em voga em Itália depois da libertação – pelos velhos heróis “italocentricos”. Em 1946 Bonelli, baseado no êxito de Mandrake, cria Ipnos e pouco depois, com a Serie d’oro Audace (1948), começa a sua colaboração com Aurelio Galleppini, produzindo Occio Cupo, um “fumetto” inspirado nos romances de Dumas, que não teve grande sucesso dada a fraca aceitação dos temas de capa e espada.

Mas o ano de 1948 marcaria para sempre a vida de Gian Luigi Bonelli. Por ser um grande admirador das histórias do velho oeste americano, Bonelli cria, em parceria com o desenhador Aurelio Galleppini, a personagem Tex Willer – inicialmente Tex Killer. As histórias desta personagem eram editadas numa revistinha semanal de formato peculiar, designado por striscia – tira em italiano – com 17 x 8 cm (parecendo uma caderneta de cheques) fino e pequeno, com apenas 32 páginas e uma tira por página, que despertou um grande interesse dos leitores italianos, projectando G. L. Bonelli nacional e internacionalmente. A primeira história de Tex intitulava-se Il Totem Misterioso.

Quando Tea Bonelli, a mulher de Gian Luigi, tomou em mãos a direcção e administração da casa editorial (que mudaria de nome várias vezes) começaram a ser tentados outros formatos, agrupando as histórias publicadas em tiras, que foram sendo reeditadas, num formato mais parecido com o que são hoje as revistas mensais de Tex, com 13,5 x 17,5 cm (mais pequeno que um A5) e três tiras por página.

Mais tarde, quando o filho de Gian Luigi e Tea, Sergio, passou a dirigir a editora, dando-lhe mesmo seu nome actual (Sergio Bonelli Editore), os formatos foram sendo mantidos, embora novas revistas se tenham iniciado, como o Texone – ou Tex Gigante, que referimos no início, com um formato 18,5 x 27,5 cm (próximo do A4) e cerca de 242 páginas. Esta série tem a particularidade de ser anual e ter como convidados para o desenho das histórias, grandes nomes da banda desenhada mundial, como Guido Buzzelli, Victor De La Fuente, José Ortiz, Joe Kubert, Manfred Sommer, etc…

Voltando ao início deste texto – falemos um pouco de A Cavalgada do Morto, publicado em Itália em Junho de 2012, pela Sergio Bonelli Editore, no Brasil, em Outubro de 2012, pela Mythos Editora e distribuído em Portugal (obviamente a edição brasileira) em Janeiro de 2013. A revista tem 242 páginas, sendo que as primeiras 18 são preenchidas por textos de Graziano Frediani (O Pincel Fez Clic!) – sobre Fabio Civitelli –, outro de Gianmaria Contro (Fabio Civitelli: Um Fotógrafo no Oeste) – uma entrevista com o desenhador –, finalizando esta introdução um texto de Graziano Frediani (A Terra dos Pesadelos Adormecidos) – sobre a lenda que deu origem a esta história – e ainda as biografias condensadas de Giovanni Luigi Bonelli, Aurelio Galleppini, Mauro Boseli (o argumentista de A Cavalgada do Morto) e de Fabio Civitelli.

A tradução de todos os textos para a edição brasileira (incluindo o da história) são de Júlio Schneider, adaptados por Dorival Vitor Lopes e a letragem esteve a cargo de Marcos Valério.

Tendo como principal fonte de inspiração a lenda de “El Hombre Muerto”, em que o fantasma de um vaqueiro mexicano assassinado e decapitado, cavalgava de noite nas terras entre o sul do Texas e o norte do México, transportando a sua própria cabeça presa à sela do cavalo e aterrorizando quem se aventurava por aquelas paragens. Alguns pormenores desta história de Tex Willer, levam-nos a pensar que haja também alguma influência, no texto de Boselli, do conto clássico de Washington Irving, publicado em Portugal com o título A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, embora a base seja, seguramente, a lenda mexicano-texana.

Nesta edição #27 do Tex Gigante, destacamos a excelência do desenho de Fabio Civitelli que, apesar do clacissismo do traço – especialmente nas figuras de Tex (que tem que ser sempre parecido com o protótipo desenhado inicialmente por Aurelio Galleppini em 1948) e dos seus parceiros – desenvolveu uma moderna versão do clássico “pontilhismo” da BD italiana, combinado com o “claro-escuro”, que dão a esta história um ambiente quase surreal. De referir que Civitelli já esteve por cinco vezes em Portugal, como convidado, nos Festivais de Beja, da Amadora e do Porto e nos Salões de Moura e de Viseu.


Copyright: © 2014 Jornal Gazeta das Caldas & Jorge Machado-Dias

Nota : o texto publicado na Gazeta das Caldas teve de ser ligeiramente cortado devido ao condicionalismo do espaço disponível.

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Pasquale Del Vecchio e os desenhos feitos na passagem pela 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia

Por José Carlos Francisco (texto), Carlos Moreira e Orlando Santos Silva (fotos)

Pasquale Del Vecchio desenhando para os seus fãs em Anadia

No decurso da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, Pasquale Del Vecchio brindou dezenas de Texianos presentes com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de todos os presentes no evento bairradino.


Mas os desenhos realizados por Pasquale Del Vecchio não se ficaram apenas pelos produzidos no decorrer do evento, isto porque Del Vecchio foi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor italiano tivesse por vezes que os realizar em condições inapropriadas, mas a todos Pasquale Del Vecchio sempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a cada Texiano e sempre com um sorriso encantador no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porque Del Vecchio foi tão querido e admirado pelos seus fãs portugueses.


O blogue do Tex mostra, de seguida, a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.



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Ilustração de Pasquale Del Vecchio no Livro de Honra do Museu do Vinho Bairrada

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