A capa (e os esboços alternativos) de Tex #650, “I misteri di villa Diago”

Por José Carlos Francisco

Se antes do falecimento de Sergio Bonelli o nascimento das capas de Tex ocorria na sede da editora italiana, onde o próprio Sergio Bonelli depois de examinar pessoalmente a história em questão, procurava uma cena “de capa” entre as vinhetas desenhadas, elaborava um esboço veloz que era enviado por fax, a Claudio Villa,  junto às cópias das páginas correspondentes (em geral, duas ou três) e somente a partir daí é que Claudio Villa começava a trabalhar, preparando a cena “de capa”, já que ao contrário do que muitos pensavam, o desenhador não tinha liberdade para fazer a capa que bem entendia para a história, até porque na grande maioria das vezes, Claudio Villa não tinha acesso à história completa, hoje em dia é o próprio Claudio Villa que escolhe a cena a partir da qual faz a capa, embora com supervisão de Mauro Boseli, tendo este o poder de aprovar ou vetar a “capa” escolhida por Claudio Villa, devido a ser na actualidade o responsável máximo por Tex.

Tal acontecerá também com a capa do Tex #650, com lançamento previsto na Itália para 6 de Dezembro de 2014, contendo a segunda parte de uma aventura escrita por Mauro Boselli e que no que ao desenho diz respeito traz Alessandro Piccinelli, cujo título é “I misteri di villa Diago”.

Depois do próprio Villa seleccionar a imagem começa então a trabalhar na preparação da cena “de capa”. Em síntese, ele precisa cuidar do enquadramento, da luz e do movimento das personagens já que segundo o próprio Claudio Villa “A capa deve contar sem revelar, deve ser legível e imediata, deve interessar e ser suficientemente dinâmica. Às vezes, falta uma cena significativa e então ela é “construída” com os elementos extraídos da história. Algumas vezes, para conseguir o melhor, chego a seis, sete esboços. É incrível de quantas maneiras se pode contar, em igualdade de situação, uma cena. E cada vez descobrir uma “temperatura” diferente, só deslocando o ponto de vista, a luz ou a disposição das personagens.“

Mas, como muitas vezes acontece, a capa que será publicada, não foi a única opção do desenhador italiano, já que até chegar ao resultado final que vimos no início deste texto, Claudio Villa fez outros esboços alternativos, igualmente belos:

Primeiro esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #650

Segundo esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #650

Terceiro esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #650

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Vídeo: Fabio Civitelli, Giovanni Ticci e… Tex Willer com a participação de Sergio Tisselli

Tex, numa arte de Fabio Civitelli, chegando ao histórico Palácio Panciatichi, em Florença

“Dois toscanos no Oeste”… numa mostra em Florença!

O aretino Fabio Civitelli e o senês Giovanni Ticci, dois autênticos mestres da banda desenhada italiana que desde há décadas têm o nome ligados a Tex Willer, viram expostos os seus originais no prestigioso Palácio Panciatichi, em Florença.
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A mostra apresentou uma selecção das obras dos dois autores. De Civitelli pôde-se admirar páginas da série regular, do Tex Gigante “A cavalgata do morto” e ilustrações criadas para os volumes “Tex Willer – A história da minha vida, “O meu Tex – A balada do Oeste” e “O Oeste segundo Civitelli”.

De Giovanni Ticci estiveram expostas ilustrações e aguarelas criadas para o volume “Tex a aventura e as recordações” di G. B. Verger e as capas de Tex Gold, a Colecção Histórica a Cores.

Convidado especial o aguarelista Sergio Tisselli, do qual estiveram expostas grandes pranchas ilustrativas para o portfólio “Lampi sul West”, e algumas páginas para um Color Tex a publicar em 2015.

A mostra “Dois toscanos no Oeste” decorreu de 17 de Outubro a 6 de Novembro, nos nobres salões do histórico Palácio Panciatichi, em Florença, tendo sido exibido aquando da sua inauguração o filme “Come Tex nessuno mai”, de Giancarlo Soldi.

Entrevista com o fã e coleccionador: Jônatas Lorenz

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Jônatas Lorenz: Bom, vamos lá. Chamo-me Jônatas Lorenz. Nasci em Gramado, Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, e onde eu ainda moro, tendo nascido no dia 8 de Abril de 1999, sendo actualmente estudante.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Jônatas Lorenz: Passei a minha infância lendo Turma da Mônica, digamos que aprendi a ler com a Turma da Mônica, e lia ás vezes as revistas da Disney. Eu ficava horas lendo o Cebolinha que na época era a minha personagem preferida. Até aos meus 9 anos, toda a vez que eu ia na banca eu comprava directo os exemplares da Turma da Mônica.

Quando descobriu Tex?
Jônatas Lorenz: Como eu disse antes, quando eu ia na banca nem percebia que existia Tex, até que ,quando eu estava vendo as revistas do Cebolinha, vi o meu pai pegando uns exemplares que eu nunca tinha visto e que se chamavam Tex. Perguntei-lhe que tipo de história era, e ele disse-me que era baseado no velho Oeste. Ao perceber que era em preto e branco desinteressei-me.Quando eu tinha uns 10 anos fui ao sótão da minha casa e achei uma caixa com as revistas  do Tex, o mesmo nome que algum tempo atrás eu tinha visto o meu pai lendo, e o primeiro exemplar que vi quando abri era um Tex maior que os outros, era o Tex Gigante “O Vale do Terror“, estava muito curioso, peguei a caixa e fui folhar todas as revistas e quando li “O Vale do Terror“, achei aquilo fantástico, eu nem percebera que estava à horas lendo o Tex Gigante. Quando eu entrei no mundo de Tex, não saí mais e não parei mais de ler, e não pretendo parar nunca.

Porquê esta paixão por Tex?
Jônatas Lorenz: Por que é uma personagem fantástica, as histórias e cenários parecem filmes, um filme aos quadradinhos, a personagem mais realística que eu já vi na banda desenhada. Tex mostra que não há raças e cores diferentes entre os humanos, sempre sendo justo e leal com quem deve ser.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Jônatas Lorenz: Que nem eu disse antes, Tex é diferente de muitos outros, não tem super poderes, o que faz ele ser o meu herói preferido, basta um cavalo e um revólver que ele já acaba com os inimigos, ele é humano, se ele leva um tiro ele aleija-se. As histórias são reais e muitas coisas que aparecem realmente aconteceram que nem em Tex 406-407-408 na Conspiração contra Custer, e muitas outras coisas que é muito para eu explicar… rsrsrs

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Jônatas Lorenz: Na última vez que contei eram um pouco mais de 170, pouco comparando com outros coleccionadores, mas eu e o meu pai sempre demos um jeito para comprar. Pretendo completar a colecção mensal, mas ainda está um pouco de longe acontecer, pois eu iria levar anos para conseguir. Mas desistir nunca.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Jônatas Lorenz: Por enquanto só as revistas, mas queria muito possuir o filme de Tex, o álbum de cromos e os bonecos de resina dos 4 pards.

Qual o objecto Tex que mais gosta de possuir?
Jônatas Lorenz: O Tex Gigante “O Vale do Terror“, mas todas os revistas são importantes e especiais para mim.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Jônatas Lorenz: É difícil de escolher a melhor, pois para mim todas são óptimas, então vou dizer as que mais gostei: Tex 396 a 399 “As Colinas dos Sioux“, Tex 406 a 408 “Conspiração Contra Custer” , Tex Gigante “O Vale do Terror“, “Seminoles“, “Patagônia“, “O Homem sem Passado“, “Forte Apache“, “A Mão Vermelha” e o último Tex Gigante lançado: “Os Pioneiros“. O desenhador que mais gosto são do eterno Galep, mas também aprecio imenso os desenhos de Villa, Marcello, Ticci, Monti, De La Fuente e Civitelli. No quesito argumentista gosto muito de G. L. Bonelli, Boselli e Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Jônatas Lorenz: O que mais me agrada é Tex fazendo justiça, ajudando os mais fracos, sendo leal e honesto, e claro as “briguinhas” com o camelho velho que trazem o gostinho de comédia nas histórias. E não há nada em Tex que me desagrade 🙂

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Jônatas Lorenz: Tex tem todo esse sucesso por estar nas bancas brasileiras há mais de 40 anos e por toda a equipa italiana que faz histórias e cenários fantásticos, reais, que parecem ser filmes aos quadradinhos, Tex é simplesmente fantástico!

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Jônatas Lorenz: Sim, principalmente nos grupos: Tex Willer-Águia da Noite e Fã Clube Tex Brasil, mas pretendo ir algum dia em um evento também.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Jônatas Lorenz: Na minha opinião a venda de Tex está cada vez mais decaindo, mas acredito que ele dure bastante anos nas bancas, sei que já passou por situações piores mas sempre foram superadas. Peço que Manitu deixe Tex vivo nas bancas ainda por um bom e longo tempo!

Prezado pard Jônatas Lorenz, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Novembro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de NOVEMBRO de 2014:

TEX 502
Duelo no Sunset Corral
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Corrado Mastantuono

História originalmente publicada em Tex italiano 602

No refúgio secreto dos bandidos, no Hell’s Canyon, Kit Carson corre perigo, enquanto em Vegas Tex Willer descobre a realidade sobre a morte do xerife anterior. Aos poucos a verdade sobre os justiceiros de Vegas vem à tona e os pards deverão acertar as contas com os insuspeitáveis culpados, num desafio até a morte no Sunset Corral.
3,40€

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TEX COLEÇÃO 294
Os Quatro Fugitivos

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: F. Fusco

História originalmente publicada em Tex italiano 242

Na cidadezinha de Cortez, Tex e Kit Carson desenvolvem investigações tanto sobre uma quadrilha que tempos atrás assaltou o banco de Norwood quanto sobre os misteriosos Cavaleiros da Justiça que, por erro, lincharam o Ranger Tony Regan. Contra os dois amigos movem-se algumas personagens sinistras de Cortez que se propõem a ajudar quatro ladrões do banco, capturados por Tex e Carson, a escapar da cadeia para atiçá-los contra os dois Rangers. Mas o acerto de contas no velho pueblo indígena será escrito com chumbo e sangue.
3,40€

TEX OURO 71
A Pedra de Akbar

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: F. Fusco

História originalmente publicada em Tex italiano 461 e 462

Tex e Carson estão em Nova Orleans investigando o paradeiro de um enorme diamante conhecido como Pedra de Akbar. A joia foi roubada em Bengala e deveria ir para Londres, mas muita gente deseja esse tesouro, e está disposta a matar por ele.
Outra electrizante aventura de mistério e emoção, escrita por Nizzi, com a primorosa arte de Fusco.
10,00€

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TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 88
Caçadores de Escalpos
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: A. Galleppini

História originalmente publicada em Tex italiano 175 e 176

Tex e seus pards estão no encalço de um grupo de caçadores de escalpos que, disfarçados de índios, levam o terror aos colonos da região. Assim que pisam na cidadezinha de Tombstone, os quatro justiceiros têm de enfrentar um xerife corrupto que protege as actividades de todo o tipo de facínora. Mas é claro que isso não vai durar muito.
9,00€

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TEX ANUAL 15
O Deus Canibal
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Lito Fernandez

História originalmente publicada em Maxi Tex italiano 17

Tex e Carson chegam à pequena comunidade de Sitka, no sul do Alasca, a convite do velho amigo Gros-Jean, para ajudá-lo a resolver uma controvérsia entre os índios tlingits do sakem Kowee e os caçadores de baleias do capitão Roscoe, um desentendimento que corre o risco de desandar em uma guerra sangrenta. Mas para os nossos heróis esses problemas são só o começo. Vindos das desconhecidas regiões do norte, os lendários guerreiros-lontras, os kuchtaqas, sequestram duas jovens tlingits: Shaya, a filha de Kowee, e Dawn, afilhada de Gros-Jean e amiga de velha data de Tex e Carson, para entregá-las como esposas ao terrível deus canibal Hamatsa!
11,00€

AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 109 (AGORA COM 260 PÁGINAS)
Abraço Mortal
Texto: G. Berardi e L. Calza. Desenhos: Fodera & Campi
A senhora Sherleene é agredida e esfaqueada em sua própria floricultura. Mas por alguma razão desconhecida ela não quer entregar o agressor. Júlia está convencida de que só investigando o passado da mulher poderá descobrir a chave do mistério.

Profissão Perigo
Texto: G. Berardi e M. Mantero. Desenhos: Pittalunga & Antinori
Debbie, uma jovem e bela estudante, é encontrada morta, assassinada com sadismo e ferocidade. Ao investigar o caso, a criminóloga de Garden City descobre que, para pagar os estudos, Debbie levava uma vida dupla: universidade de dia e prostituição à noite!
Histórias originalmente publicadas em Júlia italiana 112 e 113
9,00€

JUIZ DREDD MEGAZINE 3

A JUSTIÇA CHEGA AOS QUIOSQUES PORTUGUESES! A Mythos lança no nosso país Juiz Dredd Megazine nº 3 e continua a resgatar o melhor do quadradinho britânico. Imagine uma publicação que reúna mensalmente autores do calibre de Alan Moore, Dave Gibbons, Brian Bolland, Pat Mills, Dan Abnett, John Wagner, Carlos Ezquerra e outros expoentes das BDs, trazendo o melhor da produção aos quadradinhos inglesa nos últimos 20 anos. Esta é a proposta de Juiz Dredd Megazine, nova revista mensal da Mythos Editora. Encabeçada pelo truculento e implacável Juiz Dredd, a publicação reúne histórias lançadas nas tradicionais revistas britânicas 2000 AD e Judge Dredd Megazine, e mescla personagens como o guerreiro bárbaro Sláine, a séries como Área Cinzenta, Nikolai Dante, Áquila, Distorções Temporais e outras.

Com 68 páginas em papel couchê e formato magazine, Juiz Dredd Megazine surge como uma opção aos tradicionais quadradinhos de super-heróis americanos, enveredando pela ficção científica e pela fantasia, com enredos criativos, muita acção e pitadas do subtil humor britânico.
3,50€

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