Vídeo: Tex e Os Monarcas – Alma Apaixonada

Por José Carlos Francisco

Os Monarcas

Hoje no blogue português do Tex propomo-vos ouvir Os Monarcas, um conjunto de música regionalista gaúcha, dono de uma das carreiras de maior longevidade da música regional do Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, com a sua famosa melodia “Alma Apaixonada” numa vídeo-montagem com belíssimas imagens do grande sucesso dos fumetti italianos  Tex Willer, numa iniciativa levada a cabo pelo pard Celso Zamarchi Cenci, como se poderá ver no excelente vídeo que apresentamos então de seguida:

Finalizamos este post deixando a letra da melodia:

Alma Apaixonada
Os Monarcas

Quando às vezes sinto uma saudade impertinente
que faz a gente sofrer calado e nem chorar porque ultrapassou
todos os limites que essa minha alma apaixonada
numa loucura desenfreada chorei demais e meu pranto secou.

O vento que vai, o vento que vem
sempre traz lembranças de quem amei
O perfume dela, a saudade dela
tudo o que vivemos não esquecerei

Coração que bate,
lábios que murmuram na tarde que cai
Quase posso ver ela junto a mim essa dor não sai. [2x]

Resta cantar esse chamamé para esquecer o cheiro da flor
que era minha vida e onde está agora o meu grande amor? [2x]

Quando a noite chega, a lua cheia, o céu estrelado
penso em nós dois, e olho a meu lado:
há um vazio, o meu bem não está.

Sou barco à deriva, em noite escura um mar agitado
um cão sem dono, um violão quebrado,
está faltando alguém para me consolar.

O vento que vai, o vento que vem
sempre traz lembranças de quem amei
O perfume dela, a saudade dela
tudo o que vivemos não esquecerei

Coração que bate,
lábios que murmuram na tarde que cai
Quase posso ver ela junto a mim essa dor não sai. [2x]

Resta cantar esse chamamé para esquecer o cheiro da flor
que era minha vida e onde está agora o meu grande amor? [2x]

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Kit Willer abstémio motiva página VETADA!

Por José Carlos Francisco

Kit Willer a beber cerveja na companhia do pai

O seu nome é Kit, Kit Willer. É apenas um rapaz, mas no momento da necessidade, sabe defender-se com astúcia e habilidade dos mais experimentados “frontier-men”. De resto, como se diz, filho de peixe sabe nadar… porque Kit – que os índios chamam de Pequeno Falcão – é o digno filho de Tex, nascido do (infelizmente brevíssimo) matrimónio de Tex Willer com uma índia navajo, de nome Lilyth.

Desde a sua primeira parição, nas vestes de um pequeno arqueiro (acertando em cheio no chapéu do “padrinho” Carson, de quem herda o nome) faz-se notar pela sua vivacidade e inteligência. Crescido entre os índios e tendo Tex e Jack Tigre como professores, Kit Willer torna-se um óptimo atirador, grande lançador do laço e do punhal, experiente seguidor de rastos, cavaleiro hábil (portentosas as suas acrobacias na sela do seu mustang Diablo) e discreto lutador.

Kit Willer pedindo uma cerveja de boa qualidade

Kit Willer pedindo uma cerveja para ele e outra para Jack Tigre

Graficamente, Kit nasce a 18 de Janeiro de 1952, período em que na Itália estava em voga e faziam furor “os heróis jovens” (Capitão Miki, O Pequeno Xerife, Sciuscià, só para citar os nomes mais conhecidos) e até para dar exemplo aos mais jovens Gian Luigi Bonelli decide considerar o filho do nosso Ranger como sendo abstémio (quem não consome bebidas alcoólicas ou [por extensão] quem é sóbrio ou moderado na sua conduta) como se comprova na página, da autoria de Aurelio Galleppini, que mostramos de seguida:

Da clássica história com o capitão Barba Negra, uma página que exprime com clareza a relação de Kit Willer com o álcool

Pois bem, recentemente Mauro Boselli, o editor italiano de Tex vetou uma página (ainda a lápis) do Tex Gigante em produção por Mario Rossi, popularmente conhecido por Majo, onde o consagrado desenhador italiano tomou a liberdade de pôr Kit Willer a beber uma bebida de elevado teor alcólico. E Boselli vetou a página que deste modo permanecerá inédita (mas que o blogue do Tex divulga neste texto), justificando que o jovem Willer no máximo (e muito raramente) bebe uma cerveja:

Uma página de Majo que permanecerá inédita porque Kit Willer é abstémio

Mas o tema é bem polémico pois o próprio G. L. Bonelli no passado por vezes entrou em contradição pondo Kit Willer a beber whisky como se constata nas vinhetas que se seguem…

Kit Willer bebendo whisky numa história de G. L. Bonelli

Em Tex contra Yama o jovem Kit declara que deseja beber um bom whisky tendo Tex avalizado a sua escolha

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Entrevista com o fã e coleccionador: Zeca Baleiro

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Bira Dantas na caricatura e montagens.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Zeca Baleiro: Nasci em São Lúis, capital do Maranhão, estado do Nordeste brasileiro, em Abril de 1966. Tornei-me músico e compositor aos 17 anos e nunca mais parei. Já se vão 30 anos.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Zeca Baleiro: Desde criança que colecciono BDs. Em casa todos gostavam de ler, mas eu era “o coleccionador”. Fantasma, Mandrake, Os Sobrinhos do Capitão, Ferdinando, Zorro e sobretudo Tex e Ken Parker, os mais queridos.

Quando descobriu Tex?
Zeca Baleiro: Ainda menino, por influência de um amigo que coleccionava.

Porquê esta paixão por Tex?
Zeca Baleiro: Adoro histórias ambientadas no Velho Oeste americano, sejam filmes, romances ou banda desenhada. E Tex era (e é ainda) um personagem muito sedutor e convincente, com as doses certas de coragem, cinismo, valentia e cavalheirismo que um “cowboy” deve ter.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Zeca Baleiro: Não sei explicar, mas ele tem uma magia qualquer. É violento mas doce, é irónico e justo… É um personagem curioso, muito bem composto.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção?
Zeca Baleiro: Quando adolescente, tinha todas, mas perderam-se nas várias mudanças de casa que minha família fez. Hoje guardo apenas as edições especiais.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Zeca Baleiro: Tenho alguns livros sobre Tex também.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Zeca Baleiro: Quando menino eu tinha uma estrela de ranger que adorava, igual à do Tex (…risos…).


Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia?
Zeca Baleiro: Gosto de muitas histórias, mas há duas que foram bem marcantes – “El Muerto” e “A Quadrilha dos Dalton”.
Desenhadores, gosto do Galleppini, Ortiz, Villa, Ivo Milazzo…

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Zeca Baleiro: Agradam-me o seu senso de justiça e a sua fidelidade aos amigos. Nada me desagrada nele.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Zeca Baleiro: Ele é bastante sedutor – justo e violento em igual medida, amoroso com os amigos…
Tem aquilo que costumamos chamar de carisma.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Zeca Baleiro: Quando adolescente, fiz parte de um Clube de Heróis, que trocava informações e impressões sobre Tex e outros heróis de BDs. Hoje não mais.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Zeca Baleiro: Não faço muita ideia, mas espero que ele seja muito feliz e tenha uma aposentadoria bastante digna (…risos…).

Prezado pard Zeca Baleiro, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.


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A capa (e os esboços alternativos) do Color Tex #5, “Delta Queen”

Por José Carlos Francisco

Se antes do falecimento de Sergio Bonelli o nascimento das capas de Tex ocorria na sede da editora italiana, onde o próprio Sergio Bonelli depois de examinar pessoalmente a história em questão, procurava uma cena “de capa” entre as vinhetas desenhadas, elaborava um esboço veloz que era enviado por fax, a Claudio Villa,  junto às cópias das páginas correspondentes (em geral, duas ou três) e somente a partir daí é que Claudio Villa começava a trabalhar, preparando a cena “de capa”, já que ao contrário do que muitos pensavam, o desenhador não tinha liberdade para fazer a capa que bem entendia para a história, até porque na grande maioria das vezes, Claudio Villa não tinha acesso à história completa, hoje em dia é o próprio Claudio Villa que escolhe a cena a partir da qual faz a capa, embora com supervisão de Mauro Boseli, tendo este o poder de aprovar ou vetar a “capa” escolhida por Claudio Villa, devido a ser na actualidade o responsável máximo por Tex.

Claudio Villa… por Claudio Villa, na aventura do Tigre Negro

Mas deixemos o próprio Claudio Villa falar da elaboração das suas capas numa recente entrevista, concedida em Agosto de 2014, a Luca Del Savio no site da SBE a propósito dos seus vinte anos como capista de Tex: “Primeiro eu tento saber se a história já tem um título, pois isso ajuda na sintonia com a cena. Depois eu dou uma olhada atenta às páginas que me são enviadas em PDF. Aí então vem a escolha da imagem, que deve ser significativa, que não revele muito e nem muito pouco, seguida de uma verificação em todas as capas desenhadas por Galep mas também nas minhas, para confrontar eventuais semelhanças. Depois parto para o esboço. Antes eu fazia bem mais do que hoje, mas hoje eu normalmente desenho duas situações. E muitas vezes eu mando para aprovação na editora só um dos esboços, aquele que me convence mais. Se o desenho não é aprovado – o que acontece com mais frequência do que se imagina – uma rápida troca de ideias com a redacção permite que eu me sintonize melhor com o que se pretende e elaboro outro esboço: faço os traços a lápis, tiro uma fotocópia e nela acrescento o peso das áreas escuras com uma hidrocor, para dar a ideia mais próxima possível do preto e branco definitivo. Aprovado esse desenho, tiro uma nova fotocópia em papel transparente, refaço os traços no verso com um lápis dermatográfico e depois transfiro a imagem para a folha definitiva com uma pena delineadora com ponta de metal, fazendo um decalque. Em seguida eu redesenho a cena, tentando melhorar os detalhes, e aí passo para a arte-final. Concluído o desenho definitivo, faço uma fotocópia em formato A4 numa folha de cem gramas, específica para fotocópias coloridas, e acrescento as cores com hidrográficas e com ecoline, uma aguarela líquida. Digitalizo o trabalho para o meu arquivo e a capa está concluída!“

Capa do Color Tex #5 da autoria de Claudio Villa

Tal aconteceu também com a capa do Color Tex #5, publicado, em Itália, em Agosto de 2014, contendo a história (colorida) “Delta Queen“, escrita por Mauro Boselli e magnificamente ilustrada Fabio Civitelli, como se pode ver de seguida:

Esboço de Claudio Villa para capa do Color Tex #5

Esboço de Claudio Villa para capa do Color Tex #5

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