Godega Sant’Urbano provincia di Treviso 25 – 26 Aprile 2015

Per Francesco Micoli

8ª edizione Godega Fumetto: ospiti Giorgio Montorio e Giacomo Danubio

Anche quest’anno, nel piccolo paese di Godega Sant’Urbano in provincia di Treviso, si è svolta l’ottava edizione di Godega Fumetti, mostra mercato del fumetto usato e da collezione, incontri e conferenze con gli ospiti invitati. Quest’anno sono presenti Giorgio Montorio vecchia firma di Diabolik, che festeggia i suoi cinquanta anni di nuvole e il nostro Texiano Giacomo Danubio.

La fiera è veramente organizzata al meglio grazie all’impegno di un gruppo di appassionati (Mimmo!) che si rimboccano le maniche e lavorano un anno intero per poter essere pronti per l’evento che sta diventando un cult nella zona. Il nostro Giacomo è presente presso la bancarella degli amici del Tex Willer Magazine, rivista semestrale del forum di Tex ormai giunta al nr 12 il prossimo mese, presente Massimo Musella.

Per due giorni interi senza risparmio accontentando i tanti appassionati che gli chiedono un disegnino o una dedica su di un albo da lui disegnato. Giacomo Danubio è nato in Sicilia a Caltagirone (CT) il 23 Aprile 1967 ma fin da piccolo vive e lavora a Milano dove ha frequentato la Scuola del Fumetto, dopo un lungo periodo di apprendistato e numerosi lavori per Edifumetto e Ediperiodici, nel 1993 per la Xenia Edizioni pubblica il n.0 di Demon Hunter. Successivamente lavora per diverse agenzie pubblicitarie e nel 2007 comincia a presentare disegni di prova per Tex. A tutt’oggi Giacomo ha all’attivo due storie di Tex edite entrambe sull’Almanacco del West 2011 e 2012. La prima “La città del male” scritta da Mauro Boselli, la seconda “Il ciarlatano” scritta da Tito Faraci. Dalle sue parole mi ha confermato che un’altra storia sua per Tex è pronta devono solo decidere su che serie pubblicarla forse il ColorTex, mentre un’altra è in lavorazione.

Il disegno di Giacomo è molto realistico pulito ed espressivo, Il suo Tex è bello, maschio e riconoscibilissimo. Un segno corposo ricco di sfumature ed ombre secondo me bellissimo in bianco e nero poi rende tantissimo. Ma Giacomo è soprattutto un bravo ragazzo, una di quelle persone che appena conosciute ti diventa subito amico. Io l’ho conosciuto proprio quest’oggi e mi è entrato subito nelle mie corde, ad un certo punto era come se ci conoscessimo da tanto tempo, come vecchi amici, litigando anche per chi deve pagare il caffè, alla fine il caffè me lo ha offerto lui. Abbiamo parlato un pò di tutto il mondo del fumetto, lui tante volte ha pensato di smettere e cambiare mestiere, ma la passione era talmente forte e radicata in lui che ha resistito e alla fine ha vinto.

Bravo Giacomo penso che Tex abbia guadagnato un altro grande disegnatore e ti auguro di avere una lunga carriera fra le fila del nostro comune eroe. Tex e il suo mondo hanno bisogno di nutrirsi anche della tua matita e della tua china! Dai discorsi che abbiamo fatto insieme ho capito che sei veramente un Texiano, ti piace disegnare il nostro Ranger. Grazie del Tex che mi hai dedicato, è il primo che ho, disegnato da te, anche questo lo conserverò fra le mie cose più belle! Ma soprattutto, la prossima volta, il caffè te lo l’offriamo io e Laura la mia compagna.

Un saluto a Godega ai suoi organizzatori (BandaStragulp), ai suoi ospiti soprattutto alla simpatia di Mimmo! Ed un saluto al Tex Willer Forum!


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Chegou a Portugal, o material da SBE para a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco


Já chegou a Portugal, mais precisamente à cidade de Anadia, o material enviado pela Sergio Bonelli Editore para a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, a realizar nos dias 9 e 10 de Maio no Museu do Vinho Bairrada, localizado na capital bairradina, material esse que já está a ser devidamente emoldurado e pronto a ser exposto no dia 2 de Maio, sábado próximo, dia em que será feita a montagem da Exposição num dos fascinantes Salões do Museu presidido pelo Exmo. Senhor Doutor Pedro Dias.


Tratam-se de 10 pranchas da autoria de Stefano Biglia, apreciado desenhador de Tex que estará presente neste 2º evento do Clube português do Tex, seleccionadas pelo próprio autor que pretendem dar, aos visitantes da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, uma visão geral acerca da colaboração mais recente deste consagrado desenhador italiano para com a Sergio Bonelli Editore, ou seja, pranchas da história escrita por Mauro Boselli, ainda em produção, com o título provisório de Bad Hand, aventura criada a partir de uma sugestão de Sergio Bonelli, e centrada na histórica figura de Ranald Slidell MacKenzie, um general da cavalaria dos Estados Unidos, com muitas cenas de batalhas e guerras índias, com lançamento previsto para o Verão de 2016.


E outras 10 pranchas da autoria de Pasquale Frisenda, todas elas da prestigiada aventura “Patagónia”, uma das mais épicas e emblemáticas histórias publicadas nestas seis décadas de vida editorial da Bonelli, como também se constata ao descortinar as pranchas expostas neste evento de Anadia.


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Póster Tex Nuova Ristampa 245

Póster Tex Nuova Ristampa 245

Em mais uma deslumbrante ilustração de Claudio Villa vemos Tex Willer a salvar Kit Carson após o cavalo deste ter enfiado uma pata num buraco e ter partido a perna durante uma perseguição afectuada por uma patrulha de Forte Walsh que pretendia prender os Rangers, a mando do general Stonewell, quando os dois pards pretendiam unir-se a Nuvem Branca, chefe dos Sioux…

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Uno strano incontro”, de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci (Tex italiano #358 a #362).
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Texto de José Carlos Francisco

Lançamento Mythos Editora: Tex 547 “O resgate de Slade”

Por José Carlos Francisco e Mário João Marques

Hoje no blogue do Tex divulgamos a capa, da autoria de Claudio Villa, de Tex #547, com lançamento previsto para 25 de Maio, cujo título é “O resgate de Slade” (no original: Tex nº 647, “Il ricatto di Slade”, de Setembro de 2014) e que contém a primeira parte de uma história escrita por Tito Faraci e desenhada por Giovanni Bruzzo.

Tex #547 – O resgate de Slade

De certa forma, alguns leitores receberão uma nova história de Tex escrita por Tito Faraci com algum receio, conhecendo de antemão a qualidade dos seus recentes trabalhos na série. Já o sublinhámos noutras ocasiões, apesar dos seus argumentos partirem de boas ideias, o posterior desenvolvimento privilegia a construção de cenas de acção capazes de criar um certo impacto junto do leitor, em detrimento de uma maior espessura e densidade de personagens e situações ou de diálogos mais elaborados. Numa primeira abordagem, O resgate de Slade parece levar o leitor a concluir que pouco ou nada mudou, mas apesar de se manterem as principais características que o autor vem evidenciando, esta aventura encerra algumas qualidades que importa sublinhar.

O bando de Tom Slade dedica-se a assaltar e a roubar, não hesitando em matar quando é necessário não deixar rasto. Durante um assalto a uma diligência, o bando depara-se com um cofre que parece conter algo mais do que uns quantos dólares, algo muito importante e que não pode ser revelado sob pena de comprometer alguém poderoso. Algo tão importante que leve Madison, um governador local, a auxiliar Tom Slade a evadir-se da penitenciária onde se encontrava a cumprir pena, depois de entretanto ter sido capturado por Tex e Carson.  Os dois rangers desconfiam de todos estes acontecimentos e acabam por ir no encalço de Tom Slade.


Giovanni Bruzzo trabalhou na SBE para Mister No e Brad Barron, antes de chegar a Tex, assinando agora a sua segunda aventura na série. É notória a evolução do desenhador relativamente ao seu trabalho anterior em O Homem de Baltimore (Tex #493 e #494), também escrita por Faraci, onde já nos tinha deixado boa impressão. Bruzzo tem um estilo clássico, muito elaborado e com grande atenção na composição da fisionomia das personagens.

Se estas duas aventuras texianas têm vindo a revelar um desenhador dotado e com um estilo muito próprio, o seu Tex parece ainda muito decalcado do modelo ticciano. Numa primeira fase parece-nos ser uma estratégia natural e adoptada por quase todos os desenhadores da série. Quando Bruzzo firmar a sua própria personalidade e definir claramente o seu Tex, acredito estarmos em presença de um grande desenhador da série.


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O blogue do Tex na Feira da Banda Desenhada Usada e de Colecção, em Bolonha, com Lucio Filippucci

Por Francesco Micoli[*]

Mostra Mercato del Fumetto Usato e da Collezione, Bolonha, 2015

Bolonha 25 e 26 Abril 2015

Também neste início de ano, como acontece há muitas Primaveras, realizou-se a Feira da Banda Desenhada Usada e de Colecção (Mostra Mercato del Fumetto Usato e da Collezione). A feira que se realiza em Bolonha, duas vezes por ano, na Primavera e no Outono, atrai milhares de apaixonados, coleccionadores, fãs ou simples leitores, jovens e menos jovens todos à procura daquele número que lhe falta ou daquele em particular que o transporta ao passado e lhe traz à memória recordações longínquas e já desvanecidas, que de repente retornam e tornam-se novamente actuais.

Passear entre os expositores, sentir o cheiro do papel amarelado, por vezes desbotado, amassado ou rasgado faz-nos voltar a trás no tempo, tornando-nos novamente crianças e saborear o odor daquelas velhas revistas como saboreávamos a cozinha da nossa mãe ou da nossa avó, coisas distantes no tempo mas gravadas no nosso subconsciente como se estivessem esculpidas numa pedra.

Roberto Roli e Francesco Micoli

Estes eventos realizam-se anualmente às centenas em diversas localidades espalhadas pela Itália, mas esta feira de Bolonha, juntamente com a de Reggio Emilia, são as mais antigas e as mais visitadas. A Emília Romana é terra de grande tradição na banda desenhada e os itens mais belos e mais raros que tenho na minha colecção, seguramente encontrei-as aqui. Um grande número de desenhadores e argumentistas da banda desenhada são emilianos. O “Palanord” da rua Stalingrado é a Meca para quem procura raridades, novidades e curiosidades, mas também o local onde os coleccionadores se reúnem para trocar, comprar e vender qualquer revista antiga, nova ou até reservar edições ainda não publicadas.

É também o local onde se encontra após um ano algumas pessoas, como por exemplo algumas que eu só encontro aqui, se faz novas amizades ou se revê velhos amigos que já não se via há algum tempo. Passear entre os expositores, desfolhar velhos álbuns, encontrar aquilo que se procura, negociar o preço e finalmente satisfeito, trazer para casa o item que faltava na colecção ou até mesmo uma inteira colecção. O frenesim é tanto que alguns dias antes da feira já me concentro no que devo levar para trocar e faço a lista do que desejo.

Roberto Roli, Francesco Micoli e Maurizio

É evidente que para um coleccionador da velha guarda é cada vez mais difícil encontrar o que lhe falta, ou encontrando é muito caro e assim sendo passa uma vez mais adiante. Mas respirar e tocar todas aquelas antiguidades, às vezes muito raras, faz com que nem se dê pelo tempo a passar e por isso prefiro sempre ir sozinho, porque por vezes se negoceia por mais de uma hora num único expositor ou se encontra um amigo e lá se perde mais uma hora, ou até entre a multidão se descobre um autor e tem que se fazer uma série de truques para tentar abordá-lo, cumprimentá-lo e porque não, pedir-lhe um desenho ou um autógrafo.

Há alguns anos atrás, precisamente na feira de Reggio Emilia vislumbrei entre a multidão Claudio Nizzi, estava incógnito, muitos o reconheceram mas ninguém ousava perturbá-lo, depois de uma perseguição e várias emboscadas abordei-o junto de um expositor, cumprimentei-o e apesar dele não estar muito entusiasmado autografou-me um exemplar de Tex pedindo-me para eu não levantar muito a voz, caso contrário não conseguiria mais desfrutar da feira.

Roberto Roli e Francesco Micoli

Há ainda as editoras menores, aquelas que reeditam, em poucos exemplares numerado, séries antigas em fac-símile, os pequenos clubes e tantos expositores mais ou menos importantes ou conhecidos, que vendem revistas, páginas originais, t-shirts, estátuas, álbuns de cromos, etc., etc. Na banca expositiva do clube Amys (amigos de Martin Mystere), estavam Lucio Filippucci e Alfredo Castelli (infelizmente no sábado esteve ausente), que festejavam os vinte anos de Doctor Mystere. A ocasião era tentadora para me aproximar de Lucio e convencê-lo a fazer-me um desenho. A ousadia foi compensada e consegui um desenho híbrido.

Filippucci fez-me o Doctor Mystere e Tex juntos para não descontentar ninguém! Manobra que repetiu com outros texianos visto que a sua presença na feira era por causa dos vinte anos de Doctor Mystere. Enquanto me fazia o desenho trocamos algumas impressões, Lucio está ocupado com outros empenhos, sobretudo Martin Mystere, no entanto confirmou-me o seu compromisso numa história de Tex, onde está prestes a completar 170 das 220 páginas visto que a história será publicada em dois álbuns da série mensal, provavelmente na Primavera de 2016. Fez segredo absoluto quanto ao título e ambientação.

Lucio Filippucci e Francesco Micoli

Encontrei, depois, muitos amigos e fãs de Tex, um par dos quais incentivei a associarem-se, tal como eu, ao Clube Tex Portugal, até porque visitam habitualmente o blogue português do Tex e conhecem muito bem o grande Zeca (José Carlos Francisco) e ficaram entusiasmados por eu agora colaborar também com o blogue português.

O dia de sábado passou a voar como sempre acontece quando se faz algo de que se gosta, e eu tinha que me despedir porque no dia seguinte tinha outra missão, que em breve também darei conta aqui no blogue do Tex: Godega Sant’Urbano, num outro evento.

Tex e Doctor Mystere na arte de Lucio Filippucci

[*] Francesco Micoli é um dos maiores fãs e coleccionadores italianos de Tex e sócio nº 69 do Clube Tex Portugal.

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