As críticas do Marinho: “Patagónia”, a edição PORTUGUESA com o selo da POLVO

Tex Gigante  – Patagónia
Mauro Boselli (argumento)
Pasquale Frisenda (desenhos e capa)
Editora Polvo (
Portugal, Maio de 2015)
245 x 185 mm, 228 p., pb, brochado com badanas
16,99 €

Distribuição nacional a partir de Junho, com possibilidades de compra directa a nível mundial através do editor Rui Brito: ruibritobad@gmail.com
Para os sócios do Clube Tex Portugal o preço promocional de 15 Euros ainda se mantém pelo que caro consócio, se ainda não adquiriu o seu “Patagónia” com o selo da Polvo, não perca a oportunidade de o fazer o quanto antes para poder continuar a beneficiar deste preço promocional de uma edição maravilhosa que deverá esgotar daqui a algum tempo.
Entretanto informa-se que o livro “Patagónia” estará à venda no Festival de Beja, evento que decorre de 29 de Maio a 14 de Junho.

Por Mário João Marques

Pasquale Frisenda e o editor Rui Brito com a edição nacional de Patagónia

Coincidindo com a vinda de Pasquale Frisenda à 2ª Mostra do Clube Tex Portugal e com a edição portuguesa de Patagónia (*), numa louvável aposta editorial da Polvo, reuniram-se as condições para uma releitura desta notável aventura que tantas e tão boas críticas tem vindo a coleccionar desde que, em 2009, foi lançada em Itália no nº 23 dos Texone. Nascida de uma ideia de Sergio Bonelli, que pretendia envolver Tex na guerra do deserto na Argentina e dessa forma relatar os dramáticos acontecimentos que conduziram à completa destruição da população indígena, esta história rapidamente alcançou o galarim das melhores aventuras de sempre de Tex Willer, tendo merecido ao longo destes anos novas edições, não só em Itália como um pouco por todo o mundo, incluindo agora Portugal, marcando assim a estreia de uma aventura de Tex Willer numa edição totalmente nacional.

Quais serão as razões para que esta aventura tenha alcançado tanto sucesso? Várias haverá, sobretudo porque o leitor identifica em Patagónia uma aventura bem escrita e superiormente desenhada, cujo argumento e ambientes fogem dos cânones tradicionais do western, alargando desta forma o âmbito dos seus habituais leitores. Patagónia é uma bela aventura, épica, histórica, muito bem documentada, com um notável argumento de Mauro Boselli servido por uma grande prestação gráfica de Pasquale Frisenda. Uma aventura que tem muito daquilo que apreciamos, uma causa romântica, amizade, vingança, ódio, estratégia, honra, glória e sobretudo grandes personagens, características que já a levaram a ser classificada como literatura desenhada, capaz de respirar, de levar à reflexão, de suscitar fortes sentimentos e emoções junto de todos os leitores.

Patagónia, de Boselli e Frisenda, no idioma lusitano

Tex e Kit Willer viajam até às pampas argentinas, a pedido do capitão Ricardo Mendonza, para ajudar o exército no seu objetivo de trazer à justiça um grupo de índios, chefiado por Mancuche, um rebelde acusado de cometer sangrentos assassinatos e que gradualmente vai impondo derrotas ao exército, podendo deste modo influenciar outras tribos também a seguirem o caminho da guerra. Ricardo Mendonza é um oficial de finos e éticos princípios, preferindo o diálogo e a diplomacia, mas tudo se complica quando um novo general assume o comando do exército argentino e parece determinado a conseguir o domínio dos índios pela guerra.

Perante uma aventura que decorre num ambiente e num contexto histórico muito preciso, importa assim determo-nos um pouco sobre os contornos dos acontecimentos deste período marcante da História da Argentina. O país torna-se independente de Espanha em 1816, vivendo uma época de excitação e onde sopravam ventos nacionalistas e expansionistas. A região civilizada concentrava-se na costa banhada pelo Oceano Atlântico, onde desembocava o Rio de la Plata, mas a sudoeste abria-se uma região fabulosa, uma enorme extensão de planícies férteis prontas a ser transformadas num imenso campo cultivado. Era a Pampa sem fim, um território extremo, mas que pertencia desde há tempos imemoráveis às tribos índias, araucanos, mapuches e ranquels. A atenção do poder político voltou-se então para estas paragens, levando a que os vários grupos indígenas que habitavam a Pampa se reunissem em redor de caciques, com o intuito de resistir à ofensiva dos brancos, deixando as tradicionais rivalidades e tornando endémica a acção de guerrilha. Aos golpes dos índios seguiram-se as represálias do exército regular que, desta forma, foi avançando sempre um pouco nas suas posições. À medida que a nova linha de fronteira avançava os soldados construíam trincheiras e postos avançados ligados entre si.

Patagónia, arte de Pasquale Frisenda

Nas costas destas fortificações estendiam-se imensas zonas de cultivo e pasto oferecidas a novos colonos e que no fundo tinham sido subtraídas aos índios. Mais do que as armas, a fome e as doenças ajudaram a dobrar muitos dos chefes rebeldes, pelo que tribos inteiras entregaram-se apenas porque precisavam de comer. Infelizmente, o projecto político e militar passava por submeter os índios de uma vez por todas, deportá-los dos territórios ainda em seu poder ou então simplesmente extingui-los. O lema tornou-se: “extinguir, submeter ou dispersar.” Era uma aberta proclamação de uma guerra racial, culminando na limpeza étnica dos territórios cobiçados Não necessariamente por esta ordem, a verdade é que estas opções foram todas tomadas, uma vez que, na concepção do jovem Estado Argentino, as tribos locais constituíam uma barreira contra a civilização e contra o uso das novas terras. O avanço das tropas teve o efeito de um rolo compressor, despojando gradualmente estas terras dos seus ancestrais habitantes.

É neste contexto que Tex e Kit viajam até à Argentina, onde vão viver uma aventura com uma dimensão política enorme, participando na própria História deste país, quando já haviam participado na dos Estados Unidos. Existe assim um reviver de factos e acontecimentos, certamente com outros ambientes e personagens, mas forçosamente as mesmas causas e os mesmos motivos. A luta pela justiça em prol dos mais desfavorecidos, a luta por ideais e valores humanos, desta vez com o cenário do velho e poeirento Oeste a ser substituído pelas pampas argentinas. Se bem que rodeado por índios e gaúchos, a revolta de Tex perante o poder militar instituído, o mesmo que inicialmente solicitou a sua ajuda, vem confirmar um herói que não hesita em colocar-se contra a lei e confrontar-se com um poder, mesmo fora do seu habitat natural, sem atender a eventuais consequências. Uma atitude titânica, intensa, que revela uma moral inflexível e genuína, que revela um herói que toma a defesa de um campo sem atender às consequências da sua atitude, um herói que se sacrifica por um povo, suscitando um rol de emoções e sentimentos. Um Tex rodeado de homens no seu puro e literal sentido, homens que lutam pelo que acreditam, mesmo que em campos opostos, homens como Júlio, como Chonki, como Solano, como Mancuche, como Belmonte, como Recabarren, finalmente como Mendonza, que acaba por revelar-se numa personagem imensa e destinada a nunca mais ser esquecida.

Arte original para a pág. 77 de Patagónia

Não se tratando da sua primeira viagem a sul do território dos Estados Unidos, uma vez que já havia participado numa expedição até à Colômbia e ao Panamá na aventura Il Solitario del West de Guido Nolitta e Giovanni Ticci, com esta viagem até terras argentinas Tex assume um cariz universalista, uma personagem humana que difunde os seus valores, a sua conduta e a sua ética onde estes mais se façam sentir, mesmo que isso signifique viajar até ao outro extremo do continente americano. Curiosamente, em ambas as aventuras Tex viaja com o filho Kit Willer, assim como acaba por haver uma traição entre amigos, se bem que em Patagónia é Tex que vai desobedecer a Mendonza.

Este repescar de algo do passado da série, este permanente colher de influências na própria série, é suficientemente inspirador para Boselli. Quando Patagónia foi escrito, esta característica talvez ainda não estivesse perfeitamente definida, mas hoje, decorridos estes anos, já temos amplas provas que esse é o caminho pretendido pelo autor. Porque Boselli tem a perfeita noção que é este legado de Tex, composto por tantas histórias, acontecimentos, ambientes e personagens, é este rico património que justifica mergulhar no passado da série. Por isso, para além de colher influências em temas e histórias, Boselli assume também recuperar algumas personagens. Ricardo Mendonza é um perfeito exemplo, uma vez que, tendo lutado ao lado de Montales no México, é alguém certamente merecedor da maior admiração por cultivar os mesmos ideais civilizacionais que Tex, desta vez encontrando-se a viver a história do seu próprio país da mesma forma que o Ranger viveu a dos Estados Unidos. A sua luta pelos direitos daqueles que ancestralmente sempre ocuparam as terras, revela um certo manifesto pacifista e civilizacional que exalta o valor do diálogo e da compreensão pelas diferentes culturas e heranças históricas, contrapondo permanentemente os militares idealistas (tão bem caracterizado em Ricardo Mendonza) com aqueles mais sedentos da glória que o poder das armas possa proporcionar. Só uma personagem com tão altos valores e com um carácter tão bem vincado conseguiria convencer Tex a viajar até aos confins do continente.

Patagónia sublinha ainda uma outra característica do trabalho de Boselli na série: a gradual importância do papel de Kit Willer. Ao viver toda esta epopeia ao lado do pai, Kit Willer assume-se como um jovem em acumular de experiência, numa espécie de tirocínio ao lado de um mestre. Não é indiferente a vinda de Kit Willer com o pai, uma vez que, ao dividir de certa forma algum do protagonismo, Boselli demonstra a importância do filho de Tex na série, dotando-a de uma outra espessura, cimentando um percurso que se vai percorrendo ao longo de aventuras assumidas com maior ou menor protagonismo.

Em Patagónia não há falhas na caracterização de uma época e de um período histórico, não há falhas na construção das personagens, não há diálogos banais, não há cenas gratuitas. Patagónia é um épico mais lento e contido na primeira parte, dramático e emocionante nas páginas finais. Com Boselli, Tex volta a ser um herói de corpo inteiro, age como Tex, um herói capaz de congregar em si todas as principais características que outros autores, com maior ou menor enfase lhe conferiram, já que à espessura psicológica e dramática boselliana junta-se a inflexibilidade dos valores e da ética bonelliana, assim como os sentimentos e as dúvidas nolittianas.

Exemplares portugueses do Tex GIgante Patagónia

Muito do êxito da aventura se deve de igual forma à qualidade gráfica do desenho do milanês Pasquale Frisenda, suficientemente familiarizado com o western, depois da sua participação em séries como Ken Parker e Mágico Vento, assim como pela paixão que nutre por este género no cinema. O seu trabalho é apaixonante, de uma entrega total, revelador de uma enorme diversidade de enquadramentos, imenso nas cenas das batalhas, profundo na descrição dos ambientes, expressivo com as personagens e impecável na composição de Tex e Kit Willer. O trabalho de Frisenda denota um cuidado extremo na composição de cada desenho e de cada prancha. Um trabalho que se assume na sua plenitude tanto na primeira parte da aventura, com menos acção, como na intensidade e na atmosfera dramática que perpassa por toda a segunda parte. A sua composição das personagens merece também ser destacada, com o desenhador a construir uma galeria sem falhas e em momento algum o leitor as confunde ou tem dificuldades na sua identificação.

Patagónia é uma aventura especial, destinada a ser recordada como uma das melhores de sempre na série, pelo que a edição portuguesa da Polvo assume contornos ainda mais importantes, marcando assim uma estreia absolutamente fantástica. É notório o esforço, o cuidado e o carinho que a Polvo imprimiu e que ficou bem patente na emoção de Rui Brito, quando da apresentação desta edição na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal. Grafismo moderno e sóbrio, papel de grande qualidade, uma impressão que respeita fielmente toda a qualidade do traço e do detalhe de Frisenda (elogiada pelo próprio) e uma tradução para a língua de Camões e de Portugal irrepreensível por parte de José Carlos Francisco (que também assina um artigo de apresentação muito competente), são pontos fortes mais do que suficientes. A cereja no topo do bolo foi servida a todos os que puderam estar presentes no lançamento desta edição, uma vez que puderam conviver pessoalmente com Pasquale Frisenda, obtendo do desenhador uma dedicatória especial e inédita. Parabéns à Polvo, na pessoa do seu responsável Rui Brito, e a todos os que contribuíram para que a edição portuguesa de Patagónia se concretizasse, esperando que possa vir a ser apenas a primeira de muitas outras.

Cerimónia de apresentação de Patagónia, no Museu do Vinho Bairrada, integrado na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal

(*) O termo Patagónia terá derivado do facto de Fernão de Magalhães, quando da sua expedição à região, ter avistado um enorme indígena que lhe lembrou o gigante Patagón (o pé-grande), personagem da novela de cavalaria “Primaleón”, de Francisco Vazquez, de 1512. Provavelmente os patagones seriam os tehuelches, que tinham uma altura média de 180 centímetros, em comparação com os 155 cm de média dos europeus daquela época.

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Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Maio

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de MAIO de 2015:

TEX 509
Sete fardas manchadas
Texto: Gianfranco Manfredi – Desenhos: Giovanni Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 609

Um grupo de soldados, liderados por um tenente descontente com a cadeia de comando em Forte Concho, resolve desafiar os seus superiores praticando um roubo fabuloso. Junto com mais seis militares, o tenente Bigelow rouba, sem dar um tiro sequer, quinhentos mil dólares que seriam usados para pagamentos do Exército. Não contente, ele ainda pratica um outro assalto do mesmo valor em um banco de San Antonio. Claro que Tex, Carson e todos os militares do Sudoeste estão em seu encalço, mas ninguém consegue descobrir seu paradeiro.
3,40€

TEX COLEÇÃO 301
A marca de Satã

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Fernando Fusco

História originalmente publicada em Tex italiano 248

Tex e Carson estão à procura de algumas jovens mulheres zunes que desapareceram misteriosamente de sua aldeia. Os rastos dos sequestradores levam os dois justiceiros a Quemado, um pequeno povoado de fronteira. Ali, sob um pesado clima de desconfiança e cumplicidade, os rangers conhecem o pecuarista Sam Prescott, chefe indiscutível do povoado, e padre Crandall, sinistro e enigmático sacerdote da seita dos Filhos do Apocalipse. Apesar da negativa das pessoas da cidade sobre o paradeiro das jovens, Tex sente cheiro de queimado e decide ficar por ali para investigar.
3,40€

TEX GIGANTE 29
A horda do crepúsculo

Texto: Pasquale Ruju – Desenhos: Corrado Roi

História originalmente publicada em Speciale Tex 29

Um aristocrata de um país balcânico, um assassino que vê no escuro, uma cigana fascinante e perversa, um tétrico castelo cheio de segredos e armadilhas, uma velha lenda de honra e de morte… parecem ingredientes de uma história gótica, mas é uma aventura insólita e inquietante que Tex e Carson têm que viver, contando apenas com sua astúcia, coragem e seus fiéis colts. Tudo isto numa magistral arte de Corrado Roi e no grandioso formato Tex Gigante.
11,00€.

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ZAGOR EXTRA 120
O mundo perdido & Encontro de titãs
Texto: Mauro Boselli. Desenhos: Michele Rubini

Zagor descobriu que dois estrangeiros desapareceram no interior do Mato Grosso quando seguiam para um destino desconhecido, acompanhados por guias da tribo xavante. Seriam eles Dexter e Yambo? Arriscando a própria vida, Zagor e Chico enfrentam a hostilidade dos índios xavantes, que consideram os espíritos maus como responsáveis pelo desaparecimento dos estrangeiros. Dizem que criaturas do Mal moram no topo de um inacessível altiplano no coração da floresta, o Grande Tepui. Conseguirão os nossos heróis chegar ao pico? E que terrores indescritíveis encontrarão ao chegar lá?
Histórias originalmente publicadas em Zagor italiano 575 e 576
9,00€

ZAGOR 156
Sombras amarelas & O espelho negro

Texto: Moreno Burattini. Desenhos: Marco Verni
Para resolver o mistério do tesouro romano que Digging Bill achou entre as rochas do Desfiladeiro da Cobra, Zagor entra numa luta sem quartel contra os guerreiros da pele amarela e contra brancos impiedosos e dispostos a tudo para pôr as mãos no segredo guardado pelo estranho arqueólogo Elkan. Para este, finalmente chegou a hora de revelar o mistério dos guerreiros bárbaros que usam estranhas couraças, e de contar o incrível segredo ligado às antigas moedas de ouro achadas no Desfiladeiro da Cobra.
Histórias originalmente publicadas em Zagor italiano 541 e 542
9,00€

CASSIDY & DEMIAN 5 (FORMATO ITALIANO)
Os trapaceiros
. Texto: Pasquale Ruju. Desenhos: Andrea Borgioli
A partida fica cada vez mais difícil. Com aliados traiçoeiros e inimigos impiedosos, Cassidy deverá levar o jogo até o fim e torcer para sair vivo. Aquele tipo de confronto que não prevê nenhuma revanche: os perdedores são engolidos pelo deserto, dentro de valas sem nome. Mas é preciso arriscar tudo, para vencer. Afinal, é Las Vegas!

Uma cascata de diamantes. Texto: Pasquale Ruju. Desenhos: Giéz
Em um luxuoso hotel de Marselha, uma importante negociação que envolve a máfia russa é interrompida por rajadas de metralhadora. Que tipo de mercadoria seria comprada com uma valise cheia de diamantes? E o que realmente deseja de Demian a loira e sedutora Robin Leblanc?
Histórias originalmente publicadas em Cassidy e Demian italianos 5
12,00€

Juiz Dredd Megazine 10

Formato Magazine 20,5 x 27,5 cm – 68 Páginas

A Mythos lança no nosso país Juiz Dredd Megazine nº 10 e continua a resgatar o melhor da banda desenhada britânica.

O executor do futuro
Dois estranhos casos colocam o Juiz Dredd às voltas com viajantes do tempo. E, numa história clássica, Dredd é forçado a tomar uma decisão sem precedentes quando o juiz-chefe Clarence Goodman começa a tomar decisões questionáveis.
Leia também: sem recursos para pagar a festa de arromba que promoveu no Hotel Yalta, Nikolai Dante vem agindo sob o disfarce do Ladrão Cavalheiro, mas seus inimigos estão na sua cola…
Área Cinzenta: durante uma missão de rotina, a equipa do capitão Janzen é surpreendida por terroristas que parecem saber mais do que deveriam…
E ainda: Choques Futuristas!
5,00€

Juiz Dredd Megazine Especial – Democracia
Formato 20,5 x 27,5 cm – 84 páginas

Uma nova onda ameaça varrer Mega-City Um, colocando em risco a própria estrutura da cidade. Uma onda chamada… DEMOCRACIA! Quando um pequeno grupo de activistas democratas é massacrado pelas implacáveis forças da lei – personificadas no rosto pétreo do Juiz Dredd – a insatisfação toma conta das ruas e coloca em xeque todo o sistema judicial. Para resolver a questão, um plebiscito é convocado e os cidadãos da Megona agora têm a opção de escolher entre o livre-arbítrio democrático e o rigor do sistema judicial representado por Dredd. Qual será o resultado? Confira nesta imperdível edição especial com 84 páginas!
8,00€

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2ª Mostra do Clube Tex Portugal foi destaque no prestigiado Jornal de Notícias de 9 de Maio de 2015

Texto da secção Artes de 09/05/2015
BD
F. Cleto e Pina

2ª Mostra do Clube Tex Portugal foi destaque no prestigiado Jornal de Notícias de 9 de Maio de 2015

Justiceiro Tex levanta estandarte de Anadia

Dois desenhadores do herói vão estar hoje presentes na 2.ª Mostra do Clube Tex

O Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia, distrito de Aveiro, acolhe este fim de semana a 2.ª Mostra do Clube Tex Portugal, e conta com a presença dos desenhadores italianos Stefano Biglia e Pasquale Frisenda.

É o regresso do evento organizado pelo único clube oficial em todo o Mundo dedicado ao herói da BD – e que surge junto à Câmara local no cartaz desenhado por Biglia.

Tex em Anadia, em destaque no Jornal de Notícias

Hoje, entre as 14.30 e as 19 horas, e manhã, das 10 às 19 horas, os visitantes poderão apreciar pranchas – algumas ainda inéditas – dos dois autores convidados, e assistir a conversas, sessões de autógrafos, de desenho ao vivo e à exibição do documentário “Como Tex ninguém jamais”, de Giancarlo Soldi, dedicado ao protagonista do mais antigo western dos quadradinhos, em publicação desde que foi criado em 1948 por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Aproveitando a presença, apenas hoje, de Frisenda, a Polvo Edições lança o Tex Gigante “Patagónia”, unanimemente considerado uma das melhores histórias do herói.

Escrito por Mauro Boselli e desenhado por Frisenda, “Patagónia” é uma aventura épica cuja acção decorre nas pampas argentinas e narra a tentativa de sobrevivência de um povo, os índios perseguidos pelo exército ocupante.

A edição é uma excepção à regra, pois as aventuras deste ranger normalmente chegam aos seus seguidores portugueses através de edições brasileiras, distribuídas mensalmente nos quiosques nacionais, de forma quase ininterrupta desde a década de 1970.

Copyright: © 2015 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina

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O blogue do Tex em Arezzo na Mostra “Fabio Civitelli o meu Tex, a lenda do Oeste”

Por Francesco Micoli[*]

Fabio Civitelli o meu Tex a lenda do Oeste; 16 a 24 de Maio de 2015

Cartaz do evento Fabio Civitelli o meu Tex, a lenda do Oeste, em Lucignano

Lucignano (província de Arezzo), 16 de Maio de 2015.

Lucignano, província de Arezzo, a cidade que viu nascer Fabio Civitelli, organizou para o seu mais ilustre cidadão uma mostra de páginas de banda desenhada, antestreias, ilustrações e telas. A mostra está inserida nas festividades anuais mais importantes desta pequena comunidade Toscana, a famosa “Maggiolata Lucignanese”, com desfile de carros alegóricos decorados com flores, trajes medievais e bandas musicais.

Lucignano engalanou-se para receber a Mostra de Fabio Civitelli

Fabio Civitelli, nasceu em Lucignano a 9 de Abril de 1955, sendo desenhador há quase meio século e desde 1984 integra o staff de Tex tornando-se um dos pilares da série. É o único desenhador de banda desenhada que expõe nas feiras de arte contemporrânea de Padova, Verona, Bolonha, Roma e na bienal de Veneza, tendo já realizado exposições pessoais por toda a Itália mas também  em Portugal no Brasil, Croácia, Finlândia, etc., etc.

Cerimónia de inauguração da mostra

Para a Little Nemo de Sergio Pignatone, editora sediada em Turim, publicou Il mio Tex, La ballata del West de Civitelli e Verger e Il West secondo Civitelli, além de inúmeros desenhos para a enciclopédia Texiana Cavalcando con Tex. Em 2013 sempre para a Little Nemo o seu Tex Gigante La cavalcata del morto, foi publicado numa edição de luxo com o formato das pranchas originais, enriquecido com uma capa exclusiva d o próprio Fabio Civitelli.

Modelo Tex da autoria de Fabio Civitelli

A mostra de Lucignano expõe os mais recentes trabalhos de Fabio, havendo páginas do Texone La cavalcata del morto, onde o autor explica como nasce uma página, do roteiro aos esboços a lápis até à passagem da tinta da china passando pelos seus famosos pontinhos. Estão também em exibição algumas páginas da futura história de Yama, que aparenta ser extraordinária, existem também modelos à escala natural, ilustrações de “Tex il romanzo della mia vita”, outras a cores de Tex e Lilyth, e ainda a história curta colorida que foi publicada no suplemento La lettura do periódico Corriere della sera, em Junho de 2012 “La preda”, aventura publicada em Portugal no BD Jornal com o título A presa.

Página original de Fabio Civitelli

A inauguração no salão nobre do Conselho Municipal de Lucignano, decorreu na presença do presidente do município, do próprio Fabio Civitelli e do nosso caríssimo crítico de arte e fã pela banda desenhada, Italo Marucci. Posso dizer que tudo ocorreu num cenário medieval, verdadeirament rico de conteúdos artísticos e particularmente rico em conteúdo humano. O nosso Fabio já nos habituou a elevar bem alto a nona arte e graças a ele a sua arte é cada vez mais uma Arte com “A” maiúscula. E com isso o nosso Tex é cada vez mais reconhecido em termos de popularidade sendo equiparado como uma BD de autor.

Fabio Civitelli e o crítico de arte Italo Marucci

Marucci de facto sublinhou que Civitelli é a expressão máxima do verdadeiro artista, isto é artista por vocação e bravura e não porque estudou numa escola artística e recomendou ao público que em vez de comprar um péssimo quadro, compre antes uma excelente banda desenhada. E falando de óptima banda desenhada naturalmente referia-se ao Tex de Fabio Civitelli.

Fabio Civitelli, Francesco Micoli e Italo Marucci com Carlo Monni ao fundo

Obrigado Fabio por tudo aquilo que nos dás; dos teus desenhos, das tuas páginas brilha o trabalho de um grande desenhador, de um grande artista que nos faz sonhar com cada movimento do teu lápis. Esta mostra de Lucignano é o justo reconhecimento de tudo aquilo que fazes pelo desenho, mas sobretudo pelo nosso Tex!

Tex e Dinamite na arte de Fabio Civitelli

[*] Francesco Micoli é um dos maiores fãs e coleccionadores italianos de Tex e sócio nº 69 do Clube Tex Portugal.

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Fabio Civitelli il mio Tex la leggenda del West 16-24 maggio 2015

Per Francesco Micoli

Lucignano (AR), 16 Maggio 2015.

Lucignano, provincia di Arezzo, paese che ha dato i natali a Fabio Civitelli, ha organizzato per il suo cittadino più illustre una mostra di tavole a fumetti, anteprime, illustrazioni e tele. La mostra è inserita nella festa più importante dell’anno della piccola comunità Toscana, la famosa “Maggiolata Lucignanese”, sfilata di carri infiorati, costumi d’epoca medievale, bande musicali e magiorette.

Fabio Civitelli, nasce a Lucignano il 09 aprile 1955, disegnatore da quasi mezzo secolo, dal 1984 colonna sempre più portante di Tex. E’ l’unico disegnatore di fumetti che espone nelle fiere di arte contemporanea di Padova, Verona, Bologna, Roma e alla biennale di Venezia. Sue personali si sono tenute in tutta Italia, Portogallo, Brasile, Croazia, Finlandia ecc. ecc.

Per la Little Nemo di Sergio Pignatone Torino ha pubblicato Il mio Tex, La ballata del West di Civitelli e Verger e Il West secondo Civitelli, oltre ad innumerevoli disegni per l’enciclopedia Texiana Cavalcando con Tex. Nel 2013 sempre per la Little Nemo il suo Texone La cavalcata del morto, è stato stampato in edizione De luxe in formato tavola originale, arricchita con una nuova copertina sempre dello stesso Fabio Civitelli.

La mostra di Lucignano è il percorso delle ultime fatiche di Fabio, ci sono tavole tratte dal Texone la cavalcata del morto, dove l’autore spiega come nasce una tavola, dalla sceneggiatura alla squadratura a matita dei disegni fino alla china e ai suoi famosi puntini. Alcune tavole della futura storia di Yama, che si presenta straordinaria, ci sono tele, sagome a grandezza naturale, disegni da: “Tex il romanzo della mia vita”, altri a colori di Tex e Lilyth, per finire ad una storia breve a colori che è uscita sull’inserto La lettura del Corriere della sera nel giugno 2012 “La preda”.

L’inaugurazione presso la sala del Consiglio Comunale di Lucignano, alla presenza del Sindaco, della Pro Loco, naturalmente Fabio Civitelli e il nostro carissimo critico d’arte e appassionato di fumetti, Italo Marucci. Posso dire che il tutto si è svolto in uno scenario medievale, veramente ricco di contenuti artistici e soprattutto ricco di contenuti umani. Il nostro Fabio ormai ci ha abituato a volare in alto, l’arte del disegno grazie a lui è sempre di più Arte con la “A” maiuscola. Ed il nostro Tex da tutto questo non ha che da guadagnare in termini di popolarità e di essere sempre più un fumetto d’autore.

Marucci ha infatti sottolineato che Civitelli è l’espressione massima dell’artista vero, cioè artista per vocazione e bravura e non perché ha studiato la scuola artistica. Piuttosto che comprare un pessimo quadro comprate un ottimo fumetto. E parlando di ottimo fumetto naturalmente si riferisce al Tex di Fabio Civitelli.

Grazie Fabio per tutto quello che ci dai, dai tuoi disegni, dalle tue tavole traspare lavoro di una grande disegnatore, di un artista che ci fa sognare ad ogni tratto della sua matita. La mostra di Lucignano è il giusto riconoscimento di tutto quello che fai per il disegno, ma soprattutto per il nostro Tex!

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)