A capa (e os esboços alternativos) de Tex #659, “La chiesa sulla collina”

Por José Carlos Francisco

Se antes do falecimento de Sergio Bonelli o nascimento das capas de Tex ocorria na sede da editora italiana, onde o próprio Sergio Bonelli depois de examinar pessoalmente a história em questão, procurava uma cena “de capa” entre as vinhetas desenhadas, elaborava um esboço veloz que era enviado por fax, a Claudio Villa,  junto às cópias das páginas correspondentes (em geral, duas ou três) e somente a partir daí é que Claudio Villa começava a trabalhar, preparando a cena “de capa”, já que ao contrário do que muitos pensavam, o desenhador não tinha liberdade para fazer a capa que bem entendia para a história, até porque na grande maioria das vezes, Claudio Villa não tinha acesso à história completa, hoje em dia é o próprio Claudio Villa que escolhe a cena a partir da qual faz a capa, embora com supervisão de Mauro Boseli, tendo este o poder de aprovar ou vetar a “capa” escolhida por Claudio Villa, devido a ser na actualidade o responsável máximo por Tex.

Tal aconteceu também com a capa do Tex #659, publicada na Itália em Setembro de 2015, com  o título “La chiesa sulla collina”.

Depois do próprio Villa seleccionar a imagem começa então a trabalhar na preparação da cena “de capa”. Em síntese, ele precisa cuidar do enquadramento, da luz e do movimento das personagens já que segundo o próprio Claudio Villa “A capa deve contar sem revelar, deve ser legível e imediata, deve interessar e ser suficientemente dinâmica. Às vezes, falta uma cena significativa e então ela é “construída” com os elementos extraídos da história. Algumas vezes, para conseguir o melhor, chego a seis, sete esboços. É incrível de quantas maneiras se pode contar, em igualdade de situação, uma cena. E cada vez descobrir uma “temperatura” diferente, só deslocando o ponto de vista, a luz ou a disposição das personagens.“

Mas, como muitas vezes acontece, a capa que será publicada, não foi a única opção do desenhador italiano, já que até chegar ao resultado final que vimos no início deste texto, Claudio Villa fez outros esboços alternativos, igualmente belos:

Primeiro esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #659

Segundo esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #659

Terceiro esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #659

Quarto esboço de Claudio Villa para a capa de Tex #659

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A aluna (Ana Beatriz Francisco) e os MESTRES (Massimo ROTUNDO & Maurizio DOTTI)

Por José Carlos Francisco

Devido ao facto das minhas duas filhas conviverem com o Tex desde que nasceram, a ponto de me acompanharem a eventos Texianos realizados por todo o Portugal e de me ajudarem a limpar e a manter em ordem a colecção do Ranger, posso dizer, sem medo de errar, que ambas gostam imenso de Tex Willer e são mesmo tão Texianas como eu.

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Inclusive a Andreia Sofia já leu diversas histórias de Tex (tal como a sua mãe) e a pequena Ana Beatriz, sócia do Clube Tex Portugal, tinha como passatempo preferido, pintar desenhos de Tex que eu imprimia para ela, nunca tendo nenhuma delas estragado um único exemplar do Ranger, mesmo estando a minha colecção à mão de semear, como aqui dizemos, pois as minhas filhas sempre foram educadas para não estragarem as revistas do pai.


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Mas voltando à Ana Beatriz (que em diversas fotos neste post mostra bem a sua envolvência com Tex desde tenra idade), ela devido à aptidão para desenhar passou a desenvolver a sua paixão por Tex realizando desenhos vários de Tex Willer e seus pards, desenhos esses que ela gentilmente oferece a este pai babado e que muito me orgulham e que me permitem sonhar com a possibilidade de um dia ela vir a desenhar Tex ainda mais agora que temos duas mulheres a desenhar oficialmente o Ranger: a Laura Zuccheri e a Patrizia Mandanici… tendo inclusive a Ana Beatriz já desenhado, no passado, com grandes MESTRES texianos como por exemplo Fabio Civitelli, Ivo Milazzo, Andrea Venturi, Pasquale Del Vecchio e Stefano Biglia.

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Um momento recente da sua paixão e jeito por desenhar Tex, seus pards e outras personagens do mundo de Águia da Noite (nome indígena do Ranger, como todos sabem) aconteceu durante a presença de Massimo Rotundo e Maurizio Dotti na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal e da estadia em nossa casa no passado mês de Abril, onde a Ana Beatriz, na altivez dos seus 11 anitos, ao ver Rotundo e Dotti realizarem alguns desenhos de Tex, resolveu também ela desenhar magníficos desenhos que acabaram por surpreender os próprios desenhadores, ambos agraciados inclusive com um Tex desenhado pela Ana Beatriz, um gesto que muito os sensibilizou e que levou cada um deles a fazer um desenho para a aluna portuguesa!

Ana Beatriz a desenhar o Ranger

Ana Beatriz a desenhar com os Mestres Maurizio Dotti e Massimo Rotundo

Um pedido para a Ana Beatriz desenhar um seu Tex

A aluna Ana Beatriz e o desenho de Tex feito para os Mestres Maurizio Dotti e Massimo Rotundo

Massimo Rotundo e o desenho feito pelo Mestre para a sua discípula

Maurizio Dotti e o desenho feito pelo Mestre para a sua discípula

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As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #119 – “Policial Corrupto” e “O Grande Salto”

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #119

Policial Corrupto
Berardi e Calza
(argumento)
Piccoli
(desenho)


O Grande Salto
Berardi e Mantero (argumento)
Pittaluga e Antinori (desenho)

Histórias originalmente publicadas em Julia #132 e #133

Mythos Editora
Brasil, Novembro/Dezembro de 2015
135 x 180 mm, 260 p., pb, capa mole, bimestral
R$ 20,50 / 10,00 €

Nem tudo é o que parece.

Esta poderia ser uma frase a usar para publicitar a edição 119 de J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga, actualmente distribuída em Portugal, mais ainda devido ao duplo sentido que pode assumir no presente contexto.

Policial Corrupto, primeira das duas narrativas desta edição, mostra o tenente Alain Webb acusado de suborno e corrupção, sob investigação dos superiores, do FBI e até dos amigos (Julia, Ben…) e a optar pela via da fuga e, por isso, deveria ser a ‘estrela’, o destaque da revista e até deste texto.

No entanto, numa história bem escrita – Berardi não sabe fazê-lo de outra forma – ao longo da investigação, há sempre algo que não soa bem, mesmo que as acções a que assistimos neguem a (nossa) evidência, há sempre um incómodo, algo difícil de aceitar pelo leitor, que o leva a pôr em causa aquilo que os olhos vêem e a mente intui. A culpa, possivelmente, será da estrutura global da série e da importância do núcleo duro das suas personagens e da familiaridade com a sua forma de ser e de agir que os leitores fiéis de Julia já há muito interiorizaram. Por isso a estranheza que sentimos quando vão contra a sua natureza…

Mas, como ‘nem tudo é o que parece’…


A mudança de agulha faz-se depois para O Grande Salto, uma investigação pessoal de Julia, em companhia de Leo Baxter. A queda de um avião e o subsequente desaparecimento de um piloto e do assaltante de bancos que o sequestrou, são o ponto de partida para mais uma narrativa intrincada e complexa, que desafia o raciocínio do leitor, com diversas surpresas e inflexões e um final que, mais uma vez, prova que ‘nem tudo é o que parece…’

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Bruno BRINDISI, Alessandro NESPOLINO e Renato Alves da Silva EXIBEM a revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

A Revista do Clube Tex Portugal continua a fazer furor junto dos mais consagrados desenhadores do staff oficial do Ranger Tex Willer, não só pela elevada qualidade (em Itália pedem cada vez mais que a revista portuguesa tenha uma versão italiana) mas também pelo prestígio já que são cada vez em maior número os autores que se disponibilizam para colaborar na revista Clube português com desenhos e textos EXCLUSIVOS tornando a edição portuguesa cada vez mais cobiçada entre os fãs e coleccionadores do Ranger, levando a que o número de sócios do Clube vá aumentando gradualmente já que para poder ter direito aos já tão cobiçados exemplares é necessário ser-se sócio do Clube Lusitano que é cada vez mais um verdadeiro Clube Internacional do Tex, tantos e tão variados são os países de origem dos associados.

Mas voltando aos autores de Tex, depois de termos visto recentemente Mauro Boselli, Moreno Burattini, Massimo Rotundo, Pasquale Del Vecchio, Andrea Venturi, Maurizio Dotti, Corrado Mastantuono, Dante Spada e Stefano Biglia a enaltecerem e exibirem alegremente e orgulhosamente a revista nº 4 do Clube Tex Portugal, lançada neste Verão, hoje no blogue do Tex podemos ver Bruno Brindisi e Alesandro Nespolino a exibirem com evidente prazer e orgulho os seus exemplares da revista portuguesa:

Bruno Brindisi exibe a revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Alessandro Nespolino concentrado na leitura da revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Do Brasil, mais elogios e fotos chegam do ilustre sócio Renato Alves da Silva: “Gostaria de transmitir meus sinceros parabéns a toda a directoria do Clube Tex Portugal pela edição nº 4 da revista do Clube Tex Portugal, realmente uma edição irretocável, tanto na apresentação, quanto no conteúdo variado, acrescido desta vez de uma história curta de Tex (“La Preda”), minha primeira leitura da revista (rsrsrs), espero sinceramente, que esta não seja uma excepção e que venham outras histórias de Tex no mesmo formato.“.

Renato Alves da Silva exibe orgulhosamente a revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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