Desenhadores Andrea Venturi e Stefano Biglia EXIBEM a revista nº 5 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

A Revista do Clube Tex Portugal continua a fazer furor junto dos mais consagrados desenhadores do staff oficial do Ranger Tex Willer, não só pela elevada qualidade (em Itália pedem cada vez mais que a revista portuguesa tenha uma versão italiana) mas também pelo prestígio já que são cada vez em maior número os autores que se disponibilizam para colaborar na revista Clube português com desenhos e textos EXCLUSIVOS tornando a edição portuguesa cada vez mais cobiçada entre os fãs e coleccionadores do Ranger levando a que o número de sócios do Clube vá aumentando gradualmente já que para poder ter direito aos já tão cobiçados exemplares é necessário ser-se sócio do Clube Lusitano que é cada vez mais um verdadeiro Clube Internacional do Tex, tantos e tão variados são os países de origem dos associados.

Mas voltando aos autores de Tex, depois de termos visto recentemente Mauro Boselli e Moreno Burattini,  a enaltecerem e exibirem alegremente e orgulhosamente a revista nº 5 do Clube Tex Portugal, lançada no final de 2016, e de também vermos Dante Spada, Michele Benevento e Pasquale Del Vecchio a exibirem com evidente prazer e orgulho os seus exemplares da revista portuguesa, assim como de Alessandro Nespolino e de Maurizio Dotti, o autor das duas capas deste quinto número, hoje no blogue do Tex é a vez de Andrea Venturi e Stefano Biglia exibirem orgulhosamente a revista do Clube Lusitano:

Andreia Venturi e o orgulho por possuir a revista nº 5 do Clube Tex Portugal

Srefano Biglia exibe orgulhosamente, num local paradisíaco, a revista nº 5 do Clube Tex Portugal

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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Editor Dorival Vitor Lopes e tradutor Júlio Schneider acompanham Andrea Venturi e Leomacs na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

* O ilustre editor DORIVAL VITOR LOPES e o não menos ilustre tradutor JÚLIO SCHNEIDER acabaram de confirmar a sua presença na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, aceitando o convite realizado pelo Clube português, acompanhando assim as presenças de Andrea VENTURI e LEOMACS no evento a realizar nos dias 29 e 30 de Abril deste ano na cidade de ANADIA.

Júlio Schneider e Dorival Vitor Lopes confirmaram a sua presença na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

Respondendo positivamente aos convites dirigidos pela Direcção do Clube Tex Portugal,o editor brasileiro de Tex Dorival Vitor Lopes e o articulista, redactor, tradutor e consultor editorial para as publicações Bonelli no Brasil Júlio Schneider confirmaram a sua presença na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, juntando-se assim aos prestigiados autores Andrea Venturi e Leomacs, internacionalizando ainda mais o grandioso evento marcado para o fim de semana de 29 e 30 de Abril a realizar na capital da Bairrada, mais precisamente no mui nobre Museu do Vinho Bairrada, na pacata cidade de Anadia, que cada vez mais se consolida como a capital portuguesa da personagem Tex Willer.

4ª Mostra do Clube Tex Portugal decorrerá novamente no prestigiado Museu do Vinho Bairrada, em Anadia

Os dois membros do staff oficial de Tex no Brasil terão uma participação relevante no evento já que serão dois dos convidados que participarão no Workshop e na Conferência dedicada a Tex que constarão da programação oficial e cujas moderações estarão a cargos, como tem sido hábito, dos prestigiados críticos de BD, Pedro Cleto e João Miguel Lameiras e onde também participarão os dois famosos desenhadores italianos.

Andrea Venturi estará na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal para autografar o seu Tex Gigante aos seus fãs portugueses

Recorde-se que cada um dos autores italianos, como forma de agradecimento por este convite português fará uma magnífica ilustração de Tex exclusiva para o evento de Anadia. Os apreciadores de BD presentes nos dias 29 e 30 de Abril, na capital bairradina, receberão uma cópia de alta qualidade (em formato A4) destes magníficos desenhos que comprovarão esta nova passagem de Tex por Anadia, devidamente autografado por cada um dos desenhadores, já que uma vez mais a Direcção do Clube Tex Portugal deseja oferecer uma recordação especial a quem prestigiar o evento marcando presença na bela cidade capital do leitão assado e do espumante.

Leomacs estará presente na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal onde fará alguns desenhos para gáudio do público

Para finalizar por hoje, informa-se que em breve serão divulgadas mais novidades (e que novidades…) a serem integradas nesta 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, um evento que atrairá à capital bairradina algumas centenas de fãs e coleccionadores não somente de Tex, mas de BD em geral, tal como aconteceu nos três anos anteriores e onde tivemos as presenças de Pasquale Del Vecchio (2014), Pasquale Frisenda (2015), Stefano Biglia (2015), Massimo Rotundo (2016) e Maurizio Dotti (2016).

Clube Tex Portugal

Clube Tex Portugal

Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui – e poder usufruir de todos os brindes e regalias do Clube, onde se incluem as revistas do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € para não residentes em Portugal).

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Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Março

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de MARÇO de 2017:

TEX 527
O rio das traições
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Stefano Andreucci

História originalmente publicada em Tex italiano 627

Tex e Carson estão a perseguir o perigoso assaltante Jack Curtis. Num primeiro confronto com o bando de Curtis, o bandido consegue escapar aos dois rangers e dirige-se a três possíveis cidades com um banco: Prescott, Cottonwood e Green City. Tex vai para a primeira cidade, Carson para a segunda e Kit Willer escolhe Green City, onde dias atrás conheceu o xerife Drayson e a doutora Sarah Wyatt. Mas no seu retorno à cidade o jovem descobre que o xerife está ausente e que o bando de Curtis está reunido justamente ali.
3,60€

TEX COLEÇÃO 326
Aliados perigosos

Texto: G. Nolitta – Desenhos: G. Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 273

Entre as montanhas do Colorado e do Novo México, Tex e os seus pards salvam uma patrulha de soldados de um ataque de ferozes e famintos lobos. Os soldados dirigem-se para um posto avançado do Exército no Passo Newgate, bem próximo à divisa com a reserva navajo. Temendo complicações com os índios, Tex e Tigre decidem acompanhar os soldados, mas o grupo é atacado por desconhecidos.
3,60€

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TEX COLEÇÃO 327
Intriga diabólica

Texto: C. Nizzi – Desenhos: E. Nicolò

História originalmente publicada em Tex italiano 274

Em Sanderson, no Texas, uma inundação provocada com dinamite mata dois colonos que se recusaram a vender as suas terás ao latifundiário local, o Coronel Remington, que em época passada era grande amigo de Tex e Carson. Ao chegarem ao local, os rangers descobrem que Remington casou-se com uma bela mexicana e está enfermo e recluso. Quem cuida do rancho agora é Francisco, irmão de Dolores, e Tex desconfia que estão a manter o seu amigo prisioneiro, mas a verdade é bem mais dura do que ele imaginava.
3,60€

TEX EDIÇÃO ESPECIAL COLORIDA 7
Raptores de crianças

Texto: Roberto Recchioni – Desenhos: Pasquale Del Vecchio

História originalmente publicada em Color Tex italiano 7
HISTÓRIA COMPLETA E A CORES

Duas crianças e a sua mãe são prisioneiras de um bando de apaches rebeldes. Enquanto Tex e Tigre tentam salvá-las, Carson e Kit Willer estão às voltas com um chefe de quadrilha que sufoca a pequena cidade de Serenity. Em breve as trilhas dos quatro pards irão juntar-se sob uma tempestade de chumbo quente.
Uma espectacular história completa de 160 páginas, cheia de acção e emoção, na arte COLORIDA do grande artista Pasquale Del Vecchio. IMPERDÍVEL.
7,00€

TEX OURO 85
Retorno a Culver City

Texto:  Claudio Nizzi – Desenhos: Fabio Civitelli

História originalmente publicada em Tex italiano 511 e 512

O passado de Tex volta à tona quando ele recebe um pedido de ajuda de Culver City, a cidade perto de onde moravam os seus pais e onde o seu irmão foi assassinado. Acompanhado do seu filho Kit, o herói volta ao local onde viveu a  sua infância e juventude e tem que enfrentar uma quadrilha que domina a cidade a ferro e fogo e que prendeu o filho de um juiz sob a falsa acusação da morte de Joe Rebo, filho do homem que matou Sam Willer e que foi justiçado por Tex. Mas a situação complica-se e pai e filho ficarão à beira da morte se Carson e Jack Tigre não vierem em socorro dos pards urgentemente.
Outra magistral aventura de ação e emoção, escrita por Claudio Nizzi, com a belíssima arte de F. Civitelli.
7,00€

TEX PLATINUM 3
As duas faces da vingança
Texto:  Antonio Segura – Desenhos: Miguel Angel Repetto

História originalmente publicada em Maxi Tex italiano 4

Duas electrizantes aventuras completas de Tex ligadas por um único fio condutor: a VINGANÇA! Na primeira, Tex Willer tem que combater um enlouquecido aristocrata mexicano que mata índios navajos para vingar a morte da sua família, ocorrida há muitos anos A situação agrava-se quando surge o mistério de antigas moedas de ouro com uma cruz riscada! Na segunda história, um bando de índios está disposto a cometer qualquer barbaridade para matar Tex e Carson.
Com capa e matérias inéditas.
9,00€

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Entrevista exclusiva: PATRICK PIAZZALUNGA

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Patrick Piazzalunga na arte caricatural de Bira Dantas

Olá, caríssimo Patrick Piazzalunga, e bem-vindo ao blogue português de Tex! Quais foram as leituras de quadradinhos do pequeno Patrick?
Patrick Piazzalunga: Eu agradeço ao meu irmão que, quando voltou do serviço militar, trouxe consigo duas revistas de Dylan Dog: o número 84 (Zed) e uma colectânea da Editora Mondadori com as primeiras histórias do mítico Investigador do Pesadelo. Foi ali que me apaixonei pela Banda Desenhada.


Aos 14 anos de idade você começou a frequentar a Escola Internacional de Comics de Florença: o que se recorda daqueles anos?
Patrick Piazzalunga: Eu havia recém-concluído o ensino básico e era o mais novo da sala de aula; foi uma experiência dura e estimulante, eu tive que trabalhar com as bases do desenho e dos quadradinhos… já disse tudo! E o agradecimento maior vai para os meus pais, que acreditaram nessa árdua proeza!


Três anos depois, com 17 de idade, você fez arte-final na série John Doe: como considera hoje aquele trabalho?
Patrick Piazzalunga: John Doe desenhado por Alessandro Giommetti e arte-finalizado por mim e por Dimitri Gori (amigo e colega de sala na Escola de Comics): hoje, ao rever aquele trabalho, eu mudaria muita coisa, pois não havia tempo para retoques, era preciso produzir. Eu iniciava por volta das 8h da manhã e acabava lá pelas 4h da madrugada seguinte, e nesse tempo conseguia passar a nanquim 4 ou 5 páginas, era uma loucura!

Fale um pouco do ambicioso projecto de animação Batman: l’ombra di Ra’s Al Ghul.
Patrick Piazzalunga: Para esse trabalho, Giuseppe Camuncoli (a quem agradeço muitíssimo) convidou-me a mim e a Dimitri Gori para participar da arte-final. Eu recordo-me pouca coisa porque nós trabalhávamos de forma intensa, dia e noite… foi realmente cansativo.

A actuação com Marco Bianchini permitiu que você trabalhasse com personagens importantes como Mister No e Tex: como foi a sua experiência com esses dois heróis?
Patrick Piazzalunga: Em seguida ao fim do curso na Escola de Comics e depois da experiência de John Doe, Marco Bianchini (professor e director da Escola) convidou-me a dar uma mão na arte-final de algumas páginas de Mister No desenhadas por Marco Santucci e, em seguida, de Tex. Sempre foi meu sonho de menino poder trabalhar com a Casa Bonelli, e passar aquelas páginas a nanquim foi realmente estimulante e útil para mim. Eu ia com frequência ao estúdio de Marco Bianchini, em Arezzo, e ali aprendia.


Que circunstâncias o levaram, depois disso, a trabalhar com Marco Santucci?
Patrick Piazzalunga: Depois que Santucci e Bianchini deixaram de trabalhar juntos, Santucci pediu-me para actuar consigo, como arte-finalista. Ele estava aos poucos a abandonar o traço “clássico” e a aproximar-se cada vez mais de um estilo americano “moderno”. Naquela época estávamos ambos impressionados com o trabalho feito por Brian Hitch em Ultimates e com aqueles de Alan Davis. Era para esse tipo de desenho que Santucci estava a direccionar o seu lápis, e o mesmo acontecia comigo, assim os nossos caminhos alinharam-se perfeitamente. O trabalho com Santucci prosseguiu por sete anos, a actuar para os mercados italiano, francês e americano. O nosso último trabalho conjunto foi uma história curta para um Color Tex (n.t.: no Brasil, Tex Especial Colorido), que eu não sei quando será publicado mas espero que seja para logo! Eu sou grato a Santucci, um verdadeiro mentor, com ele eu realmente aprendi muito!


Para o mercado francês, vocês trabalharam juntos para a Editora Soleil Editions, no projecto La Mandragore: como considera essa experiência em relação ao modo de trabalhar na Itália?
Patrick Piazzalunga: As diferenças são evidentes sob muitos pontos de vista: a BD francesa apresenta-se com um formato bem maior que o bonelliano, tem menos páginas e o produto final é colorido. A montagem da página é bem diferente, com muitas vinhetas e há a tendência a se descrever muito a ambientação. Do meu ponto de vista (o da arte-final), a diferença do material italiano é pouca, mas certamente deve-se deixar mais espaço ao colorista, com menor uso de variações de cinza ou espaços preenchidos com preto.


Você gostaria de também fazer os traços a lápis de seus trabalhos?
Patrick Piazzalunga: CERTAMENTE! É o que estou a tentar fazer, com as páginas de teste que apresento à redacção.


Retornemos ao Ranger que dá nome a este blogue: como se sente hoje a trabalhar com Tex?
Patrick Piazzalunga:
Depois da experiência inicial, para adquirir prática, e da história curta feita com Santucci, eu não trabalhei mais com o Ranger, só fiz algumas páginas de teste. A BD de faroeste é um dos géneros mais complexos a se desenhar e, quando se fala de Tex, mais ainda. Eu tive a sorte de poder frequentar o estúdio dos toscanos Ticci e Civitelli, que me deram conselhos valiosos a respeito do modo melhor para enfrentar o faroeste e Tex. Serei eternamente grato a ambos.


Para si, quem ou o que é Tex? O que gosta mais no Ranger e o que gosta menos?
Patrick Piazzalunga: Tex é uma instituição, faz parte da nossa cultura, é uma personagem internacional e a mais longeva na história da BD italiana. É preciso dizer mais?


Para concluir o tema, como vê o futuro de Tex?
Patrick Piazzalunga: Sinceramente, não sei responder.


Quanto tempo leva para arte-finalizar uma página? Cumpre horários? Como é o seu dia padrão entre trabalho, leituras, busca por informações, ócio, vida familiar?
Patrick Piazzalunga: Eu não uso despertador, mas os sobrinhos gritam logo cedo, por volta das 7h30, aí eu levanto-me e começo a trabalhar às 8h, paro pouco antes do meio-dia e vou à academia, depois volto a trabalhar às 14h30 e não paro enquanto não concluir uma página. Após o jantar, saio com amigos ou vou aos ensaios das bandas de que faço parte. E se estou atrasado com o trabalho? Então, TRABALHO! 🙂


Como é a sua técnica de trabalho?
Patrick Piazzalunga: Para o Dampyr que estou a fazer com Daniele Statella, ele passa-me as páginas a lápis, eu imprimo em cíano, em papel Fabriano liso, e faço a arte-final com nanquim Winsor & Newton e pincel da mesma marca, série 7 número 2 (se bem que ultimamente tenho usado pincel japonês da Pentel, pincéis finos de vários tipos, além de canetas técnicas japonesas e Staedtler), e, para os retoques, uso acrílico branco. Para os trabalhos totalmente meus (lápis e nanquim), eu faço um layout digital com Manga Studio, imprimo em cíano e depois concluo com lápis e nanquim. Aqui os instrumentos de trabalho mudam: papel Schollershammer liso e também o pouco áspero; eu nunca estou satisfeito, é uma espécie de fetiche, troco sempre! Actualmente também passei a pincéis maiores, como o de pelo de marta Da Vinci n. 5 ou 6, que me dá a possibilidade de sintetizar ainda mais até os menores detalhes, nanquim Pelikan ou Winsor & Newton (depende do papel que estou a usar), além dos pincéis finos de vários tipos, das canetas técnicas japonesas e Staedtler, e do acrílico branco para os retoques.


Quais são os seus projectos imediatos?
Patrick Piazzalunga: Actualmente eu estou a fazer a arte-final da história de Dampyr que mencionei antes, com roteiro de Giorgio Giusfredi e lápis de Daniele Statella. O título será O Deus do Massacre e sairá este ano.


Quais BDs você está a ler?
Patrick Piazzalunga: Ultimamente eu leio muito pouco, só alguns títulos da Bonelli.


Além de quadradinhos, você lê livros? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Patrick Piazzalunga: Actualmente leio livros de filosofia emprestados de um amigo, além de contos de H. P. Lovecraft. Quanto ao cinema, eu sou ligado ao passado (anos 70 e 80), aos filmes de série B de terror, suspense, policiais ou policiescos (n.t.: algo como policial-espaguete, filmes italianos), kung fu, comédias, faroeste-espaguete, tudo! Também adoro Tarantino, de vez em quando assisto a seriados da TV, se bem que o meu preferido é Twin Peaks. Quanto à música, eu escuto metal desde os oito anos de idade e, se não ouço metal, escuto southern rock tipo Lynyrd Skynyrd, ZZ Top, etc. E ainda, trilhas sonoras de filmes, música ambiente ou folk norueguês. E também toco guitarra em três bandas metal.


Caro Patrick, agradecemos muitíssimo pela entrevista que tão gentilmente nos concedeu.
Patrick Piazzalunga: Eu é que agradeço, foi um prazer e espero encontrá-los pessoalmente! 🙂

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Intervista esclusiva: PATRICK PIAZZALUNGA

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.


Ciao, carissimo Patrick Piazzalunga, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Quali sono state le letture fumettistiche del bambino Patrick?
Patrick Piazzalunga: Devo ringraziare mio fratello, quando tornò a casa dal militare portò con se un paio di numeri di Dylan Dog: numero 84 (“Zed”) e una raccolta di storie della Mondadori che racchiudeva le prime storie del mitico Dylan. Da lì mi innamorai del fumetto a 360°.

All’età di 14 anni frequenti la Scuola Internazionale di Comics di Firenze: cosa ricordi di quegli anni?
Patrick Piazzalunga: Ero appena uscito dalle scuole medie ed ero il più piccolo della classe, è stata un esperienza tosta e stimolante, mi sono dovuto misurare con le basi del disegno e del fumetto… ho già detto tutto! E il ringraziamento più grande va ai miei genitori, che hanno creduto in questa ardua impresa!

Tre anni dopo, a 17 anni, collabori come inchiostratore con la testata John Doe: come consideri oggi quei lavori?
Patrick Piazzalunga: John Doe disegnato da Alessandro Giommetti e inchiostrato da me e Dimitri Gori (amico e compagno di classe della scuola di Comics): rivendendo il lavoro, beh, cambierei un sacco di cose, non c’era tempo per i ritocchi, dovevamo produrre, iniziavo la mattina verso le 8 e finivo verso le 4 di mattina, riuscivo a chinare 4/5 tavole in questo arco di tempo, una pazzia!

Parlaci del progetto ambizioso Batman: l’ombra di Ra’s Al Ghul.
Patrick Piazzalunga: Per questa lavorazione Giuseppe Camuncoli (tra l’altro ringrazio tantissimo) contattò me e Dimitri Gori per prendere parte alle chine di questo progetto, sinceramente ricordo poco perché lavorammo intensamente giorno e notte… fu davvero stancante.

La collaborazione con Marco Bianchini ti ha permesso di lavorare a personaggi importanti come Mister No e Tex: qual è stata la tua esperienza con questi due eroi?
Patrick Piazzalunga: Finita la Scuola di Comics, dopo l’esperienza di John Doe, Marco Bianchini (insegnante e direttore della scuola di comics) mi contattò per dare una mano a inchiostrare alcune tavole di Mister No disegnate da Marco Santucci e, successivamente, Tex. E’ sempre stato il mio sogno da bambino riuscire a collaborare in Casa Bonelli, inchiostrare quelle tavole fu davvero stimolate e utile per me, andavo spesso ad Arezzo nello studio di Marco Bianchini e lì imparavo.

Quali sono state le circostanze che ti hanno portato in seguito a lavorare con Marco Santucci?
Patrick Piazzalunga: Dopo l’interruzione della collaborazione tra Santucci e Bianchini, Santucci mi chiese di collaborare con lui come inchiostratore. Santucci stava sempre di più abbandonando il segno “classico” avvicinandosi di più ad un segno americano “moderno”. In quel periodo entrambi eravamo folgorati dal lavoro svolto da Brian Hitch in Ultimates e dai lavori di Alan Davis. Le sue matite stavano virando su quel tipo di segno, lo stesso riguardava me e le strade si allinearono in maniera perfetta. La collaborazione con Santucci è durata per 7 anni prendendo parte a lavorazioni per i mercati italiano, francese e americano. L’ultimo lavoro che abbiamo fatto insieme è stata una storia breve per un Color Tex, ma non so quando uscirà, spero presto! Devo ringraziare Santucci, è stato un mentore, con lui ho imparato davvero tanto!

Con quest’ultimo hai lavorato al progetto francese, per la casa editrice Soleil Editions, La Mandragore: come consideri quest’esperienza rispetto al modo di lavorare in Italia?
Patrick Piazzalunga: Le differenze sono evidenti sotto molti punti di vista: il fumetto francese si presenta con un formato molto più grande di quello bonelliano, è composto da meno pagine e il prodotto finale è a colori. La gabbia della pagina è totalmente diversa, presenta molte più vignette e si tende sempre a descrivere molto l’ambientazione. Dal mio punto di vista (quello dell’inchiostrazione), è cambiato poco dalla lavorazione italiana, sicuramente si tende a lasciare più spazio al colorista, applicando meno sfumature o campiture di nero.

Ti piacerebbe realizzare le matite dei tuoi lavori?
Patrick Piazzalunga: CERTAMENTE! E’ quello che sto tentando di fare, proponendo tavole di prova in redazione.

Ritornando al Ranger che dà nome a questo blog: come ti senti oggi a misurarti con il Ranger?
Patrick Piazzalunga: A livello lavorativo, a parte la gavetta iniziale e la storia breve fatta con Santucci, non mi sono più misurato con il Ranger. Ho fatto delle tavole di prova. Sicuramente il fumetto western è uno dei generi più complessi da affrontare e, se si parla di Tex, ancora di più. Essendo toscani, ho avuto la fortuna di aver frequentato lo studio di Ticci e Civitelli, dandomi preziosi consigli su come affrontare al meglio il western e il Ranger… li ringrazierò a vita.

Chi o cosa è Tex secondo te? Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno?
Patrick Piazzalunga: Tex è un’istituzione, fa parte della nostra cultura e non solo, è un personaggio internazionale e il più longevo nella storia del fumetto italiano, c’è poco da dire…

Per concludere il tema, come vedi il futuro di Tex?
Patrick Piazzalunga: Sinceramente non saprei rispondere.

Quanto tempo impieghi per inchiostrare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Patrick Piazzalunga: Non ho una sveglia, ma lo sono i nipoti che urlano alla mattina, alle 7:30 circa, quindi mi alzo e attacco a lavorare verso le 8, poco prima di mezzogiorno stacco e vado in palestra e riattacco a lavorare verso le 14:30 e stacco finché non ho completato una tavola. Sera dopocena esco un po’ con amici oppure vado in sala prova con le band di cui faccio parte. Se sono indietro con il lavoro? LAVORO! 🙂

Puoi esporci la tua tecnica di lavoro?
Patrick Piazzalunga: Per il lavoro che sto facendo su Dampyr con Daniele Statella, stampo in ciano le sue matite su carta Fabriano liscia e inchiostro principalmente con pennello Winsor & Newton serie 7 numero 2, china Winsor & Newton, anche se ultimamente mi sono dato al pennello giapponese della Pentel, pennini di vario genere, pennarellini giapponesi e Staedtler, e per i ritocchi acrilico bianco. Per i lavori totalmente miei (matita e china), faccio un layout in digitale con Manga Studio, stampo in ciano e poi proseguo con matita e successivamente china. Qui cambio strumenti di lavoro: carta Schollershammer liscia e semiruvida, non trovo mai pace, è una sorta di feticismo, quindi cambio sempre! Attualmente sono passato a pennelli più grandi (pennello di martora Da Vinci n. 5 o 6), mi da la possibilità di sintetizzare di più anche i particolari molto piccoli, china Pelikan o Winsor & Newton (dipende che carta uso), pennini di vario genere, pennarellini giapponesi e Staedtler, e per i ritocchi acrilico bianco.

Quali sono i tuoi progetti immediati?
Patrick Piazzalunga:
Attualmente sono impegnato con una storia di Dampyr sceneggiata da Giorgio Giusfredi, matite di Daniele Statella e chinata dal sottoscritto, si intitolerà “Il Dio del massacro” e uscirà quest’anno.

Quali fumetti leggi attualmente?
Patrick Piazzalunga: Ultimamente sto leggendo veramente poco, qualche testata Bonelli.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali sono le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Patrick Piazzalunga: Attualmente qualche libro di filosofia che mi ha prestato un amico e racconti di H. P. Lovecraft. Per quanto riguarda il cinema, sono legato al passato (’70, ’80), ai film di serie B, che possono essere: horror, giallo, polizieschi o poliziotteschi, kung fu, commedie, spaghetti western, di tutto! Amo molto Tarantino, guardo ogni tanto qualche serie tv, anche se la mia preferita è Twin Peaks. Per quanto riguarda la musica, ascolto metal dall’età di 8 anni, se non ascolto metal mi sparo del southern rock come Lynyrd Skynyrd, ZZ Top ecc… colonne sonore dei film, musica ambiente o folk norvegese. Attualmente suono la chitarra in 3 band metal.

Caro Patrick, ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Patrick Piazzalunga: Grazie a voi, è stato un piacere, spero di incontrarvi di persona! 🙂

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)