Marco Guerra é o vencedor do Concurso “Ganhe uma caricatura sua (feita por Bira Dantas) ao lado de Tex”, concurso patrocinado pelo blogue português do Tex e que consistia em acertar o nome de doze prestigiados autores de Tex caricaturados pelo grande mestre Bira Dantas, um habitual colaborador do blogue do Tex.
O concurso teve uma participação menor do que o esperado, talvez porque fosse difícil para os nossos leitores de Portugal e do Brasil (re)conhecerem a maioria dos desenhadores de Tex já que não são tão notoriamente conhecidos, precisamente para tornar um pouco mais difícil este concurso.
Marco Guerra, ilustre sócio do Clube Tex Portugal, é o vencedor do Concurso
Marco Guerra foi o primeiro (e único) concorrente a acertar (incrivelmente) o nome dos doze autores de Tex retratados por Bira Dantas e por conseguinte, vencedor do concurso que desse modo chegou ao fim, ganhando por isso o tão almejado prémio, uma sua caricatura ao lado de Tex que Bira Dantas em breve realizará e a presenteará. Houve ainda assim outros pards que se esforçaram por vencer e que por isso merecem uma menção especial: Jim Halley, Ricardo Elesbao Alves e Humberto Gonçalves.
Para finalizar, assim que o premiado for contemplado com o seu prémio, o blogue português do Tex o mostrará a todos os nossos leitores para que possam ver mais uma maravilhosa arte caricatural de Bira Dantas, com Marco Guerraao lado de Tex em uma, seguramente, belíssima caricatura!
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Entrevista de José Carlos Francisco à revista Karga! #2, de Março de 2017
J.C. FRANCISCO, TRADUTOR
ITÁLIA RULZ!
É o responsável por passar a português a BD italiana e um dos maiores coleccionadores de fumetti do mundo.
Tem tudo em casa. Tudo. A BD italiana é com ele e, depois de ter conhecido o mestre Bonelli, a sua vida passou de simples coleccionador a tradudor de Tex e mais além…
KARGA! – A malta já nem sabe o que são fumetti. Que raio lhe deu para manter viva a chama da BD italiana em Portugal? José Carlos Francisco – A banda desenhada esteve sempre presente na minha vida. Desde pequeno coleccionei desde o Lucky Luke, Michel Vaillant, Tintin, 0 Mundo de Aventuras, O Falcão, Condor, Tarzan, Mickey, Homem-Aranha… Em 1980 conheci a BD italiana, através do Tex. Fiquei logo fascinado. Ao longo dos anos conheci e privei com editores e autores italianos e mais inebriado ficava. Senti-me na obrigação de divulgar com toda a paixão e com todo o conhecimento a BD italiana.
KARGA! – A Itália é central na banda desenhada, principalmente o já falecido Sergio Bonelli. Chegou a conhecê-lo? Visitou os estúdios? José Carlos Francisco – Tive o grande prazer e privilégio de o conhecer pessoalmente. Em Outubro de 2002, em Milão, fui apresentado a Sergio Bonelli e logo aí nasceu uma empatia difícil de descrever. Naquela ocasião nasceu uma amizade entre duas pessoas de gerações o origens diferentes. Com o passar dos anos fomos trocando correspondência e regressei a Milão para fortalecer os laços de amizade com Sergio e com o seu filho Davide.
KARGA! – Quanto é que um coleccionador gasta por mês? José Carlos Francisco– No nosso pais recebemos regularmente as edições brasileiras de Tex, Zagor e Julia Kendall e quem coleccionar todos os fumetti, o que é bastante comum, gasta em média, por mês, um valor a rondar entre os 40 e os 50 euros. A esse valor pode-se ainda acrescentar mais umas três dezenas de euros por ano para a aquisição dos volumes com o selo da editora Polvo, que publica, em Portugal, excelentes edições especiais de Tex no idioma lusitano.
KARGA! – Os fumetti estão caros, perante a restante banda desenhada. É preciso mais leitores ou melhor divulgação? José Carlos Francisco – Mais leitores e melhor divulgação estão intimamente relacionados. Há cada vez menos leitores, sobretudo porque as gerações mais novas já não se deixam cativar pela nona arte. Pode-se dizer que no nosso país tem havido cada vez mais e melhor divulgação. Ainda este ano devemos ter outras personagens dos fumetti publicados em Portugal e a um preço mais acessível.
KARGA! – Qual o herói e o livro que mais o marcaram? José Carlos Francisco – Posso dizer que o Tex foi a personagem que mais me marcou, mítica personagem criada por G. L. Bonelli, em 1948. Uma publicação especial que muito me cativou de imediato: “Pacto de Sangue”, a aventura que narra o casamento do Tex. Passaram-se mais de 35 anos.
KARGA! – Prefere ler em italiano ou as traduções são boas? José Carlos Francisco – Hoje em dia, e depois de ter aprendido o belo idioma italiano, prefiro o original. Em relação às traduções portuguesas, não posso avaliar porque tenho o grato privilégio de ser o tradutor português dos fumetti.
Por Joana Rosa Russo (Advogada de profissão, gamer por paixão) [1]
E finalmente chega ao fim nosso especial de matérias -quase investigativas, é verdade! -, sobre os games inspirados e licenciados pela Sergio Bonelli Editore, que por algum motivo, acabaram perdidos no tempo e espaço. Verdade seja dita: seria muita injustiça deixar morrer tais arquivos. Não só pela composição da história das “franquias”, mas como e também, sobre a evolução dos games em si, que volta e meia já reforcei nos outros dois especiais e que podem ser vistos clicando AQUI e AQUI!
Todo processo evolutivo deixa marcas de mudanças de género, conceito e estilo. Em 2017 vemos um boom de jogos indies e uma demanda crescente por games mais “simples”, visual e essencialmente falando. Em termos de mercado, a produção de jogos desse género são baixos, e muitos produtores e desenvolvedores independentes têm se aventurado, até mesmo na seara mobile, que está ganhando força e consome uma boa fatia do mercado de jogos. OK, GAMER, eu sei… jogador de “joguinhos de telemóvel” não deveria entrar na conta, mas cuidado: se você tomar como base a existência de games como Modern Combat e N.O.V.A… é melhor rever seus conceitos.
Bem, facto é que a Bonelli e suas personagens também estão presentes na era moderna dos games, que é enquadrada de 2005 para cá.
E para começarmos a aquecer, que tal falarmos mais sobre Martin Mystery?!
Martin Mystery (ou Martin Mystère)
Antes de falarmos sobre cada publicação, vale uma rápida passagem sobre as edições noticiadas e misteriosas (ao pé da letra), sobre alguns pontos:
1994 – A primeira aparição do nome do detective do impossível, no mundo virtual, foi catalogada no site uBC Fumetti, que, durante uma entrevista com Fracesco Carla, fundador da produtora Simulmondo, fora indagado sobre a produção deste game. Carla esclareceu que realmente chegou-se a anunciar o desenvolvimento do jogo de Martin Mystère, nos idos do ano de 1994, inclusive com direito a publicação de anúncio. Porém, segundo a Wikipédia italiana, o que justificou o abandono do projecto teria sido a perda de interesse pelos jogadores nos games inspirados em quadradinhos. Localizamos no site da uBC Fumetti a propaganda de anúncio, confiram:
Em 1997, a Leonardo Studio, lança efectivamente o primeiro título de Martin sob a categoria de aventura textual, seguindo a mesma tendência já apurada em outros jogos de personagens Bonelli.“Martin Mystère presenta i segreti del Po”, diferente de seus antecessores espirituais, já contava com uma roupagem mais moderna, com um esquema de BD em tempo real com a acção e opção do jogador muito bonita, traduzindo bem a dinâmica de leitura. A diferença aqui também reside no enredo: este game, em especial, é didacticamente atractivo, pois explora a geografia e a história da região do Grande Rio, sem contar na incrível catalogação das culturas locais.
2004 – 2005 – A Artematica produz mais um título, que em verdade é o último que se tem notícias, intitulado Martin Mystère – Operazione Dorian Gray, já como uma aventura em 3D sob o viciante tipo “aponte e clique”, inspirado na famosa história contada nas BDs números 62, 63, 64, da série regular. O título seguiu a inteligência já destacada em 1997, o que rendeu um prémio à produtora: Prémio alta qualidade para as crianças, o “Il Grillo”, em 2005.
2008 – Aqui apenas faremos uma breve referência, porque o game em si, NÃO tem relação directa com as histórias em quadradinhos propriamente ditas. Lançado para o Nintendo DS, Martin Mystery: Monster Invasion, é baseado na animação que traz os personagens Martin, Java e Diana. O game é um RPG a lá Pokemon (tipicamente característico da Nintendo): um cenário com personagens diminutos que andam pelos ambientes com interacção em destaque por turno. A diferença aqui é que para a interacção com a caneta do console portátil, há puzzles para resolver “na mão”. A desenvolvedora responsável é a OUAT Entertainment, e como publisher, a gigante Ubisoft (calma, você não precisa comprar uma DLC para ler este post… XD). Aqui, para os que estão acostumados com a cara “old school” de Martin, é choque na certa: os personagens foram “maganizados” e ganharam traços joviais e desengonçados, com personalidades marcantes e exageradas. Fui conferir por curiosidade, e confesso que fiquei impressionada:
N/D – Em algumas buscas pela Internet localizamos uma desenvolvedora Francesa, a TotalYOO, que produz muitos joguinhos online e free-to-play, inspirado em séries animadas como Totally Spies e Atomic Betty (são muitas, e é muito bom para a linha teenager). Dentre suas produções Martin Mystery: com os mesmos personagens presentes no game para DS, mas com um grupo de quatro histórias jogáveis totalmente pelo computador em seu próprio navegador. Não, este game também não tem ligação com as histórias em quadradinhos.
2012 – Era Mobile: por incrível que pareça localizei indícios sobre a produção de dois games de Martin Mystery para IOS. No entanto, as páginas do site da própria Bonelli Editore, não estão mais disponíveis, o que fez com a que a menção na página da Wikipedia Italiana fosse o único ponto de partida. Infelizmente não consegui localizar o App nem na Apple Store e nem na sua concorrente, a Google Play… Quem sabe meu contacto com a Editora esclareça algo para nossa comunidade! 😉
Martin Mystery – O senhor do mistério da velha e nova guarda.
1. A “primeira” aparição: 1997 – “Martin Mystère presenta i segreti del Po” (“mas você disse que era moderna era de 2005 para cá..” Disse e é mesmo. Mas não podemos negar a história deste jogo, então leia, porque também é cultura!) 😉
O primeiro título efectivo de MM veio com uma proposta multidisciplinar fantástica, como já adiantei nos comentários acima. Mas a originalidade desta abordagem trouxe um grande sucesso grande na época de seu lançamento.
De cara é possível entender o porquê da fama: o jogador tem três caminhos a escolher: “O retrato do Grande Rio” – em que foi colectado, pelo Centro Etnográfico Ferrarese, vários testemunhos orais de pessoas que passaram a vida nas margens o Grande Rio, “o Delta Gulliver” – dedicada à representação do território do Delta, que foi lindamente apresentada por via aérea e pinturas, além do grande arcabouço cultural, e, finalmente, … “A história em quadradinhos Martin Mystère”!
Ao clicar no último item que você acessar a versão multimídia de três contos de Martin, em que o arqueólogo da casa Bonelli investiga o destino de muitas lendas. “Nostra Signora dei Fulmini”, e “Il ragno d’oro” (dois contos escritos por Castelli e projectado por Alessandrini, editados, respectivamente, em 1989 e em 1993 e agora disponível na quarta emissão extra de Martin Mystere,“Il sorriso della Gioconda e altri racconti”) e finalmente, a “Le vie del Delta (uma banda desenhada inédita, escrita por Roberto Roda e desenhado por Montanari & Small).
A presença de Castelli & Alessandrini não pode deixar de constar não só na BD: o trabalho de harmonização de cenas e musicas nos ambientes e nas interacções dos desenhos são nada menos que magníficas. A ênfase musical é muito bem sucedida no clímax das duas histórias obtido através de efeitos visuais e sonoros sincronizados. Destacam-se, em particular, o tempo e o barulho do trem em“Nostra Signora dei Fulmini”.
Também na secção de quadradinhos de Martin, nos bastidores, há acesso ao roteiro de “Os caminhos do Delta”, nos esboços desenhados por Roberto Zaghi, Germano Bonazzi e Massimo Rotundo para os personagens de desenhos animados de Roda, sem contar na homenagem por vários desenhadores para o personagem criado por Castelli. Entre estes destacam-se o trabalho realizado pelos designers que trabalham com a SBE: Bonazzi e Zaghi (novamente), e o jovem Thomas Fields, actualmente trabalhando em um roteiro de Julia escrito por Giancarlo Berardi.
O que dá a interacção apurada no jogo é que, a cada resposta dada, seja ela certa ou errada, o jogo conta o facto histórico que embasa a situação. Daí ser classificado pelo pessoal da uBC Fumetti como multidisciplinar.
Outro factor de interesse, especialmente do ponto vemos coleccionável, o registo inédito de MM anexado ao CD-Rom: atrás de uma bela capa de Alessandrini, um processo interessante demonstra que examina a questão dos quadradinhos ambientados na área do Delta, carteiras e ilustrações dedicado a Goum por designers da SBE e a versão impressa da revista em quadradinhos “Os caminhos do Delta.”.
A experiência de jogabilidade é fascinante. Pelas palavras dos editores do site uBC Fumetti: ver os rostos e ouvir as vozes de um dono de restaurante que se exalta com a receita de enguia frita; uma senhora idosa que fala de velhas crenças populares; outros locais que contam episódios relacionados com a ocupação nazista, que lembram as vicissitudes experimentadas durante a época, ou que você ainda tem, com perfeita naturalmente, como testemunhas de avistamentos de OVNIs.
2. Martin em 2005 – Martin Mystère: Operation Dorian Gray
Desenvolvido pela Artemática, Martin Mystère: A Operação Dorian Gray, já vem com uma roupagem totalmente renovada. Agora já enquadrado nas categorias dos famosos “aponte e clique”, e já tendo absorvido a famosa vertente de Crime Stories. Agora o game revira os arquivos de Martin Mystère na América do Norte, é a única adaptação de videogame em 3D da franquia de quadradinhos de ficção cientifica italiana.
O jogador assume o papel de um jovem agente do FBI chamado Martin Mystère, que actualmente está investigando um brutal assassinato de um respeitado cientista chamado Professor Eulemberg. O caso levará o jogador por uma viajem por todo o mundo, em aventuras perigosas e emocionante, em uma corrida contra o relógio.
A jogabilidade é padrão para jogos de aventura gráfica: busca de itens para resolver enigmas de lógica. Como o jogo é relativamente actual, é possível oferecer a você, leitor, um pequeno sabor do game:
Entretanto, o game não vingou: a Metascore dele atingiu a nota de 45, e chegou ao rating de 4,7 pela avaliação dos usuários. Vários veículos de análise promoveram suas críticas, muito ácidas e bem maldosas, que em verdade, devo ponderar que foram exageradas.
O editorial da Computer Gaming Magazine deu uma crítica mordaz descrevendo o jogo como “trágico”; a grande IGN considerou-o como “genérico” e sem grandes dificuldades na resolução dos puzzles, ressaltando que o próprio ambiente soluciona a questão para o jogador. A GameSpot avaliou como arcaico demais. Dentre as críticas mais contundentes, destaca-se a da Game Chronicles, que apontou que “os enigmas eram ilógicos e a história não fazia sentido“.
Mas alguns jogadores tiveram outra percepção. As palavras de um deles: “Sim, mau diálogo e tradução mal feita, mas a música é maravilhosa e não idiota, mudando com você indo de sala em sala. E o ambiente é bem criado. Mais importante ainda, os quebra-cabeças tem lógica e é bom, já que você não pega simplesmente as coisas que você precisa usar até que você tenha uma razão para usá-las. Não acumular meramente.. O jogo traz de volta os jogos de aventura!”.
E neste ponto, concordo com o usuário JeremyB.: jogos de aventura não são de classificação única, como já ponderamos no segundo especial. E em verdade, se não fosse pelo surgimento das aventuras textuais melhoradas nos “aponte e clique”, boa parte da evolução que conhecemos do género poderia ter encontrado dificuldades de popularização ou até mesmo emperrado o desenvolvimento tão fluido que conhecemos hoje.
Julia Kendall
JULIA: INNOCENT EYES
Pois é, descobrimos que sim, amigo, Julia teve um game para PC! Relativamente novo, ele foi lançado em 2010. Produzido pela Artematica e distribuído pela Warner Bros, o jogo é conceitual no infalível modo aponte e clique. Mas a mecânica de cinema envolvida é muito bem estruturada e conta com cutscenes muito bem desenhadas.
O jogo saiu em três episódios, todos lançados em 2010:
a. Parole non dette (24 de Setembro de 2010): a história acontece na noite de Halloween, quando a filha do Juiz Howard é assassinada na garagem de sua casa. O corpo da menina foi encontrado pelos pais, que decidiram voltar mais cedo das férias, por não terem conseguido contactar a garota pelo telefone. Julia e Webb se encarregam da investigação, que se inicia na casa de Howard. Onde trabalham com as hipóteses de crime passional e uma retaliação ao pai da menina devido a um veredicto recente do juiz.
b. Istinto predatore (22 de Outubro de 2010): este episódio corresponde ao segundo dia da investigação, e se inicia na casa de Julia. Desta vez, além da criminóloga e Webb, também é possível jogar com o sargento Ben Irving, executando algumas tarefas de escritório e auxiliando as investigações através de informações valiosas.
c. Lacrime nere (10 de Dezembro de 2010): este episódio corresponde ao terceiro e último dia da investigação, onde o trio de investigadores é complementado poe Leo Baxter, investigador particular e amigo pessoal de Julia.
Por causa de sua recente história, acha-se facilmente conteúdo de lançamento no YouTube:
Está disponível também, aos mais curiosos, como esta que vos escreve, a gameplay de um dos episódios, no qual podemos verificar o excelente trabalho na renderização das passagens de cena e ambiente, sem contar no trabalho fotográfico do jogo, principalmente quando se explora objectos de proximidade, como a bolsa de Julia:
A cinemática é fluída e a lógica que vemos nas gameplays ficam em um bom nível de dificuldade.
Infelizmente não houve continuidade deste game… O que mais me intrigou no levantamento destas informações: tirando por algumas séries de informações repetidas e traduzidas em diversos sites, não se tem sequer a avaliação da metacritic, mesmo sendo recente. Há poucas considerações em blogues ou fóruns, o que acaba evidenciando que mesmo na agonia do lançamento, muitos admiradores acabaram apagando a chama.
Houve notícia de comercialização do game em Portugal e Itália, mas não angariei informações de algum coleccionador. Pelo menos não até o momento, que tivesse a cópia física do game.
AS DESENVOLVEDORAS
***Artematica***
Fundada em 1996, Artematica Entertainment é uma empresa independente italiana e desenvolvedora de software, especialmente jogos, com sede em Chiavari, na província de Génova. A empresa é um das principais e mais “antigas” casa independente de software na Itália. A empresa desenvolve em plataformas como PC, Web (Facebook, Twitter e gratuito), Sony (PlayStation 2, PlayStation 3 e PSP), Nintendo (DS e Wii), iOS, Android e telemóveis.
Artematica é também uma das mais conhecidas empresas activas no desenvolvimento de advergames (jogos, em particular os electrónicos, como ferramentas para divulgar e promover marcas, produtos, organizações e/ou pontos de vista), sendo a primeira empresa italiana a desenvolver este tipo de produto para as actividades promocionais.
A empresa produz e desenvolve jogos de vídeo multi-plataforma para um treinamento bem diferenciado, muitas vezes baseadas em licenciamento internacional e focada especialmente no género de jogos de aventura. A exemplo, os games são publicados em todo o mundo por parceiros, como a Warner Bros, Ubisoft, DreamCatcher Interactive, DTP-AG, Codemasters, Micro Application, Halifax, Líder, Strategy First, 505 jogos (já falamos dela no primeiro especial 😉 ), Akella e Farol.
A empresa tem muitos títulos e vale a pena conferir os mais populares:
Artematica também é mencionada na Encyclopedia of Games, escrito por Giampaolo Dossena, e publicado em 2009 por Arnoldo Mondadori Editore.
***Leonardo Studio***
Infelizmente não consegui reunir muitas informações sobre a Leonardo Studio, produtora do primeiro game de MM. Mesmo recorrendo ao site da Computers & Company, todas as páginas que levam a algum outro site estão fora do ar, denunciando que a desenvolvedora, provavelmente, foi desactivada. 😉
ENCERRAMENTO
Depois de alguns meses estudando, procurando, desenterrando e fazendo mil perguntas, chega ao fim a série especial Bonelli no mundo dos games! Muitas coisas foram descobertas e muitas pérolas foram encontradas pelo caminho. As matérias, principalmente na primeira, que trata de nosso amado Tex, teve uma participação especial do amigo e parceiro, José Carlos Francisco, que disponibilizou algumas imagens do mítico disquete do game do ranger (obrigada 😉 )!
Mais que isso, todo esse trabalho mostrou o quão incrível é e pode ser o universo Bonelli, que, muito além de seu pioneirismo no mundo das BDs, também reinou e participou como expoente para o desenvolvimento nacional de jogos na Itália, seja por convite ou a pedido, que fez a fama de algumas empresas nacionais, essenciais para o aprimoramento da demanda e do mercado na bota.
Estas matérias não são absolutas, e por isso mesmo, qualquer coleccionador que tenha os itens, disquetes, mídias, encartes ou até mesmo uma crítica e curiosidade sobre tais temas será muito bem-vindo, e terei o maior prazer em editar todas elas actualizando as informações e dando os devidos créditos.
Agradeço também aos leitores e, novamente, ao amigo José Carlos Francisco, por aumentar o alcance desta publicação para além-mar! Agradeço a confiança e parceria que no fim, resulta num ganho para todos, com a disseminação destas informações adormecidas, que viabiliza a discussão e busca por histórias e paradeiros. E mais que isso: a história da cultura mundial hoje pode contar com mais algumas linhas de memória resgatada.
E, para finalizar, registo a imensa felicidade em ver a Bonelli retratada em páginas de magazines especializadas em games e cultura NERD/GEEK… Quem sabe não seja um primeiro passo para reavivar esta parte da história tão linda da empresa? Não custa sonhar 😉
Copy,
Roger that!
Ad victoriam, soldier!
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[1] (Texto publicado originalmente noSíte “4Fun Games“, em 31 de Março de 2017)
Lucio Oliveira, popularmente conhecido por Lúcio Cartunista é um famoso autor brasileiro e uma das suas maiores criações é o personagem Edibar da Silva, o bêbado mais escroto da web, que esteve exposto o ano passado no XII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja!
Lucio Oliveira nasceu em Apucarana, norte do Paraná, em 1973. Cresceu debruçado sobre papéis e lápis de cor. Trabalhando como desenhador desde 1986, já passou por várias etapas como cartunista, ilustrador e chargista, além de ter ministrado aulas de desenho técnico no Sesi e Senac. Viveu por dois anos na Inglaterra onde cursou Arquitectura e mergulhou fundo no mundo das artes plásticas. Hoje Lucio dedica-se exclusivamente na produção das tiras e ilustrações de Edibar e companhia para vários jornais e revistas espalhados por todo o Brasil.
Exposição do Edibar no Festival de Banda Desenhada de Beja, 2016
“Edibar & C.ª” é um caso sério de popularidade no Brasil, onde a série é publicada em diversos jornais, revistas e sites, e também nas redes sociais (só no Facebook, a página de Edibar ultrapassa o meio milhão de seguidores!).
Criado, em 2001, pelo cartunista Lúcio Oliveira, Edibar é um tipo machista, que gosta de bar, cerveja gelada e mulheres (não necessariamente por esta ordem e não a mulher dele, claro, como diz o texto de apresentação do personagem na sua página do Facebook).
Edibar é camionista de profissão e vive com a esposa, Edimunda. De vez em quando recebe a visita da sogra, Ana Conda, com quem tem uma relação no mínimo… turbulenta.
Estes e outros personagens fazem de Edibar & C.ª uma série de absoluto sucesso, com um humor que atinge todos os públicos.
Tex nas tiras de Edibar
Mas o que muitos não sabem é que tanto o Lucio Oliveira, como a sua criação Edibar da Silva são grandes fãs de Tex Willer e volta e meia vemos o Edibar a ler a prestigiosa revista do Ranger. A propósito, fizemos uma pequena entrevista com o autor, entrevista essa que publicamos após algumas tiras onde Tex está presente:
Blogue do Tex – Onde e quando nasceu? Lucio Oliveira – Dezembro de 73, em Apucarana, norte do Paraná.
Blogue do Tex – O que faz profissionalmente? Lucio Oliveira – Cartunista.
Blogue do Tex – Como nasceu a ideia de criar as tiras do Edibar? Lucio Oliveira – Como não tinha muita opção de lazer na minha cidade, o boteco do Maurício era um dos poucos locais que dava para frequentar num sábado à tarde em Apucarana. Tinha de tudo lá… bêbado entrando no bar de cavalo, médico jogando truco com carteiro, mulher raivosa jogando mala de roupa de marido bar adentro…
Entre uma cerveja e outra, fui aprendendo a prestar atenção nessas figuras do meu canto no boteco, e o Edibar foi surgindo na cabeça.
Blogue do Tex – Porquê a referência a Tex em algumas das tiras? Lucio Oliveira – Como as tiras são visualizadas por muita gente, foi a maneira que achei de mostrar aos leitores uma coisa boa de se ler, que o Edibar é bêbado, canalha e patife, mas tem bom gosto.
Blogue do Tex – Quando descobriu o Tex? Lucio Oliveira – Desde pequeno, mas a paixão cresceu depois de adulto.
Blogue do Tex – Porquê essa paixão pelo Tex? Lucio Oliveira – Histórias inteligentes, artistas sensacionais e roteiros que prendem… Tex tem tudo que eu procuro nos quadradinhos.
Blogue do Tex – Você colecciona Tex? Lucio Oliveira – Sim. Minha colecção não é grande, mas quem aparece lá em casa já percebe que eu gosto do Tex. Tem revista espalhada por toda a casa.
Blogue do Tex – O Edibar tem noção da encrenca que ele pode arrumar ao tentar afogar o Tex? Lucio Oliveira – Conviver com a sogra deixou o couro do Edibar grosso…
Para brindar os nossos leitores Lucio Oliveira presenteou-nos com duas belas artes do Tex que foram feitas por ele no ano passado e que mostramos de seguida:
Para finalizar, damos a conhecer um curto vídeo onde podemos ver o Lucio Oliveira a desenhar o seu Edibar:
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