Texto de João Amaral (autor de banda desenhada e ilustrador português para além de um grande apaixonado pelo “western”) e fotos deCristina Costa Amaral[1]
Foto de grupo da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal na Anadia
Andrea Venturi preparando mais um autógrafo
Os cartazes de Venturi (à esquerda) e de Leomacs para este evento
Leomacs a preparar o meu autógrafo no seu livro Ouro Negro
E cá está o resultado final
Sendo admirador das aventuras de Tex Willer desde a minha infância, foi com naturalidade que estive presente na quarta mostra do Clube Tex Portugal, na Anadia nos passados dias 29 e 30 de Abril. E posso dizer que, a exemplo do que me aconteceu há dois anos, estes foram dias de convívio e múltiplas experiências que guardarei com saudade na minha memória…
Os convidados, este ano, foram os notáveis desenhadores Andrea Venturi e Leomacs que viu também lançado Ouro Negro, o livro que desenhou sob argumento de Manfredi, sob a chancela da Polvo. Só por isto, estavam já criadas as condições para eu passar um fim-de-semana inesquecível. Porém, as surpresas não se ficaram por aí e, quando me dei conta, estava também na mesa, sentado ao lado destes grandes desenhadores a fazer o que se pode designar como uma espécie de fan art da personagem. E, posso dizer que, mais uma vez, fui recebido com muito carinho por todos os elementos do clube. Por isso, deixo aqui um abraço especial ao José Carlos Francisco e seus pards, que é como quem diz Mário Marques, Carlos Moreira e António Lança Guerreiro, por todo o entusiasmo com que puseram de pé este evento, mas, no meu caso particular, por todo o apreço que dedicaram à minha visita, onde sinceramente contava apenas estar como espectador e admirador e não propriamente como autor. Fica também uma palavra de agradecimento ao público que esteve na Anadia, pois também ele contribuiu fortemente para que esta minha presença fosse de facto constituída por momentos memoráveis.
É por isso que deixo aqui algumas fotos que não são propriamente do evento em si, mas antes da minha experiência nestes dias que, para mim, só tiveram um defeito: o de passarem demasiado depressa. Para quem quiser ver um pouco mais do que foi o sucesso deste acontecimento, deixo também o link do Tex Willer Blog que poderão consultar aqui. Ficam então as imagens, que serão melhores do que quaisquer palavras minhas, para ilustrar o que foi uma mostra onde o amor à arte (no caso concreto no universo de Tex) esteve bem patente entre os presentes. E posso dizer, com inteira justiça, que, mesmo assim, as fotos ilustram apenas uma pequena parte do que foi mais um notável fim-de-semana…
Eu a posar com Carlos Moreira ( à minha esquerda), Mário Marques e José Carlos Francisco que exibe o desenho que fiz para o livro de honra
A preparar-me para finalizar um desenho de Tex
Eu e Keiko Ichiguchi, a esposa de Andrea Venturi, também ela uma desenhadora de manga, trocámos desenhos…
Uma Lilyth que fiz a pedido de Teresa, a esposa de Carlos Moreira
E uma outra feita, desta vez, para Rosália e Júlio Schneider, um grande especialista sobre o universo de Tex Willer
A mesa de trabalho com Keiko Ichiguchi, Andrea Venturi, Leomacs e João Amaral
E sai mais um Tex…
[1] (Texto publicado originalmente noBlogue “João Amaral“, em 9 de Maio de 2017)
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Tex Edição em Cores #31 Gianluigo Bonelli (argumento) Aurelio Galleppini (desenho) Mythos Editora
Brasil, Janeiro de 2017
160 x 210 mm, 210 p., cor, capa mole
R$ 27,90 / 10,00 €
Mal menor
Tex Edição em Cores, a colecção da Mythos Editora que se propôs (re)editar todas as histórias de Tex a cores, por ordem cronológica, numa colagem à colecção do jornal La Repubblica e do semanário L’Espresso que fez furor em Itália, não tem tido vida fácil. Sucessivas suspensões – temporárias – eram até agora a marca mais evidente nesta vida atribulada, agora reforçada – em novo regresso – pela diminuição do número de páginas e da qualidade do papel. Um mal menor (?) para assegurar a continuidade.
As razões, são as já conhecidas desta e doutras colecções, neste e noutros tempos. Custos de edição vs. falta de leitores.
Agora, na actualidade, a crise económica brasileira, surge duplamente penalizadora: pelo aumento dos custos – papel, impressão no estrangeiro, transporte – e pela diminuição do poder de compra dos (potenciais) leitores das edições.
Sinal – também? – de que o florescente mercado brasileiro não tem assim tanta abrangência? Ou tantos leitores de Tex? Ou que esta edição deveria procurar os seus leitores noutros locais – nomeadamente livrarias – em vez das bancas? Respostas que só o editor – juntamente com os seus leitores e com os que o poderiam ser – conhecerá ou poderá descobrir.
Se o formato italiano da edição felizmente se mantém, a diferença de papel faz a diferença – e de que maneira! Mais fino, mais absorvente, sem aquele cheiro de acabado de imprimir – sim, muitos de vocês sabem do que falo! Papel de jornal em vez de couché brilhante… Mas as opções em cima da mesa eram só duas: reduzir (custos) ou suspender de vez…
Entre os leitores, haverá com certeza quem assobie e quem aplauda. É verdade que ninguém gosta de passar de cavalo para burro, mas a escolha era entre isso ou ficar apeado…
Feita a exposição da forma, passemos ao conteúdo. As poucas mais de 200 páginas da edição (onde infelizmente faltam os prefácios originais de Sergio Bonelli) são quase completamente preenchidas com um relato publicado originalmente em 1965. Nele, um Tex ainda fora do corpo dos rangers, enfrenta dois assassinos de navajos da sua tribo e um coronel prepotente, e surge intransigente como sempre, desta vez disposto até a começar uma nova guerra índia se a justiça dos brancos não punir os culpados.
História clássica, com uma clara linha de demarcação entre ‘bons’ e ‘maus’, corre – literal e livremente – à vontade da inspiração da máquina de escrever e do pincel – sem linha condutora prévia, com diversas inflexões e actos surpreendentes por parte de Tex e dos navajos, mas com o final esperado embora também inesperado. É um dos relatos que construíram a lenda do chefe índio de pele branca e futuro ranger e fizeram dele um caso série de popularidade entre leitores fiéis e indefectíveis, que se mantém há décadas.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Por Joana Rosa Russo (Advogada de profissão, gamer por paixão)[1]
No final de semana de 29 e 30 de Abril, aconteceu o IV Encontro Regional Sul do Fã Clube Tex e Zagor Brasil, no gracioso e hospitaleiro Município de Uruguaiana, Estado do Rio Grande do Sul.
O evento reuniu dezenas de fãs que passaram pelo saguão do teatro Rosalina Pandolfo Lisboa, no período vespertino, que ainda contou com a presença do Adriano Lorentz, representante da Editora Lorentz, com o lançamento oficial da mais recente publicação de Dylan Dog, além das autoridades maiores do município na pessoa do sr. Prefeito Ronnie e do secretário de Cultura Ricardo Peró Job, que fizeram questão de prestigiar o pequeno, mas acolhedor, evento.
Confira agora o que rolou na exposição que teve desde a participação de Águia da Noite (Adão Ávila), Kit Carson (Edemar Schnornberger), Lilyth (Brenda Schnornberger), Dylan Dog (Marcelo Tajes) e uma Calamity Jane mais “moderninha” (Joana Rosa Russo), até um modesto “mercado de pulgas” e um super quizTex para testar o conhecimento dos presentes no evento que sorteou um “arco e flecha”!
Panorama Geral
O evento recebeu muitos visitantes curiosos que estavam de passagem e outros que eram Texianos ao pé da letra. Uns em busca de completar as suas colecções e outros para puramente desfrutar de uma boa conversa e boas companhias.
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No primeiro dia….
A banca de exposição de Adriano Lorentz trouxe Julia, Martin, Dylan, Dampyr e Mister No. Além das revistas de lançamento do queridinho investigador de pesadelos, Adriano fez questão de põr o pessoal em contacto com outras personagens da linha de terror/suspense da Bonelli, além do género aventura, típico de Mister No.
Além disso, ainda rolou uma brincadeira, com rifas especiais que ofereceram uma linda placa metálica de uma das capas mais cobiçadas de Tex, especialmente doada por Edemar Schnornberger (Kit Carson), e uma lança “Navajo”, feita especialmente para o encontro, pelas habilidosas mãos de Gilson Gasparotto, o índio Red Cloud.
A ilustre presença do sr. Prefeito e do sr. Secretário da Cultura marcaram o primeiro dia do encontro, que só demonstra o quão importante é ter apoio do Poder Público. Alias, desde já fica o agradecimento do Fã Clklube Tex & Zagor Brasil às autoridades que tão gentilmente compareceram no aprazível espaço e acreditaram na iniciativa do clube brasileiro. Sem o fomento cultural da Prefeitura e Secretaria, a realização deste evento seria, indubitavelmente, dificultosa.
O evento foi tão prestigiado, que rendeu uma publicação exclusiva no Facebook da Prefeitura Municipal de Uruguaiana:
Além do Sr. Prefeito, também esteve presente o Sr. Secretário da Cultura, Ricardo Peró Job que reforçou a presença do Poder Público!
No segundo dia…
Mas a diversão não parou por ai! No segundo dia do encontro um super QUIZTex foi realizado para desafiar os presentes! E a recompensa? Um arco e flecha “maneiro”, à la Jack Tigre!
E para mostrar o nível de comprometimento do pessoal que participou:
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Adriano Lorentz ainda presenteou o Clube com um belíssimo exemplar de Dylan Dog, Retorno ao Crepúsculo, recém lançado e que está a chegar às bancas com muito sucesso, como sinal de agradecimento pela grande parceria (que está apenas no começo):
E o que teve de fixo no encontro?
Bom, além de toda a comemoração, divulgação e comércio, muitos de nossos amigos do Fã Clube Tex & Zagor Brasil que estavam expondo tinham verdadeiras pérolas Texianas e Bonellianas!
Algumas delas podiam ser conferidas no stand do associado Miguel Zinelli, que expôs grandes raridades, como as colecções de estátuas e ainda os famosos fumettis em formato de talão de cheques (o que me impressionou muito porque nunca tinha visto ao vivo):
Além dele, o amigo e colaborador Antonio Mendes também expôs praticamente toda a sua colecção de heróis e miniaturas, abrindo uma linda montagem com as carroças, fazendo alusão aos pioneiros, passando pelo ataque dos índios, e a criação da cidade, retratando um Oeste que encantou desde crianças até os mais velhos, com a riqueza de diversidade e pela montagem singular do espaço:
Raul C. Gonçalves também marcou presença durante os dois dias do evento, mostrando suas lindas colecções de desenhos e produzindo para os visitantes suas obras a carácter! Aliás, o belíssimo traço estava em plena exposição em seu portefólio. Quem quiser conferir toda a sua habilidade, é só acessar o seu Facebook, clicando aqui.
O associado Marcelo Rosa Tajes também não poupou espaço e expôs toda sua colecção de heróis do oeste numa montagem caprichada no stand lateral, que contou até mesmo com o raro selo italiano de comemoração em homenagem ao nosso ranger:
Marcelo ainda expôs inúmeros outros itens raros da sua colecção no stand lateral visando apresentar para o público um pouco mais do universo Bonelli.
A Banca do Alexandre também marcou presença e surpreendeu com a variedade de BDs à venda, principalmente de Tex!
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O associado Verlei Corlao Merlo também participou do mercado de pulgas oferecendo muitas raridades para os interessados.
O casal Alberto Ensslin Wendt e Talyta Lehr Vargas, fãs de Julia e Tex também compareceram ao evento, vindo de Bagé para se juntar à paixão bonelliana!
E como não poderia faltar, o associado motoqueiro mais conhecido do oeste, Adão Ávila, esteve presente representando não só o Moto Grupo MotoTex, mas também marcando presença como Águia da Noite (há quem diga que Tex havia entrado numa briga e saiu escalpado 🙂 :
Por fim, Joana Rosa Russo, que nesta qualidade representava o actual presidente Jesse Bicodepena, marcou presença com a banca permanente de venda de formatinhos logo na entrada do evento, auxiliando os interessados na adesão ao Fã Clube e tirando dúvidas sobre como se juntar à família bonelliana brasileira:
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O corpo de rangers
Sem a colaboração de cada um presente neste encontro seria impossível a sua realização. É difícil expressar em palavras o que somente pode ser sentido. Mas talvez seja uma boa hora para dizer o quão fundamental foi a união destes bravos cavalheiros e esta dama, que muito tem orgulho de ser recebida de braços abertos neste corpo de rangers.
Tex, Zagor, Julia, Dylan… Não importa a personagem que você segue. O traço principal que rege as personagens bonellianas é a lealdade: lealdade com seus propósitos, com seus amigos, com sua família, com a justiça, com a vontade de um mundo melhor.
E é por todo este encanto e razões que nutrimos, com as personagens, e, principalmente com Tex e seu munto “bang-bang”, uma admiração inabalável, que motivou a presença destes cosplays. E desculpe o mundo, mas Kit Carson é brasileiro (e gaúcho, tchê!)…
Encerramento
O evento terminou mas os nossos laços não. Sem dúvidas foi uma grande experiência para todos que ali passaram e foram lembrados durante todo o final de semana. Mesmo em nossas breves pausas e descanso, ao final de dois longos dias, nada escapou ao olhares atentos desta turma: a força que nos consumiu vai muito além de só mera vontade de coleccionador, mas envolve a paixão ardente que temos para com as personagens Bonelli, em especial, um certo ranger, destemido, justo, leal, amigo, chamado Tex Willer.
No mesmo tempo ocorreu a grande e importantíssima 4ª Mostra de nosso Clube-irmão, Clube Tex Portugal, que reuniu os desenhadores Andrea Venturi e Leomacs em grande estilo. Ambos clubes puderam, ao mesmo tempo, desfrutar de uma única energia, de um único desejo: que o nosso Tex ainda proporcione muitos anos de felicidade, amizade e amor entre a nossa grande família Bonelliana.
E você, que ainda não conhece e não tem ideia do que falamos, não demore. Venha para o lado Tex da força!
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[1](Texto publicado originalmente noSíte “Clube Tex & Zagor Brasil“, em 6 de Maio de 2017)
Marco Guerra, ilustre sócio do Clube Tex Portugal, é o vencedor do Concurso
Por José Carlos Francisco
Marco Guerrafoi o vencedor do Concurso “Ganhe uma caricatura sua (feita por Bira Dantas) ao lado de Tex”, concurso patrocinado pelo blogue português do Tex e que consistia em acertar o nome de doze prestigiados autores de Tex caricaturadas pelo grande mestre Bira Dantas, um habitual colaborador do blogue do Tex.
O concurso teve uma participação menor do que o esperado, talvez porque fosse difícil para os nossos leitores de Portugal e do Brasil (re)conhecerem a maioria dos desenhadores de Tex já que não são tão notoriamente conhecidos, precisamente para tornar um pouco mais difícil este concurso.
Marco Guerra foi o único concorrente a acertar o nome dos doze prestigiados autores de Tex retratadas por Bira Dantas e por conseguinte, vencedor do concurso que desse modo chegou ao fim, ganhando por isso o tão almejado prémio, uma sua caricatura ao lado de Tex que Bira Dantas já realizou e que apresentamos de seguida:
Marco Guerra e TEX, numa arte de Bira Dantas
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