A visita dos Sonhos: Thiago Gardinali na SBE

Por Joana Rosa Russo (Advogada de profissão, gamer por paixão) [1]

Thiago Gardinali, o conceituado jornalista, repórter, apresentador e director de televisão que no passado mês de Abril veio a Anadia cobrir a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, foi recentemente até Milão, Itália, visitar a Casa dos Sonhos. Não, não estamos a falar de um local, mas sim DO LOCAL: Sergio Bonelli Editore.

Thiago Gardinali nesta sua visita a uma das maiores editoras europeias, conversou inclusive com Davide Bonelli, o director geral da editora milanesa  tendo nos brindado com incríveis fotografias recheadas de referências e curiosidades que damos a conhecer de seguida aos nossos leitores:

Thiago Gardinali e a fachada do prédio onde funciona a Sergio Bonelli Editore, logo no primeiro andar.

A magnífica placa de apresentação.

Tecnicamente, trata-se de um corredor interno na SBE… mas convenhamos que, com tantas obras, é uma galeria.

Continuando a galeria. Ao fundo, já é possível notar elementos ligados ao Brasil, como o quadro com o animal ícone da Amazónia – a onça pintada

Thiago Gardinali e Dylan Dog

Thiago Gardinali na sala de reuniões de Sergio Bonelli

Grouxo, como sempre, um pouco avesso, mas boa pessoa

Thiago e Davide Bonelli na sala onde Sergio Bonelli se libertava e criava todo o universo que o seu pai havia começado. De acordo com Davide, Sergio Bonelli era um grande apreciador da arte erótica, o que justifica, na sua sala, a exibição de material específico, muito bem desenhado

Com visão mais ampla, podemos conferir o mundo à parte da sala onde Sergio Bonelli “escondia-se”. É possível imaginar quantas das grandes histórias que temos em mãos começaram naquele local

Thiago com Roberto Paravano na sala onde ficam todos os títulos da editora, em infinitas prateleiras. Foi lá que o Davide Bonelli fez uma proposta “quase indecente” ao Thiago Gardinali: “Pegue o que quiser!”

Thiago na mesma sala “arquivo”

Alfredo Castelli, mostrando ao Thiago Gardinali, o computador original, um Macintosh dos anos 80 (uma RARIDADE), usado por Martin Mystère nas suas primeiras histórias. Esse computador é do próprio Castelli, que levou à SBE para que os desenhadores tirassem a referência para fazer os desenhos nas histórias

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Aproveitando a passagem de Thiago Gardinali pela Sergio Bonelli Editore, vamos divulgar um vídeo com uma conversa descontraída, mas bastante rica e interessante, entre o próprio Thiago e Joana Rosa Russo, onde o jornalista nos dá a conhecer as mais recentes novidades editoriais da Bonelli abordando também a experiência única que viveu ao lado de Davide Bonelli, mas o melhor, caro leitor, é assistir ao vídeo e conferir por si mesmo!

https://youtu.be/MDUP6iMQXdI

**ERRATA: Na parte em que é comentado o Especial Civitelli houve apenas um dado comentado de forma equivocada. O encadernado será em capa dura, mas em preto e branco e não em cores, como é divulgado no vídeo!

[1] (Material publicado originalmente no Síte “4Fun Games“, em 25 e 27 de Maio de 2017)

TEX GOLD – A SÉRIE MAIS LUXUOSA (no momento) DE TEX

Por Ezequiel Guimarães



E a colecção da Salvat avança: chegou às bancas brasileiras, o terceiro volume da série TEX GOLD, a aclamada “Patagónia“.

A colecção terá apenas os quatro primeiros números lançados, e com distribuição acontecendo em algumas cidades seleccionadas, para a Editora Salvat testar o mercado.

Após isso, a Salvat procederá ao encerramento dos mapas de vendas para decidir se prosseguirá ou não com a colecção, que os texianos torcem para que alcancem os 60 volumes idealizados, e possa ´esticar´ mais como ocorreu com a Graphic Novels Marvel, que de 60 dobrou de tamanho: 120 volumes.

A série nasceu, com a espanhola Salvat apostando num segmento – de luxo, onde se deu bem, como por exemplo com a Graphic Novels Marvel citada.  A intenção da Editora é publicar além da série homónima italiana, que lá fora contém as versões coloridas das séries Maxi Tex (Tex Anual no Brasil) e Almanacco del West (Almanaque Tex no Brasil), também os Tex Speciale (Tex Gigante no Brasil), em sua versão colorida. Os primeiros volumes da Salvat procedem do Gigante colorido.


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Outro destaque é que as lombadas formarão um painel, como ocorre em Graphic Novels Marvel e Os Heróis Mais Poderosos da Marvel.

Mas, Tex no Brasil, infelizmente não tem o peso de vendas que a Marvel tem, apesar de seu enorme sucesso – ao contrário da Itália. Em território tupiniquim, infelizmente, as publicações de “luxo” do personagem não deram certo.


A belíssima Tex Gigante Edição Em Cores (essa sim a mais luxuosa até hoje), foi cancelada no 12º volume em Setembro do ano passado (e logo ela que é uma série importante dentro desta nova da Salvat). E a Tex Edição em Cores, sofreu um grande intervalo sem  publicação e retornou com o papel do miolo com qualidade inferior a partir do 31º volume (mas ainda bem que retornou).


Enfim, o mercado brasileiro está em crise, e afecta o mercado editorial também – há revistas que não são mais vendidas em bancas, ou tiveram a quantidade anual de publicações bastante reduzida. Consequentemente, o mercado de quadradinhos dentro do mercado editorial é afectado também.


Mas, por outro lado, Tex segue firme e forte nas demais séries da Mythos, sobretudo no formato p&b/formatinho.

Torçamos para que o mesmo ocorra com o Tex Gold da Salvat!


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A experiência PORTUGUESA de Keiko Ichiguchi (esposa de Andrea Venturi) – Parte 3

Keiko Ichiguchi, desenhadora e esposa do grande, e também desenhador, Andrea Venturi, fez questão de homenagear a recepção que antecedeu a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, publicando as suas impressões pessoais sobre esta sua experiência portuguesa no seu blog pessoal “KeikoSan”!
Para ler a PARTE 1 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!
Para ler a PARTE 2 da sua experiência portuguesa, clique AQUI!

Por Keiko Ichiguchi [1]

Após a partida de Fátima, adormeci. Quando acordei, já não havia sol e passado um pouco chegamos a Anadia, local onde se desenrolaria o evento.

Acolheram-nos os sócios do Clube Tex Portugal. Entre eles alguns vieram do Brasil!! Mas antes de tudo visitamos a casa do “mítico” Zeca, o presidente do fã clube português. Em sua casa há uma zona cheia de livros, pósteres, estatuetas, etc., de Tex, seguramente uma das colecções mais ricas de Tex, que é proclamada pelos fãs como “altar”.


A sua esposa, Fátima, preparou-nos um rico jantar. Foram os primeiros pratos portugueses que eu comi na minha vida.


Bacalhau assado e batatas a murro.


Entrecosto grelhado, arroz e salada. Uma salada aparentemente comum – com tomate, alface e cebola – era de comer e chorar por mais!!!


Tanto o prato de carne como o de peixe parecem pesados, não? Mas na realidade não são assim tão pesados, mas sim muito saborosos. E como eu comi tanto!

Depois do jantar, um pequeno passeio pela cidade. A minha primeira impressão de Anadia? “Parece uma cidade deserta de um filme Western…”. Quem sabe como será o evento que se iniciaria no dia seguinte?


A minha viagem portuguesa continua no próximo episódio >

[1] (Texto publicado originalmente no blogue “KeikoSan”, em 25 de Maio de 2017)

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Tex e os TEXianos presentes no XIII Festival de BD de Beja

Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Rui Brito, Carlos Moreira, Pedro Bouça e Teresa Moreira no standa Polvo Editora, em Beja, com exemplares portugueses de Tex nas mãos

Nesta última sexta-feira, dia 26 de Maio, foi inaugurado o XIII Festival de Banda Desenhada de Beja, um dos mais importantes Festivais dedicados à 9ª Arte em Portugal, evento que decorrerá na capital do Alentejo até ao próximo dia 11 de Junho já que o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja realiza-se este ano entre os dias 26 de Maio e 11 de Junho, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional, epicentro desta Festa da BD. São 18, as exposições patentes ao público, e 10, os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola, Itália e pela Roménia…
Para além das exposições, o Festival oferece aos visitantes uma Programação Paralela bastante diversificada onde pontuam as apresentações de projectos, as conversas à volta da BD, o lançamento de livros, as sessões de autógrafos, workshops, concertos desenhados, etc., etc. Como não podia deixar de ser, o Festival tem também à disposição dos visitantes o Mercado do Livro – a maior livraria do país durante este período, com mais de 60 editores presentes – e uma zona comercial com várias tendas instaladas (venda de action figures, arte original, pósters, prints, etc.).


E foi precisamente no Mercado do Livro, onde obviamente Tex está presente através das publicações da Polvo Editora, que se reuniram vários fãs e coleccionadores de Tex que neste sábado, 27 de Maio, aproveitaram para se deslocar a Beja e desfrutar de mais um grande evento dedicado à banda desenhada e onde então se pode inclusive comprar as belas edições de Tex como se pode ver pelos exemplares nas mãos dos pards Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Carlos Moreira, Pedro Bouça e da Lilyth Teresa Moreira no stand da Polvo Editora e acompanhados pelo editor Rui Brito, ficando assim a informação para todos os interessados que se desloquem a Beja nas próximas duas semanas que podem encontrar os exemplares portugueses à venda por lá.

Momento de lazer em Beja, com a presença do jornalista João Miguel Lameiras

Mas por Beja também estiveram muitos outros pards conhecidos, como por exemplo o José Eduardo Monteiro, o jornalista João Miguel Lameiras e Carlos Rico o responsável maior pelos eventos da Banda Desenhada em Moura e o principal responsável pela primeira vinda de um desenhador de Tex a Portugal, Fabio Civitelli em 2007, que abriu portas para a vinda do próprio Civitelli e de muitos outros autores de Tex no nosso país até aos nossos dias.

Carlos Moreira e Carlos Rico

Uma das estrelas presentes neste sábado, foi o desenhador Paolo Mottura, italiano que já fez mais de 100 histórias para as revistas da Walt Disney (entre as suas histórias mais apreciadas da Disney, podemos mencionar “Moby Dick”, “On the road”, “Metopolis” e as histórias feitas para a revista PK.), mas que inclusive já desenhou Dylan Dog para a Sergio Bonelli Editore e que ficou admirado por ver os admiradores que Tex tinha no nosso país, posando inclusive com  Carlos Moreira e Mário João Marques, directores do Clube Tex Portugal e segurando nas mãos um exemplar da revista do Clube Português dedicado ao Ranger!

Carlos Moreira e Mário João Marques com o desenhador Paolo Mottura que exibe um exemplar da revista do Clube Tex Portugal após ter desenhado um belo Mickey

Enfim, mais um grandioso evento dedicado à Banda Desenhada em Portugal onde o nosso amado Ranger se fez presente através das suas edições e dos seus fãs e coleccionadores…

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Lançamentos Mythos Editora: Novidades de Zagor e Tex a CORES

* Nos próximos dois meses, a Mythos Editora, a casa brasileira das personagens Bonelli, brinda-nos com duas fantásticas edições a cores, respectivamente de Zagor e Tex!.

Pela primeira vez a CORES vamos ter A ORIGEM DE ZAGOR, aventura que marcou a estreia de Zagor no Brasil, em 1978, através da Editora Vecchi e que foi republicada, igualmente a preto & branco, 11 anos depois pela Editora Record. Em Itália, a juventude de Zagor foi contada nos números 55 (“A origem de Zagor”) e 56 (“O rei de Darkwood”) da série regular e na sétima edição especial (“A Lenda de Wandering Fitzy”).

Esta edição de Zagor com o selo da Mythos Editora tem o formato tradicional da editora paulista, ou seja, o formatinho e tem a estreia anunciada para 28 de Junho: a Edição Especial em Cores de Zagor #1 traz uma história completa (168 páginas) e a cores do Espírito da Machadinha e cuja capa, de Gallieno Ferri, damos a conhecer de seguida a todos os nossos leitores:


Zagor conta a Chico a triste história do seu passado, desde quando ele era menino e morava com o pai e a mãe numa cabana às margens do rio Clear Water e, num dia terrível, os Wilding foram atacados e mortos pelos índios abenakis, liderados por um branco, Salomon Kinsky. Jurando vingança, o futuro rei de Darkwood não conseguia aplacar a sua sede de vingança, até que um dia se viu frente a frente com Kinsky, e esse encontro mudaria para sempre a sua vida.


Já no que a Tex diz respeito, a Mythos Editora tem marcado para dia 28 de Julho a publicação de Tex em Cores #33, e onde podemos ler a edição com o título “Assalto ao Castelo” e que traz a conclusão da aventura d’O Grande Rei, como a própria capa, de Claudio Villa, indicia. No Canadá a nuvem de uma rebelião indígena começa a cobrir o céu, e somente a bravura de Tex e dos seus amigos pode deter uma tragédia que já se espalha pelos Estados Unidos. Contando com inúmeros recursos financeiros e espalhando o medo, o líder deste levante, que se auto-denomina o Grande Rei, traz na sua mente a criação de um novo reino no qual ele será o líder supremo. Entre ele e sua sombria realização existe somente um obstáculo: Tex.


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