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Collezione storica a colori nº 247 – Il richiamo del sangue
Tex nº 247 – IL RICHIAMO DEL SANGUE

Vídeo: Tex Willer – Edições Especiais
Vídeo: Tex Willer – Edições Especiais
Hoje no blogue do Tex apresentamos o vídeo do canal Quadrinhos & Companhia com apresentação do coleccionador Eduardo M. Wisniewski, onde são abordadas TODAS as Edições Especiais da Saga de Tex de 1971 até aos nossos dias. Trata-se de uma viagem ao longo dos mais de 46 anos de Tex ininterrupto nas bancas brasileiras, com passagem pelas editoras Vecchi, Rio Gráfica, Globo e Mythos (e não só):
Mas para conhecermos melhor o autor do vídeo mostrado anteriormente, damos a conhecer também um vídeo de sua autoria, onde Eduardo M. Wisniewski nos explica porque ele é fã e coleccionador do Ranger:
As Leituras do Pedro: Tex Especial Colorido #8 (Laboratório)
As Leituras do Pedro*
Tex Especial Colorido #8
Ameaça nas trevas, de Boselli e Franzella
Duelo na Missão, de Ruju e Tisselli
A Quadrilha Hogan, de Simeoni
Chindis, os espíritos, de Mignacco e Vannini
Mythos Editora
Brasil, Fevereiro de 2017
160 x 210 mm, 130 p., cor, capa mole
R$ 21,90 / 7,00 €
Laboratório
Número sim, número não, o Tex Especial Colorido, nas edições pares, com histórias curtas, afirma-se cada vez mais como um laboratório no qual se prepara, na base da tentativa e erro – ou acerto – (parte d)o futuro do ranger. Ou tão só o momento presente de cada leitura, por muito interessantes que elas possam revelar-se.
Este oitavo número da série – quarto para o que hoje analiso – mostra-o mais uma vez. Gráfica e tematicamente. Fracassando ou sendo bem-sucedido. Abrindo portas ou, quem sabe, fechando-as. Vamos avançar história a história.
Ameaça nas trevas traz a Tex o fantástico e o sobrenatural num nível que talvez só tenha atingido com Mefisto. A história, que parte dum assassinato anunciado em quarto fechado, é equilibrada e desenhada de forma sólida, dando a possibilidade de El Morisco brilhar como co-protagonista.
Duelo na Missão, apresenta-se como a mais original das quatro, embora dificilmente o futuro de Tex possa passar por aqui. A diferença começa no desenho a um tempo realista e de base fotográfica e contraditoriamente impressionista, servido por uma paleta de cores nada habitual em Tex, em que predominam os ocres e os tijolos. E acaba na verdadeira protagonista deste conto, Patricia Graves, mulher de um militar de alta patente e raptada por um comanche; vítima do síndroma de Estocolmo ou mulher nascida antes do seu tempo, terá uma surpreendente palavra a dizer quando o destino lhe proporcionar a oportunidade de escolher.
Por vezes, o desejo de segurança deita tudo a perder; na banda desenhada também acontece mais vezes do que se possa pensar. A Quadrilha de Hogan, história tradicional de contornos (re)conhecidos, se vive no esteio do que Tex fez quase sempre nos seus quase 70 anos de vida, também não se distingue deles o suficiente para impressionar ou deixar lembrança, pois o relato é previsível e o desenho está bem abaixo dos padrões do ranger.
A fechar, Chindis, os espíritos, ‘trilha’, se assim posso escrever, sendas similares a duas das abordagens anteriores: o sobrenatural fantástico de Ameaça nas Trevas e o tratamento gráfico diferente de Duelo na missão. Em relação a ambas, de forma menos conseguida, quer pela história baseada na procura de vingança pelos espíritos de uns índios mortos, quer graficamente com o desenho irregular mal servido por um colorido diferente mas deficientemente aplicado.
Uma nota final para uma chamada de atenção para a capa, que é assinada por Tanino Liberatore, que muitos recordarão de Ranxerox…
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Andrea Venturi e Leomacs pelos caminhos da Bairrada
Por José Carlos Francisco (texto e fotos) e Keiko Ichiguchi (fotos)
A Bairrada é uma região situada na Beira Litoral, em Portugal, que compreende os concelhos de Mealhada, Anadia, Cantanhede, Águeda e Oliveira do Bairro, caracterizando-se essencialmente pela forte produção vitivinícola, sob a denominação Bairrada e sendo também considerada Região Demarcada, bem como pelo afamado Leitão Assado à Bairrada.
E foram pelos caminhos da Bairrada que os afamados desenhadores italianos de Tex, Andrea Venturi e Leomacs passearam nos passados dias 28, 29 e 30 de Abril de 2017 na companhia dos seus pards José Carlos Francisco, Andreia Sofia e Ana Beatriz, antes da inauguração oficial da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal. Caminhos esses também percorridos por Keiko Ichiguchi, esposa de Andrea Venturi que o acompanhou nesta sua “aventura” portuguesa.
A oportunidade de dar a conhecer um pouco da região Bairradina a Andrea Venturi, Leomacs e Keiko Ichiguchi prendeu-se com o facto dos desenhadores italianos terem ficado hospedados na Malaposta, Quartel General de Tex em Portugal. O passeio começou após a sua chegada, na noite de sexta-feira, 28 de Abril, depois de um jantar devidamente apreciado pelos convidados, e precisamente pela capital da Bairrada, Anadia, uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 3.034 habitantes. A cidade de Anadia está inserida na freguesia de Arcos. Lugares desta freguesia: Anadia, Arcos, Famalicão e Malaposta. Anadia é ainda sede de um município com 216,64 km² de área e 31 422 habitantes.
Passeio nocturno e que levou Keiko Ichiguchi, a desenhadora japonesa a confidenciar que Anadia “Parece uma cidade deserta de um filme Western…”. E para “esclarecer” essa dúvida, voltamos a passear por Anadia na manhã de sábado, 29 de Abril, na companhia da jovem Ana Beatriz Francisco.
Tradição ou lenda refere que o seu topónimo proviria de Ana Dias, proprietária de extensa vinha na periferia da povoação. O vinho produzido, de óptima qualidade, era por ela vendido junto da estrada de Coimbra, o que lhe granjeara tal fama, que o seu nome ficaria ligado a esta terra para sempre: Ana Dias, Ana Dia, Anadia.
A afamada Estância Termal da Curia (a Curia deve a sua existência às propriedades curativas das suas famosas águas. Já no tempo dos Romanos a qualidade da água da Curia era conhecida e, para eles, a Curia era Aquae Curiva – água que cura), localizada em pleno coração da Bairrada vitivinícola, também foi alvo de um passeio que muito agradou a embaixada italo-japonesa.
“AQUAE CURIVA” era o nome conhecido ao tempo da ocupação da Península pelos romanos, que conheciam as nascentes e as exploravam. Do topónimo “CURIVA” adveio o nome da actual povoação, a CURIA, uma das mais antigas e afamadas estâncias hidrológicas portuguesas. Durante séculos, as termas viveram no esquecimento, até que em 1900 foi fundada a Sociedade das Águas da Curia, por iniciativa de Albano Coutinho.
As termas da Curia, hoje em dia, oferecem ao Aquista a tradição termal unida ao conforto e à tecnologia moderna, usada no novo edifício termal, que ficou concluído em 1993. Assim, as Termas da Curia satisfazem as exigências do aquista durante todo o ano, tanto para uma cura termal como para férias relaxantes.
A Curia é então hoje uma moderna estância de saúde que oferece ao aquista um avançado complexo termal com tratamentos especializados para combater doenças metabólico-endócrinas, cálculos renais e infecções urinárias, hipertensão arterial, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas, programas de recuperação de forma física, reabilitação, fisioterapia correctiva e dietas de emagrecimento.
Com génese nas águas termais descobertas então há muito pelos Romanos, a Curia é constituída de uma verdadeira mancha verde ímpar, propõe-nos um despertar para os verdadeiros sentidos da vida: regressamos ao nostálgico ambiente dos dourados anos 20 e mergulhamos na arquitectura “Belle Époque” e “Arte Nova”.

José Carlos Francisco, Ana Beatriz, Andrea Venturi, Leomacs e a bela arquitectura do Parque da Curia
Apreciamos os gigantescos plátanos, respiramos o ar perfumado por calmas tileiras, passeamos pelos belos jardins e pelo frondoso Parque das Termas e deixamo-nos deambular pelos pitorescos caminhos por entre vinhedos, mas, acima de tudo, sentimos o raro prazer de viver um sentimento de liberdade e de espaço onde os únicos limites são a imensidão do verde das árvores e infinito azul do céu.
Local paradisíaco onde Tex seria muito bem vindo e certamente ficaria agradado com este passeio na companhia de Andrea Venturi e Leomacs.
Caminhos curiosamente percorridos já anteriormente por Fabio Civitelli, Pasquale Del Vecchio, Massimo Rotundo, Maurizio Dotti e inclusive pelo editor Dorival Vitor Lopes aquando das respectivas passagens pela portuguesa Região Bairradina…
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