Nesta movimentada ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer, em plena floresta junto a uma velha mina abandonada, a ser atacado por um imponente puma que acabaria por ser morto pelo Ranger.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Springfield Calibro 58” de Claudio Nizzi e Victor De La Fuente (Tex italiano #441 e #442).
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Por todos os cantos [do Brasil] – nas praças, ruas e avenidas – o nosso ranger preferido se exibe como nunca antes aos olhos de todos os pedestres e motoristas. Fui surpreendido nestas últimas semanas com a intensa divulgação de Tex Gold da Editora Salvat nas bancas de jornais brasileiras. Sem desmerecer o sempre muito bem feito trabalho das editoras Vecchi, Globo e Mythos, que possibilitaram a existência dos títulos regulares de Tex nos últimos 46 anos, percebo que o momento agora é diferente e especial, até por tratar-se de um novo produto e, consequentemente, com estratégia específica de marketing.
Como leitor e coleccionador há mais de 30 anos, estou acostumado a reparar em cada detalhe de bancas de jornais e livrarias que estão em meu caminho. É aquele instinto de sempre buscar alguma novidade na ânsia por novos lançamentos. Já tivemos épocas bem melhores das bancas de jornais no Brasil, onde as revistas eram dispostas em modo mais organizado internamente e também nos expositores externos, aqueles protegidos com o vidro que permitem a visualização de quem caminha na calçada ou passa de carro. Falando especificamente de Tex, não foram poucas as vezes que vi cartazes colados na parte externa para promover lançamentos de Tex Gigante e Tex Edição Histórica. Mas fora isso, as publicações sempre estiveram ali dentro disputando espaço com os demais quadradinhos.
Agora, com Tex Gold, é possível afirmar que, pela primeira vez, o ranger realmente está por todos os cantos. Seja pendurado na parte de cima, no caixa, na parte de fora e em espaços nunca antes ocupados (em parte pelo tamanho avantajado do pacote que traz o livro e o póster). Bancas que não costumam receber os títulos de linha de Tex, agora exibem a chamativa colecção da Salvat. Como se não bastasse, no intervalo comercial de importantes redes nacionais de televisão, é possível assistir o spot publicitário que divulga Tex Gold.
Existe uma somatória de factores que contribui para o sucesso da publicação. Além da agressiva estratégia de divulgação da Salvat, oferecendo um produto de qualidade com bom preço, o momento oportuno para o formato de quadradinhos em capa dura. Começou no Brasil com os heróis Marvel e DC, seguiu com as personagens Disney e agora chegou à linha Bonelli. Foi também uma inteligente forma de forçar a entrada dos quadradinhos nas livrarias. Trata-se de uma óptima oportunidade de atrair aquele leitor que não se sente motivado em comprar os formatinhos de banca, mas que gosta da ideia de ler quadradinhos em um livro de luxo, que ficará bem exposto em sua estante. Oportunidade de atingir novos leitores, muitos deles que nunca leram Tex pelo preconceito com o branco e preto, e agora não têm mais desculpa com a possibilidade de ter em mãos um álbum semelhante às demais personagens de banda desenhada. E quem sabe até, tamanho entusiasmo, passar a comprar também os títulos regulares da Mythos.
Não há dúvidas de que esta enxurrada de Tex em bancas e livrarias terá um efeito positivo para reaquecer o personagem às vésperas de seu aniversário de 70 anos. E, no embalo, possibilitar que a Mythos lance as diversas edições especiais que a Bonelli prepara para 2018.
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Renzo Calegari (5 de Setembro de 1933 – 5 de Novembro de 2017)
(5 Setembro 1933 – 5 Novembro 2017)
Por Mário João Marques
Esta é uma das notícias que nunca queremos dar, mas que a lei da vida a isso nos obriga. Renzo Calegari, grande desenhador do fumetto italiano, faleceu no passado domingo, dia 5, aos 84 anos, deixando a banda desenhada mais pobre. Artista com duas grandes paixões, o desenho e a história, Calegari deixou bem patente o seu talento em 54 anos de uma intensa carreira, onde dedicou particular atenção ao oeste americano, compondo páginas de verdadeira literatura desenhada.
Nascido em 1933, em Bolzaneto (Génova), Calegari começou a desenhar em 1955 para o estúdio de Rinaldo Dami, iniciando o seu percurso ao lado de autores como Gino D’Antonio em El Kid ou I Tre Bill, ou Gianluigi Bonelli em Big Davy. A partir de 1964 assina uma das suas obras primas, La Storia del West, em colaboração com grandes autores, entre eles Gino D’Antonio, Sergio Tarquino e Renato Polese, onde vai contar a longa saga da família MacDonald durante o período dos primeiros colonos no oeste americano. Deixa a banda desenhada em 1969 para integrar o movimento de 68, regressando à sua paixão na década de 70 com outra obra prima, a mini-série Welcome to Springville, escrita por Giancarlo Berardi. Para a Orient Express e Il Giornalino realiza a série Boone e Gente di Frontiera, até chegar a Tex, desenhando La Ballata di Zeke Colter (auxiliado por Stefano Biglia, hoje um dos autores de ponta de Tex e Luigi Copello), uma aventura escrita por Claudio Nizzi publicada no Almanacco del West 1994. Em 2004 desenhou uma aventura bélica para Mister No, Storia di um Soldato, escrita por Michele Masiero. Finalmente, em 2007 desenhou para a Sergio Bonelli Editore Bandidos!, um western escrito por Gino D’Antonio.
Com o seu talento e a sua paixão, Calegari exprimiu cultura nos seus trabalhos como poucos conseguem fazer, mas nos últimos anos da sua vida passou por momentos difíceis, sobretudo após o falecimento da sua mulher, vivendo carências a nível económico e humano, facto que, infelizmente, parece ser característico de alguns dos grandes artistas nas suas mais variadas atividades. Os apelos em seu auxílio fizeram-se sentir, nomeadamente para que este grande autor fosse incluído na Lei Bacchelli, como efetivamente veio a acontecer, um fundo a favor de cidadãos ilustres, importante não só do ponto de vista material, mas também como sinal de reconhecimento público e de solidariedade pelo seu empenho e carreira. Um artista que nunca renegou os seus ideais e que ao longo da sua vida sempre lutou por uma sociedade mais livre e justa, por isso, Renzo Calegari foi sempre alguém que viveu para além das suas belas pranchas.
Morreu no último domingo, aos 84 anos, poucos dias após a sua carreira ter sido reconhecida com o prémio Turio Copello, instituído pela sociedade económica de Chiavari e que se destina a premiar a criatividade dos artistas locais.
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Por José Carlos Francisco (texto) e Carlos Moreira (fotos)
As revistas CLUBE TEX PORTUGAL #1, 2ª Edição
Devido a dezenas de pedidos de sócios do Clube Tex Portugal, em particular dos inúmeros novos associados dos últimos dois anos que quando se associaram ao Clube Português dedicado ao Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948 e que já não tinham à sua disposição a mítica Revista Número 1 do Clube, lançada em Novembro de 2014 e que se esgotou completamente ao fim de pouco tempo, a Direcção do Clube Tex Portugal decidiu fazer uma 2ª Edição da Revista #1 de modo a satisfazer todos os pedidos permitindo assim que todo e qualquer sócio possa ter na sua colecção a edição que deu início a um projecto único e hoje em dia muito valorizado, tanto que fomos sabedores que já houve exemplares da Revista Número 1 que foram vendidos (por sócios que na época de lançamento compraram mais do que um exemplar) por valores a rondar os 25 euros.
Capa (realizada por Andrea Venturi) da 2ª Edição da Revista nº 1 do Clube Tex Portugal
A 2ª Edição da Revista nº 1, tem a menção na capa de que se trata de uma 2ª Edição, assim como traz igualmente na capa o mês de Outubro de 2017 e não Novembro de 2014. Foram as duas únicas alterações, mantendo-se religiosamente igual toda a restante revista de 32 páginas, como se pode ver nas diversas fotografias que damos hoje a conhecer aos nossos leitores e sócios. Esta segunda edição da Revista do Clube Tex Portugal mostra a solidificação do projecto da Revista do Clube Tex Portugal, que crescendo e fortalecendo-se a cada novo número faz com que os novos sócios desejem adquirir os primeiros números e prova do cada vez maior sucesso da Revista Portuguesa que conta em cada número com participações dos mais renomados autores de Tex, é que para além da Revista número 1, TODAS as seis edições publicadas até hoje estão completamente esgotadas pelo que em Abril de 2018, aquando da 5º Mostra do Clube Tex Portugal a realizar nos dias 29 e 30 de Abril, iremos ter o lançamento da 2ª Edição da Revista Número 2 e depois a sensivelmente cada seis meses teremos a republicação de um novo número.
Teresa Moreira exibe vários exemplares da revista nº 1, 2ª edição, do Clube Tex Portugal
Falando da Revista número 1 em si, para quem ainda não a possui, informamos que é TOTALMENTE a CORES, tem o FORMATO A4 e conta com textos de Mário João Marques (que escreve sobre Pasquale Del Vecchio e também Leituras e Apontamentos), Júlio Schneider (Hola, Amigo), Carlos Moreira (1º Convívio do Clube Tex Portugal) , José Carlos Francisco (1.ª Mostra do Clube Tex Portugal), Jorge Magalhães (Como eu encontrei Tex Willer em Barcelona), Jorge Machado-Dias (Porque não gosto de westerns), Sérgio Madeira de Sousa (Giovanni Ticci – O elo), Pedro Cleto (A cor em Tex: Um longo caminho a percorrer) e Paulo Guanaes (Da indiferença ao sucesso estrondoso) e DESENHOS EXCLUSIVOS de ANDREA VENTURI, STEFANO BIGLIA e MAURIZIO DOTTI!
Teresa Moreira e as revista nº 1, 2ª edição, do Clube Tex Portugal
Mas o intento principal deste texto é informar os sócios do Clube Tex Portugal que Carlos Moreira, director do Clube Tex Portugal já recebeu da gráfica os exemplares da revista CLUBE TEX PORTUGAL #1 da 2ªEdição e juntamente com a sua esposa Teresa Moreira, também ela sócia do Clube dedicado ao Ranger, já iniciou os preparativos para começar a enviar aos sócios do Clube Tex Portugal espalhados por Portugal e pelo mundo os tão ansiados exemplares de modo a enriquecerem as colecções de cada um dos sócios que ainda não possuem esta preciosidade.
Kiva, a guardiã das cobiçadas revistas nº 1 do Clube Português
Revista nº 1 da 2ª edição do Clube Tex Portugal
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A 28ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, o Amadora BD 2017, um evento organizado pela autarquia da Amadora, está a decorrer, na capital portuguesa da Banda Desenhada, até ao dia 12 deste mês de Novembro O festival conta com diversas exposições, lançamentos editoriais e a presença de autores portugueses e estrangeiros de banda desenhada e tal como nos últimos anos tem decorrido no Fórum Luís de Camões.
Este ano o tema é “A Reportagem“, um dos géneros do Jornalismo e que, no caso da banda desenhada, pode ser concebido e realizado por artistas, com “uma liberdade criativa maior, ainda que tenham que relatar factos, sempre sob o dever de manter a ética e o compromisso com a sociedade“, referiu a organização aquando da inauguração do evento. E mesmo não havendo este ano nenhuma exposição ou lançamento relacionado a Tex Willer, ao contrário do ano passado, também se pode encontrar à venda todas as edições portuguesas de Tex com o selo da Polvo Editora, exemplares esses que se encontram à venda no stand da Polvo já que a editora de Rui Brito mais uma vez marca presença no maior evento da banda desenhada em Portugal.
Edições portuguesas de Tex à venda no stand da Polvo Editora durante o Festival Amadora BD 2017
O stand da Polvo tem à venda TODAS as edições de Tex publicadas até hoje, inclusive o volume praticamente esgotadoPatagónia, uma das mais emblemáticas aventuras de Tex, escrita por Mauro Boselli e superiormente ilustrada por Pasquale Frisenda, publicada no dia 9 de Maio de 2015, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, na cidade de Anadia, integrado na 2ª Mostra do Clube Tex Portugalque contou com a participação de Pasquale Frisenda.
Mas também Tempestade sobre Galveston (com as duas versões de capa) de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, assim como O segredo do juiz Bean (igualmente com as duas versões da capa) de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda e ainda Ouro negro (com a capa exclusiva para Portugal) de Gianfranco Manfredi e Leomacs, podem ser adquiridas no stand da Polvo por quem for visitar este ano o maior festival de banda desenhada realizado em solo português.
Directores e sócios do Clube Tex Portugal, com o editor Rui Brito no stand da Polvo
Trata-se de uma OPORTUNIDADE IMPERDÍVEL DE ADQUIRIR OS QUATRO VOLUMES DA COLECÇÃO TEX ROMANCE GRÁFICOpara quem visitar o Festival e ainda não possuir estas verdadeiras obras-primas da 9ª Arte (grossos volumes de 18,5 x 24,5 cm com mais de 200 páginas, impressas em papel de boa gramagem, com uma nitidez perfeita do preto-e-branco, capa em cartolina com badanas e com prefácios exclusivos para as edições portuguesas), poder comprá-las e degustar quatro movimentadas histórias, cheias de acção e que fazem jus à saga de quase 70 anos de Tex Willer.
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