No passado dia 7 de Fevereiro a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 688 de Tex, intitulada “Il messaggero cinese” (“O mensageiro chinês”) que contém a primeira parte de uma história escrita por Pasquale Ruju e desenhada por Ugolino Cossu; uma aventura que andará ao redor de intrigas e mistérios na Chinatown de San Diego!
A bela Sun tem um poder mágico nas suas mãos. O malvado tio Wu deseja-a para si próprio, de modo a poder prolongar a sua própria existência. O jovem Charlie Xu, que deseja salvá-la, nada pode fazer contra a hegemonia das Tríades da baía de San Diego, mas Tex Willer e Kit Carson lutam a seu lado desencadeando um verdadeiro inferno em Chinatown!
A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial assim como de um esboço alternativo mas também da arte final a preto e branco e da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex:
Esboço inicial da capa de Tex #688, da autoria de Claudio Villa
Esboço alternativo da capa de Tex #688, da autoria de Claudio Villa
Arte final a preto e branco da capa de Tex #688, da autoria de Claudio Villa
Capa de Tex #688, pintada por Claudio Villa
Capa de Tex #688
Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje, qual a sua opinião, caro leitor?
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* Banda desenhada, cinema, pintura, animação: Os mil rostos de um artista ecléctico. De Brendon a Tex passando pela banda desenhada erótica.
Massimo Rotundo
Desenhador, ilustrador, criador gráfico de personagens, figurinista, artista, pintor, professor. A carreira de Massimo Rotundo atingiu todos os ofícios da arte de desenhar. A XXIII edição do evento de Romics (5 a 8 de Abril de 2018) premeia o percurso do artista romano atribuindo-lhe o prestigiado prémio Romics d’Oro, atribuído em cada ano ao considerado melhor desenhador de Itália.
Massimo Rotundo na cerimónia de inauguração da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia, 2016
Nascido em Roma em 1955, Massimo Rotundo é um dos fundadores e docentes da Scuola Romana dei Fumetti e trabalha também para o cinema e teatro, onde já colaborou com nomes como Martin Scorcese ou Paul Verhoeven. Na banda desenhada conta com uma vasta e larga experiência, fruto de uma carreira eclética iniciada no já longínquo ano de 1978. Para além de muitos outros trabalhos, destaque para a sua participação em revistas como L’Eternauta, Comic Art, Orient Express, Heavy Metal e L’Ècho des Savanes, assim como trabalhos para as editoras francesas Delcourt,Glénat e Albin Michel.
Na Sergio Bonelli Editore vai desenhar para as séries Brendon, incluindo as respectivas capas a partir do nº 45, Volto Nascosto e Shanghai Devil, sendo também o autor de todas as capas destas duas mini-séries escritas por Manfredi. Já foi distinguido por várias vezes, com destaque para o prémio Yellow Kid de 1990 como melhor desenhador italiano e o Gran Guinigi em Lucca.
Massimo Rotundo estrela texiana em Anadia, em 2016
E ainda hoje cultiva uma paixão pela criação pictórica, assinando sob o nome de Max Grecoriaz. Artista de grande exuberância criativa, Rotundo vai alternando a sua actividade pelos vários campos da arte, uma exigência pessoal que não lhe permite especializar-se em determinado sector.
Necessitado de estímulos constantes, a possibilidade de desenhar para Tex vai permitir-lhe enfrentar um género ainda pouco frequentado pelo autor, o western.
Massimo Rotundo e a sua arte Texiana
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Lembro que há 40 anos; em Janeiro de 1978, ganhei do meu querido e saudoso pai (in memoriam), a revista de Tex nº 82, com o título Pat, o Irlandês, (1ª edição). Aquela capa “encheu-me os olhos” pela beleza daquele tipo de desenho, onde naquela ocasião, me estava sendo apresentado aquele magnífico personagem de faroeste. Lamentável que posteriormente não teve a mesma qualidade na 2ª edição (Outubro de 1982) e pela mesma editora. Cito também a primeira revista de Tex que comprei, sendo a nº 21, Os Renegados de Virgínia City (2ª edição – Janeiro de 1979). Todos publicados pela extinta Editora VECCHI.
Há 40 anos que acompanho Tex e Ele me acompanha. Na minha vida, muitas das decisões tomadas foram espelhadas em Tex Willer e seus Pards, até mesmo o meu carácter foi “moldado”, baseado em tudo que Tex é e representa. Ele é o “espelho” de rectidão, lei e justiça, indo contra tudo e todos que simpatizem ou exerçam o preconceito, a escravidão, o racismo, a corrupção e toda e qualquer situação que promova a “injustiça”. Tenho prazer imenso de gostar da 9ª Arte (Banda Desenhada) e orgulho de coleccionar, divulgar e ser apaixonado pelo grande Águia da Noite.
Naquela ocasião, já conhecia os Seriados de BatMasterson, Bonanza, Daniel Boone, Durango Kid, Lone Ranger, O Homem do Rifle, Paladino do Oeste, RinTinTin e Zorro. Personagens estes já existentes em Histórias em Quadrinhos.Apesar de que não tinha condições financeiras para comprar as BD’s sobre as séries supracitadas e a acessibilidade de locais de compra era difícil onde eu morava.
A partir daquele momento nasceu a “minha paixão” pelo Ranger TexWiller e seus pards, durante todo este tempo e até os dias actuais.
No passado mês, Janeiro de 2018, pesquisando na Internet sobre o Universo de Tex, encontro este desenho supracitado; onde um garoto está lendo uma revista de Tex, cercado de tantos outros; incluindo póster e vestido caracterizado como o herói o qual estava lendo, sendo um verdadeiro Cosplay naquele instante.
Lembro que no tempo de minha infância, só havia para vender máscaras (Lone Ranger, Zorro), lenços pretos (Durango Kid), chapéu, capa e espada (Zorro); colt de plástico ou alumínio e que não havia ainda o devido conhecimento e nem divulgações através de qualquer tipo de mídia sobre o “UNIVERSO COSPLAY”.
Nota: Cosplay é um termo em inglês, formado pela junção das palavras costume (fantasia) e roleplay (brincadeira ou interpretação). É considerado um hobby onde os participantes se fantasiam de personagens fictícios da cultura pop japonesa. Pode estar relacionado com personagens de games, animes e mangás e também englobar qualquer outro tipo de caracterização que pertença à cultura pop ocidental. Normalmente, os cosplayers (pessoas que fazem cosplay) são fãs dos personagens que representam e das respectivas séries, filmes, games ou desenhos a que este personagem venha a pertencer. (Fonte: https://www.significados.com.br/cosplay/)
Chamou-me a atenção; o calendário datado do ano de 1978, aonde me vieram saudosas lembranças de minha juventude, acrescida de emoções. Senti-me como se tivesse “servido de modelo” para a realização do desenho (rs); onde eu era loiro e tinha 14 anos na época supracitada (talvez a idade do garoto do desenho).
O desenho supracitado é de autoria do grande desenhador Pasquale Frisenda, mas senti-me “homenageado” diante desta “grande coincidência” ou daquele velho paradoxo “estava escrito”. Neste ano em que se comemoram os 70 anos de criação do nosso amado Ranger, no dia 30de Setembro, registo os meus 40 anos de paixão, aprendizado e emoção com uma imensidão de momentos de felicidade. Hoje em dia, além de coleccionar e pesquisar; promovo e divulgo Tex, sempre que posso e dentro das minhas condições financeiras e temporais, com imenso prazer e realização pessoal.
Minha eterna gratidão para o seu criador Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini (criador gráfico); como também à Sergio Bonelli Editora – SBE, Tex Willer Blog (Zeca), Portal Texbr (Gervásio Santana), Confraria Bonelli (Joana Rosa), Tex Willer- Águia da Noite (G.G. Carsan), Quarto dos Sonhos (Adriano Rainho), Mythos Editora (Dorival Lopes) e a todos aqueles que ajudam a promover e divulgar no mundo este magnífico personagem do genuíno faroeste. E antes e acima de tudo a Deus por me permitir estar vivendo tudo isto actualmente e durante estes 40 anos. Vida longa a TexWiller.
TEX NÃO É APENAS UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS DE UM COWBOY. É UM ESTILO DE VIDA. (Zenaldo Nunes)