Jornal “Público”, de 5 de Maio, aborda o Vermelho e o Branco de Le Storie – Sangue e Gelo

Texto da secção INICIATIVAS de 05/05/2018
Banda desenhada
João Miguel Lameiras

Jornal “Público”, de 5 de Maio, aborda o Vermelho e o Branco de Le Storie – Sangue e Gelo

O vermelho e o branco

* Colecção Bonelli — Vol 5
* Le Storie – Sangue e gelo
* Argumento – Tito Faraci
* Desenhos – Pasquale Frisenda
* Quinta-feira, 10 de Maio
* Por + 10,90€

Embora muita da sua popularidade derive do carisma das suas personagens famosas, como Tex, Dylan Dog, Júlia ou Dampyr, para falar apenas das que os leitores portugueses tiveram oportunidade de descobrir nas semanas anteriores, a aposta da Bonelli não se limita às séries com personagens recorrentes. Basta ver Sangue e Gelo, o volume da série Le Storie, que preenche a quinta entrega desta colecção dedicada à editora milanesa.

Uma nova série, sem personagens fixos, que recupera o conceito da mítica colecção Un Uomo, un’Avventura, uma das experiências editoriais mais prestigiadas da Bonelli, por onde passaram os maiores nomes da BD italiana, como Pratt, Manara, Crepax e Toppi, a quem foi dada total liberdade para escreverem e desenharem histórias sem heróis. É esse mesmo espírito que está presente em Le Storie, título criado em 2012 para acolher histórias complexas, bem contadas e mais bem desenhadas, libertas dos constrangimentos habituais nas publicações clássicas da editora, tendo geralmente como pano de fundo um acontecimento histórico concreto. Um título por onde já passaram alguns dos melhores escritores e desenhadores italianos, como Claudio Nizzi, Mauro Boselli, Gianfranco Manfredi, Corrado Mastantuono, Paolo Bacilieri, Roberto Recchioni, Giovanni Freghieri, Bruno Brindisi ou Gampiero Casertano, sem esquecer Aldo di Gennaro, o ilustrador responsável pelas capas da série.

Ambientada em finais de 1812, na Rússia do czar Alexandre I, Sangue e Gelo tem como ponto de partida a retirada do exército napoleónico, desgastado pela estratégia russa da “terra queimada”, deixando atrás de si centenas de milhares de homens à fome, que lutam pela mera sobrevivência num ambiente de gelo e horror. Contrários à ideia de se renderem a um destino aparentemente inelutável, os homens do capitão Lozère partem em busca de um pouco de pão e de um abrigo quente, na esperança de uma improvável salvação, acabando por ir ao encontro de um destino imprevisto, que mostra que há horrores ancestrais ainda piores do que os da guerra…

Escrita por Tito Faraci, que os leitores portugueses conhecem de Daredevil & Capitão América: Segunda Morte, álbum desenhado por Claudio Villa, um dos mais prestigiados ilustradores da Bonelli e integrado na linha Marvel Transatlantico, Sangue e Gelo conta com arte de Pasquale Frisenda, o desenhador de Patagónia e O Segredo do Juiz Bean, duas aventuras de Tex publicadas recentemente em Portugal pela Polvo.

Se essas duas histórias já deixavam perceber todo o talento gráfico e narrativo de Frisenda, aqui o trabalho do desenhador milanês é absolutamente superlativo e um perfeito exemplo de como o traço e a cor podem ser usados em termos tanto psicológicos como narrativos. Assim, o branco da neve que cobre os campos gelados da Rússia é rasgado pelo vermelho do sangue e do fogo, cuja presença se vai tornando cada vez mais importante à medida que a história resvala para um horror sobrenatural.
Uma descida ao coração das trevas magistralmente ilustrada por Frisenda que, de acordo com as necessidades da história, alterna entre o preto e branco de alto contraste, uma aguada de guache cinzento que mancha o branco da página e da neve e o vermelho que vai invadindo as páginas, numa perfeita articulação entre texto, imagem e cor.

AGENDA

Quinta-feira, 10
Colecção Bonelli
5º volume Le Storie – Sangue e gelo

Chegou a primeira colecção editada em Portugal inteiramente dedicada à BD italiana, reunindo oito das mais famosas personagens da Bonelli, em dez volumes com histórias inéditas em português. A arte italiana chega em forma de quadradinhos, em exclusivo nos quiosques.

Copyright: © 2018 Público; João Miguel Lameiras
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

A Lenda de Tex, na visão de uma leitora estreante

Por Cristina Alves[*]

A colecção Bonelli começa com Tex, um herói já conhecido pelo público português através da Polvo, e que celebra, em 2018, 70 anos de existência. Confesso que nunca tinha lido Tex e que peguei neste livro à espera de um Western típico, que me recordasse os livros de pequenas aventuras no faroeste – e foi o que encontrei mas este volume surpreendeu-me por ter pontos inovadores na forma como o herói encara os seus inimigos e na forma como desenlaça o conflito.

Na primeira história de Tex sabemos apenas que o Ranger procura alguém mas ficamos na dúvida, até ao final, sobre quem será. Esta missão leva-o a cruzar com um caçador de prémios, Wannabe, que terá conhecido há muito tempo. Este caçador procura um criminoso menor por razões pessoais, busca que o leva a tentar cooperar com Tex.

Já na segunda história, Tex segue, também, um rasto, mas quem persegue quer ser perseguido e cria um rasto de vítimas com o óbvio objectivo de tecer uma armadilha.

O mito do chupa-cabra é explicado na terceira aventura, mostrando um monstro que raramente se mostra. Após o assalto a uma diligência os assaltados dão de caras com estes monstros selvagens, monstros pelos quais um cientista tem mais fascínio do que medo.

A história final é bastante diferente, apresentando uma disputa entre um índio e um oficial, resultando no rapto da mulher do oficial. O resultado desta aventura é original para uma história deste género, mostrando uma mulher em quebra com o seu papel social.

Não esperem, claro, uma banda desenhada de elevada profundidade psicológica mas, mesmo assim, Tex surpreendeu pela positiva com alguns detalhes na narrativa que vão para além dos típicos Western, e alguns elementos psicológicos mais complexos do que a minha expectativa. São histórias movimentadas que cativam o leitor e que entregam bons momentos de diversão.


Para além de alguns detalhes na narrativa que vão para além dos típicos Western, Tex surpreendeu, também, pelo visual. Os desenhadores vão mudando ao longo das histórias e é de realçar o traço e a coloração da última, mais onírica que acompanha uma narrativa onde se ultrapassam os papéis usuais de cowboy e índio.


Este volume de Tex pertence à colecção Bonelli publicada pela Levoir em parceria com o jornal Público.

[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “Rascunhos“, em 3 de Maio de 2018)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

ANADIA RENDIDA AO “TEX WILLER” DURANTE DOIS DIAS – Jornal da Bairrada noticia a 5.ª Mostra do Clube Tex Portugal realizada no Museu do Vinho Bairrada

Jornal da Bairrada, de 03/05/2018
Texto da secção Culturas/Educação

Jornal da Bairrada noticia a 5.ª Mostra do Clube Tex Portugal realizada no Museu do Vinho Bairrada

ANADIA RENDIDA AO “TEX WILLER” DURANTE DOIS DIAS

Durante o passado fim de semana, dias 28 e29 de Abril, Anadia foi a ca­pital “Tex”, com a realização, no Museu do Vinho Bairrada, da 5.a Mostra do Clube Tex Portugal.

Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, dois conceituados dese­nhadores italianos, foram as estrelas deste encon­tro que reuniu fãs e coleccionadores da banda desenhada “Tex”, e que ali apresentaram diversas pranchas das histórias que conceberam para o personagem.

Um dos pontos “altos” foi a chegada de Tex Wi­ller, a cavalo, ao Museu do Vinho Bairrada, um momento vivido com emoção e alegria pelos presentes, e que marcou o arranque desta quinta mostra. Na sessão de abertura, que decorreu no auditório do espaço museológico municipal, os responsáveis do Clu­be Tex Portugal atribuí­ram ao Museu do Vinho Bairrada/Município de Anadia o titulo de sócio honorário pela forma como tem recebido,ao longo destes cinco anos, as mostras dedicadas a Tex. O momento foi apro­veitado por Alessandro Bocci e Alessandro Nes­polino para oferecerem à autarquia as pranchas originais dos desenhos que fizeram proposita­damente para esta exposição.

A presidente da Câma­ra Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, agrade­ceu a distinção e a oferta dos trabalhos originais, que irão agora enriquecer as colecções do museu. A autarca deu as boas vindas a todos os participan­tes, desejando que pudes­sem aproveitar a oportunidade para desfrutar o muito que Anadia ofere­ce aos visitantes. Deixou ainda uma mensagem de agradecimento aos responsáveis do clube por, uma vez mais,terem escolhido o concelho para realizarem a mostra do Clube Tex Portugal.

O programa do en­contro contemplou ex­posições, aulas de dese­nho ao vivo, workshops, sessões de autógrafos, e, ainda, um jantar tertúlia com os artistas. O even­to contou com o apoio da Câmara Municipal de  Anadia.

Copyright: © 2018 Jornal da Bairrada

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Tex Willer (na arte de Rossano Rossi) no Castelo de Beja, à espera dos seus admiradores

Por José Carlos Francisco

Cartaz do 14º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, da autoria de Susa Monteiro

Comemoram-se em 2018 os 70 anos de vida editorial de Tex Willer, a lendária personagem, dos fumetti, criada por G. L. Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (desenho) no distante ano de 1948 e o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja que entra este ano na sua 14ª edição e realizar-se-á entre os dias 25 de Maio e 10 de Junho, não poderia ficar indiferente a estas 7 décadas de vida de uma das personagens de banda desenhada mais amadas em Portugal e que leva sempre atrás de si uma enorme legião de fãs e coleccionadores.

Rossano Rossi vem a Beja desenhar para os seus fãs

O primeiro fim-de-semana (25, 26 e 27 – sexta, sábado e domingo) como é tradicional, será o mais preenchido. A inauguração ocorrerá dia 25 de Maio, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura. E este ano a abrilhantar o evento alentejano teremos a presença de Rossano Rossi, o consagrado desenhador natural de Arezzo, terra que o viu nascer em 1964, que assim vem comemorar a efeméride (70 anos de Tex) a Portugal para deleite dos seus fãs e admiradores.

Rossano Rossi, desenhador de Tex convidado para o 14º Festival Internacional de BD de Beja

Como forma de agradecimento pelo convite efectuado por Paulo Monteiro, o director do Festival de Beja, Rossano Rossi desenhou Tex em Portugal, mais precisamente em Beja. O desenhador aretino elegeu a Torre de Menagem do Castelo de Beja, obra que se deve ao Rei D. Dinis, que a mandou edificar em 1310 e que é considerada como sendo um dos melhores exemplos de arquitectura medieval, tendo aproximadamente, 40 metros de altura e uma escadaria de acesso que possui 198 degraus e que para além de ser considerada a mais alta da Península Ibérica, tem ainda a particularidade de ter sido toda construída em mármore, como pano de fundo para esta nova presença de Tex na cidade de Beja, já que em 2010 Fabio Civitelli também trouxe o Ranger até à capital do Baixo Alentejo.

Tex Willer (na arte de Rossano Rossi) no Castelo de Beja

Desenho este que  o blogue português do Tex divulga para o mundo, mas sobretudo para os apaixonados Texianos portugueses em mais um inédito e exclusivo mundial. Mostramos também para efeito de eventual comparação, uma fotografia da Torre de Menagem do Castelo de Beja…

Torre de Menagem do Castelo de Beja

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)