Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)
Alessandro Nespolino a desenhar para os seus fãs em Anadia
No decurso da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, Alessandro Nespolino brindou dezenas de Texianos presentes com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de alguns dos presentes no evento bairradino.
Alessandro Nespolino e a magia da sua arte
Mas os desenhos realizados por Nespolino não se ficaram apenas pelos produzidos no decorrer do evento, isto porque Alessandro Nespolino foi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor italiano tivesse por vezes que os realizar em condições inapropriadas, mas a todos Nespolinosempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a cada Texiano e sempre com um sorriso encantador no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porque Nespolino foi tão admirado pelos seus fãs (e pelas suas admiradoras) portuguese(a)s.
Alessandro Nespolino e o Águia da Noite para a Semiramis
O blogue do Tex mostra de seguida, a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.
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Este ano o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja realiza-se entre os dias 25 de Maio e 10 de Junho. Inaugura no dia 25, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura.
Mas o Festival também se espalha pelas ruas do centro histórico. Boa parte das exposições estarão patentes no Centro Unesco, no Forno da Ti Bia Gadelha, na Galeria da Rua dos Infantes, no Museu Regional de Beja, no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, no Palacete Vilhena – Sede do EMAS, e no Pax Julia – Teatro Municipal.
São 8, os núcleos expositivos.
E 21, as exposições, com autores de muitas partes do Mundo: Brasil, Espanha (País Basco), França, Itália, Portugal e Suécia.
O Festival oferece ainda aos visitantes uma Programação Paralela bastante diversificada: apresentação de projectos, conversas à volta da BD, lançamento de livros – este ano serão 16 -, sessões de autógrafos, concertos desenhados, etc. Terá também à disposição de todos o Mercado do Livro, com mais de 60 editores presentes, venda de arte original, venda de merchandising, etc.
Na sexta-feira 25 e no sábado 26 as noites são de concertos desenhados (a programação só termina às 4h00 da manhã). O primeiro fim-de-semana (25, 26 e 27 de Maio) reunirá os autores representados nas exposições.
Hoje no Blogue do Tex vamos falar da participação de Rossano Rossi, desenhador de Tex que estará presente em Beja nos dias 25, 26 e 27 e que tem uma exposição, com originais seus, dedicada à sua arte:
ROSSANO ROSSI –ITÁLIA
Rossano Rossi
Rossano Rossi nasceu em Arezzo, em 1964. Desde pequeno que manifestou um gosto muito grande pelo desenho e, em particular, pela banda desenhada. A sua estreia profissional fez-se na segunda metade dos Anos 80, altura em que desenhou várias histórias autónomas para as revistas Blitz, Intrepido, Ramba e Splatter.
No início dos Anos 90 começou a colaborar com a Sergio Bonelli Editores, realizando o lápis para algumas histórias de Mister No. Em 1994 integrou a equipa da colecção Zona X, da Bonelli, para a qual realizou os episódios “La stirpe di Elän” e “Magic Patrol“, passando depois a desenhar as aventuras da personagem Jonathan Steele. Desenhou, ainda, as aventuras do detective Nick Raider (inspirado no actor Robert Mitchum) para se estrear com Tex no Almanacco del West 2005. Ao todo realizou 5 histórias de Tex.
Neste momento encontra-se a trabalhar numa nova história de Tex que será dividida em dois livros, com base em textos de Pasquale Ruju, escritor e autor de banda desenhada.
Arte de Rossano Rossi em Tex
Do programa oficial do Festival, constam as seguintes actividades que envolvem o consagrado desenhador Rossano Rossi:
DIA 25 DE MAIO, SEXTA-FEIRA
CASA DA CULTURA – ENTRADA: 21h00 – Abertura do Festival por Paulo Arsénio, Presidente da Câmara Municipal de Beja.
– Lançamento do Splaft! – Catálogo do Festival n.º 14 (Bedeteca de Beja).
– Visita às exposições.
DIA 26 DE MAIO, SÁBADO
CASA DA CULTURA – ARCADAS EXTERIORES / MERCADO DO LIVRO SESSÃO DE AUTÓGRAFOS – Das 18h00 às 19h30 Com Alexandre Leoni e André Morgado / André Diniz / Cristina Matos / José Ruy / Luís Cruz Guerreiro / Luís Guerreiro / Manuele Fior / Max Andersson / Marco Gervasio / Marta Teives e Pedro Moura / Mosi / Pierre-Henry Gomont / Rossano Rossi / Sofia Neto / Tainan Rocha / Wagner Willian / Autores da exposição Pentângulo) / Autores do colectivo TLS
CASA DA CULTURA – BEDETECA DE BEJA (1º andar) Das 22h15 às 22h45 Dois Dedos de Conversa–Rossano Rossicom José Carlos Francisco.
Tex Willer (na arte de Rossano Rossi) no Castelo de Beja
Mais informações (Autores presentes, exposições, programa oficial, mapa, horários, informações úteis, a cidade e o festival e contactos) referentes ao Festival Internacional de BD de Beja estão disponíveis no sítio Internet oficial do Festival.
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Jornal “Público”, de 19 de Maio, anuncia Martin Mystère e O mistério da Atlântida no 7º volume da Colecção Bonelli Portugal
Texto da secção INICIATIVAS de 19/05/2018 Banda desenhada João Miguel Lameiras
Capa do volume 7 – Martin Mystère -O destino da Atlântida
Martin Mystère e O mistério da Atlântida
* Colecção Bonelli * Vol 7 – Martin Mystère – O destino da Atlântida * Argumento – Alfredo Castelli * Desenhos – Cardinale, Orlandi e Toppi * Quinta-feira, 24 de Maio * Por + 10,90€
Depois de Tex, Dampyr, Dylan Dog e Julia, chega a vez de Martin Mystère se estrear nesta colecção dedicada à editora Bonelli. Criado em 1982 por Alfredo Castelli, Martin Mystère, o “detective do impossível”, é um verdadeiro “Homem do Renascimento”.
Antropólogo, arqueólogo, especialista em História da Arte, Línguas e Cibernética, investigador, apresentador do programa de televisão Os Mistérios de Mystère, escritor, aventureiro e iniciado nos cultos esotéricos, Mystère utiliza a sua vastíssima cultura para desvendar os mais variados enigmas, apoiado pelo seu fiel Java, um corpulento Homem de Neanderthal.
Este volume traz duas histórias bem distintas de Martin Mystère. A primeira dessas histórias, O Destino da Atlântida cuja acção se inicia nos Açores, está bem integrada na continuidade da série, remetendo para episódios anteriores, especialmente para o primeiro volume da série, publicado em 1982, em que Mistère descobre nos mares dos Açores vestígios arqueológicos que provam a existência da Atlântida. Desta vez Martin Mystère tem de se aliar ao seu eterno inimigo, Orloff, para trazer de volta à nossa era o satélite militar que provocou a destruição da Atlântida e de Mu, 10 mil anos antes.
O volume termina com Assunto de Família, uma história curta de 22 páginas, publicada originalmente no Almanaque Martin Mystére n.º 16, de 1999, e posteriormente adaptada a um CD-ROM. Essa história, ilustrada por Sergio Toppi, em que a descoberta de uma gravação de vídeo traz revelações sobre a presença de extraterrestres no nosso planeta, é mais um exemplo da colaboração de Toppi com a editora de Sérgio Bonelli, em que o desenhador adapta a narrativa e a planificação às características habituais das publicações da editora, sem abdicar do seu estilo mais pessoal e inconfundível, bem evidente nas máscaras africanas que ornamentam o escritório de Mystère.
AGENDA
Quinta-feira, 24
Colecção Bonelli
7º volume – Martin Mystère – O destino da Atlântida
Chegou a 1.ª colecção editada em Portugal inteiramente dedicada à BD italiana, reunindo oito das mais famosas personagens da Bonelli, em dez volumes com histórias inéditas em português. A arte italiana chega em forma de quadradinhos, em exclusivo nos quiosques.
Tex – Colecção Bonelli #6 A pista dos fora-da-lei Mauro Boselli (argumento) Carlos Gomez (desenho)
O Assassino de Índios Claudio Nizzi (argumento) Andrea Venturi (desenho)
Levoir/Público Portugal, 17 de Maio de 2017
190 x 260 mm, 216 p., pb, capa dura 10,90 €
O(s) verdadeiro(s) Tex
O subtítulo acima – por muito estranho que possa soar em relação a uma personagem com 70 anos de existência ininterrupta e que tem sabido actualizar-se e manter-se moderno – tem uma dupla explicação. A primeira, mais simples: é um piscar de olho ao texto sobre A Lenda de Tex, que inaugurou esta colecção Bonelli Levoir/Público que resumi como ‘O Outro Tex’, uma vez que as duas histórias deste modelo estão mais próximas daquele que se poderá considerar o seu ‘padrão’ – o que mais uma vez pode soar estranho em relação a uma personagem com 70 anos de existência ininterrupta e que tem sabido actualizar-se e manter-se moderno…
A segunda, mais complexa, diz respeito à disparidade – complementar? – de conceitos que os dois argumentistas deste volume – Mauro Boselli e Claudio Nizzi – aplica(ra)m ao ranger. Não quero repetir aqui o que Mário João Marques tão bem escreveu na sua conseguida introdução a este volume – que aconselho a ler atentamente, pelo atrás exposto e pela espreitadela à forma de trabalhar da Sergio Bonelli Editore – por isso vou abordar apenas as histórias em si, apesar dessas diferenças, exemplos mais prementes do que Tex realmente é e do que ele representa.
Porque apesar das diferenças, é o mesmo Tex que as protagoniza. Um Tex inflexível, determinado, violento quando necessário, solidário e capaz de confiar nos seus parceiros quando as situações a isso obrigam. O Tex que tem fãs determinados por todo o mundo, o Tex que se mantém vivo nas bancas – e agora também livrarias – italianas há décadas.
E porque, apesar dessas diferenças, ambas são exemplos de um western moderno, embora de pendor clássico; um western puro e duro, apesar das variações, nomeadamente o trabalho quase de detective dos dois rangers em O Assassino de índios. Um western com tudo para agradar aos apreciadores do género, mas também capaz de seduzir outros leitores que gostam de uma banda desenhada de aventuras bem escrita e desenhada.
Porque, mais uma vez nesta colecção Bonelli, o trabalho gráfico dos desenhadores merece ser destacado. A iniciar-se em Tex, Venturi – que já vimos no magnífico Dylan Dog: A Saga de Johnny Freak – apesar de aqui e ali revelar alguma rigidez e de o sentirmos preso a modelos, revela também as qualidades que fazem dele, hoje, um dos grandes desenhadores de Tex.
Mas é Carlos Gomez quem mais brilha, com um traço deslumbrante, mais sujo e impreciso, mas também de volumes mais definidos e mais pormenorizado. E não posso terminar, sem chamar a atenção para a longa sequência inicial de A pista dos fora-da-lei, que decorre toda ela sob uma forte tempestade e a forma como Gomez a aproveita, tirando partido da chuva e da iluminação dos relâmpagos para orquestrar um magnífico jogo de luz e sombras.
P.S. – De regresso da Anadia, da 5.ª Mostra do Clube Tex, alguém (exterior à BD), a quem mostrava os autógrafos que de lá trouxe, ao ver um dos Tex em formatinho da Mythos, disse-me: “Não sei como lês essas coisas…!”
Em resposta – a ele, a todos aqueles que torcem o nariz (com uma certa razão) a esse tipo de edição – mostrei-lhe os três primeiros tomos desta colecção Bonelli Levoir/Público, cuja qualidade ele admirou, tendo de seguida ficado surpreendido quando lhe expliquei que a origem das histórias era a mesma, mas tinham uma ‘embalagem’ diferente. Sim, sem dúvida, o tamanho importa! .
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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