Jornal “Público”, de 9 de Junho, anuncia o encerramento da Colecção Bonelli Portugal com Dylan Dog

Texto da secção INICIATIVAS de 09/06/2018
Banda desenhada
João Miguel Lameiras

Dylan Dog encerra colecção Bonelli

Jornal “Público”, de 9 de Junho, anuncia o encerramento da Colecção Bonelli Portugal com Dylan Dog

* Colecção Bonelli – Volume 10
* Dylan Dog – Os Inquilinos Arcanos
* Argumento – Sclavi, Mignaco e Baraldi
* Desenhos – Roi, Breccia e Manara
* Quinta-feira, 14 de Junho
* Por + 10,90€

Depois de ter protagonizado o terceiro volume, com o clássico Johnny Freak, Dylan Dog regressa para encerrar esta colecção, num volume que recolhe três histórias curtas a cores. A primeira, Os Inquilinos Arcanos, é uma história em três capítulos autónomos, mas que se completam, publicada originalmente na revista Comic Art. Assinada por Tiziano Sclavi, o seu criador e por Corrado Roi, um dos melhores desenhadores da série Dylan Dog, Os Inquilinos Arcanos centra-se nos estranhos fenómenos que afectam um edifício em Londres, o condomínio Castevet.

Apesar do número reduzido de páginas, todos os elementos que caracterizam o trabalho de Sclavi estão presentes de forma concentrada, começando pelo humor negro, o toque surreal e as homenagens e citações. Ilustrada por Corrado Roi, cujo fabuloso trabalho é perfeito na criação do ambiente opressivo, esta história em três partes tem também a singularidade de ser umas das raras aventuras de Dylan Dog em que este troca a habitual camisa vermelha, que se tornou a sua imagem de marca, por uma simples camisa branca.

As outras duas histórias que completam esta edição, foram publicadas na revista Dylan Dog Color Fest. O Grande Nevão, assinala a estreia do argentino Enrique Breccia (A Vida de Che) na Bonelli, aproveitada pelo argumentista Luigi Mignaco para fazer uma bela homenagem à mais importante BD argentina, El Eternauta, de Oesterheld e Solano Lopez.

Finalmente, em Bailando com um Desconhecido, Nives Manara ilustra uma história de fantasmas escrita por Barbara Baraldi. Uma história com uma sensibilidade bem feminina, escrita por uma fã de Dylan Dog que se tornou uma das principais argumentistas da série e ilustrada com uma delicadeza também feminina por Nives Manara, a irmã mais nova de Milo Manara.

AGENDA

Quinta-feira, 14
Colecção Bonelli
10º volume – Dylan Dog – Os Inquilinos Arcanos

Chegou a primeira colecção editada em Portugal dedicada à BD italiana.

Copyright: © 2018 Público; João Miguel Lameiras
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As Leituras do Pedro – Mister No: OVNIS na Amazónia

As Leituras do Pedro*

Mister No – Colecção Bonelli #9
Capa exclusiva e inédita de Fabio Civitelli

OVNIS na Amazónia

Tiziano Sclavi (argumento)
Fabio Civitelli (desenho)


Garimpeiros
Guido Nolitta (argumento)
Roberto Diso (desenho)

Levoir/Público

Portugal, 7 de Junho de 2018
190 x 260 mm, 136 p., pb, capa dura
10,90 €

Actualidade

Pode soar estranho atribuir a este texto o título Actualidade quando o tema é – parece ser – OVNIS, mas quando Tiziano Sclavi o escreveu, em meados da década de 80, ia ao encontro de uma das grandes curiosidades do leitor comum. Desenvolver a narrativa à sombra da Guerra Fria – também no topo da actualidade – reforça aquela ideia, bem como – num contexto temporal diferente – colocar o ênfase da trama na corrida espacial que opunha EUA e URSS na década de 50, em que a história decorre.

Mister No, aliás Jerry Drake, é um antigo piloto norte-americano que, após a II Guerra Mundial, desiludido com a humanidade, decidiu ir viver para a Amazónia, sobrevivendo dos pequenos biscates que vai fazendo com o seu pequeno avião.

OVNIS, arranca com um choque entre ele e um objecto voador não identificado – a própria definição em si, que pode, deve, ser sempre considerada num âmbito mais vasto que o simples veículo não terrestre – e leva Mister No a encontrar-se sozinho, perdido, em plena selva amazónica. Uma tribo de índios que o quer sacrificar e o encontro com um cosmonauta russo, são outros dos ingredientes de uma história dinâmica, bem-humorada de forma inteligente e que mostra o ridículo – tantas vezes – das posições políticas radicais e dos preconceitos e o valor inigualável da amizade e da cooperação. Datada – pelas temáticas já referidas – mas continuando perfeitamente legível nos dias de hoje – de forma vantajosa se o leitor tiver o conhecimento do contexto aqui referido, este é mais um belo exemplo da banda desenhada Bonelli, popular, essencialmente de entretenimento e (quase sempre) com algo mais. Actual, portanto.


Nota 1
Este volume inclui uma segunda história curta, Garimpeiros, escrita por Guido Nolitta – pseudónimo de Sergio Bonelli, ele mesmo, o criador da personagem – mais próxima do tom geral da série, em que encontramos o protagonista mais uma vez em plena selva, agora a braços com uma questão familiar entre cunhados, provocada pela cupidez e a avareza.

Nota 2
Ovnis na Amazónia, tal como A Lenda de Tex, o volume inaugural desta colecção Bonelli, da Levoir com o jornal Público, ostenta uma capa original, criada especialmente para este volume, desta vez por um autor com o estatuto de Fabio Civitelli – que assina também o desenho da história principal.
Tal não seria possível – como toda a colecção em si, possivelmente – sem a intermediação junto da Sergio Bonelli Editore e dos autores de José Carlos Francisco, por estes dias um dos nomes a reter no que à BD Bonelli diz respeito, bem para lá da sua faceta mais conhecida de coleccionador.

Nota 3
Andarão enganados os que pensam que a actual colecção Bonelli, da Levoir com o jornal Público marca a estreia destes heróis em Portugal. Essa distinção também não cabe a Tex, alvo de várias edições recentes pela Polvo, nem à passagem do ranger pela Colecção Clássicos da Banda Desenhada – Série Ouro (Correio da Manhã/Devir, 2003/2004).
O primeiro herói Bonelli editado no nosso país – os primeiros para ser mais exacto – foram este mesmo Mister No e Zagor, em duas colecções com os seus nomes, lançadas pela Portugal Press de Roussado Pinto.
Zagor foi o primeiro, em Agosto de 1978 – há quatro décadas já – seguindo-se Mister No em Dezembro do mesmo ano. Com 16 e 12 edições respectivamente, eram revistas com 48 páginas, próximas do formato original italiano, mas capazes de publicar as histórias tal como tinham sido pensadas ou remontadas de forma inenarrável e penosa, tal como eram igualmente a tradução e a legendagem.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Mister No: OVNIS na Amazónia (com capa exclusiva e inédita) – ESTA quinta-feira com o jornal Público

Capa do volume 9 da Colecção Bonelli – Mister No & OVNIS na Amazónia

Por Levoir

* Mister No – OVNIS na Amazónia, saiu para as bancas neste dia 7 de Junho. Fabio Civitelli, autor que já participou em diversos eventos portugueses, realizou em exclusivo a capa desta edição de Mister No, colorida pelo desenhador português Ricardo Venâncio. Tiziano Sclavi (o criador de Dylan Dog, com dois volumes nesta colecção), é o argumentista.

Mister No é um piloto americano, Jerrome (Jerry) Drake, sobrevivente da segunda guerra mundial que desiludido com a violência e as imposições da sociedade ocidental abandonou a América, e escolhe no coração da Amazónia a cidade de Manaus para viver como guia turístico. Honesto, sincero, preguiçoso, amante de álcool e de mulheres bonitas, está sempre pronto para se lançar em novas aventuras, é um rebelde por natureza, como demonstra o seu apelido – Senhor Não.

O livro que apresenta Mister No aos leitores portugueses, comporta duas histórias. A primeira, “Ovni”, conta a história da queda de um satélite russo em plena selva amazónica que provoca a destruição do avião de Mister No e a hostilidade dos indígenas, que vêem no estranho fenómeno um sinal dos Deuses.Um encontro inesperado, que ocorre na sequência da queda de um satélite russo em plena selva amazónica, provocando a destruição do avião de Mister No e motivando a hostilidade dos indígenas, que vêem no estranho fenómeno um sinal de desagrado divino. A história de uma amizade improvável que floresce, independentemente das bandeiras e das ideologias, como sucede com No e Arkady, o cosmonauta russo, escrita um ano antes de Gorbachov subir ao poder, é um tema grato a Sergio Bonelli, mas Sclavi não deixa de juntar o seu toque pessoal, introduzindo, de forma ambígua, alguns elementos fantásticos na narrativa. Uma história muitíssimo bem ilustrada pelo traço de grande detalhe  e legibilidade de Fabio Civitelli, que se revela senhor de um apuradíssimo jogo de sombras, bem evidente nas cenas nocturnas e nos pesadelos de Mister No e de um óptimo sentido de mise-en-scène, de que a entrada em cena de Arkady, com o seu traje espacial, é um exemplo perfeito.

A segunda história, Garimpeiros, é uma história curta escrita pelo próprio Sergio Bonelli (com o pseudónimo Guido Nolitta) e desenhada por Roberto Diso, que começou a desenhar Mister No logo na edição n.º 5 e que, com o tempo, acabou por se tornar o mais importante desenhador da série, ocupando-se também das capas da revista a partir do n.º 116. Bem representativa da colaboração da dupla, “Garimpeiros” coloca Mister No em confronto com diferentes aspectos da ganância humana, quando é obrigado a transportar os cunhados de um garimpeiro brasileiro até ao local onde este supostamente encontrou a jazida que o tornou um homem rico.

Características deste volume 9 da Colecção Bonelli
Tradução – Pedro Cleto
Prefácio – Pedro Bouça
Capa dura
Preto & branco
Nº páginas – 136
Formato – 190 x 260mm
Preço 10,90€

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Após LONGA epopeia, Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, chega aos sócios do Brasil

Antonio Carlos da Silva, popularmente conhecido por Rouxinol do Rinaré e Ricardo Elesbao exibem orgulhosamente as suas revistas do Clube Tex Portugal

Após uma longa epopeia de vários meses, a revista nº 7 do Clube Tex Portugal, finalmente começou a chegar aos sócios brasileiros, epopeia essa que envolveu a alfândega do Brasil, ou mais rigorosamente a Unidade de Tratamento Internacional de Curitiba, onde as revistas do Clube Tex Portugal estiveram retidas, sem explicação plausível, durante mais de três meses.

Jesus Nabor e as duas versões da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Jesus Nabor e as duas versões da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Renato Alves da Silva e a felicidade por ser possuidor da revista nº 7 do Clube Português

Mas o importante é que finalmente a situação foi desbloqueada em Maio e neste início de Junho são já vários os sócios brasileiros do Clube Tex Portugal que já receberam o(s) seu(s) exemplar(es) e como prova disso mesmo enviaram-nos fotografias onde mostram orgulhosamente o seu mais recente item internacional de Tex Willer, fotos essas que inserimos a ilustrar este texto, até como forma de compensação pelo imenso tempo que estiveram à espera da sua(s) revista(s), já que são vários os sócios do Brasil que para além da revista com a capa principal, adquiriram também um exemplar com a capa variante, ambas da autoria de Stefano Biglia!

Luiz Eugénio Barroca e os seus dois exemplares da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

E perante a cada vez mais elevada qualidade da revista, segundo os próprios sócios, os elogios também chegam até nós, aumentando ainda mais a fasquia para o próximo número, a publicar em Julho e que terá capa exclusiva, ou melhor capas já que teremos uma vez mais duas capas, de Pasquale Del Vecchio. Vejamos as palavras, públicas, do sócio brasileiro João Marin, que em breve vai publicar no Brasil um livro, de sua autoria, comemorativos dos 70 anos de Tex: “Revista excelente, como sempre. Óptimas matérias e artigos, digna dos texianos…”

João Marin exibindo a arte de Leomacs e a belíssima capa de Stefano Biglia na revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Para terminar, mostramos um pequeno, mas belo, aperitivo sobre a revista nº 7 do Clube Tex Portugal, num vídeo do ilustre sócio Thiago Gardinali:

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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